Desfiz os nós da minha solidão

Andei atado ao nó do tempo
Fui uma partida sem chegada
Calcorreei todos os ventos
em digressões malabaristas
numa travessia quase louca
rumo a lugar nenhum
sem trajecto nem etapa
errando simplesmente
nesta peregrinação sem sentido
asfixiando meu poema num jejum
estampado no silêncio quase incontido

Desfiz os nós desta solidão
impassível onde nos desvendamos
no tempo que resta imarcescível
incomparável
Desfiz a madrugada debruada na
escuridão da noite que brada em
gargalhadas insuperáveis
reflectindo este intemporal sossego
desabrochando perpetrado
no silêncio que jaz atado ao melancólico
sonho deslumbrado
conspirando num crepuscular dia
vibrando…emocionado

Frederico de Castro

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Enviar-me um email quando as pessoas responderem –

Respostas

  • Gestores

    Nós e as prisões da nossa alma. Parabéns pelo belíssimo poema.

    Feliz 2017, Frederico!

  • Gestores

    Simplesmente empolgante - na Poética que lhe é peculiar Amigo e Menino Frederico de Castro!

    É um prazer navegar pelas tuas inspirações que nos remetem a Mundos onde os Sonhos conVivem abraçados co'as Poesias!

    NOSSOS CALOROSOS APLAUSOS!

    gaDs

  • Gestores

    Versos vibrantes e lindos! Adorei! Bjs

  • Parabéns caro poeta Frederico pelo belo poema e versos deslumbrantes, amei

    Parabéns e abçs de Veraiz Souza

    Feliz Ano Novo

  • Gestores

    Frederico, como sempre me encanto com teus escritos!!Parabéns!!

This reply was deleted.
CPP