Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1968)

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Flor marrom

Flor marrom

Em meio a pedreira onde se extraí as rochas
Lugar seco com cheiro de poeira
Num canto escondida uma flor desabrocha
Com cor esquisita, marrom por inteira.

Olhando - a pensei: que cor teria essa flor,
se abrolhasse na vastidão do jardim
com rosas vermelhas lindas, com olor
num canteiro ornado com o jasmim?

Olhei deslumbrada, nunca vi igual!
Cresceu, floresceu hoje é árvore frondosa
O mais interessante e fenomenal
Pendeu na pedreira, continua airosa.

A vida é assim quando menos se espera
Ninguém imagina como é o viver!
As vezes abrolha sem ser primavera
Esperança e bondade num árido ser...
Assim como a flor marrom que hoje impera
Inalando pó para sobreviver.

Márcia Aparecida Mancebo

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Desencontro ( soneto decassilabo)

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Infindas horas sufoco o tormento
De tanto chorar estou afogada
Mesmo sabendo que viver é nada,
Apenas ilusão para o pensamento

A vaidade abraçou tal sentimento
Acreditando que, seria amada
A dor chegou, sinto - me derrotada
Aqui sozinha não tenho acalento...

Absorta a pensar no nosso encontro
Instantes felizes com sonhos vãos
Sussurros doces ao meu coração!

No entanto o que ouço de lábios que amei
Palavras rudes, eu nunca esperei
Sem imaginar um vil desencontro!

Márcia A Mancebo

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Triste recordar

Triste recordar

A noite com vento me traz arrepio
O medo invade a mente por inteira
As horas passam... adentro no espaço
"Agarro a madrugada como se fosse criança"

São tantos pensamentos a me acolher
Que me perco em lembranças que não levam a nada
Apenas furtam alegrias adormecidas,
Sonhos que com os anos foram embalados...

Entre as cobertas um cálice de vinho
Entorno, tentando o passado esquecer
O último cigarro a fumaça inda vejo
A tua face é uma sombra no escuro.

A ventania traz chuva tão forte
O sono não chega, o acoite continua
Triste recordar amanhece com alvor!

Márcia A Mancebo

02/07/2022

 

(Atividade da oficina Versos livres com o tema"Agarro a madrugada como se fosse criança")

 

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Lágrima quente

Lágrima quente
(Soneto)

Sentir a tal saudade é tão bonito
Que nela perco - me toda, a sentindo
O jeito de lembrar sempre medito.
Tudo parece igual, se repetindo!

É longo o caminhar... é infinito!
Estrada com espinhos me ferindo
Quem sente, sabe bem, desse conflito.
Parece suplicar aos meus ouvidos!

E como dói lembrar quem foi tão cedo
Quem num sussurro contei meu segredo!
Em seu regaço a paz acalentei...

Essa lágrima quente que derrubo
É por pensar demais no rosto rubro
Que muitos beijos lá depositei!

Márcia A Mancebo

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Poesia

Poesia

Minha alma acalmo ao tecer a poesia
que diz sobre o amor, o segredo da vida.
Pois, traz acalanto e tamanha alegria
e adentra em meu íntimo... me faz tão ávida!

É tanta avidez que me empolgo ao grafar.
Eu vejo nos versos a fonte cantante.
Esqueço quem sou ao ouvir murmurar
a fonte imaginária que habita a mente.

A água da fonte ao descer, caí cantando...
Seu cantar destila palavras bonitas,
São canções que anjos vivem entoando.

No pardo papel ganham vida infinita
Vem à luz poesia sublimando o ser
Co' aroma das flores tingindo o viver!

Márcia A Mancebo

 

 

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Relíquia

Relíquia

Ali onde o amor abrilhanta os sonhos
Que guardo os retalhos de toda emoção!
Aquela emoção em quantia e tamanho
O que acumulei ao ver cada estação.

Emoção que a lida permitiu retê- la
cada vez que a flor percebesse abrolhar...
Cada vez que na noite uma das estrelas
indicasse por onde tinha que passar.

Às vezes estranho esse meu pensamento
Guardar qual relíquia os detalhes da vida.
Coser os retalhos de todos momentos;
A cada lembrança, sentir comovida.

Pode parecer fútil, ingenuidade,
Mas é com leveza que quero viver
Guardando na mente somente beldade:
Dos anos vividos, do resplandecer
que senti brilhar com tal vivacidade
alada ao amor no íntimo do ser!

Márcia A Mancebo

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Alma poeta

Alma poeta

Na tela da vida deixei minha história
Com cores vibrantes colorindo flores
Segui minha estrada procurando vitórias,
No aroma sentido curei todas dores!

Num vaso dourado orquídeas plantei
São flores sensíveis que gostam da luz
A tela da vida com matiz deixei
A flor tem beleza que muito seduz!

Contando os minutos, as horas vividas
e todos lugares por quais eu passei
Com muito cuidado na tela da vida
Com brilho luzente meu nome grafei!

Pois, nela pintei minha história tão bela,
Tão cheia de sonhos com alma poeta
A cada traçado que fiz nessa tela
Reluz a esperança da qual sou repleta!

Márcia A Mancebo
29/06/2022

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Relíquia ll

Relíquia ll

Ali onde o amor abrilhanta os sonhos
Que guardo os retalhos de toda emoção!
Aquela emoção em quantia e tamanho
O que acumulei ao ver cada estação.

Emoção que a lida  permitiu retê- la
cada vez que a flor percebesse abrolhar...
Cada vez que na noite uma das estrelas
indicasse por onde tinha que passar.

Às vezes estranho esse meu pensamento
Guardar qual relíquia os detalhes da vida.
Coser os retalhos de todos momentos;
A cada lembrança, sentir comovida.

Pode parecer fútil, ingenuidade,
Mas é com leveza que quero viver
Guardando na mente somente beldade:
Dos anos vividos, do resplandecer
que senti brilhar com tal vivacidade
alada ao amor no íntimo do ser!

Márcia A Mancebo
29/06/2022

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E, tudo começa

E, tudo começa ...

E, tudo começa é, preciso que a vida
Tenha continuidade, não pode parar.
São tantas as lágrimas que foram caídas!
Ninguém quer saber o porquê do chorar.

Somente quem chora conhece o motivo.
Se cala, não diz, pois, não tem solução.
É o ser que a sofrer encontra um lenitivo
À dor que sufoca o seu coração.

Às vezes a perda ... às vezes saudade
As duas menções fazem o choro verter
E quando eu chorar não escondo a verdade
demonstro na face todo o padecer.

Há sempre um começo no dia seguinte
Depois que caíram as lágrimas quentes.
A lida prossegue com todo requinte,
Com flores ornando vasos diferentes.

Márcia A Mancebo
28/06/2022

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Realidade

Realidade

Há tanta ganância na terra dos fortes
corando a minha face com a vergonha.
Há quem do poder, sem pensar que há mortes
adentram sem dó numa guerra tamanha.

Mentes poluídas desfilam nas ruas
Servil… sempre pronto pra mão estender,
Gentis cavalheiros, claros qual a lua,
Desejando apenas nossa alma prender!

O ser, esse ser de essência, que conheço.
Perdeu — se num vago mistério profundo.
Faz do afã cajado, o perfil do adereço.
Esconde seu brio e solta — se ao mundo...

E vai à corrente da vida enganando
com traços tão, plácido, finge a dormência.
Enquanto, há quem, vive na rua clamando:
Pedaço de pão, para a sobrevivência!

Márcia A Mancebo
23/06/2022

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Ontem

Ontem

Ontem o silêncio da noite cessou
No instante que ouvi uma canção tão antiga
E meu pensamento pra longe viajou...
Foi para o lugar onde ouvi a cantiga.

Viagem bonita onde me vi menina
Conhecendo a vida em lugares distantes
Onde toda manhã nascia em surdina
E o sol a reinar parecia brilhante.

O ar exalava perfume de flores
Em toda paisagem havia ternura
Nas faces não tinha resquícios de dores,
Apenas um riso cheio de candura.

Como não sentir a estesia naquilo;
Com musicalidade e sem incerteza,
Com tanta certeza, sem nenhum vacilo?
Foi aí que aprendi contemplar a beleza!

Aprendi a viver co' aquela canção
Que meu pensamento pra longe embarcou.
Pois, senti minha alma adentrar na emoção
Que ontem pela noite o silêncio cessou!

Márcia A Mancebo

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Pedaços do arrebol

Pedaços do arrebol

Todos os pedaços que guardei do arrebol
São para lembrar os meus passos na estrada.
Todos os lugares que vi girassol
apontando a rota da bel. caminhada
por onde segui avançando a jornada.

Jornada co'olor, com espinhos também.
Mas, cada traçado tem algo especial.
Minh.'alma reteve e fez — se refém.
Ao rememorar sinto elevar o austral!

Ruído da chuva que o chão vi molhar,
Estrelas brilhantes pela imensidão,
As flores silvestres com seu perfumar
em cada pedaço do arrebol estão
parecendo nota de bela canção
que ouvi, pela estrada do meu palmilhar!

O quanto aprendi ao ver a natureza
e quanta bondade me proporcionou!
Das tantas paisagens exibindo beleza
não sei nem dizer qual delas marcou
Somente senti que Deus nelas tocou!

Márcia A Mancebo

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Busca

Busca

É nas alvoradas que abrigo, procuro.
Pois, deixei perder — me pelas estações
E, com tristeza caminhando no escuro
Busco - me pelo céu na imensidão...

Procuro - me e, sem me encontrar vou seguindo
de cabeça baixa, sofrendo calada.
Nos meus sonhos vejo - me sempre partindo
Rumando sozinha pelas madrugadas.

Momentos tristonhos tenho que enfrentar;
Se é frio o calor meu corpo implora,
Mas é sempre noite em mim no madrugar
É nesse silêncio que minha alma chora.

Tão só… sou um barco perdido sem porto
com ondas bravias, com águas revoltas...
De tantas partidas sinto - me, já, morto
Co' o corpo a vagar pela vida estou solta!

Márcia A Mancebo

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Dia seguinte

Dia seguinte

A noite aparece com luar e estrelas
O clarão encobre o gramado florido.
As flores são belas, dá para vê -las
E todo o perfume no ar é sentido.

Aqui da sacada observando a lua.
A lua em passeio pela imensidão
clareando o espaço, o gramado e a rua
trazendo acalanto ao meu coração!
Sentindo -me uma estátua com véu e tão nua
Parece que voo por tanta emoção

A noite prossegue sem breu de incerteza
Estrelas brilham fazendo- me entender
Tanta maravilha trazendo a certeza
Que o dia seguinte verei sol nascer!

Márcia A Mancebo

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Superação

Superação

Viver, resultado de superação.
A crença que a vida vai melhorar
Fundo respirar e focar na opção
que a manhã irá com forte sol raiar!

Recomeço diário é a resposta
À tanta pergunta feita na aurora
Seguir com a fé que o coração aposta
Brindar ao viver, o hoje... somente agora.

Procurar na essência o que a alma suspira
Não ver no caminho o que pode ferir
Apenas sentir que a natureza inspira
Mostrando a poesia que há no existir!

Trilhar e buscar nos matizes da estrada
Que a guia é enfeitada com flores tão belas,
Que o instante reluz passos da caminhada
Que os sonhos são feitos de luz na arandela
Que a vida é perfeita tal qual uma tela!

Nesse faz de conta de tudo bonito
Eleva o ser acalentando os dias
O que os olhos veem grafar no granito
Sorriso nos lábios, seguir com alegria!

Márcia A Mancebo

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Simples assim...

Simples assim…

Se apegue a coisas úteis, agradáveis
Que tragam benefícios a sua mente
Tornando os momentos bons e amáveis.
Teça sua história positivamente.

É estranho, mas é a pura verdade
A visão da vida pode mudar
E independe do tempo e da idade
Depende sim, do modo de pensar.

Posso programar como quero viver
O que penso e vejo é fotografado.
Sabendo isso posso plantar para colher.
Os frutos serão fartos, sê regado.

Não é do fútil que vai nascer a flor!
O cavalheiro chamando aprendizado
Ensina que o que é feito com primor
Sempre dão excelentes resultados!

Márcia Aparecida Mancebo

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Ajustes

Ajustes

Chegou o momento quem sabe certeiro.
Não sei! Mas, é hora de ajeitar a alma.
A hora de pôr ajuste nos ponteiros,
O instante de usar a mente com a calma.

A calma dos anos, conquista diária!
Treinada a esquecer toda mágoa da vida
Usar do perdão, a certa instrumentária;
Instrumento usado: a lágrima escondida.

A lágrima e a noite da vil solidão.
O inútil buscar... O abraçar que perdido
Por coisas tão fúteis deixaram um vão.
Um vão que reteve o que não foi fluído,
Que não escorreu fez mal ao coração!

Deixando o viver com ausências infindas
Corroendo a humilde alma que a suspirar
Intui agitada que vida é tão linda
tão merecedora do verbo perdoar!

Márcia Aparecida Mancebo

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Sigo

Sigo

Empilhando entulhos desde o sol nascer.
Não sei se é saudade ou, retalhos da vida
A sina malvada que tento entender
Na lágrima quente que verte escondida.

Outrora essa lágrima fora cristal
Cristal lapidado por mãos de sábios
Hoje tornaram- se cruel e normal
E desce com força chegando aos lábios!

Eu tento evitar que rolem essas lágrimas
Que marcam a face com sulcos profundos
Cansei de chorar, já não tenho mais mágoas
O tempo as levou e as enterrou pelo mundo!

A mágoa esqueci, basta o choro reter
Se a lágrima quente deixar de rolar
À dor dou um jeito, cansei de sofrer.
Preciso ter calma, seguir... Caminhar.

A vida é tão curta, tão cheia de tralhas
Por mais que tentar remendar, não consigo
Preciso impedir a lágrima pirralha
Que mora em minha alma seguindo comigo
Me abrace sem dó enchendo- me de falhas!

Márcia A Mancebo

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NADA FINDA!

Nada finda!

Na vida há sempre um dia que há mudança
E tudo muda inesperadamente
Dando um rumo diferente para os dias.
As horas passam serem agradáveis

A mente não mais balança diante do terror
O coração ainda sente o frio da emoção.
E o amor balança alegremente!
Ao redor o sol ilumina mais e mais.

Os olhos, aqueles olhos que marejavam à-toa,
Ainda são os mesmos. A voz tem suavidade
Tudo importa, nada é inútil nesta hora
O não é ratificado. Virá um sim!

E tudo é visto com angelical ternura
É a vida! É destino, eu sei... creio!
O instante, o tempo segue seu ritmo.
Ademais é tudo como sempre fora:
Bonito com aroma de jasmim pelo ar.

Aquela saudade angustiante que doía
Teve fim... A ausência preenche o vazio
com bela canção, com delicadeza.
Difícil não pensar com o coração nesta hora.

Somente prevalece o sonho das primaveras
Os fatos do momento são interessantes demais!
Aquelas noites mal dormidas, voaram
Não fazem parte deste calendário.
Foram preenchidas por presenças.

A rotina é calmaria! Costumeira.
As madrugadas em que a lua imperava
Inspirando sonhos, deslizando linda
continua refletindo sobre o mar!

A inspiração do poeta não é cética.
O poeta crê no que sente, no que lhe é intuito.
acredita piamente nos sonhos e sonha...
Aquela poesia cujo, versos eram bordados
Passaram ser escritos com mais amor
Não perderam o encanto, sequer
Perderam a fantasia e estão soltas no papel.

O poeta a procura de respostas, continua esperançoso
Seu refúgio é no quarto, na casa... no jardim
E às vezes entre quatro paredes
Entre flores aromáticas e lindas!
Tendo como companhia desde o alvorecer. ..

Nada finda...o viver caminha feliz.
As feridas o tempo cura
com ar ameno, brando, edificando.
A fé prevalece como esteio,
Há motivo: bençãos, sobre bençãos!

Márcia A Mancebo

 

( Texto livre de métrica)

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Certeza

Certeza

Motivo não falta para te querer.
Teus olhos seduzem, parecem brilhantes!
Momento tão belo que leva — me crer
Por isso que, a vida me é cintilante.

Conflito não tenho, somente alegria
Minha alma suspira de tanta paixão
E toda manhã ao acordar o meu dia
Eu sinto o pulsar forte do coração.

Segredo revelo há tanta beleza!
Magia em amar esta vida repleta
de sonhos constantes, ah, doce pureza!

E nesse idílio sinto — me completa
Faço — me refém com tamanha certeza
Contigo a meu lado não seria incompleta!

Márcia A Mancebo

Saiba mais…
CPP