Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1973)

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Passos na Vida

Passos na Vida

Estando no auge da maturidade;
Não me deixo levar por convicção.
É um novo ciclo, é uma nova idade,
Cada dia aumenta mais a emoção

Não me iludo com paixões ardorosas,
Essas paixões existem nos poemas
Ainda me sinto uma flor viçosa,
Envelhecer é apenas um bom tema.

Esse tema é recheado de paixão:
De momentos felizes relembrados,
Que estão guardados no meu coração.
As rugas da pele são os passos dados.

Os caminhos percorridos na vida:
Feriram a pele com sabedoria,
E, ao ver minha estrada, a vejo florida.
Minha alma sussurra: amor e alegria.

Márcia Aparecida Mancebo
17/11/25

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Entrega

Entrega

É noite em mim, preciso confessar
Tudo que guardei no fundo do peito,
Pois é preciso saber para me amar
E aceitar quem sou, do meu jeito.

É momento de abrir meu coração,
Mostrar sentimentos verdadeiros.
Tanto tempo escondi sem razão,
Quem ama se revela por inteiro.

Nesta noite meus segredos revelo,
Guardei por medo, em silêncio contido.
Mas lhe digo: a esperança ainda velo,
Contar o que sinto não é proibido.

O poder de sufocar, libertar,
É alívio pra minha alma enamorada.
Que me faz a cada instante suspirar:
Vem, amor, sou teu mar e tua enseada.

Márcia Aparecida Mancebo
06/11/25

 

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No Tempo do Encanto

No Tempo do Encanto

No tempo em que o amor exalava encanto
E sonhar era a tela preferida
A brisa escreveu versos pelos cantos:
Que a ternura era a cena repetida.

Versos que hoje ecoam saudade e pranto
E por onde vou, é algema, é brida.
Lembrá-la aos olhos não traz desencanto
É uma bela história de uma vida.

Mas quando a noite exala teu perfume:
Que a brisa traz minha alma em queixume;
Em silêncio, teu vulto rememora.

O pensamento vai buscar teu lume
Em cada estrela vejo teu costume;
Que o coração alenta e por ti implora!

Márcia Aparecida Mancebo

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Aurora do Sentir

Aurora do Sentir


O amor segue um ciclo pra florescer,
Para que sua raiz seja profunda,
Sólida, para o coração o receber,
E de ternura todo o ser se inunda.

Quando maduro, traz paz para a alma,
Acha um cantinho para sua morada.
É um habitante terno que traz calma,
Transparece no olhar: alma enamorada.

Se velado em silêncio, será infindo.
O tempo o fará ser belo e verdadeiro,
E o coração o sentirá fundo e lindo,
Repleto de luz, crescerá altaneiro.

Ah, o amor, este sentimento da aurora,
Doce, que traz luminescência ao olhar.
É este sentir que no meu peito aflora,
De forma envolvente a me acompanhar.

Márcia Aparecida Mancebo
11/10/25

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Jardim da Humanidade ( I )

Jardim da Humildade

Quem dera que o mundo fosse.
Um belo jardim florido.
Mesmo em solo batido.
E o caminhar fosse doce
Com o sabor agridoce.
Se a brisa ao passar levasse
Toda dor, todo o impasse
Que machuca o coração;
Com a lágrima em porção.
E somente o amor reinasse .

Um belo jardim florido
Fosse o mundo no momento
Com amor no pensamento,
O olhar visse colorido
Emanando o amor contido
O sorriso fosse aberto,
A quem estivesse perto
O abraço fosse tão forte
E de paz do sul ao norte
O mundo fosse coberto.

 

Márcia Aparecida Mancebo 

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Ainda é Primavera

Ainda é primavera

Essas folhas que o vento traz aqui
Juntam-se às dores da minha jornada;
Faço de conta que já te esqueci
E contínuo a minha longa estrada.

Assim, não choro, lembrando quimeras;
Não desespero se tu não apareces.
Eu não te espero — ainda é primavera —,
A tua ausência não mais aborrece.

A estação passará tão brevemente,
Enquanto as flores enfeitam a via;
Meu ser se consumirá lentamente,
E levará toda a minha alegria.

O céu tornará anil sua cor;
Pássaros cantarão em harmonia,
Perdurará somente o teu amor
Para que eu possa lembrar nossos dias.

 


Márcia Aparecida Mancebo

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Alma Viva

ALMA VIVA

Se meus sonhos me levam ao infinito,
não deixo de sonhar em meu viver!
Ponho cores; o enfeito bem bonito,
pois o sonho é o alimento do meu ser.

Não deixo a inquietude atrapalhar;
rego o sonho para ele crescer.
É semente que um dia vim plantar;
dos botões, quero ver rosa nascer.

Os meus sonhos são desejos antigos:
rever o lugar vivido em esplendor
é um ensejo que carrego comigo,
e hoje lembro com saudades e ardor.

Vou em frente; meu desejo não é em vão.
Sonho e desejo andam de mãos dadas.
Dão fim às saudades — não é ilusão;
faz minha alma sentir-se avivada.

Márcia Aparecida Mancebo
27/11/25

 

 

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras em negrito 

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O Resto que Ficou

O Resto que Ficou

Chegaste em minha vida enamorado,
Com teus gestos suaves me encantaste,
Encontrei em ti tanto dom sagrado,
Foste meu rei e em meu altar reinaste.

Todo rei tem defeito, eu não sabia,
O altar que te ergui foi se partindo,
Aos poucos se perdeu minha alegria,
E o sonho se apagava, consumindo.

Mas mesmo que o sonhar perca o perfume,
Na sombra da memória mora o resto,
De um rosto, de uma voz que foi um lume,
E volta em sonhos como um canto honesto.

O inconsciente guarda o que marcou;
Por muito tempo vive ali no canto,
Uma lembrança que jamais calou
E volta em sonhos como um doce encanto.

Márcia Aparecida Mancebo

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Quando a Alma Cala

Quando a Alma Cala

Toda jura que te fiz foi cumprida;
Palavra por palavra, digo agora.
Fiz de ti, templo, e te dei a vida;
Foste meu senhor, fui tua senhora!

E hoje ouço que isso foi jura de outrora;
Que fora falsa a lágrima caída.
Apenas uma cena à luz da aurora;
Que fora um choro falso à despedida.

Já não importa o que pensas e falas;
Minha palavra a ti não tem valia.
Irei deixar o tempo resolver.

Mas saiba, se voltar, minha alma cala;
Não sou mais a mulher que te dizia:
Que sem o teu amor iria morrer.

Márcia Aparecida Mancebo

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Viagem nos Mares da Memória

Viagem nos Mares da Memória

Nesta estrelada noite sinto assim:
Que o alvorecer virá todo dourado.
Da vidraça vi flores no jardim;
Senti o perfume por todo lado.

Ouvindo vozes trazidas ao vento,
Recordei primaveras... beira mar
Atravessei mares dos desalentos;
Ancorei num porto pra descansar.

Mas ao sentir pulsar o coração
Invadiu-me a razão tao de repente
Fechei os olhos revi a paixão;
Senti minha alma agitar tão contente.

Ao ouvir as vozes voltei alguns anos,
Lembrei as canções dizendo do amor.
Chegaram a mim pelos oceanos,
Revi nossa história, senti teu ardor.

Márcia Aparecida Mancebo

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Dueto - OUTRORA ( Márcia ) & OUTRORA ( Ciducha)

 

OUTRORA

Ciducha

No passado, um amor floresceu,
Um sentimento puro e verdadeiro,
Que iluminou meus dias,
E aqueceu meu coração.

Mas o tempo passou,
E as coisas mudaram,
O amor se foi,
E o que restou foi apenas saudade.

Lembro-me dos momentos,
Dos beijos e dos abraços,
E do amor que sentíamos,
Mas agora, é apenas memória.

Ainda assim, guardo no coração,
O amor que outrora senti,
E espero que um dia,
Volte a sentir o mesmo.

&

OUTRORA

No tempo belo que vivi outrora,
Meus versos eram de um eterno ardor.
Palavras vinham com sabor do agora;
No coração pulsava forte o amor!

Flores dançavam nos meus versos, ora,
Com bom perfume que exalava amor;
Ora com som, em plena luz da aurora,
Onde o querer irradiava ardor!

No tempo — outrora um ritual sagrado —
Onde a ilusão era infinita e ornada,
E os versos vinham com a cor dourada.

Em cada estrofe era citado o amado,
Elucidando com fervor, magia;
Que a alma sentia ao escrever poesia.

Márcia Aparecida Mancebo
23/11/25

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OUTRORA

OUTRORA

No tempo belo que vivi outrora,
Meus versos eram de um eterno ardor.
Palavras vinham com sabor do agora;
No coração pulsava forte o amor!

Flores dançavam nos meus versos, ora,
Com bom perfume que exalava amor;
Ora com som, em plena luz da aurora,
Onde o querer irradiava ardor!

No tempo — outrora um ritual sagrado —
Onde a ilusão era infinita e ornada,
E os versos vinham com a cor dourada.

Em cada estrofe era citado o amado,
Elucidando com fervor, magia;
Que a alma sentia ao escrever poesia.

Márcia Aparecida Mancebo
23/11/25

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Desejo

Poema inspirado em Desejo-te, de Ciducha 

 

 

Desejo 

Este desejo que em mim habita e queima
É paixão antiga que está guardada;
Esquecê-la não consigo — ela teima,
Ela teima explodir, assim, do nada.

Aparece trazendo o devaneio,
Me faz sonhar com teu belo semblante;
Inunda a mente com um mar de anseio,
E nele navego e vou bem distante.

Esse desejo da ardente paixão
Me faz lembrar teu olhar belo e sereno,
Que guardo comigo, no meu coração,
Fazendo o seu pulsar calmo e ameno.

Essa chama ardorosa me seduz,
Pois nela me agarro e sinto o viver:
Uma força poderosa, uma luz
Que aclara a alma,ah! Quão bom é te querer!

Márcia Aparecida Mancebo
23/11/ 25

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Segredo e Destino

Segredo e Destino

É tabu te amar em segredo,
Pois quem ama vence o medo,
E rende a alma ao enredo.

E assim se traça o amado,
Num vendaval de puro anseio;
Teu abraço, firme e delicado,
Teu beijo, o lume que devaneio.

És meu anjo guardião,
Meu norte e meu atalho;
És a mais doce paixão,
A flor mais pura do galho;
Senhor do meu coração…
Sem ti, meu ser vive em falho.

Márcia Aparecida Mancebo 

 

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Fruto da Fantasia

Fruto da Fantasia

Te amei ao te moldar no pensamento,
Foste fruto da minha fantasia,
Regado com sonho a cada momento,
E a paixão foi crescendo dia a dia.

Quanto mais velava a paixão sentida,
Castelos e altares a ti erguia,
Crendo encontrar o amor da minha vida,
Foste motivo da minha alegria.

Molde perfeito, fiz de ti, meu amor,
Satisfazendo o meu louco desejo,
Florindo o viver com esplendor,
Sem nunca te tocar, sentir teu beijo.

Mas quando voltei à realidade,
Percebi que o amor que tinha esculpido
Não existia, não era verdade:
Morrera antes de ter florescido.

Márcia Aparecida Mancebo

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O Espelho da Alma

O Espelho da Alma

(Este poema é um convite à reflexão. Ele expõe, com imagens fortes e contrastes marcantes, a indiferença de quem vive na vaidade e ignora a dor alheia. “O Espelho da Alma” não mostra apenas o mundo externo, mas revela o interior humano — suas ilusões, sua cegueira e sua falta de compaixão. É uma crítica, posso afirmar, social e filosófica, que nos chama a olhar para além das flores e castelos encantados, enxergando também os abismos e silêncios que cercam os esquecidos.)

Poema

Quem tem a mente pobre vive bem,
Não olha pra miséria ao derredor;
Só a vaidade é o que convém,
Somente vê no outro o que há de pior.

Se acha uma deusa com bom coração,
Não sonha: tem um castelo encantado.
Oferta a quem precisa o duro pão,
Não sabe o que é viver sendo ignorado.

Vive qual marionete no mundo,
Pensamento vazio, sem ter dó
De quem, num silêncio tão profundo,
Chora, vagando nas ruas tão só.

Enquanto sua vida lhe dá flores,
Ramalhete tão belo, perfumado,
Ignora o frio que traz as dores
A quem dorme na rua, sem telhado.

Márcia Aparecida Mancebo
20/11/25

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O Último Raio do Sol

O Último Rastro do Sol

O sol despede-se da tarde
Deixando raios pelo chão,
Sufocando-me com saudade,
Esgarçando minha alma que arde,
Com lágrimas qual ribeirão.

Quem dera ter a liberdade,
Ter asas livres no clarão,
Voar, voar na imensidade,
Calmamente com humildade
Alcançar o céu com a mão.

Ó, que faço dessa vontade,
Que me consome em solidão,
Corrói a alma a realidade
E fere o peito em vaidade,
Ansiando por profusão.

Posso perder a identidade,
Se me perder nesta ilusão,
Jurar com fé toda a verdade,
Que foi grácil a mocidade
Ao voar pela vastidão.

O sol se pôr a dor me invade.
A tarde morre em negridão,
Se vai distante com bondade,
Sem sol, estrela e claridade,
Morre o sonho na escuridão.

Márcia Aparecida Mancebo
15/11/25

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Legado Imortal

Legado Imortal!

De Zumbi a Mandala veio a inspiração,
A um povo que conquistou a vitória,
Lutando por igualdade com a razão.
Um legado imortal de uma bela história.

Em cada tom de pele, é beleza, é valor,
Frutos de vidas relatando o passado,
Reflete na alma de um povo trabalhador.
Real no presente, amanhã um legado.

Consciência negra, resistência da dor
Sim, uma chama que não irá apagar,
Resultando liberdade em esplendor.

Nos olhos da criança, um porvir sonhador,
Um brado que ecoou a transformar...
Consciência negra seja um grito de amor!

Márcia Aparecida Mancebo

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Transfiguração

Transfiguração

Notas ecoam, ouvir é possível,
Como se estivessem a lamentar.
Neste instante tristonho, estou sensível,
Em silêncio pretendo ficar.

É som de um jazz descompassado, lento;
Parece velar o amor que matei
Dentro do coração, por desalento,
Pelas dores que, tão só, sufoquei...

O som não cessa, seguem-se as horas;
O silêncio é quebrado e me tortura.
O que foi decidido — afirmo agora —
Não posso sofrer por vil desventura.

Não será essa canção descompassada,
Sequer o amor que o coração matou,
Que irá me fazer sentir-me culpada.
Quero mais ser flor que desabrochou.

Márcia Aparecida Mancebo

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Entrega

Entrega

É noite em mim, preciso confessar
Tudo que guardei no fundo do peito,
Pois é preciso saber para me amar
E aceitar quem sou, do meu jeito.

É momento de abrir meu coração,
Mostrar sentimentos verdadeiros.
Tanto tempo escondi sem razão,
Quem ama se revela por inteiro.

Nesta noite meus segredos revelo,
Guardei por medo, em silêncio contido.
Mas lhe digo: a esperança ainda velo,
E contar o que sinto não é proibido.

O poder de sufocar, libertar,
É alívio pra minha alma enamorada.
Que me faz a cada instante suspirar:
Vem, amor, sou teu mar e tua enseada.

Márcia Aparecida Mancebo

Saiba mais…
CPP