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II Oficina de poema que não tem fim - CPP

Regras

1. Todos os membros podem participar;

2. O membro participante compõe, sempre, no ultimo verso do poema que está na frente da página ( em primeira vista);

3. O participante deve postar sua resposta na caixa de texto acima, e nunca em resposta.

4. É vetado comentários sobre os trabalhos para não quebrar a sequência;

5. No caso de haver duas postagens ao mesmo tempo, permanece aquele que postar primeiro, o segundo deve ser excluído.

6. Vetado o uso de imagens.

7. Permitido formatação dos poemas

8. Os poemas dispensam títulos na sequência.

Cumpra-se!

Verso para começo

Calando a voz da minha razão

Boas composições!

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Respostas

  • Saber viver.

    Esquece facilmente do viver a agonia
    Quem sabe que é humano e é dual.
    Que a vida tem momentos de alegria
    E que sentir tristeza não é anormal.

    Quem reconhece a própria humanidade
    Não se rende a qualquer sofrimento.
    Sabe sofrer os desencantos, a saudade
    Mas, de amar, não tem arrependimento.

    Sabe viver o desejo tão plenamente
    No hoje, no aqui e no agora.
    Desfruta do prazer intensamente
    Como que vive a sua última hora.

    Não fica choramingando por migalhas
    E nem dando valor a ninharias
    Jamais contabiliza suas falhas
    Mas dribla a dor na sucessão dos dias.

    Marsoalex – 21/01/2019

  • Poeta é assim...

    Só quero a cruz para a rima do meu verso.
    Sou poeta, e meu mundo é sonhar.
    No meu canto descrevo o meu universo
    Às vezes preciso o que sinto, disfarçar.

    Desabafo na poesia toda emoção
    Disfarço a tristeza com a alegria.
    Poeta é assim, vagueia na imensidão
    para esconder a vil melancolia.

    Com maestria faz transmutação
    e, nos lábios aparece o sorriso,
    Transcreve no papel toda emoção.
    Cita o amor com euforia e se preciso
    não esconde o que sente o coração.

    A sensibilidade move seu mundo,
    Chora com facilidade emocionado
    Basta viajar e em alguns segundos
    Vê a seu redor um viver encantado.

    Sua cruz será sempre seu legado
    Relata seus dias em poesia
    As belas recordações do passado
    Esquece facilmente do viver, a agonia.

    Márcia A Mancebo
    (20/01/19)

  • História mal contada.

    Declaro minha crucificação compulsória
    Diante de tua maldade repetida
    Que transformou em drama a nossa história
    E em inferno constante a minha vida.

    Tu tens no corpo e na alma a vaidade
    E um orgulho exacerbado, desmedido.
    Um ego inchado é tua identidade
    Que faz teu coração um oco sem sentido.

    Tu te comportas como um astro, uma estrela
    Foste mordido pela mosca da ilusão.
    Mas essa luz só tu consegues vê-la
    Ela não ultrapassa a tua escuridão.

    Mas eu não vou viver crucificada
    Em teu mundo perdido e disperso
    Reduzida a simplesmente a nada
    Pelos desfiladeiros de teu universo.
    Não quero essa história mal contada
    Só quero a cruz para a rima do meu verso.

    Marsoalex – 18/01/2019

  • Crucificação

    Pagando o erro um grave erro, ter amado.
    Agora é tarde pra lamentação.
    A paixão me fez perder o tino,a razão
    Bem sei, poderia ter evitado.

    O amor iludiu - me com a convicção
    Que ali estava minha felicidade
    E embriagada, pensei, ser verdade
    Estar acalentando o coração.

    Grande engano, me perdi pela vida!
    Sonhei alto demais, quis o inatingível,
    Estrapolei, fiz tudo ser possível,
    No final me vi sem rumo e perdida.

    Hoje, vagueio pedindo perdão,
    Tentando não lembrar que um dia amei.
    Que a felicidade não encontrei.
    Quanto e tanto, magoei o coração.
    Declaro minha crucificação.
    Márcia A Mancebo
    (16/01/19)

  • Erro.

    Angustiado chocalhando em dores
    Andava o meu coração depois da perda
    De um amor que eu vivi um sonho em cores
    Daqueles que, quando vai, da vida nos deserda.

    Fiquei sozinha vagando no vazio
    Da solidão que se fez minha moradia
    Com seu coberto de um negror pesado, frio,
    Que cobria de trevas também meus dias.

    E vivendo esse sofrimento enorme
    Ao qual eu quase não sei resistir
    Sem ter nada nem ninguém que me informe
    Quanta tristeza ainda estarão por vir.

    Hermética e triste me arrasto pela vida
    Arrastando a pesada cruz dos condenados
    Pelo peso e pela dor cada vez mais absorvida
    Pagando um grave erro, o de ter amado.

    Marsoalex – 17/01/2019

     

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