Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1967)

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O Tempo Flutua

O Tempo Flutua

Nesta madrugada, o amor me acobertou,
enchendo minha alma de paz e esperança.
Minha alma criou asas e voou,
fazendo pousada nas belas lembranças.

Na borda do tempo, escondeu vicissitudes;
atrás dos rochedos, vasculhou magias.
Minha alma entendeu que o amor é virtude:
é preciso ser regado todo dia.

Ah, essa minha alma tem sabedoria:
compreendeu que a esperança move a vida,
e que a vida é um mar doce de fantasia.
E, para vivê-la, é preciso ser atrevida.

Quem dera esse amor ficasse comigo...
minha vida seria tão diferente.
Nos braços do amor faria meu abrigo,
e meus sonhos seriam mais sorridentes.

Márcia Aparecida Mancebo

 

  

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Bolero Celeste

Bolero Celeste

Cai da escuridão da noite uma estrela
como se alguém a jogasse do céu.
Quem jogaria do céu, bela estrela?
Veio qual bolero, dançando ao léu!

Caiu aos meus pés, tão luminescente.
E a solidão naquele instante esvai.
Nos lábios um sorriso abre de repente
levando as dores e todos os ais.

Este ínfimo, belo astro, luminoso
chegou para me fazer companhia.
Mesmo sem eco é melodioso
e levou-me ao mundo da fantasia.

Ah, estrela cadente não se afaste.
Fica ao meu lado, astro resplandecente.
Para que a tristeza não mais me arraste
Para um mundo sombrio novamente.

Márcia Aparecida Mancebo

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Onde o Vento Ouve

Onde o Vento Ouve

Ali, onde o vento ouve o seu ecoar
esconde-se o amor que traz luz ao viver.
E o vento vela com carinho singular;
conhece o desejo que há em cada ser.

Entende que a vida não é doce mel;
e que ninguém vive sozinho sem ninho.
É íntimo à vil solidão tão cruel;
então, segue varrendo todo o caminho.

O vento é tão meigo e tão doce ao roçar
a face molhada de lágrimas quentes,
não é indiferente ao soluço ao chorar;
pois carrega no dorso um amor ardente.

Ele beija ao passar, as flores da vida,
lapida as encostas, as pedras do chão.
É este mesmo vento que cura as feridas,
que, quando estou triste, enche-me de ilusão

Márcia Aparecida Mancebo 

 

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A Pergunta Que Ficou

A Pergunta Que Ficou

Hoje voltei às ruas do passado.
Procurando o que lá ficou retido.
Andei por avenidas com gramados.
Encontrei os meus sonhos esquecidos.

Sentei num banco velho que eu sentava.
Ao ver as flores ao redor, chorei.
Cada lágrima caída lembrava,
As coisas que amei e que lá deixei.

As horas passaram e eu ali sentada.
O tempo passou e não percebi.
Vi coisas que não mais imaginava
ainda existir e tudo revi.

Relembrei a canção que mais gostava.
E as doces palavras que proferia.
Mas, se era verdade o que sussurrava;
Por que disseste adeus aquele dia?
Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP

 

 

 
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Amor Infinito

Não decidimos pelo afastamento.
Entre nós há união bela, profunda.
Foi decisão bem clara no momento.
E de alegria minha alma se imunda.

A minha alma faceira sente encanto
Quando a doçura vem nos envolver
E embriagados e sem desencanto,
Somos enlaçados pelo prazer.

Há tanto amor em nós, não é ilusão.
Nascemos com a sina já traçada.
Não conhecemos a decepção.
Sou feliz porque amo e sou amada.

Desamor, não iremos conhecer.
Em teu olhar, um fulgor tão bendito.
Nossas horas são intensas a viver.
Amor angelical é infinito.

Itapeva, SP – 14/08/25

&

Dueto Espiritual : Luz que Une

E na mesma luz sinto-me abraçada,
O coração desperta em plenitude.
No olhar do outro, vejo a esperança,
E a paz se faz na rapidez da mais doce magnitude.

Em transcendência, os instantes em satisfação,
Ressonância floresce em cada gesto de amor.
Na efemeridade da vida, nossas almas se iluminam,
E o divino revela a beleza que não se faz ilusão.

Que cada festival seja semente viva,
Florescendo no jardim do espírito.
E que a alma, leve, se eleve ao céu,
Celebrando em silêncio o infinito.

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Sem Adeus

Sem Adeus

Não há um adeus quando existe o amor,
Apenas uma necessária ausência.
E esta ausência tem gosto e sabor:
É um lembrar que fica na consciência.

Mesmo que trilhes por tristes caminhos,
A presença do amor irá contigo.
E, quando a dor te abater no ninho,
É na lembrança do amor que está o abrigo.

Assim se vive enfrentando a lida,
Ora feliz, ora amargando o pranto.
Assim se aprende a seguir a vida,
Pra se abrigar no que o traz encanto.

E, quando o amor se ausenta, sempre volta,
Pois amar é caminhar com paixão.
Entre amantes jamais há revolta:
São unidos — alma e coração!

Márcia Aparecida Mancebo
20/08/25
Itapeva

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A ESPERA
 
As horas passam... A incerteza que angustia
é brasa no inquieto pensamento do bardo...
Cada segundo da ansiosa espera é dardo
de fogo que queima, que arde e asfixia...
 
O tempo vai, ela não vem.... Acaso o teria
enganado? Seria a demora retardo
apenas por gosto do íntimo resguardo?
Ah! Que peça nos prega a mente em fantasia!
 
Que desencanto, quanta dor, pungente, infinda...
Desiludido o trovador se desespera;
começa a pensar em ilusão que se finda...
 
Mas, como em sonhos, tudo muda num repente,
ela ressurge, e a mente acalma e reverbera
que tanto amor há de durar eternamente                                                                                                                    Nelson de Medeiros
 
&
 
 
Eterno Instante
 
A incerteza que tanto me angustia
queima, deixando inquieto o pensar,
impaciente, sem me controlar,
mergulho numa falsa fantasia.
 
No pensamento cresce uma agonia,
um medo: não poder comunicar;
e, sozinha, não sei mais caminhar.
Isto torna-se real na mente doentia.
 
Entristecida, a dor chega profunda.
O desespero traz o desencanto.
De interrogações, a mente se imunda.
 
Mas, deste sonho, acordo de repente:
o vejo surgir com tamanho encanto,
e sinto que o amarei eternamente!
 
Márcia Aparecida Mancebo
20/08/25
Itapeva -SP

 

     

 
 
 
 
 
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Dueto: Márcia & Therezinha 

O Canto do Amor

Meus sonhos desenho em folhas abertas,
E neles bordo o brilhar dos sentidos,
Introduzindo uma palavra certa,
Pra que, no silêncio, o amor seja ouvido.

Com a minha alma tocando universos,
Sinto o tempo passar em calmaria;
Vêm à mente palavras e até versos
Prontos, para tecer minha poesia.

Transformando em arte o que me consome:
Eco de luta, doçura e dilema;
Sou figura, buscando sempre um nome,
Cenário vivo da própria cena.

Caminho leve por campos eternos,
Com fé no mistério que me alcança;
Sentindo o roçar do vento tão terno,
Abraço-me à luz da fé e esperança.

Márcia Aparecida Mancebo
03/08/25

&

Ecos do Amor

Teus sonhos em versos vieram tocar,
Como brisa mansa que a vida aquece;
E em cada palavra posso encontrar
Um eco suave que em mim floresce.

Também no silêncio busco guarida,
Na voz do sentir meu canto desperta;
O amor se revela em formas da vida,
Na essência singela que o coração acerta.

Unimos caminhos no sopro da poesia,
Entrelaçando esperança e ternura;
No horizonte brilha a mesma harmonia,
Que nos conduz à fé, pura e segura.

Therezinha Sant’Anna
18/08/25

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Eternamente!

Eternamente!

Nos castiçais de meus encantos,
moram sonhos deslumbrantes.
Ali estão, em cada um dos cantos,
lembranças de belos instantes.

Quando o reflexo da lua altaneira
bate nos castiçais, lentamente,
um calafrio me arrebata por inteira,
e lágrimas rolam, mansas e quentes.

Saudade de teus carinhos, de repente,
aperta o peito, sufocando a alma.
Lembro teu beijo doce e tão ardente,
meu ser é envolvido por uma calma.

Na mente, a sensação que estás aqui,
ao meu lado, como antigamente.
Ainda não acostumei a viver sem ti.
Sei que vou te amar eternamente!

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva -SP

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Renascer

Renascer

Na tarde que desce tão mansa e serena
Dourando o horizonte, deixando-o bordado,
Minha alma saudosa se sente pequena,
Enquanto meus versos, eu teço calado.

Borrando o papel com as águas caídas;
Dos olhos cansados da lida e da dor;
Escrevo a poesia com versos da vida.
Que o tempo levou, sem piedade o amor.

Mas eis que um vento tão leve e arredio.
Secou minha face, curou o meu ser
e as lágrimas quentes do tempo sombrio.

Agora mais leve, tentando esquecer,
Limpando a memória, proclamo o viver.
Curadas as feridas, hei de renascer.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva -SP

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Templo da Saudade

 

Templo da Saudade

Lamento amor, pela incompreensão.
Fui templo que em ti se fez morada.
Na juventude agia com a razão
E deixei tua alma abandonada.

Ainda penso em ti nas noites vazias,
Teu nome ecoa em minha solidão.
Recordo tua face, tua alegria,
Que um dia habitaram meu coração.

Não foi desprezo, foi medo de amar.
Fugi de ti e como me arrependo;
Hoje é tarde, não deixo de sonhar,
Mas a este amor ainda me rendo.

Se a vida permitir novo caminho,
Quem sabe o destino nos reúna?
Pois mesmo longe, sinto teu carinho
E a esperança em mim ainda emana.

Márcia Aparecida Mancebo
15/08/25

Itapeva-SP

 

 

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Preenchendo o Vazio

Preenchendo o Vazio

Com a mente lúcida, com consciência,
Faço o trajeto da imaginação,
Buscando, silente, a sobrevivência
Num voo extenso pela imensidão.

Não tenho dono, sou uma caminhante,
Sou qual um vento neste meu viver.
Venho de longe, de muito distante,
Venho das sombras do entardecer.

Quando a noite adentra, tudo se acalma
É quando defronto com a solidão.
Neste momento, sinto a minha alma
Voando sem rumo, sem ter direção.

Sem ter um amor, sinto a ausência
De algo concreto que não se desfaz.
Ouço um sussurrar: Tenha paciência,
O amor renascerá, repleto de paz.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP 

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Deidade Negada


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 Imagem by Margarida 

 

Deidade Negada

Quis te amar e te amei com devoção.
Mas este amor partiu, ficou distante.
Por tempos, habitou meu coração,
num querer tão febril e inebriante!

Quando vem a lembrança da paixão;
A minha alma suspira radiante
como quem roga ao deus da sã razão;
trazer de volta o amor tão delirante!

Em silêncio, fico a perguntar:
Será que pensas mesmo em mim ainda?
A nossa paixão teve cor tão linda…

Não quiseste crer em mim, fui teu altar.
Este desejo virou só saudade.
Sei: nunca viste em mim, tua deidade.

Márcia Aparecida Mancebo

Itapeva, SP

 

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Elegia da Solidão

Elegia da Solidão

Foram tantas mazelas que esqueci
De aproveitar a vida qual deidade.
Fiquei por muito tempo na saudade,
Que as horas passaram, não percebi!

Foram-se os anos, e não consegui.
E quando não vem a felicidade,
Vem a melancolia; e nesta idade,
Não procurarei o que não senti.

Agora é tarde; não tenho coragem.
Caminhei tão sozinha, fiz meus dias
Serem escuros, com triste paisagem.

Hoje carrego no meu coração
Uma dor que sufoca e me angustia,
Fazendo com que eu vele a solidão.

Márcia Aparecida Mancebo
14/08/25
Itapeva, SP

 

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Abrigo em Ti

Abrigo em Ti

 

Traída pela vida, o meu destino
é seguir, sem ter rumo definido.
No peito, coração inda menino
pulsa forte, não se dá por vencido.

Reluta contra a sina lhe outorgada,
procura, no viver, algum motivo.
Entende o quanto almejo ser amada,
conhece muito bem por quem eu vivo.

Embora com destino já traçado,
perdida entre a razão e o rumo incerto,
não deixo me abater neste meu fado
e busco o que, a mim, está tão perto.

Quero fazer do teu amor o meu abrigo,
sei que serei, em ti, doce morada.
Tua vida é trilhar sempre comigo,
minha alma por ti é apaixonada.

 

Márcia Aparecida Mancebo


Itapeva, SP

 

 
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Incansável Volúpia

  

 

Incasável Volúpia

Volúpia, este anseio que me mata.
A procurar-te seja por onde for;
Esta dor em viver só me maltrata
Cada dia, morro um pouco de amor.

Ah, quem dera ter a tua companhia!
Não caminhar tão-só, sem, ter alguém.
Afogo-me no mar desta agonia.
E da volúpia ardente sou refém!

Não consigo esconder meu sentimento.
Que chego a gritar pelo teu nome.
Declaro este amor sem fingimento
E de te amar, a vida me consome.

Me angustia ver a noite adentrar.
Que já sinto ser longa a madrugada.
Esta sina cruel vai me matar.
Partirei sem mostrar que fui amada.

Márcia Aparecida Mancebo

Itapeva, SP

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Entre Paredes e Madrugadas

 

  

 Entre Paredes e Madrugadas.

 
Estou tristonha e só tenho as paredes.  
O silêncio entre nós me fez calar;  
Levaste meu sonhar e toda a sede.  
Deixaste uma saudade em seu lugar.  
 
Estou só e me abrigo às madrugadas.  
Pois perdi o colorido de viver.  
De repente, o silêncio fez morada.  
Machucando com adaga o meu ser.  
 
Mas insisto em querer tua presença.
Na espera, que tudo vá mudar.  
As paredes têm viva esta crença
que dia e noite vive a atormentar.  
 
Sei que sou, neste instante, tão covarde.  
Ter ao lado alguém que me faz sofrer;  
Mas minha alma se agita e faz alarde.  
Acaso um dia eu venha a te esquecer.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
 
Itapeva, SP 
 
 
 
"Entre as paredes da casa,
 
te procuro na ilusão!
 
pois meu peito queima em brasa,
 
pela nossa solidão!"
 
 Nelson de Medeiros 
 
 
 

 

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REFLEXOS DA LUA

Reflexos da Tarde e da Lua.

Nesta tarde que morre lenta e mansa;
sem dourar o gramado da montanha,
faz-me entristecer, sem ter esperança;
Que eu volte a amar com força tamanha.

A tristeza da tarde adentra a alma.
Marejando os meus olhos de saudade,
como se a vida ali parasse calma.
Na solidão, neste final da tarde.

A solidão me abraça, qual suporte,
enquanto a noite chega com estrelas,
como se sussurrasse: Seja forte.
Contempla a bela lua e se espelha.

Espelhar-se na lua neste instante.
Não é tão fácil, é quase impossível.
Ela brilha sozinha, tão distante,
com brilho frio, triste e invisível.

Márcia Aparecida Mancebo

 

Itapeva, SP 

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Quando o Mar me Ouviu.

Tantas vezes abri a janela ao mar,
Tentando curar as minhas feridas.
Sentia vontade de lhe contar.
Todos segredos que trago escondida.

Trazia, pelo tempo, a pele esfolada.
Um ardente desejo que me venceu.
E olhando o mar nas insones madrugadas;
Indagava: por que tudo se perdeu?

Era um querer ardente e tão terno;
Se tinha permissão, não interessava.
A mim, tinha gosto e sabor do inverno.
Aconchegante, puro, que me encantava.

Ouvia sua voz mesmo à distância.
Sentia a sensação que me chamava.
Seu cheiro, ah, aquela doce fragrância.
Parecia que o mar, a ti, me levava.

Márcia Aparecida Mancebo
06/08/25

Itapeva, S.P

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Na Face Rubra

 

Na Face Rubra

Na face rubra, teu beijo espalhou
uma emoção que há tempo não sentia.
Assustado, o coração se calou,
extasiado com tamanha alegria.

Como um arauto, minha alma entendeu,
voltou aos meus braços sem mais um adeus.
O amor inconcluso então renasceu,
e em aliança este amor floresceu.

O teu retorno trouxe ao corpo suor,
Um explosão de fulgores guardados
Ah, não existe notícia melhor
que retornar ao amor do passado!

Na face rubra, teu beijo chegou
como a chuva molhando todas as flores,
e para sempre da mente apagou
o sentimento que trazia dores.

Márcia Aparecida Mancebo

 

Saiba mais…
CPP