Entre Paredes e Madrugadas

 

  

 Entre Paredes e Madrugadas.

 
Estou tristonha e só tenho as paredes.  
O silêncio entre nós me fez calar;  
Levaste meu sonhar e toda a sede.  
Deixaste uma saudade em seu lugar.  
 
Estou só e me abrigo às madrugadas.  
Pois perdi o colorido de viver.  
De repente, o silêncio fez morada.  
Machucando com adaga o meu ser.  
 
Mas insisto em querer tua presença.
Na espera, que tudo vá mudar.  
As paredes têm viva esta crença
que dia e noite vive a atormentar.  
 
Sei que sou, neste instante, tão covarde.  
Ter ao lado alguém que me faz sofrer;  
Mas minha alma se agita e faz alarde.  
Acaso um dia eu venha a te esquecer.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
 
 
Itapeva, SP 
 
 
 
"Entre as paredes da casa,
 
te procuro na ilusão!
 
pois meu peito queima em brasa,
 
pela nossa solidão!"
 
 Nelson de Medeiros 
 
 
 

 

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Comentários

  • Márcia, teus poemas são costuras de almas em tecido de papel, simplesmente lindo. Um carinhoso abraço! #JoaoCarreiraPoeta.

  • Márcia 

    entre paredes e madrugadas

    o coração se agira esperando a pessoa amada

    mas a pessoa amada não vem e tudo parece se desmoronar

    mas o coração insiste em esperar

    um versar muito lindo

    um abraço

  • Que lindoooooooooooooooooooooo!

    Parabéns meus queridos

    Abraços

  • Ei poema, hei Márcia profunda no amor e saudades. Fica na Paz!

    • Poeta é assim, Luiz. Escreve o que a inspiração intuir. 

      Obrigada pela visita e comentário.

      Um abraço 

  • Bom dia Márcia! 

    O bardo te saúda e oferece esta trova: 

     

     

    Entre as paredes da casa,

    te procuro na ilusão!

    pois meu peito queima em brasa,

    pela nossa solidão!

     

    1 ab

     

    • Bom dia, Nelson! Obrigada pela bela trova.Pus no final do meu poema

      Um abraço 

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