Serenidade
Tudo que foi tão belo o tempo levou;
Somente deixou no peito uma saudade.
Uma luz que na mente não se apagou,
Trazendo à tona instantes da mocidade.
Voando qual pluma pela imensidão,
A mente passeia por desertas ruas,
Por lugares onde vivi a emoção
De conhecer o amor sob a luz da lua.
Amor que eternizou no meu coração,
Enraizou, floriu, despertando à vida.
No momento, a lembrança não é em vão;
Pois no amor me abraço e me sinto ávida.
Essa avidez enche a saudade de cores,
Borda o tempo, tornando-o mais ameno.
A mocidade, em explosão de fulgores...
Ah! Recordar — sinto o coração sereno.
Márcia Aparecida Mancebo