Posts de Edith Lobato (86)

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Águas da memória

Águas da memória

 .

Inundam minh’alma estas águas passadas,

Que trago retidas em minhas memórias,

Algumas são odes, são cantos, são glórias;

Mas outras, somente, são penas juncadas,

Colhidas no tempo ao sabor das lufadas,

Dos ventos contrários do meu caminhar.

Lembranças que gritam, que fazem penar,

Que cortam, retalham meu ser em pedaços,

Que vestem de luto minh’alma, meus traços,

São lágrimas tristes, salgadas do mar.

 .

As águas que escorrem de dia e de noite,

Nas grotas profundas do meu pensamento,

São vozes caiadas de dor, sofrimento,

Algemas de mim, meu chicote de açoite,

Que não me dão paz, muito menos acoite.

Eu luto com fé para não naufragar,

Nas águas do tempo que insistem borrar,

O riso que aflora nos lábios sem pejo,

O sonho que nasce qual água de um brejo

Com lágrimas tristes, salgadas do mar.

.

E neste retrato pintado na tela,

Eu bem sei que sou grão ilusório de sonho,

Que em meio as tormentas da vida que enfronho,

No vão da tristeza, da dor, da procela,

Ainda pressinto que a vida é tão bela.

Por isso que expurgo da face o penar,

E toda tristeza que vem me amargar.

Assim vou seguindo, cerzindo as hachuras,

Bebendo na taça do tempo as rasuras,

Das lágrimas tristes, salgadas do mar.

 .

Edith Lobato – 07/11/13

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Gravura

Gravura

 

Gargalha em minh’alma teu amor,

Grita o coração por teu afago,

Governas minhas horas e minutos,

Gravitando em meu loucos pensamentos.

Grão de sonho que apascenta a solidão,

Germinando a esperança no caminho,

Guardo-te no meu coração.

 

Edith Lobato

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Ama-te!

Ama-te

 

Antes que escureça o teu horizonte.

Afrouxa o laço, desfaz os nós.

Asfixia esta tua prisão consentida.

Ainda há tempo. Creia senhora!

Abre as portas e solta a imaginação,

Adestrada pelo que te usurpa,

A liberdade de ir e vir e ser

 

Edith Lobato – 08/05/15

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Novo tempo

Novo tempo

*

Oh, tu que vens de longe, assim cansado,

Oh, senta! Vem descansa teus pesares,

E vamos, juntos, tecer poesia.

*

Oh, vem! Vamos por linda alameda,

Mãos dadas rabiscando verso e rima,

Pautando amor em cada inspiração.

*

A casa é do poeta e da poesia.

*

Oh, vem! Vamos bordar um novo tempo.

*

Edith Lobato - 06/09/15

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Pura Alquimia

Pura Alquimia

Em brancas nuvens deixo a poesia

Falar meus sentimentos mais profundos

Com palavras de tristeza ou alegria,

Eu me exponho em versos para o mundo.

E na seara do papel onde fecundo,

As sementes da minha fantasia.

Falar meus sentimentos mais profundos

Em brancas nuvens eu deixo a poesia.

E em nuvens brancas ou negras, lá fundo

Do coração palavras brotam a revelia.

Em versos livres, soltos, oriundos

Do pulsar do coração, pura alquimia

Falar meus sentimentos mais profundos.

Edith Lobato/Marsoalex

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