Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1940)

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Sou feliz

Sou feliz

A felicidade está em sorrir,
e a demonstro nos olhos, que brilhantes,
emanam alegria ao consentir:
— Sou feliz, vejo a vida deslumbrante!

Vejo luzes guiando os meus passos,
e bendigo esta vida tão bonita,
com flores coloridas onde passo,
inflando minha alma em paz infinita.

Felicidade, como não sentir,
no fundo da minha alma e coração,
se transbordo de alegria ao seguir
pela estrada onde canta o ribeirão?

Com o sol iluminando o caminho,
e o vento varrendo todo o chão,
sinto Deus — bem sei — não estou sozinho:
vejo a estrada qual prece... oração.

Márcia Aparecida Mancebo

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Raiz do Infinito

Raiz do Infinito

O amor puro não morre mesmo distante;
Por isso tua falta não é lamento,
É espera, é luz que me leva adiante;
É um amor que não sai do meu pensamento.

Sou guiada por estrelas tão brilhantes
E caminho sem ter medo de cair,
Não te esqueço, pensar em ti é constante
Até que chegue o momento de eu partir.

Enquanto viver, serás minha paixão.
O sonho concluído... um amor bonito;
Repleto de ternura, vida e emoção.
É qual um relicário com escritos.

Escritos que narram histórias da vida,
Dum amor puro que não morre jamais.
Raiz funda, não dá pra ser medida
E a cada alvorecer cresce mais e mais.

Márcia Aparecida Mancebo

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Sextina da Jornada

Sextina da Jornada

Nos caminhos floridos há espinhos;
Há curvas com atalhos sem saída,
Pedregulhos e pedras pela estrada.
Às vezes, chão de terra já batida,
Com orquídeas nas margens dessa via,
Num riacho de água cristalina.

Ou na fonte que corre cristalina
E nasceu na montanha entre espinhos.
Essa é a jornada que sigo, é a via
Que percorro em procura de saída.
Pra não ferir meus pés — terra batida,
Com cacos espalhados na estrada.

Mas às vezes encontro pela estrada
Pedra branca, tão clara, cristalina.
Imagino que foi ali batida,
Triturada em pedaços com espinhos,
Que me mostra talvez uma saída
Existente no mato dessa via.

Aceito meu destino nesta via,
Que cegaram meus olhos na estrada.
Seguir nela é o que resta: a saída,
É meu lume essa pedra cristalina,
Pra que eu veja que há na trilha espinhos
Entre troncos no chão, terra batida.

Tempo e vento no chão, terra batida
Fica cheio de folhas pela via,
Uma sombra reluz sobre os espinhos,
Qual se fosse uma estrela na estrada.
Luz divina mostrando uma saída,
Numa explosão com gota cristalina.

Ah, estrada com pedra cristalina,
Me conduz pela terra bem batida.
Quanto mais ando, encontro uma saída,
Mais e mais sinto encanto nesta via,
Cantarolando sigo pela estrada,
Me espelhando nas flores sem espinhos.

Vejo ao longe brilhar minha saída,
Sigo firme na estrada já batida,
Pra chegar na nascente cristalina.

Márcia Aparecida Mancebo

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Verso que não Nasce

Verso que não nasce.

Quando minha alma não suspira, emudece.
Não resplandece no meu pensamento.
A palavra precisa desaparece.
E o verso não diz sobre o sentimento.

Perde a essência do que é grafado;
Um clarão de luz abre uma lacuna.
E o sentido do verso a ser proclamado.
Vagueia no espaço sem que se una.

Com a alma calada, não há vida.
Nenhum gesto de algo que emociona.
Somente uma sensação desprovida
De um sentir que nada diz, não menciona.

O escrito falece em ais e gemidos.
Não será mostrada em palavras os versos.
Aquele sentimento belo sentido,
Retorna, sem letras, a outro universo.

Márcia Aparecida Mancebo
01/08/25

Itapeva, SP

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Na Quietude dos Dias

Na Quietude dos Dias

As palavras que no papel disponho,
Todas são ditas pelo coração;
São frutos de um viver bom, risonho,
São verdadeiras e de um bom tom.

Chegam em silêncio e com elegância,
Murmuram o que sinto no momento;
E, delicadas, exalam fragrância,
Escrevo o que me vem ao pensamento.

Já escrevi sobre sonhos impossíveis,
Que a minha alma teima em acalentar;
Faço tudo pra torná-los possíveis,
Quero-a feliz, então tento a agradar.

Na quietude sigo os meus dias,
Usando palavras sem maldizer;
E, no silêncio, penso na alegria
De um viver que só busca florescer.

Márcia Aparecida Mancebo
05/11/25

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito.

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Outro Alvorecer

 

 

 

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Outro Alvorecer 

Cansei das tuas juras mentirosas,
Das promessas que não serão cumpridas,
Dos versos tolos que não dizem nada,
Das palavras sem nexo sobre o amor.
É um direito que tenho — ninguém tira.
Cansei!

Demorou pra chegar este cansaço,
Veio como um furacão, destruindo,
Levando pra longe toda ilusão.
Tudo o que investi nesse amor, findou.
No momento, o que sinto é livramento.
Me libertei!

Uma sensação calma e muita paz,
Vontade de voar e renascer.
Quando se liberta, é isto que faz:
Pousar em outro belo alvorecer.

Márcia Aparecida Mancebo

 

 

 
 
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Quintina do SILÊNCIOO e da Razão

O silêncio e a razão

A noite veste negridão
Enquanto o mar é calmaria.
O vento canta pelo chão
O assobio é o seu bordão
Assisto a cena em agonia.

O céu não borda em emoção
A tela bela da alegria
Abraço a dor com nostalgia.
Sinto pulsar meu coração
Sem desfazer dessa alforria.

Clamo por minha redenção
Pois me sufoca esta prisão
Sem ver estrela que lumia
Sinto o abraço da solidão
Não tua face que sorria.

Vem à tona aquela paixão:
Um furacão, ondas bravias
Inflamando-me de ilusão
Em ser a tua melodia,
A tua mais bela canção.

O silêncio acorda a razão
Que a vida é cheia de vãos
E o vento entoa em sintonia
Estar sozinha eu não queria
Mas é a única solução.

Márcia Aparecida Mancebo

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Eco da Lembrança

Eco da Lembrança

Te evoco e ouço tua voz me chamando:
O tempo se curva à saudade sentida,
A mente navega enquanto estou pensando
Em silêncio, fico a recordar a vida.

Teu perfume é um verso solto pelo ar;
Teu chamado chega a mim, qual canção;
Com som suave que me faz repousar.
Adentra no peito qual uma oração.

A brisa me envolve com um beijo quente,
E as horas seguem trazendo-me esperança.
Sinto na pele um arrepio tão ardente;
Que a memória te busca na lembrança.

Momentos vividos trazem-me emoções;
Sensação boa lembrar o teu semblante,
Sorriso, nos lábios emanando paixões.
O amor puro não morre — mesmo distante.

Márcia Aparecida Mancebo

Itapeva, SP.

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Sextina da Primavera

Sextina da Estação

Nesta estação formosa, oh, primavera,
Que encantam os meus olhos com as flores.
Te peço com fervor, mostra-me a vida:
Com a mesma beleza da estação.
Que eu sinta seu perfume pela estrada
Pra que eu possa seguir com alma leve.

Ao ver o chão florido, a brisa leve
Me abrace pra saudar a primavera
E eu exale perfume pela estrada
Percorrendo o caminho com as flores
Com o suave odor dessa estação,
Cobrindo-me com manto pela vida.

Não deixe que eu me perca pela vida.
Que seja meu traçado sempre leve;
Que se renove em mim qual estação
E a cada alvorecer na primavera
Brote em cada galho belas flores
E seja floração a minha estrada.

Minha lida é pesada nesta estrada,
Careço de coragem pra que a vida
Me mostre a singeleza que há nas flores,
Que brote mesmo que seja tão leve;
Enfeite com pureza esta estação
E dure para ornar a primavera.

Por isso é que eu te imploro, oh, primavera:
Não me deixe seguir só minha estrada,
Que não haja percalço na estação.
Mas caso eu me sentir quase sem vida,
Consiga caminhar com passo leve,
Estimulada pelo odor das flores.

Mesmo que perca a força, veja flores;
A tela que me mostra a primavera
E seja um renascer a nova estrada.
Me ampare com firmeza na estação.
E ouça o sussurro d'alma em eco leve;
Que tem asa e a voar está a vida.

Pretendo ser coberta com as flores
Que plantei com carinho na estação
E com amor passei a vida leve!

Márcia Aparecida Mancebo
01/11/25

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A Eternidade da Saudade

A Eternidade da Saudade

No cais da ausência a dor faz morada,
qual eco de um riso que o tempo absorve,
e tece em mim a noite enluarada
com lembranças que na mente se envolve.

Se a vida é mar, saudade é uma enseada,
onde o navio da alma vai aportar,
com velas rotas, gastas e rasgadas,
que o tempo se incumbiu de desgastar.

E mesmo assim, do pranto nasce a flor,
pois cada dor é uma luz que esclarece,
e cada adeus renova o próprio amor,
cada lágrima que escorre é prece.

Assim, no porto amargo, tudo é triste,
descubro em mim que a ausência tem sabor
de eternidade, quando a mente persiste
em relembrar com saudade, sem dor.

Márcia Aparecida Mancebo
02/11/25

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Ouvinte do Vento

Ouvinte do vento

Oh, vento, ao passar, abraça-me o arrepio
Eu sinto o teu sopro quando cai a tarde
Tocando o silêncio vil e sombrio
Levando contigo o amor que ainda arde.

Deixando em meu peito um desejo de crer
Se triste estou, sem ninguém no meu ninho
Falas com o silêncio que há em meu ser
E afastas saudade do meu caminho.

Oh, vento! Tu sabes da dor que se esconde.
Do pranto calado em olhos ausentes.
E mesmo sem voz, o teu sopro responde
Com os gestos sutis que estás aqui presente.

Conheço teu passo tão leve e fiel
Soprando a noite, levas-me a sonhar
Tu és a brisa; que afaga, sombra e pincel;
Pintando esperança no meu caminhar.

Se um dia eu cair, sem rumo, perdida.
Peço que me toques com doce paixão.
Pois sei que tu curas feridas da vida;
Acendendo em mim nova luz, ilusão.

Márcia Aparecida Mancebo

Itapeva-SP

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Essa paz

Essa paz

( Rondó)

Essa paz que sinto vem do infinito.
Chega a mim com raios cintilantes
e vem de um lugar sagrado e bendito.
Adentra em meu ser — é qual um calmante.

Nela, minha alma repousa, descansa.
Em quietude, a aflição vai-se embora.
Sou banhada por brisa que balança.
Em estesia, sinto-me agora:
essa paz que sinto vem do infinito.

Enquanto repousa minha alma, sinto
bailando pelo ar um cheiro de absinto,
envolto de estrelas tremeluzentes,
parecendo gotas caídas do céu,
das tardes nubladas, sem luz no poente,
que esconde o sol sob um grande véu,
trazendo uma paz que vem do infinito.

Márcia Aparecida Mancebo

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Brilho de Ti

Brilho de Ti

Tua alma tem brilho, hoje percebi.
Transparece nos gestos e no olhar.
Este brilho de tua alma, senti.
É isto que me leva a te admirar.

Teu brilho é cativante e tão profundo,
qual estrela que está sempre a brilhar.
Tens estampado a beleza do mundo;
neste mundo, desejo viajar.

Quando falas, sorri, é tão bonito.
Neste sorriso, sinto-me contente.
Com gesto doce, leva-me ao infinito,
onde a alegria habita permanente.

Teu brilho é luzeiro que me embala;
doce encanto da minha emoção.
É na tua alma que meu amor se instala,
e faz morada no meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo
04/10/25

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Adeus em Silêncio

Adeus em Silêncio

O enterro da nossa paixão, ninguém viu.
Adoeceu e agonizou dia a dia.
Com lágrimas a rolar, despediu:
Deixando em minha alma a vil nostalgia.

Foi um enterro simples, sem vela, sem véu.
Mas deixou lembranças de bons momentos,
Pois nasceu qual brilho da estrela, no céu.
Viverá para sempre no pensamento.

Essa paixão não resistiu à ventania!
No primeiro revés, mostrou fraqueza.
Talvez pensasse: tristeza não veria.
Era imatura e não sentiu firmeza.

Assim, enterrei a paixão que um dia:
Que inda criança me seduziu com riso;
Encheu a minha alma de fantasia.
E partiu levando o meu belo sorriso.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva, SP

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Eu Sei Que Vou Te Amar...

Eu sei que vou te amar

Eu sei que vou te amar eternamente... eu sei!
E nada poderá me impedir, nada!
Pois este amor que sinto, levarei
Pelas entranhas da minha jornada.

O tempo sublimou este sentir,
E o encravou em minha alma enamorada.
Deste amor me sustento, sem mentir,
Pois há tempos fiz dele minha morada.

O mundo pode acabar, meu amor não.
Ele sobreviverá, tem raiz forte.
Deste amor tão belo, não abro mão;
Em mim se instalou, é meu suporte!

Te espero, amor, com a ternura que tenho,
Com a lucidez que me é transparente,
E com a sanidade que o retenho;
Eu sei que vou te amar eternamente!

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva-SP

 

 

 

 

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Não Me Abnego

Não Me Abnego

Não importa com o que vão dizer
Se fui culpada por te amar demais.
Te dei meu mundo sem nada esconder.
Não tenho nada a te oferecer mais.

Ao te ofertar minha alma e coração —
Não fiquei vazia de sentimento.
Mesmo levando tudo — a ilusão
De um reencontro está no pensamento.

Pode achar tolice tudo que sinto,
Mas o teu amor preenche o meu vazio.
E se ao pensar em mim te falta instinto,
Volta pra mim... te agasalho no frio.

Não quero nada de volta jamais.
O que te dei é teu, pode guardar.
Tudo que tenho tem valor demais,
E deste amor não vou me abnegar.

Márcia Aparecida Mancebo

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Na Paz das Horas

Na Paz das Horas

Enquanto o tempo segue acelerado,
Sem se importar se as horas vão passando,
Sigo o meu viver bem sossegado,
Dos olhos as lágrimas enxugando.

Lágrimas que escorrem de comoção
Ao ver que estou cumprindo a jornada,
Sem precisar mudar a direção,
Acompanho o tempo, as horas, na estrada.

Levo a alegria e a paz no coração,
Aladas à esperança, que viver:
É amar, sentindo do instante a emoção,
Assim como o sol mostra-se ao nascer.

O tempo, as horas não irão parar.
Mas eu posso aprender como seguir,
Com brilho de esperança no olhar,
A felicidade está em sorrir.

 

Márcia Aparecida Mancebo 

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Lembranças Mudas

Lembranças Mudas

Se acaso a dor vier me incomodar,
Esta dor que angustia e que maltrata,
E que minha alma está sempre a clamar,
Que, pouco a pouco, esta saudade mata.

É um incômodo audaz e traiçoeiro,
Que tem hora de chegada e se encrava.
Cola no pensamento e fica, inteiro,
Atormentando com lembranças mudas.

Para a mente vem este tempo morto,
Que ressuscita quando surge a aurora.
Eu me sinto um marinheiro sem porto,
Sem saber o que fazer, como agora.

Não adianta mais dizer: Se acaso...
Não há solução, é um mal sem cura.
Esta dor da saudade que atormenta
Minha alma de sofrer já não aguenta!

Márcia Aparecida Mancebo

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O Que Restou Foi Silêncio

13752221474?profile=RESIZE_400xO Que Restou Foi Silêncio

O silêncio sufoca os meus anseios,
Enquanto minha alma se esgarça, triste.
Entendo que vivi em devaneio,
Um sonho bonito que não existe.

Quanto tempo perdi acreditando
Em palavras que ouvi na alvorada,
Quando pássaros cantavam, anunciando:
— Já era dia, não mais madrugada.

Como tudo calou tão de repente,
Sem explicação, sem ato concreto...
Eu fico pensando: o que, realmente,
Foi que aconteceu, que afastou o afeto?

Hoje o silêncio me faz companhia.
Perdi anseios, ficou a saudade
Da alma alegre que, com euforia,
Enchia os olhos de encanto à tarde.

Márcia Aparecida Mancebo

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Solidão

Solidão

Ouço os pingos da chuva caindo manso;
embaçando a janela com sombras mortas.
Sombras dançantes que seguem ao remanso
pra juntar-se às águas das frestas da porta.

Sob a luz do abajur, a mesma cena vejo.
Como a esperar pela presença, talvez;
Que outrora constante trazia um beijo.
Na mente, esse filme passa outra vez.

Mas essa espera é vã, ninguém vai chegar.
Não haverá semblante para sorrir,
Companhia pra ouvir a chuva pingar
Sequer abraço para repartir.

São tantas lembranças que trazem o passado.
Por tanta saudade, sangra o coração.
Lágrimas rolam deste ser torturado
Que sozinho vê a tela da solidão.

Márcia Aparecida Mancebo

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CPP