Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1967)

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Saudade

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Essa manhã linda com o sol dourado
Já sinto no ar um cheiro de flores
Revejo primaveras do passado
Parecendo um belo quadro com cores.
Com botões de rosas avermelhados
Se abrindo em festa trazendo os olores
Daquele tempo lindo, ah, tenra idade!
Emoldurando na mente a saudade.


(Márcia Aparecida Mancebo)
20/08/2021

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Tristeza

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A cada hora que passa sinto
Uma apunhala no peito doer
Não reclamo, me calo, pressinto
Ninguém vai entender meu sofrer.

Assim sigo nessa correnteza de pranto
Sem ninguém pra me acalentar
Recolho-me, cubro-me com o manto
Da agonía por muito delirar.

Até quando hei de suportar, não sei.
Não consigo da memória apagar
O amor que vivemos, eu doei
Hoje sozinha estou a mendigar.
Poís, essa tristeza quer me matar

Márcia A Mancebo 

29/08/18

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Minha homenagem Cora Coralina

Minha homenagem a Cora Coralina

Mulher simples, doceira por profissão
fez de sua infância sofrida, sua poesia ditada pelo coração
muitas vezes sua dor doída não a entorpeceu...acordou
sonhos frustrados, mesmo assim não esmoreceu...lutou...

O cenário dos seu sentimentos fez sua obra maravilhosa
Cora Coralina teve a saga de mulher vitoriosa
buscou o lado da poesia para compreender
que mesmo sem facilidade e desilusão não a fez esmorecer.

Sua obra deixada jamais será esquecida
Muitos dos seus escritos servem de incentivo de vida
Um verso que admiro e faço dele minha verdade,
Admiro-a e presto minha homenagem a quem tenho saudade
Forte mulher nada a sucumbiu,
Palavras de alento faz ecoar:-
“ajuntei todas as pedras que viram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta e no alto subi.
Teci um tapete florido e no sonho me perdi”

Márcia Aparecida Mancebo

(Encontrei num caderno antigo)

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Sufoco

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Se o dia amanhece sem sol com vento,
Meu ser é tomado por vil tristeza
A dor chega mansa e no pensamento
Faz arruaça, trazendo a incerteza
E tudo que penso e sinto é tormento.
O pensar escurece com destreza
E pouco a pouco leva- me a loucura.
Ofegante respiro a desventura.

Márcia Aparecida Mancebo
18/08/2021

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Somente quero...

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Da janela do quarto vejo o sol
Se pôr, manso ... raios avermelhados.
A cena que via, antes, no arrebol
Não era igual a esse entardecer fechado.

O ar está parado, triste, sem vento.
Saudade me abraça e lágrima rola
É agonia esse cruel sentimento
É a natureza que no instante cala.

Se esconde a inspiração na noite fria.
Nesse momento não quero carinho
Nada dá fim a essa melancolia
Somente quero nesse meu cantinho
Desabafar e chorar bem baixinho.

Márcia A. Mancebo

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Nas asas do vento

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Nas asas do vento embarquei todos sonhos
Num envelope pardo, com zelo e carinho
Pois, eles contêm os meus os planos tamanhos.
Estavam guardados em um pergaminho.

Mandei para um mundo repleto de cores
Com prado, riacho com águas cantando.
Com pássaros, aves no meio das flores,
Afago das mãos que acalentam rezando.

Agora pensando no sonho embarcado
Quê faço no instante pra recomeçar,
Se tudo que tinha nos anos velado
Prum mundo distante foi junto viajar?

A mente ficou tão vazia sem nada
E eu vago sozinha sem ter acalanto
Pareço uma flor escondida na estrada
Sem rama, sem galho, sem vida, num canto.

Márcia A Mancebo
( 18/08/2021)

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Afagos

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Cubro a face com rosa branca, amor
Pra lembrar os momentos infinitos
D'um idílio extasiante e tão bonito,
Passados ao relento do esplendor.

Instantes com ternura e com teus beijos
A roçar docemente frágil lábios
Deixando bom sabor de afagos sábios
Vertendo gotas e ânsias de desejos.

Palavras sussurradas com meiguice,
Fazendo-me ouvir manso som das ondas,
Curando-me dos dias de mesmice.

E com fortes abraços sem delongas,
Me aconchego em teus braços e esmoreço,
Repleta de brandura, onde adormeço.

Marcia A Mancebo
(31/05/18)

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Rastro

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'"Deixando meu rastro, esqueci primaveras
Por mar de bonança senti - me abraçada"

Rastro

No tempo deixei toda lágrima austera
Ferindo meus pés enfrentei minha sina
Lutando venci, mesmo sendo menina
Deixando meu rastro, esqueci primaveras
Levei como mala um lembrar das quimeras
Vi lua serena...varei madrugadas
Sentindo - me pura tal qual alvorada
Cheguei num lugar encontrando regaço
Num ombro tão forte aliviei o cansaço.
Por mar de bonança senti - me abraçada.

Márcia A Mancebo

 

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Roteiro

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Seguindo sozinha com meu coração
Procuro na estrada artifícios diversos
E levo comigo apenas a ilusão
Que verei paisagens no vasto universo.

Com o pensamento que à fente verei
As cores bonitas das flores silvestres
Somente lá o vento é ligeiro, isso eu sei.
Espalha perfume por todo o agreste

E como bagagem na mente terei
O sonho ferrenho em sentir liberdade
Sem ter compromisso sempre trilharei
Na minha mochila não cabe saudade.

No entardecer quero ver longe, distante
A lua adentrar com beleza e performance
Estrelas brilhando ofuscando no instante
Como se estivessem em pleno romance.
Com a alma numa perpétua irmandade
Ao Pai agradecerei por toda humanidade.

Márcia A Mancebo
16/08/2021

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Canto escolhido

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Nos versos perdidos deixei minhas dores

Segui por vielas e becos tão lindos

Que todas as dores troquei - as por flores:

Exalam perfume com tom colorido.

 

Parecem canções com um som delicado

Relaxam, induzem a mente a voar

Que esqueço o percalço que me foi outorgado

Sentindo feliz sinto o ser flutuar...

 

Quem dera pudesse pra sempre cantar

Mesmo com voz rouca e com olhos cansados

Tornar - me uma anciã com o corpo alquebrado

Sentindo o viver como um canto escolhido

Pra noites de inverno poder me abrigar!

 

Márcia A Mancebo

15/08/2021

 

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Poesia esquecida

9428804863?profile=RESIZE_710xPoesia esquecida

Olhando pro céu azul, nuvens a bailar
Aflora o pensar e traz a nostalgia
Sinto verter lágrimas...estou a chorar...
Vejo o tempo esvair tal qual alquimia.

O meu coração fortemente a pulsar
Diante de imensa tristeza e agonia
Com imensos ais a se multiplicar
E com farto pranto fora- se a poesia...

E aquela roseira no canto perdida
Com flores tão belas escondem um segredo
Apagam palavras trazendo arrepios.

Quem dera ser forte para não ter medo
Que a ausência de verso abrisse ferida
E todo viver se tornasse um vazio
E a minha poesia ficasse esquecida

Márcia A Mancebo
14/08/2021

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Simples poesia

Simples poesia

De anseios profundos , de felicidade
De sonhos sem fim...de esperança constante
Ornando com flores minha realidade
Eu sigo contente com olhos brilhantes.

De amor revestida, não sou indiferente
E nesse momento só quero saber
A fórmula certinha pra seguir em frente,
A estrada florida pro meu amanhecer.

Lá onde a saudade não encurta os meus dias
Lá onde o amor ganha força e magia
E a inspiração aliada a fantasia
Traz ao papel a minha simples poesia.

Márcia A Mancebo
07/08/2021

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Feliz sou eu...

Feliz sou eu...

Feliz sou eu por tê- lo em meu caminho
Por me incentivar e dar- me coragem
Para enfrentar esse mundo selvagem
E receber de ti tanto carinho.

Por retirar da estrada todo espinho
E abrandar toda angústia da viagem
E permitir que eu tenha tua imagem
Guiar - me sem cometer desalinho.

Cuidar- me para que eu não fique triste
Mostrar- me que a beleza em tudo existe
Acalentar minha imensa paixão...

E juntos nós ficamos de mãos atadas
Como se vidas fossem irmanadas
E abraçamos uma mesma ilusão!

Márcia A Mancebo
Novembro de 2016

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Ainda recordo...

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Ainda recordo...

Ainda recordo aquele tempo bom
No alvor da juventude um par perfeito
Juntinhos, compasso uníssono, o salão
Era o nosso palco, oh, meu companheiro!

E por tantos anos seguimos assim
Colados, dançando com tanto glamour
A teu lado teu cheiro era de jasmim
Sentia pulsar meu coração de amor...

E quando dançava agarrada em teus braços
O mundo ganhava uma cor diferente
Seguia feliz em teus ternos abraços.
Não notavas, mas, eu sorria contente.

Hoje recordando o bom tempo de glória
Um riso sem graça nos lábios renova
Eu sei, não será apagada da memória
Aquele sentir que meu coração aprova.

A veste era linda feita com primor
Com cores vibrantes mostrando que a vida
A nós dançarinos era um esplendor.
Somente eu retinha uma paixão escondida.

Segredo que tenho retido no peito
Amor proibido num tempo tão belo
É hoje uma saudade que humildemente aceito
E passo os dias pensando em anelos!

Márcia A Mancebo
08/07/2021

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Quando...

Quando...

Quando se ouve um neto dizer oi vó!
Não há coração que não sinta pulsar
Mesmo com olhar desbotado com os anos
A dor é esquecida por tanto amar.

Quando se ouve um neto dizer oi vó.
Seja homem feito a emoção é tão boa
Vem à mente aquela lembrança tão feliz
De quando criança riamos à toa
Eu volto outra vez rir por tudo que fiz.

Quando se ouve as netas dizerem oi vó...
Recordo os vestidos rodados tão lindos!
Aquelas meninas com olhar inocente
Deixando o meu mundo outra vez colorido
Com as bonecas no colo... Tão contentes!

Quando se ouve o neto caçula dizer
Deixei de brincar com carrinho, eu cresci!
Momento que a avó vai pensar, entender
O tempo passou tão ligeiro e não vi.

O que resta pra avó a não ser louvar
Ver frutos dos filhos crescidos pra vida
Pra lida seguir e com garra enfrentar
E toda lembrança na mente retida
Nesta hora traz força pra avó se orgulhar.

Márcia A Mancebo
23/07/2021

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Hora solene

Hora solene

Saudade tão cheia de dor que me mata
Vem desafiar essa falta infinita
Que chega tão mansa e somente maltrata
Minha alma infante que em tudo acredita.

Minha alma tão pura regada de amor
Suspira apaixonada por tanto amar
Me leva distante pro um novo esplendor
Ansiosa me ponho de ti recordar.

Nesta hora solene a euforia aparece
Meu ser exaltado acalenta a esperança
Que o amor é bendito tal qual uma prece
Feliz abraçada, danço co' a lembrança.

Do beijo ardorosos com gosto de mel
Dos sonhos sonhados nas noites tão belas
Desejo aflorado debaixo do céu
Nos vejo juntinhos, tal qual uma tela.

Márcia Mancebo
18/07/2021

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Poesia

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Já vi tantas luas nas noites escuras
Banhar - se no mar refletindo no céu
Vaidosa, imponente pra não ser obscura
Ficar tão sozinha passeando ao léu.

Andei pelas ruas procurando abrigo
Senti- me essa lua vagueando sozinha
Com zelo e vaidosa, escondi - me de amigos
Não quis ser mal vista, chorando a noitinha.

E tão solitária sem ter mais encanto
Me isolo no quarto velando a vil dor
Tentando esconder minha face abatida.

Tão só me sentindo o cansaço da lida
Tal qual a ramagem verdinha e sem flor
Viceja bonita escondida num canto!

Márcia A Mancebo
10/04/2021

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Anoitecer

Anoitecer

A noite adentra com beleza e luar
A lua cor de prata invadindo o céu
Que os meus olhos se encantam com seu vagar.
A invejo e jogo pensamentos ao léu!

Um espetáculo brinda - me essa noite
Com a lua borbulhando de fulgor
Que os meus olhos esquecem todo açoite
Meu coração acelera de tanto amor.

Essa noite especial com o luar
Aumentando a imagem da linda lua
A emoção os meus olhos vem marejar
E a lágrima verte tão quente e tão nua!

Márcia A Mancebo
25/07/2021

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Vocação

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Sou sombra do vento na longa jornada
Perdida entre as flores a espera do amor
Meu canto é baixinho e cheio de dor
Caminho em silêncio, sou rês remarcada
Não tenho mais pressa, não sigo apressada
A vida é tão curta, não tenho ambição
Não choro, não grito, sequer de emoção
Com pés calejados, com mãos benzedeiras
Sou filha obediente, boa companheira
Por onde palmilho, me dou por inteira.

Marcia A Mancebo

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CPP