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ANTOLOGIA CPP NATAL 2018 - CONTOS NATALINOS

 

 

ANTOLOGIA CPP NATAL 2018 

TEMA: "CONTOS NATALINOS"

de 25/11/18 à 31/01/19

* 02 (duas) obras por autor;

* Textos em prosa com no máximo meia lauda (página);

* Os textos deverão ser pertinentes ao tema e

serão postados dentro desta oficina, na caixa de respostas

abaixo, sem formatação. SOMENTE TEXTOS!

* Os textos farão parte da Antologia de Natal 2018 e do Ebook

da Casa dos Poetas e da Poesia!

* Serão concedidos certificados de participação!

BOAS INSPIRAÇÕES!!!!

"Afinal... - Quem em suas vidas, não tem "muitas histórias e estórias para contar???"

 

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Respostas

  • O MENINO E SUA PIPA!

    O menino sonhava em ver sua pipa,
    Bem alto...
    Seria realizado quando sua pipa chegasse ao céu,
    Foi assim que esse menino ficava horas e horas,
    Cortando papel e varetas...
    E assim foi colecionando vários modelos de pipas.
    Toda tarde depois do horário da escola lá estava ele
    Empinando suas pipas, sua coleção de pipas, que fazia inveja entre
    Seus coleguinhas...
    Sabia cortar e colorir suas pipas como ninguém!
    Foi assim que um dia de natal aconteceu em sua cidadezinha um concurso de pipas...

    uma maneira de dar um pouco de divertimento e alegria as crianças, e as crianças adoram e curtiram...
    O concurso ganharia quem tivesse a pipa mais original e conseguisse colocar mais alto,
    Foi então que o menino caprichou ainda mais...
    Bem, não deu outra, no dia do concurso lá foi ele todo feliz...
    E puxa daqui e dali e olha só a pipa subindo e subindo, o menino nem acreditava
    No que via, mas ouvia os aplausos...
    O sonho do menino estava se realizando...
    Sua pipa subiu até o céu e ele foi o ganhador do concurso!
    - Sempre digo, nunca desista dos seus sonhos...

    Eudalia Martins

    • Gestores Adm

      Oi Eudalia, o conto deve ter algo relacionado com o Natal. Acima estão as regras.

  • A boneca de Maria Luiza

     

    Maria Luiza estava ansiosa pela manhã do dia de Natal. Era quando iria correr para olhar debaixo de sua cama, dentro do sapato que iria deixar, como em todos os anos anteriores, seu presente tão desejado: uma boneca, sua primeira boneca. Desde que completara 3 anos, no ano anterior, que ela sonhava com esta boneca. E sua mãe dizia que se ela pedisse a papai noel o bom velhinho lhe atenderia, pois ele satisfazia aos pedidos das crianças bem comportadas.

    Luiza passara todo o ano bem comportada pensando naquele natal. Tinha pedido a papai noel aquela boneca no natal do ano anterior, mas sua mãe lhe explicara que como sua irmazinha estava doente, papai noel não iria visitar a casa delas para não adoecer. E Luiza ficara triste mas não iria desejar que papai noel adoecesse. Então terminou por se conformar, embora tenha ficado muito triste com a falta de sua boneca. Seu pai lhe fizera uma boneca com um galho da goiabeira que havia no quintal. Tirara as folhas e cortara os galhos para ficar as pernas e os braços da boneca. Mas o rosto da boneca era um pedaço de sabão que seu pai ajustara para parecer com uma boneca de verdade mas era muito feia. Ela queria uma boneca como a que sua coleguinha tinha na escola. Enquanto esperava que chegasse logo o natal daquele ano, sua irmazinha piorou muito e terminou viajando para um lugar que ela não conhecia. Mas sua mãe lhe dissera que era um lugar muito lindo e que ela estava feliz lá. Que era bem pertinho de papai noel e de papai do céu.

    Quando chegou dezembro Luiza não se aguentava de ansiedade. Todos os dias perguntava à mãe se faltava muito para o natal. E ouvia sempre a mesma resposta: está chegando. Não demora muito mais. Mas demorava. E como demorava! E desde que sua irmazinha viajou ela ficava sempre sozinha depois que voltava da escola. Sua boneca já estava com o rosto todo deformado e mole pois quando ela foi dar banho na boneca o rosto dela amoleceu e ficou deformado.

    Bem, mas finalmente chegou a véspera do natal. Naquele dia ela quase não se continha de contentamento. Era um dos dias mais importantes de sua vida. Ela nem sabia que no dia seguinte papai noel não iria trazer sua tão desejada boneca. Mas estava feliz. E queria ir dormir logo pra chegar logo o dia seguinte.

    Foi dormir cedo. Não sem antes deixar seu sapatinho embaixo da cama para receber seu presente de papai noel. Quando ela acordou, correu para olhar seu sapatinho. E qual não foi sua surpresa, quando ao invés de sua desejada boneca, notou que papai noel tinha consertado o rosto de sua boneca antiga. Esta nova boneca tinha um rosto cor de rosa, ao contrário da outra que era verde. Estava bem mais bonita mas não era o que ela estava esperando.

    E assim, Luiza foi mostrar à mãe que papai noel não atendera completamente o pedido dela. Teria sido por causa de alguma traquinagem? Será que papai noel tinha ficado triste com ela? 

    (Alberto Valença Lima)

  • NOITE DE NATAL!
    Foi numa noite de natal
    Que deveria ser uma noite feliz
    Mais uma menina que muito sonhava
    Com o papai Noel.
    Estava ela acostumada a receber o seu presente
    Na arvore de natal, mais não foi assim que aconteceu.
    A família reunida para a chegada do papai Noel
    A menina como os outros foram para a sala para pegar
    Seus presentes, a menina então olhou e olhou
    Mais não tinha nem um presente com seu nome.
    A menina então perguntou para sua mãe porque não
    Havia um presente para ela.
    Foi então que sua mãe responde... Filha você já cresceu
    Então pensei que não se em portava mais com essa
    Do papai Noel, a menina então correu para o quarto
    E chorou... Chorou muito só então entendeu que seu
    Tempo de criança tinha passado.
    Mais posso afirmar essa menina ainda sonha com o papai Noel.
    Eudalia Martins...

  • Gestores

    NataLina

    Pelo vão pequenino da janela dois olhinhos observam atentos o vai e vem da calçada coberta de flocos de neve que caem como bolinhas de algodão.

    Do outro lado da rua dois olhos observam a cena da pequena criança escondida pela vidraça suja, lembranças fluem como uma tempestade e faz com que as emoções aflorem e lágrimas escorram pela face gelada.

    NataLina tinha esse nome porque nascera numa noite linda de Natal e era tão pequenina que quem a visse achava que tinha apenas dois anos quando na verdade tinha cinco... vivia num pequeno porão cedido pelo patrão da mamãe quando o pai falecera.Ela era pequenina, mas lembrava-se de tempos doces, de contos e canções natalinas que seu papai cantava para animá-las nas noites frias. Quando este morreu em um acidente todo seu mundo virou de cabeça para baixo. Perderam tudo que tinham e os credores lhes tiraram sua casa por causa das dívidas. Sua mamãe, apesar da tristeza, não se deixou entregar e trabalhava muito para sustenta-las como camareira em um hotel de luxo. E era da janela do porão desse hotel, onde moravam, que NataLina ou Lina, como era carinhosamente chamada, observava o vai e vem.E era dali, de seu canto secreto, que Lina vigiava um senhor garboso, vestido de vermelho, que todos os dias chegava em seu grande carro e sentava-se numa poltrona aveludada e sorria para todas as crianças que chegavam. Ficava de longe por que sabia que não ele não a veria... tinha outras crianças e ele ficava muito ocupado.

    Naquele dia estava curiosa porque ele não havia aparecido e a poltrona estava lá vazia. Seus olhinhos procuravam, mas sua visão era bem limitada. Quando sua mamãe chegou Lina comentou que o senhor não havia vindo aquela noite e sua mamãe disse que ele estava no hospital pois estava doente. Lina perguntou qual era o nome dele e qual hospital estava. A mamãe sorriu e respondeu assim mesmo eu se chamava Papai Noel e ficou imaginando o que a filha poderia fazer. E se surpreendeu quando Lina pediu para ir visita-lo. Há muito tempo que a mamãe de Lina não questionava seus desejos. Sabia o quanto a filha era especial. Saíram bem cedo no outro dia e foram para o hospital. Ao chegar no quarto viram o senhor de barbas brancas e o olhar triste deitado na cama. Lina o cumprimentou e subiu na escadinha que ficava perto da cama... tirou um pequeno embrulho do bolso e o entregou ao senhor e este abriu o pequeno embrulho e chorou copiosamente.

    Alguns dias se passaram... Lina, de seu posto de observação esperava o bom velhinho voltar, o que não aconteceu. E as festas passaram e toda a decoração foi desfeita.

    Lina brincava na calçada quando viu um carro muito chique chegar e um senhor aproximar-se e perguntar ao porteiro onde poderia encontrar a Sra. Maria Celeste Luz. Lina logo ficou curiosa pois aquele era o nome de sua mãe e ela correu para chama-la. O senhor mostrou alguns papéis e sua mamãe começou a chorar. Depois tudo virou um redemoinho de acontecimentos: sua mamãe a colocou no colo e entraram no carro chique e foram levadas até uma mansão fabulosa. Tudo parecia um sonho... quando entraram ela viu na parede uma foto enorme e soltou um grito de satisfação ao reconhecer o bom velhinho do Papai Noel que ela vigiava todos os dias...afinal ele morava num lugar muito grande e cheio de coisas lindas.

    Depois de algum tempo que pareceu uma eternidade sua mamãe disse que morariam ali por que o bom velhinho era muito rico e havia deixado uma parte de sua herança para elas. Lina não entendia bem, mas sabia que tudo mudaria para melhor.O senhor chique voltou e entregou a Lina um pequeno embrulho vermelho e uma carta que sua mamãe leu:

    “Querida Lina!

    Muitas vezes vi seus olhinhos brilharem por trás da vidraça suja e apesar de tudo que passaram você sempre estava sorrindo e quando foi ao hospital e me entregou este presentinho eu soube na hora que era um anjo lindo enviado por Deus! Obrigado!”

    E junto com a carta, dentro do embrulho estava um anjinho e uma correntinha onde havia uma plaquinha e um pedaço de papel amarrotado com os mesmos dizeres : “Deus te ama e não desistiu! Não desista!”.

    As lágrimas escorriam livres agora pelos olhos que observava do outro lado da rua a vidraça suja do porão onde, em sua inocência de criança, observava e dizia para si mesma: “Deus te ama e não desistiu! Não desista!”

    Maria Angélica de Oliveira – 17/012/18 

  • FESTA DE NATAL!

    Jingle Bells era entoado insistentemente, com fervor...

    Abraços, beijos, cumprimentos,..., trocados com emoção

    Pela janela, olhei o mundo exterior e senti leve torpor

    Joelhos no asfalto, braço esquerdo erguido, mão direita no coração

     

    Sim! Era um ser humano, indiferente a alegria reinante

    Em repente incontrolável, esgueirei-me, abandonando a festa,

    Já na rua, dirigi-me em direção ao ser suplicante

    Postei-me ao seu lado, de olhos fechados ele não se manifesta...

     

    Toquei-lhe levemente no ombro para chamar-lhe atenção...

    Como não houve uma esperada reação

    Novamente repeti o gesto, e nada mais uma vez ocorreu.

    Após alguns minutos, olhos semiabertos, um sussurro me surpreendeu,

     

    “Senhor! Que alegria imensa sinto nesse momento,

    Com minhas preces alcancei um milagre total.

    Já posso voltar para minha humilde casa,..., alcancei meu intento

    Se não pode vir pessoalmente, enviou-me um representante venial!”

     

    Hermes I C da Silva - 14/12/18

    • Gestores Adm

      Oi Hermes, a proposta é conto envovendo a magia do Natal. Seu texto tem isso, mas está em versos.

      Podes rescrever, por favor?

  • Gestores

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    Na janela – Um Conto de Natal

     

    Isabela dormiu.... Dormiu serena e feliz, não antes de verificar se a pequena janela do seu quarto que dava para o quintal, estava aberta. Sim, deixou-a aberta e colocou ali seu sapatinho, conforme as histórias que lhe contavam os pais. Papai Noel viria naquela noite fria e deixaria sua tão sonhada boneca que cantava e dormia...

    Mas a ansiedade que lhe tomava o pequeno coração, não a deixou dormir até o amanhecer.... Despertou muito cedo ainda! Levantou-se pé ante pé e dirigiu-se à janela para ver se Papai Noel havia deixado lá seu presente de Natal, o objeto da sua alegria. Olhou com os olhos bem abertos e viu que nada havia ali.... Uma lágrima rolou pelas faces alvas e macias como flocos de algodão. Não, o bom velhinho que visita todas as crianças não a visitara. Ele viria depois? Quem sabe deixara para passar pela sua casa mais tarde?

    Tudo estava calmo e silencioso. Todos dormiam... Isabela chegou mais perto da janelinha do seu quarto e passou a olhar o céu. No alto, bem no alto do céu infinito, Isabela via as estrelas piscarem para ela. A lua redonda, redonda, ia alta naquela noite, passeando entre as nuvens... E a criança deixou-se envolver pelo belo espetáculo daquela criação divina! Debruçou-se na janela e o sono veio pesado, carregando-a para um mundo de beleza e magia! Visitou A Casa dos Brinquedos e ficou embevecida com todos aqueles brinquedos maravilhosos! .... Adiante, viu a boneca dos seus sonhos. Correu até lá. Abraçou-a, beijou-a e cantou com ela uma doce e suave melodia.... Tudo era tão lindo! As luzes que não se apagavam nunca, os anjinhos que tocavam flautas e traziam-lhe ternos sorrisos...

    Era madrugada. As últimas estrelas já se apagavam e a lua já se escondera quase desmaiada, para dar lugar ao sol que despontava no horizonte, esbraseando montes e campinas. Isabela ainda dormia.... Dormia e não mais sonhava.... Não mais sonhava porque vivia.... Vivia num mundo onde não existem pobres e ricos; as crianças são todas iguais e todas amadas pelo mesmo Pai. Isabela dormia.... Dormia e cantava.... Cantava e sorria...

    Sua mãe, em pleno silêncio da manhã, estranhou o silêncio de Isabela! Adentrou seu quarto às sete horas e encontrara a filha, dormindo, debruçada na janela. A temperatura durante a noite e a madrugada caíra muito... Isabela estava gelada.... Sem vida! O frio que vinha de fora enregelou seu débil corpinho, mas aqueceu seu coração que sorria. Lá, muito além da lua e das estrelas, Isabela cantava com os anjinhos uma doce se suave canção de Natal:

    “Bate o sino pequenino

    Sino de Belém

    Já nasceu o Deus Menino

    Para o nosso bem”.

     

    Mena Azevedo

    Mena Azevedo Leite
    Onde o amor e a amizade se encontram em poesia
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