Teoria do rondó Ressonâncias com rimas diferentes

 

O rondó Ressonâncias, foi criado em 15 de janeiro de 2019, pela poetisa Fernanda R. Mesquita em sua residência em Edmonton, na Província de Alberta, no Canadá. O título se deve à repetição de parte do primeiro verso nas estrofes seguintes do poema. O rondó Ressonância versa sobre qualquer tema que gere reflexão e instigue o eu lírico. Quanto à medida do verso: os versos do rondó Ressonâncias podem obedecer à métrica de 8, 9 ou 10 silabas métricas ou ainda ser composto em verso livre.

 O rondó Ressonâncias com rimas diferentes possui título e três estrofes: duas quadras e uma sextilha. Nenhuma das três estrofes está sujeita a rimar entre si. As duas quadras são formadas com rimas cruzadas, (ABAB) sendo a segunda quadra composta, no final, com a metade do verso inicial da primeira quadra (h). Ficando o esquema rímico assim: (CDCDh)

A constituição da sextilha se dará da seguinte forma:

- Os dois primeiros versos obedecem à rima na condição emparelhada.

- Os quatro últimos versos obedecem à rima na condição cruzada.

- A sextilha, tal como a segunda quadra, finaliza com a metade do verso inicial da primeira quadra. (h). O esquema rímico da sextilha fica assim: (EEFGFGh).

 

Biografia da autora

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Sua página na Casa dos Poetas e da Poesia: https://casadospoetasedapoesia.ning.com/members/FernandaRMesquita

 

Fernanda R-Mesquita nasceu em Portugal a 11 de fevereiro de 1961. Atualmente, vive no Canadá. Tem dupla nacionalidade; portuguesa-canadiana. Mora em Edmonton na província de Alberta. Participa em muitas antologias, quer de contos, quer de poesia. É autora de alguns livros de poesia.

Criou o blog Ponto & Vírgula com a intenção que o trabalho de Irene Coimbra fique registado e seja reconhecido, assim como os de todos os respetivos autores. Acredita que partilhar é viver.  É membro, com orgulho, da Casa dos poetas e da poesia. http://casadospoetasedapoesia.ning.com/

Blog Ponto & Vírgula

https://pontoevirguladivulgando.blogspot.com/2020/?view=sidebar

É autora dos blogs:

Laços de Poesia- divulgação de vários autores

http://laosdepoesia.blogspot.com/

 

Rondó Ressonâncias

https://sites.google.com/view/fernanda-r-mesquita/home

 

Exemplo 1

 

A tua essência criança

 

Nesse canto da paz vive a tua essência criança      (A)

onde a vida se abre a um caminho maior,                (B)

a linguagem, um universo pacifico, herança             (A)

de sons irmanados a energias de amor.                   (B)

 

Pura poesia, teu ser em transformação                    (C)

um espelho da vontade da vida                                (D)

perfeita obra da criação                                            (C)

pelas mãos do amor erguida                                    (D)

nesse canto da paz                                                   (h)

 

Que cresças sem apagar a palavra amor                         (E)

ciente que o reverso não conhece o criador                     (E)

cuja glória se expande nas suas mãos criativas               (F)

que criam filhos não apenas por procriar                          (G)

mas que sejam como as  harpas expressivas                   (F)

nos seus hinos ao amor que não se cansam de tocar      (G)

nesse canto da paz                                                            (h)

 

Fernanda R-Mesquita

 

Exemplo 2

 

Que se demore

 

Que se demore, se demore muito a mão da vida,       [A]

pois sessenta anos é um curto momento do ser;        [B]

se somares outros sessenta à estrada percorrida       [A]

verás fartas fontes com tantas surpresas a correr.      [B]

 

Perceberás a vida em uma outra tonalidade                  [C]

onde o ritmo do tempo cede ao canto da cigarra           [D]

correndo livre das amarras da idade.                             [C]

Pede à vida que se demore, pede com garra:                [D]

que se demore!                                                               [h]

 

Irão olhar-te com os olhos comovidos                                [E]                    

os teus novos versos em recantos escondidos                  [E]

compostos por sonhos que só tu podes escolher.              [F]

Sessenta anos apenas marcam um passado,                    [G]

um marco para uma estrada longa e feliz a percorrer...      [F]

Que por mais sessenta se demore a vida ao teu lado,       [G]

que se demore!                                                                    [h]

 

Fernanda R-Mesquita

 

Regras de composição

1. Todos os membros podem participar.

2. Os poemas serão compostos sobre um mote inspirador que será deixado por cada participante que escrever o último mote deixado.

3. Cada composição será postada na caixa rincipal da oficina.

4. Permite comentários sem imagens.

5. As composições deverão ser postadas em texto escrito sem imagem.

Bom aprendizado e boas composições!

 

Edith Lobato

 

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Respostas

  • Próximo estribilho 

    Em frente...

  • Essa paz...

    Essa paz que sinto vem do infinito.
    Chega a mim com raios cintilantes
    e vem de um lugar sagrado e bendito.
    Adentra em meu ser — é qual um calmante.

    Nela, minha alma repousa, descansa.
    Em quietude, a aflição vai-se embora.
    Sou banhada por brisa que balança.
    Em estesia, sinto-me agora:
    essa paz que sinto vem do infinito.

    Enquanto repousa minha alma, sinto
    bailando pelo ar um cheiro de absinto,
    envolto de estrelas tremeluzentes,
    parecendo gotas caídas do céu,
    das tardes nubladas, sem luz no poente,
    que esconde o sol sob um grande véu,
    trazendo uma paz que vem do infinito.

    Márcia Aparecida Mancebo
    13/10/25

  • Próximo estribilho 

    Essa paz 

  • Recomeço

    Nas ondas do mar, enterrei o passado.
    Foi a melhor coisa que fiz na vida,
    Agora limparei cada passo dado
    para recomeçar a viver ávida.

    Sob as pedras deixei os desenganos,
    com medo das ondas trazerem de volta.
    Quero lembrar somente de cada ano;
    com paz e alegria e sem revolta
    Mas ondas do mar enterrei o passado.

    Irei recomeçar com paz e esperança,
    sem me ater demais às velhas lembranças.
    Meu rumo será pra terras distantes:
    Onde sonhar traz cura para a alma.
    E também o relógio não marca instantes.
    Com a memória em paz, terei calma.
    Nas ondas do mar, enterrei o passado.

    Márcia Aparecida Mancebo
    15/10/25

  • Próximo estrilhilho

    Nas ondas...

  • Princípio e fim

    Ao som da canção a valsa dançamos
    Dali começou um flerte entre nós
    Depois alguns anos o amor professamos
    e juntos seguimos qual dois caracóis!

    De mãos atadas parecendo criança
    com medo perder o carinho tão bom,
    é a único bem que faz parte da herança
    que temos a doar a nossa geração
    que ao som da canção...

    Juntinhos, mãos dadas seguindo a estrada
    retirando pedras, assim é a jornada
    que escolhemos para enveredar.
    E nada nos faz desistir dessa lida
    sem regras existentes ao nosso amar.
    Assim nós seguimos valsando a vida
    ao som da canção...

    Márcia A Mancebo
    02/08/2022

  • Mote em tela

    Ao som da canção...

  • Escolhas

    Os amores da vida, da mocidade
    Alguns estão retidos na lembrança
    que hoje ao recordar vem muita saudade
    daquele tempo tão bom de esperança!

    Fase que parece um belo jardim
    onde os sonhos embalam o viver.
    Bom seria se não tivesse fim.
    Pena, que querer nem sempre é poder
    os amores da vida...

    Embora essa fase passe depressa
    Amores vão, amores vem à beça
    deixando o coração forte a pulsar
    Não existe quem não tenha um, escolhido
    que sentiu verdadeiramente amar
    e, com aliança fez seu marido,
    entre as escolhas dos amores da vida.

    Márcia A Mancebo
    30/07/2022

  • Mote em tela

    Os amores da vida...

  • Esse luar

    Esse luar atrapalha meu banho de rio,
    meu momento de paz sob o céu prateado.
    a floresta em êxtase enquanto sorrio,
    o vento soprando, passando ao meu lado.

    Nada penso, apenas deixo-me ficar,
    sentindo a maresia da água.
    Não tenho dor, há um leve sonhar,
    quero gritar que estou vazia de mágoa,
    mas esse luar atrapalha!

    Não quero despertar os que dormem,
    nem desacomodar os que se redimem,
    pois hão de vir inquirir-me o barulho.
    Aqui aproveito a solidão que não machuca,
    minha viagem astral, meu mergulho
    à nascente das muitas de mim em sinuca,
    mas esse luar atrapalha!

    Edith Lobato

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