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Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

&
ECOS DO APRENDIZADO

Li teus versos banhados de dor, Nas marcas fundas da desilusão.
Também já vi morrer um sonho,
Também chorei por uma paixão.

Mas o tempo, em silêncio, ensina Que toda ferida pode cicatrizar.
E o amor que um dia foi tormento
Vira força pra recomeçar.

Se foi erro amar desse jeito, Foi erro bonito de coração.
Pois só quem ama tão profundo
Conhece a dor da solidão.

Hoje teus versos já não são lágrimas, São aprendizados da emoção.
E o que foi amargo no passado
Há de florescer em superação.

Ciducha

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Aprendizado Amargo

Aprendizado Amargo

Os dias de exaustão e desconforto,
Sozinha segui, sem ninguém ao lado.
Levando toda a dor, sem ter conforto,
Eu fui fiel ao que me foi traçado.

A vida fez de mim um ser sem porto,
Sem o sonho que um dia foi sonhado.
Em cada curva, um sonho fora morto,
Mas não abandonei o trilho andado.

Se, pela vida incerta, me iludi,
Morri pela paixão que me enganou,
Nas lágrimas doidas que chorei.

Nos dias de cansaço, eu aprendi:
O aprendizado amargo me ensinou,
Meu erro foi te amar como te amei!

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

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Não há explicação

T e m a:

"Será que foi o beijo com poesia
Onde até me entreguei igual a uma frágil sinfonia"

(Davi Simas Couto in Não consegui esquecer você )”

 

 

Não há explicação 

Na poesia, o beijo é qual canção:
chegou suave, mexendo com a alma,
iluminando a mente e o coração,
fazendo-me levitar — e trouxe a calma.

Às notas, entreguei-me com paixão,
como se fosse uma frágil sinfonia;
Envolvendo meu ser nessa união,
senti-me feliz: plena harmonia.

Se foi o beijo que me trouxe o amor,
não encontro palavras pra explicar.
No instante, foi luz, foi grande fervor;
quando percebi, estava a dançar.

Abri os olhos pra ver se era sonho,
ouvi a mesma canção com refrão,
e, com os olhos abertos e risonhos;
senti que amar é mais que doação.

Márcia Aparecida Mancebo
03/10/25

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Sonhos em Sereno Lago

Sonhos em Sereno Lago

Na mansidão, acalento o meu anseio,
Olhando o teu retrato e recordando.
Num suspirar de um belo devaneio,
De saudade sinto o peito ofegando.

Revejo sonhos e tua voz ouço:
Um murmúrio tão doce e agradável,
Qual uma brisa solta do calabouço,
Ecoando num gesto bom e afável.

Nesse instante, minha alma em plenitude
Deslumbra com caminhos percorridos,
Encontrando no amor uma virtude
De um fado, a teu lado, muito bem vivido.

Neste momento, me abraço à lembrança
Para recordar de tuas mãos o afago.
Fecho os olhos, sentindo segurança,
Aportando  sonhos num sereno lago!

 

 

 

Márcia Aparecida Mancebo
03/05/26

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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SEDUÇÃO

SEDUÇÃO

Como véu de uma brisa, ela desliza
numa dança sedutora, instigante,
conduzindo os passos, ela motiva
com o corpo, desejo insinuante.

As voltas no salão chamam atenção
do jovem com os olhos cristalinos,
prenhe de sonhos no seu coração;
nesse momento, não é mais menino.

A paixão pela dama é fascinante,
com olhar fixo na dança envolvente;
na mente, o devaneio é ser o amante
da deusa imaculada ali presente!

A dança chamativa é persistente,
qual a brisa a roçar na face nua:
um toque especial e irreverente,
levando ao prazer a luz da lua!

Márcia Aparecida Mancebo
22/02/26

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Meu e Teu

Meu e Teu

O tempo não levou tudo, ficaram os gestos
os olhares que não mais se repetem,
as palavras que só nós entendíamos.
Aquela flor seca da primavera passada.

Flor, que me deste na mudança da estação
Com o tempo foi murchando,o aroma ficou
Na história que juntos escrevemos
Em poesia enquanto havia esperança.

Hoje está em cada pétala do teu silêncio
que ainda conversa com o meu íntimo
Na ausência, construímos presença.
Na distância, criamos pontes invisíveis
feitas de lembranças saudosas.

Não somos mais os mesmos, mudamos muito,
Talvez não haja retorno,
mas há memória; e nela o amor respira
Como quem espera sem exigir
E há algo que permanece intacto:
o que é meu é teu sem precisar ser dito.

Márcia Aparecida Mancebo
Setembro/25

 

 

Atividade da oficina Verso livre

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Te Amo em Segredo

Te Amo em Segredo

Com carinho te trago em minha mente
Mesmo que tenha sido amor só meu.
Foi platônico eu sei... não foi presente,
Foi amor que em mim, rápido cresceu.

Ainda o vejo sem ter ilusão,
Te vejo ao longe da minha história,
Prefiro guardar em meu coração,
Pois esse sentir aquece a memória.

É amor platônico sem um compromisso.
Somente eu amo sem revelar,
Anseio que dure esse amor omisso,
Quero que seja assim, sem me enganar.

Minha timidez impede dizer
Quero somente de longe te olhar,
Não te direi, jamais irá saber
E assim, em segredo, sigo a te amar.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

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Onde Florescem os Versos

Onde Florescem os Versos

"Em cada flor da primavera há uma história."
E nela me espelho com os meus versos,
São simples, mas brotam do íntimo
De um poeta viajante do infinito.

Aquela flor, na estação, plantada
Floresceu e se espalhou pelo canteiro.
Pode mudar o ciclo, ela está ali,
Enfeitando gentilmente a minha alma.

Tão mimosa que leva-me a sonhar,
Com fatos impossíveis,
Mesmo assim sou refém do devaneio
E na vida desenho cada pétala.

Na mente dos caminhantes,
As flores, aventuras, descrevem.
Basta olhá-las: revelam segredos
Com cores que enfeitam todo o caminho.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

Atividade da oficina Verso livre e branco

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Recolorir

Recolorir

Se um dia o meu céu perder toda a cor
Não sucumbirei, tenho Deus comigo.
Motivo encontrarei: curar a dor
Que escureceu o meu céu, o meu abrigo.

Se um dia me perder em meu caminho
Ir por estrada que não tem atalho,
Verei uma luz, não em desalinho,
E sim a mostrar que há flores nos galhos.

Serão estas flores que indicarão,
Por onde seguir pra paz encontrar.
Certeza eu tenho que o meu coração
Pintará o meu céu pra me alegrar.

Uma voz ouvirei, suave e doce.
Sem me angustiar terei companhia;
Sentirei uma mão como se fosse
Carícia de Deus, pois Ele é meu guia!

Márcia Aparecida Mancebo
01/05/26

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Ame-se Primeiro

Ame-se Primeiro

Amar-se a si mesmo é uma verdade.
E não desanima ante a vida incerta.
É um saudável alerta à realidade
Sem esquecer: há sempre uma porta aberta.

Podem vir decepções e quedas duras,
E o coração aguenta sem lastimar,
Quem se ama entende: viver é aventura!
Pois há fardo pesado a carregar.

Estou sempre atenta a aceitar com leveza
Intempéries e ausências sentidas,
Na lida há também muita beleza,
Diante das mazelas existe uma vida.

Dar de si o melhor neste caminhar
Ensina-me seguir com todo o cuidado,
Não deixar de amar-me, pois se errar,
Levanto a cabeça e sigo o meu traçado.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

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Outono em mim

Outono em Mim

O outono traz paz ao meu coração
ao ver o chão tão belo colorido,
Não dá para segurar a emoção
sem lembrar do passado, os tempos idos!


Da cerração que encobria a visão,
Do avermelhado sol nas tardes frias,
Do vento que em espiral pelo chão
levava as folhas, ocultando o dia.


Dava pra ver a noite e a bela lua
E, das estrelas a luminescência,
os postes clareando toda a rua.
Ah, hoje traz à tona a adolescência.


Velhos tempos, garoa tão gelada.
O sonho em encontrar o grande amor...
Lembrar o tempo outonal e as madrugadas,
que ainda hoje floresce em mim, sem dor.

Márcia Aparecida Mancebo
30/04/26

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Validade do Tempo

Vaidade do Tempo

O que define mesmo toda a vida
São as marcas que o tempo delineou,
As histórias de amor mal resolvidas,
O deserto tão só que se atravessou.

Não sei, estou errada, mas suponho
Que os sulcos do rosto não esmorecem;
Histórias e desertos são transtornos
Que o tempo resolve e tudo se esquece.

Conforto-me ao olhar-me no velho espelho,
E sinto que são marcas de caminhos:
Ora tempos azuis, hoje vermelhos,
A vida é assim: sempre há desalinhos.

A vida não perdoa e nos tortura,
Da vaidade jamais se importa;
Se eu envelhecer com amargura,
Verei sempre a paisagem toda morta.

Márcia Aparecida Mancebo
29/04/26

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ALÉM da ILUSÃO

Soneto inspirado em ILUSÃO  do MUNDO, de Nelson de Medeiros

ALÉM DA ILUSÃO

Nem tudo aqui é sombra passageira,
Pois vejo luz no afeto recebido,
E sinto a chama viva e verdadeira
No amor, que fortalece o meu sentido.

Se a vida é palco vão, é vã carreira;
Meu riso oculta a dor e meu gemido,
Pois eu resisto firme, sou guerreira,
Fugindo à farsa vã, voo colorido.

Se tudo é mentira neste chão,
Abraço o amor com fé e devoção,
Pois creio que a paixão não é incerta.

E nessa paixão vivo com certeza
Nos laços que persistem a beleza,
Mas nem tudo é ilusão, disso estou certa!

Márcia Aparecida Mancebo
03/ 26

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Entre Estrelas e Céus

Entre Estrelas e Céus

Sonhando, vejo estrelas que bailam
pela imensidão, buscando uma luz
pra pôr nos versos que às vezes calam
o sentir que o pensamento conduz.

E adentro por galáxias tão belas,
com as cores que brilham em meus céus...
Céus que acendem a mente com arandelas
dos meus sonhos, que vagueiam ao léu...

Enquanto vagueio, nasce a poesia,
trazendo à tona versos de saudade,
plantado num tempo onde a fantasia
era real, era felicidade.

Então, o sonho me traz a ventura,
e sigo a lavrar versos inspirados
pelo amor que emana a mim a ternura,
por quem meu coração pulsa animado.

Márcia Aparecida Mancebo.
28/04/26

 

 

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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Varanda das Lembranças

Varanda das Lembranças

Ao voltar ao passado, recordei
a casa com o jardim em floração,
os canteiros com rosas que plantei
pra colorir o mundo e o coração.

Revi a sala, o quintal e o piano.
Estive na varanda das lembranças,
sentei-me nas cadeiras desses anos;
por instantes, voltei a ser criança.

Procurei no baú fotografias.
No momento, uma lágrima rolou.
Vestida de saudade e fantasia,
pude ver que o meu mundo desabou.

O passado retém as alegrias,
a beleza de um tempo que vivi,
rodeada por flores… melodias,
que ainda pulsa em tudo que senti.

Márcia Aparecida Mancebo
12/25

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Esperança Renascida

Esperança Renascida

Lentamente o céu vai ficando escuro,
e o sol perde o seu brilho no infinito,
deixando o dia sem graça e obscuro,
enquanto o coração pulsa aflito.

É o outono que chegou com ventania,
mudando o tempo com garoa fria,
transmutando a manhã em nostalgia,
deixando uma tela sem alegria.

Manhã assim leva-me a recordar;
volto ao passado e abraço-me à saudade
de aurora que vi folhas a voar:
uma paisagem da felicidade.

Minha alma a suspirar clama a luz,
a claridade iluminando a vida,
o sol ardendo, raio que reluz,
traz ao peito a esperança renascida.

Márcia Aparecida Mancebo

abril/2026

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Medo de Amar

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MEDO DE AMAR

Eu temo amar e ser decepcionada
Um dia amei; só vi noites escuras.
Ferida em mim, deixou-me tão frustrada,
chorando a dor que não conhece curas.

Seguindo só cultivo confiança,
que a solidão não há de me vencer.
Com o coração fiz uma aliança,
por novo amor não quero mais sofrer.

Consciente estou da minha longa estrada;
Levo comigo a paz que me consola,
O amor que dei não trouxe uma esmola.

Eu temo amar, fiquei traumatizada;
Seguir sozinha é o que farei agora.
Preciso calma, ainda sem aurora.

Márcia Aparecida Mancebo  

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Estrelas Perdidas No Céu

Estrelas Perdidas No Céu 

A resposta está clara em meu sentir.
Nos meus olhos, reflexos de minha alma,
É uma verdade que não posso omitir;
Sendo verdadeira, mantenho a calma.

Meu mundo é cheio de imensa emoção.
Minha alma é serena, não tenho receio.
Sem medo, me entrego à luz da razão.
Assim, satisfaço o que mais anseio.

Aqui, de onde estou, vejo o mundo distante,
Mas, dentro de mim, sinto uma chama arder.
Há sonho que dança, livre e vibrante.
No eco do vento, mora meu querer.

Se o que vejo é miragem, que seja inteira,
E brilhe no fundo da alma, sem véu.
Pois, mesmo que a vida passe bem ligeira,
Eu colho estrelas perdidas no céu.

Márcia Aparecida Mancebo
11/09/25

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Em Silêncio...

EM SILÊNCIO…

Em meu altar de sonho te guardei,
Talvez por medo de ferir o encanto;
Também calei, por dentro, o mudo pranto
Que em meu silêncio ouvi e suportei.

Não foi desdém o véu que levantei,
Mas por temer tão súbito quebranto;
Pois me entreguei inteira ao mesmo tanto
E arrisquei mundos que jamais sonhei.

Teu nobre amor, tão puro e comedido,
Chegou a mim qual luz da madrugada,
E em mim ficou, embora reprimido.

Se não te dei a vida por morada,
Levei de ti o afeto mais querido;
Amei-te, sim… mas fui tão resguardada.

Márcia Aparecida Mancebo
03/26

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CPP