Lágrima quente

Lágrima quente
(Soneto)

Sentir a tal saudade é tão bonito
Que nela perco - me toda, a sentindo
O jeito de lembrar sempre medito.
Tudo parece igual, se repetindo!

É longo o caminhar... é infinito!
Estrada com espinhos me ferindo
Quem sente, sabe bem, desse conflito.
Parece suplicar aos meus ouvidos!

E como dói lembrar quem foi tão cedo
Quem num sussurro contei meu segredo!
Em seu regaço a paz acalentei...

Essa lágrima quente que derrubo
É por pensar demais no rosto rubro
Que muitos beijos lá depositei!

Márcia A Mancebo

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Comentários

  • Gestores

    Lindo soneto. Merece o destaque e os aplausos, Márcia.

  • Cara amiga:

    Parabéns pelo soneto, a recender o agridoce perfume da nostalgia.

    Abraço; j. a.

  • Obrigada Edith pela interação.

    Vou postar no grupo dueto os nossos sonetos 

  • Obrigada Edith 

     

  • Gestores

    Belo teu soneto.

  • Gestores

    A saudade

    Amiga essa vida é feita de tudo,
    e nela a saudade é barco acorado
    no cais do passado, porém sobretudo,
    a saudade é a história em tempo dourado.


    Amiga eu te digo com toda certeza:
    a saudade vigia os portões do presente,
    ela vem feito as águas com bem sutileza,
    irrigando a história da vida da gente.


    A saudade às vezes vem cheia de risos,
    e cheia de cantos de vozes queridas,
    de gente que a gente um dia gerou.


    Outras vezes, amiga, a saudade é dorida
    porque ao presente ela traz quem partiu
    e findou a história na história  da gente.

    Edith Lobato

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