Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1966)

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Ilusão

Ilusão

Pensei que viver era simples e, então
Em êxtase, vi o sol brilhar só pra mim...
Voando provei no trilhar emoção
Na estrela-cadente um domínio sem fim.

Sonhei alto demais embalando a ilusão
Lugar colorido tão cheio de afins
Com olhos brilhantes me vi na amplidão
Vi ruas repletas, cheguei nos confins.

Co' a face tristonha fadiga senti
Pois, nada era igual que sonhei na subida;
Desprezo escondido na tez atrevida.

Olhando o passado, feliz eu me vi,
No mesmo momento a ilusão se esvaiu
Meu mundo sonhado jamais existiu.

Márcia A Mancebo
05/02/2021

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Bailarina

Bailarina 

Na ponta dos pés com cabeça inclinada
Eu danço animando plateia do teatro 
Cansada ou não rodopiando de fato
Dançar é sentir a canção da alvorada. 
 
Um lenço carrego pra me equilibrar
Com olhos fechados dançando contente
As palmas me elevam...fazem  - me voar
Bailar me motiva seguir sempre em frente. 
 
Nos lábios um riso morreu de tristeza 
No amor escondido que trago no peito,
Na aurora da vida pensei diferente.
 
De um sonho frustrado, jovem sem certeza
De planos tão lindos... um ciclo perfeito
Fechado com lágrimas fartas e quentes.
 
 
Márcia A Mancebo 
09/01/2021
 
 
 
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Ingenuidade

Ingenuidade

Seguindo o caminho que leva a campina:
Com grama verdinha, com flores tão belas.
Me deito na grama a pensar na menina:
Que um dia traçou seu viver numa tela!

Com traço e rabisco, com sol que domina.
a trilha a seguir com nuances, espera
Que a dor que há no mundo, riscando elimina.
Fez tudo bonito e só usou da aquarela.

Riscou com pincel e teceu sem esquinas;
Sem curvas, sem pontes, somente estradão
E com alegria passasse por ela.

Ingênuo e tão puro é o pensar da menina!
Sem nada entender sobre a dor da paixão:
Aprende que a vida acumula mazelas.

Márcia A Mancebo
(04/02/2021)

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Bailarina

Bailarina

Na ponta dos pés com cabeça inclinada
Eu danço animando a platéia do teatro
Dançar é sentir a canção da alvorada.
Cansada ou não rodopiando de fato

Um lenço carrego pra me equilibrar
Com olhos fechados dançando silente
As palmas me elevam...fazem - me flutuar
Bailar me motiva seguir sempre em frente.

Nos lábios um riso morreu de tristeza
No amor escondido que trago no peito
D' um sonho frustrado, sem muita certeza
De planos tão lindos... um ciclo perfeito

Fechado com lágrimas fartas e quentes.

Márcia A Mancebo

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Outra vez...

Outra vez

Se eu tivesse um coração mais severo.
Que não aceitasse desculpas, quem sabe
Sem perdão, faria o que de ti, espero.

Não choraria por nenhuma dor;
Sequer conheceria a desilusão.
Viveria bem, sem ter o teu calor.

Se eu agisse diferente com a paixão;
minhas lágrimas não seriam fartas
E nas noites não sentiria solidão.

Mas, meu coração não tem rigidez.
Quando sente, chegar a madrugada.
Baixinho, murmura teu nome outra vez.

Márcia A Mancebo
04/02/2021

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Poesia

Poesia

A ti uma homenagem farei com meus versos.
São simples, são puros tal água e cristais.
Palavras com luz a brilhar no universo:
É em ti que grafito e lamento meus ais.

Prefácio do alvor, és na noite poesia.
No frio ou calor vens com força total:
Que adentra o coração com tal fantasia!
Que meu ser se isola num mundo irreal!

Simpática, modesta, cheia de encantos
Abraça o meu espaço com amor tão belo.
Minha alma suspira com seu acalanto:
Acalma o viver e de ti, tudo espero.

Senti — la é sentar no balanço da vida:
Seguir como estrela no céu cintilando:
Secando o suor com o olhar comovida
Ao fim da jornada co'o sol ofuscando.
Poesia és a tela, é um sinal me velando.

Márcia A Mancebo
03/02/2021

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Quisera

Quisera

Quisera que esse amor que em mim, morou:
Não tivesse deixado imensa dor.
Saudade, como doce amor deixou:
Marcou todo viver, levando a cor.

Antes, era um jardim celestial:
A fragrância a exalar era tão boa!
O pensamento em alfa angelical
E a vida tinha graça, não era à-toa!

Hoje, meu dia perdeu o encantamento.
A manhã do viver até, nublou.
Só porções de lembranças é emoção.

Quisera que esse amor que em mim, morou.
Voltasse com o assobiar do vento:
Cada verso seria uma canção.

E, recordar o amor, seria alento.
Não dor, nem sequer triste sofrimento.

Márcia A Mancebo;
20/05/2018

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Convite

Convite

Caminhei sob sol ardendo em brasa
E em ensolaradas manhãs  de verão 
Sobre meu mar senti longe de casa
E de saudade ouvi meu coração.

Passaram anos...anos,  hoje vaza 
uma dor por perder tua paixão. 
Um sentir tão profundo que extravasa 
No peito, um grito, da vil solidão.

Volto e um convite faço sem pensar
Nas consequências que possa causar
pois,o arrependimento me desperta.

Te ofereço o regaço no caminho 
(As asas de minh'alma estão abertas 
Podes te agasalhar no meu Carinho). 

Marcia A Mancebo 
05/01/2021

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Momento sublime

Momento sublime


Momento sublime me afasta da dor
Vagueio feliz sem pensar no amanhã,
No beijo perdido nos lábios do amor,
No sol que se vai pra voltar na manhã.

Eu quero em teus braços voar tal condor,
Eu quero o seu colo pra ser meu divã:
Pra ouvir os queixumes, sentir meu calor
Nas horas difíceis nos dias de afã.

Tirar da cabeça, afastar da lembrança
Que o tempo escraviza, caminha com pressa
Sentar, refletir, que o viver é uma cruz

Careço voltar ser aquela criança:
Deitava na cama, dormia depressa
Ao lado a boneca, no canto Jesus!

Márcia A Mancebo Mancebo

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Aposta

Aposta

Cansada em trilhar com os pés calejados.
O corpo com dores co' o peso nas costas
Sem perspectiva…co' o tempo nublado:
Careço descanso, careço respostas.

Ao longo dos anos eu fiz uma aposta.
Seria ouvida. Mas, tenho esperado:
Que alguém nesta vida me faça proposta
E queira comigo, seguir a meu lado.

E juntos possamos sonhar acordados.
Sem hora marcada na beira da estrada.
Estrada sem pedras co' aroma de flores.

Mas, sem encontrar, com os olhos molhados:
Me deito na grama da minha jornada.
Num choro bem forte extravaso às dores.

Márcia A Mancebo
01/02/2021

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Te achei...

Te achei...

Com olhos molhados, revi meu passado
As léguas andadas com chuva rolando
Nos pés o calçado, rustido...rasgado
Levando os meus ais no meu peito sangrando.

Nas curvas revi todo pó revirado.
Coberta com manto me vi caminhando
tão jovem, tão moça correndo no prado,
Feliz e contente com sonho abrolhando.

Secando meu pranto fiz novo traçado
Ornei com as flores que um dia ganhei
Segui por atalhos jamais conhecidos.

Sem manta nas costas com rumo alongado
Fui logo gritando teu nome e te achei
Na minha lembrança sozinho escondido.

Márcia A Mancebo
15/01/2021

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Brisa do norte

Brisa do norte

Sujando os meus pés, caminhei pela vida
O sol dos meus dias eu vi escurecer
A noite chegou, me senti tão perdida,
Chorei de saudade velando meu ser.

Deitada na grama lembrei minha lida.
A sina, o presente, ganhado ao nascer.
A mente tão cheia, com alma sofrida,
guardando os queixumes, pra não mais sofrer.

Desperta a manhã com meu rosto queimando
E a brisa do norte surgiu leve, amena
mostrando uma trilha com fonte, com água.

Na fonte que cai lá do morro cantando
meus pés eu lavei, me senti tão serena
Sem dor e sem sangue vertido das mágoas.

Márcia A Mancebo
15/01/2021

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Pedido

Pedido

Eu quero viver para resto da vida
Ficar a teu lado pra ouvir a canção
Na tarde nublada, a canção preferida
Que alenta e dá força ao meu coração.

Sentir o mormaço, sentindo paixão
Em ser abraçada sem ser atrevida
Eu quero viver para resto da vida
Ficar a teu lado pra ouvir a canção.

E nesse momento sublime da lida
Descanso o meu corpo com toda emoção
Entendo no gesto que sou mui querida
No instante da sua total solidão
Eu quero viver para o resto da vida.

Márcia A Mancebo
31/01/2021

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Livre estás...

Livre estás...

Cansada do sofrer, vou - me embora.
Não deixarei saudade, nada de mim...
Levarei a paixão que me devora,
e algumas flores do meu jardim.

A indiferença de teus carinhos,
Pouco a pouco me fez entender
Não sou mais aquela no ninho
Que de êxtase te fazia gemer.

O tempo se incumbiu de mostrar
Que não me queres, nem me deixas
Então, prefiro eu mesmo demostrar
Tudo acabou e sem qualquer queixa
O que morreu não dá mais pra resgatar.

Seguirei meu caminho com tristeza.
Mas, com a consciência em paz.
Livre estás, para sanar tua incerteza
E procurar a mulher que te satisfaz.

Márcia A. Mancebo (30/01/2021)

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Felicidade

Felicidade

Em rumo da fonte do amor, do desejo
eu sigo o caminho que o vento indicar,
Pois, guardo nos lábios, sabor do teu beijo.
Careço de mãos pra meu corpo tocar!

Lembrando teu riso, teus olhos me vejo
No canto sentido da brisa no mar
Co' a boca sedenta nos dias revejo
Nós dois, meu querido, no amor, cavalgar...

Nas flores tão belas com tons coloridos,
No linho da cama, num mesmo gemido
Num êxtase fundo, silêncio sem fim..

Na fonte do amor te esperar é costume
Somente a teu lado sentido perfume
entendo o que a vida outorgou para mim.
Márcia A Mancebo
19/01/2021

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Frio da noite

Frio da noite

Todo rastro deixado na jornada
Vai virar pó, sumir... esvoaçar.
E, eu verei que rumando pela estrada:
eu chorei a dor sentida, por amar.

Eu demonstro na face amargurada
A pintura do amor ao me deixar
sozinha, a caminhar abandonada.
Surda estou, não ouço o vento assobiar...

Meus dias foram flores ressequidas,
Sem aroma, perdida na estação.
Todas fases da lua vi passar.

Hoje, co' a alma sedenta pela vida
Com anseios, desejos, todos vãos
Sinto o frio da noite me abraçar.

Márcia A Mancebo
25/01/2021

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A vida esmaece

A vida esmaece

Eu sinto que o sol pouco a pouco se vai
Levando os momentos, os dias, as horas
A chuva esperada, precisa, não caí.
Somente a saudade no peito é que chora.

A nuvem branquinha, tão linda se esvai
Garbosa, faceira aparece na aurora.
Minha alma sedenta calando meus ais
Sem força padece pensando no agora.

Ornando com flores, a vida senhora,
A dona de tudo, de toda jornada,
Com trancos ensina o caminho a seguir.

Cresci, envelheci, mas não quero ir embora
Careço cumprir toda sina outorgada
Com passos bem lentos irei conseguir.

Márcia A Mancebo
23/01/2021

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CPP