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A Terra que Emprestamos

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TUDO É POESIA …. EPISÓDIO 8

 

A TERRA QUE EMPRESTAMOS

 

A Terra não nos pertence,

Somos hóspedes do chão;

Cada árvore é uma oração 

Cada rio, tem uma missão,

“””Cada semente,chora, um amanhã.”””

 

“””Sustentar é ofertar futuro””

Ao que o presente recebeu;

Plantar claridade no escuro,

“””Pois ninguém herda só o céu”””

A Terra é empréstimo dos que ainda não nasceram.

 

Fim

A Domingos

Agosto de 2026

 

" Sustentabilidade”  

 

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RETICÊNCIAS

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RETICÊNCIAS

 

Há reticências no íntimo porvir,

Onde o silêncio ensaia uma quimera,

E o pensamento hesita em prosseguir.

 

O ponto é sentinela da fronteira,

Decreta ao verbo o instante de cessar;

A vírgula posterga a derradeira.

 

Reticências não querem sentenciar:

São três vestígios de uma voz latente,

Que deixa o não vivido germinar.

 

A vida escreve incógnitas na mente,

E o tempo, calígrafo do infinito,

Rasura nossas certezas lentamente.

 

Há no intervalo um território inscrito,

Onde o talvez se torna conjectura,

E o indizível preserva o seu conflito.

 

O ponto encerra; a vírgula perdura;

Reticências ; libertam a escritura.

 

Fim

Antonio Domingos

12 de julho de 2025 

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Barco de Encantos

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BARCO DOS ENCANTOS

 

Barco que me arrasta trilhas das marés 

Barco de sonhos singra a azul amplidão,

Levando estrelas nas pilhas da viagem;

O vento desenha luas na paisagem,

E o mar veste de espuma o coração.

 

Curumim saudades de cunhantã agora 

Curumim conversa com a água cristalina,

Do barco avista pássaros de outrora 

Seu canto indígena nas ondas se demora,

Enquanto o céu sobre seus remos se inclina.

 

Rosa gentil cores beleza flor em mim

Rosa floresce nas mãos do curumim,

Pétala branca do silêncio a navegar;

Seu perfume ensina as águas a sonhar,

E o menino oferece-a ao querubim.

 

Esmeralda pedra talismã presa enfim

Esmeralda acende o verde da esperança,

No barco, a rosa beija doce o curumim;

O mar semeia constelações sem fim,

E os quatro encantos bailam na lembrança.

 

Fim

A Domingos

14 de agosto de 2026

 

 

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A Madrugada Despe a Alma

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A Madrugada Despe a Alma

 

A noite semeia espelhos na amplidão,

Enquanto o pensamento atravessa um deserto;

Pétalas Brancas do Silêncio beijam meu coração.

 

A lua borda incêndios sobre a memória,

E o vento desenha meu rosto no abismo;

Uma estrela clandestina reescreve minha história.

 

Minha alma calça a coragem de um viajante,

E a esperança respira constelação azul;

Vou ser peregrino de mim, lúcido caminhante.

 

A madrugada despe o invisível no pensamento,

E a saudade penteia o vento na varanda;

Meu silêncio costura o horizonte ao firmamento.

 

Há um espinho que fere a memória em segredo,

Enquanto o cosmos abre janelas de cristal;

Faço da própria ausência um jardim sem medo.

 

Se ninguém me espera, invento minha travessia;

E amanheço abraçado à minha própria companhia.

 

Fim

A Domingos

13 de maio de 2026

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Episódio 7 ... A Árvore e Clima

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TUDO É POESIA

 

Episódio 7 …

 

A Árvore e o Clima

 

A árvore decifra o vento,

Respira o carbono do mundo;

Na copa, o sol fica lento,

E a raiz, num gesto profundo,

Bebe a memória do tempo.

 

A motosserra fere o clima,

O calor incendeia o chão;

Uma nuvem desfolha a estima,

E a floresta sonha oceanos

Dentro de cada germinação.

 

Fim

A Domingos

Agosto de 2026

Sustentabilidade….

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Palavras do Silêncio

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Palavras do silêncio 

 

Escrevem-se os fonemas e morfemas 

São as palavras cantadas em versos 

Que expressam tamanha Poesia

Quantas palavras lindas veneramos 

Saudade, esperança, quietude, felicidade 

 

Amor que cantamos nas dores 

E sublimamos na estação das flores 

 

E quando chega o tal silêncio 

Quando tudo parece fenecer

Mas o silêncio também fala

O silêncio traz palavras 

Nas entrelinhas do Amor

 

No silêncio o Amor cresce 

E floresce forte e com emoção 

 

O Amor respira profundo 

Além do silêncio das palavras 

Tal silêncio que é figurativo 

As palavras do silêncio 

Preenchem e valorizam nossas almas 

 

O silêncio é mais que um dicionário 

Ele trás as palavras certas

No momento certo 

E na devida paixão 

No local esperto 

 

O Amor perpassa o silêncio 

De nossos lábios 

Puro sabor e verdade 

E ressoam em nossos corações 

Brilham em nossa alma

Em crescente é fervente ardor

Assim respira e eterniza 

Todo o nosso Amor

 

Fim

A Domingos 

07/10/2025

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REQUINTE NO AMOR

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REQUINTE NO AMOR 

 

Há no amor uma elegância rara,

Um gesto que aprimora a cortesia;

A sedução, discretamente, cria

O esplendor que o desejo nos declara.

 

Há uma taça, uma música preclara,

Perfume a conversar com a poesia;

E a noite veste a própria fantasia,

Enquanto o luar o nosso ponto ampara.

 

Amar também requer delicadeza,

O esmero de escolher cada momento,

E dar ao afeto a lúcida nobreza.

 

Pois todo amor possui seu ornamento:

Se o simples faz do pouco uma riqueza,

O requinte faz do belo um sentimento.

 

Fim

Antonio Domingos

26 de agosto de 2026

 

“Podemos ter Requinte no Amor” 

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SIMPLICIDADE NO AMOR

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SIMPLICIDADE NO AMOR 

 

"A simplicidade é a sofisticação máxima."

 Leonardo da Vinci

 

 

Na paz singela mora a luz da vida,

No gesto bom floresce a compreensão;

A alma encontra a estrada pretendida,

Quando se afasta da complicação.

 

Não é no ouro que repousa o encanto,

Nem no rumor das glórias passageiras;

Há mais verdade no modesto canto

Que em mil vitrines falsas e ligeiras.

 

Feliz quem vê no pouco a plenitude,

E faz do amor seu campo mais fecundo;

Quem troca a pressa mansa por virtude.

 

Pois a grandeza habita o ser profundo;

E a simplicidade, em sua atitude,

Revela o que há de eterno neste mundo.

 

 

Fim

Antonio Domingos 

20 de abril de 2026

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O Tempo da Espera

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O Tempo da Espera 

 

Meu tempo se recolhe no marfim,

Meu vento dobra mapas da memória;

Silêncio guarda a sombra da história,

Meu sonho lança flores no jardim.

 

Meu peito guarda luas de cetim,

Meu passo vai tecendo a trajetória;

Silêncio faz nascer minha vitória,

E o horizonte acorda em mim, enfim.

 

Montanhas se comovem: compaixão,

Janela mastiga o céu ao sonhar;

Espera lapida o meu coração.

 

A alma se ilumina ao esperar,

Meu peito reconhece a amplidão;

Amor vence o tempo sem se apagar.

 

Fim

Publicado por Fernanda para; meu Pai

A. Domingos

05 de julho de 2026

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ORVALHO Tudo é Poesia.. espisodio 3

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Tudo é Poesia

Episódio 3

 

ORVALHO

 

Chuva fina borda as folhas,

Gotas vestem a manhã.

O inverno morde a vidraça,

A saudade inventa o frio,

O orvalho amanhece o silêncio.

 

Pano de estopa bebe o suor,

Gotas de sal riscam o rosto.

Ser humano, insano animal,

Enxuga no rosto o próprio mal,

E a lágrima desaprende a dor.

 

Fim

A Domingos

Outubro 2025

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Onde o Amor Mora

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Onde o Amor Mora

 

Teu retrato amanhece sem idade,

enquanto meu olhar envelhece devagar;

há despedidas que recusam terminar.

 

Teu perfume desertou nossas roupas,

mas alguma essência ficou em mim:

o amor possui raízes depois do fim.

 

O travesseiro conserva um lado intacto,

como território que ninguém ousa habitar;

certas saudades também sabem demarcar.

 

Na varanda, contemplo um céu indiferente,

e compreendo esta filosofia cruel:

o infinito permanece quando perdemos nosso céu.

 

Meu espelho já não pergunta por teu rosto,

apenas devolve quem aprendeu a sobreviver;

amar também é perder sem deixar de pertencer.

 

No jardim, uma flor rompeu a madrugada:

talvez a memória seja o amor noutra existência,

pois quem parte deixa eternidade na ausência.

 

Fim

A Domingos

16 de novembro de 2025

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Catapulta das Coisas Impossíveis

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A CATAPULTA DAS COISAS IMPOSSÍVEIS

 

I .. O QUADRO-NEGRO DO COSMOS

 

Pertinente é a centelha que alimente

a estrela antes que o Cosmos desaprenda o lume.

Uma abelha de cor escura atravessa minha monção,

leva no dorso um cometa e regressa ao coração.

 

Partimos numa viagem interestelar,

com um amor sarado e um perfume zerado depois de exalado;

embalagens vazias ainda guardam antigas presenças,

como se o aroma tivesse memória fora do frasco.

 

No quadro-negro, um giz indolor

risca o impossível até desenhar um super verso:

“Cavernas, hotéis disfarçados nas entranhas das rochas…

ali podemos ficar nus diante da própria existência.”

 

El Niño move a soberba alavanca das águas:

seca de um lado, inundação do outro,

do Pacífico às Águas … o clima desaprende fronteiras.

 

Então o verso sofre transmutação em foguete

e decola sobre um tapete persa,

levando uma civilização inteira em sua caligrafia.

 

Obras persas flutuam sem paredes:

cúpulas bebem estrelas, mosaicos mastigam geometrías,

e os jardins suspendem fontes no teto do Universo.

 

A primeira frase impossível:

“Toda estrela é uma cicatriz luminosa que o infinito decidiu não esconder.”

 

II … A CIVILIZAÇÃO DO ABSURDO

 

Um jacaré-do-papo-amarelo, ora de rabo verde,

discute zoologia com a margem de um rio.

Nosso presidente legal e letrado, rabado

pela caricatura do próprio poder, atravessa a metáfora.

 

Uma síncope interrompe o etéreo.

Do céu cai uma chuva de pétalas de rosas brancas,

e uma cadeira vazia de cadeirante sorri

para os passos que ninguém conseguiu aprisionar.

 

Flor de jasmim, verdade de mim.

Amor de calor.

Um ofurô furado nada pensa:

Perde água enquanto imagina os oceanos.

 

A catapulta da guerra lança geleiras coloridas;

ninguém vence … o gelo apenas aprende novas feridas.

Que paz faz este beija-flor sugando néctar,

como se sua pequenez pudesse absolver o mundo!

 

Dançar, rodar, deixar a tontura

ligar dois corpos afins;

cantar enquanto os cantos pubianos

melindram delicadamente a timidez.

 

Nossa Senhora de Fátima atravessa a visão solitária,

enquanto elefantes de trombas irritadas

inventam milagres que nenhum zoológico explica.

 

Nossa Senhora, Virgem Maria,

Virgem de Origem,

uma prece procura a porta que não possui parede.

 

Diamante da amante.

Rubi da rabi.

Esmeralda de grinalda.

 

A segunda frase impossível:

“Deus deixou uma janela aberta no absurdo, e por ela escaparam todas as perguntas.”

 

III … IMAGINE O MAR CAMINHANDO

 

Imagine John Lennon talking to me

as we walk through Central Park.

 

As árvores escutam.

Uma folha cai exatamente entre duas palavras

e Imagine deixa de ser canção para se tornar verbo.

 

Um cavalo-marinho, tão pequenino e desprotegido,

carrega um oceano maior do que seu corpo.

A sedução pela humilhação da contração

encolhe aquilo que o desejo julgava infinito.

 

Um barquinho de papel perdido em alto-mar

recusa-se a aprender o significado de naufrágio.

Talvez coragem seja exatamente isso:

continuar sendo papel quando tudo ao redor é tempestade.

 

As águas do mar viajam ao planeta céu,

as nuvens devolvem oceanos em pequenas parcelas,

e cada gota traz uma certidão de nascimento azul.

 

O cometa regressa.

A abelha escura pousa sobre o jasmim.

O perfume zerado inexplicavelmente volta a exalar.

 

John continua caminhando comigo pelo Central Park,

enquanto um piano invisível atravessa as árvores;

ninguém o toca — talvez seja o vento

ensaiando a paz que a humanidade ainda não aprendeu.

 

E quando o Cosmos fecha sua última embalagem,

descubro que nenhuma viagem interestelar termina:

apenas mudamos de espanto.

 

A terceira frase impossível:

“O Universo cabe inteiro numa gota, mas nenhuma gota aceita carregar sozinha o peso do Universo.”

 

E lá vai o barquinho de papel,

minúsculo, molhado, absurdamente vivo,

levando nossa civilização para além do mar.

 

Fim

A Domingos

Agosto de 2026

Saiba mais…

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TUDO É POESIA 

EPISÓDIO 2

 

Versão e Aversão.

 

Cada verdade tem versão,

Cada versão, seu avesso;

Há versões feitas de medo,

Há aversão sem endereço.

Há versões com aversões 

 

Minha aversão estilhaça o espelho,

Para enxergar o que sou;

Não faço da aversão verso:

Verso é a versão que restou.

A aversão foi o quem me abortou 

 

Fim

Antonio Domingos

Agosto 2026

Saiba mais…

Simplicidade e Humildade (Significados)

 

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Simplicidade e Humildade ( Significados)

 

Não confundas, ó mente apressada,

o pano rude com alma alheia,

nem tomes veste despojada

por virtude que o espírito semeia.

 

Simplicidade é forma serena,

despojo nobre da vaidade vã,

é a recusa à pompa que envenena

e a quietude onde o supérfluo se desfaz.

 

Mas humildade é chama mais secreta,

brota no âmago do ser que se conhece,

é o saber que a luz é sempre incompleta

e que ao menor a reverência enobrece.

 

Simplicidade é flor de campo aberto,

bela por não querer ser admirada,

humildade é o gesto mais desperto

de quem desce mesmo tendo escalada.

 

Ambas se tocam, mas não se confundem:

uma reside no modo, outra no ser;

a primeira encanta, os olhos perfumem,

a segunda é raiz do bem viver.

 

Que eu seja simples no que me adorno,

mas humilde no que meu peito encerra;

pois quem se esvazia do orgulho morno

é quem verdadeiramente habita esta terra.

 

Fim 

A Domingos..

10 de outubro de 2025

 

 

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Vestido Nupcial (Rondel)

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Vestido Nupcial 

 

No guarda-vestido, dorme o vestido nupcial,

Sua cauda de catedral guarda o amor vivido;

O ciúme ergueu entre os dois um muro fatal,

E cada abraço se tornou silêncio ferido.

 

Partiu quem tanto amou, de orgulho vencido,

Ficou no quarto a solidão como um ritual;

No guarda-vestido, dorme o vestido nupcial,

Sua cauda de catedral guarda o amor vivido.

 

Ainda há perfume naquele branco ritual,

E um beijo antigo jamais foi esquecido;

Quem ama pode regressar do vendaval,

Pois nem todo adeus sepulta o que foi vivido;

No guarda-vestido, dorme o vestido nupcial.

 

Fim

Maria das Graças 

Maio de 2026

Pseudônimo 

Saiba mais…

Noites de Encanto

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Noites de Encanto 

 

Adormeço tal e qual um príncipe virgem.

Permaneço na busca do impecável retrato 

Neste quarto, nesta cama sonho anseios 

Se depressa me levanto uma doce vertigem 

 

Sei lá se amanhã caminharei a caçar pato

Preciso de um esplendor Amor em retrato 

Os versos que outrora eu pescava com intenção 

A quem de direito me foi furtado dentro do palácio 

 

Não gostaria de me perder no chão feito palhaço 

Onde busco então os versos que almejo um final 

Afinal querer representar na escrita é coisa de Deus

Por onde as palavras que sumiram do dicionário 

 

Fugiram de minha ciência consciência 

Preciso de um pergaminho com escritos 

Eu um humilde autor de meus altos e atos

Sublinhei a Poesia que li e reli no acolchoado travesseiro 

Ora, meu simplório e suporte companheiro 

Onde está os certos escritos que evaporaram 

De repente de minha alma de amante

Dos artistas das letras os Sonetos 

 

Um grandioso abrigo, um velho calmante 

Oh! Poesia perdida no espaço sideral 

Que se faz do mundo lugar infernal 

 

Fim

A Domingos 

De imp

roviso 

10/03/2025

 

 

 

 

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De Improviso com o Tempo

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De Improviso com o Tempo…

 

Que lindo verso, frase linda demais...

De improviso.

 

O tempo.

Este tal tempo destruidor sem noção.

Que nos trás marcas no corpo e n'alma 

Tempo... Insano... impreciso..

Vida....marcas

Para uns o tempo voa ao vendaval 

Para outros não passa nunca 

Quando voa leva intuições atoa 

 

Quando passa depressa encurta a vida.

Ora, a vida não dá diploma algum.

Sem esperança vive-se um dia de cada vez.

Com esperança vive-se o dia de hoje e o de amanhã no calendário.

 

Não sei porque vou escrever uma palavra 

Candelabro...vou ao dicionário...

Suporta várias velas, e suporta missões 

Suporta lâmpadas e se inquieta por visões

Haja fé para tanta fé, tanta esperança 

 

Nossa Senhora Maria 

Mãe de Jesus 

Nome de minha mãe Maria 

Me dê a mão..

Só por hoje

Amanhã a gente principia 

Com o fervor das mãos na oração 

 

Fim

A Domingos 

Março de 2020

 

Saiba mais…

Felicidade

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Felicidade

 

Feliz, posso dizer. Estou renovada.

Ele chegou devagar passos curtos

Posso dizer sem ruídos nos ares

O beijo renasceu nosso doce Amor

 

Uma viagem ao infinito demorada

Levou meu querido, senti surtos

Meu Amor de mulher de pesares

Resfriou meu corpo do fulgor

 

A porta de quem fecha se abriu

E ele adentrou a sala de estar

Sentou-se na poltrona, me abraçou

Disse saudades do perfume floral

 

Por fim um silêncio mas que febril

Performou o ambiente de se amar

Nós amamos, o momento chegou

Feliz, no renascer do anseio natural..

 

Fim

Maria das Graças 

15 de agosto de 2026

Pseudônimo 

Poema sem fim..

Saiba mais…

A Fome Invisível do Tempo

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A Fome Invisível do Tempo

 

O tempo mastiga rochas silenciosas,

Depois semeia areias misteriosas.

 

Passa depressa, sem pedir licença,

não tem empatia, piedade ou clemência.

Somos passageiros de sua sentença.

 

Um furacão derruba árvores centenárias.

O tempo enterra nossas horas ordinárias.

 

Homens envelhecem entre calendários,

carregando retratos, afetos, relicários.

Ontem éramos jovens, quase visionários.

Hoje temos memórias nos itinerários.

 

O tempo nunca pede perdão.

 

Há relógios cegos dentro das pedras,

há séculos dormindo pelas frestas.

 

Minha infância virou distante fotografia,

Meu primeiro amor, secreta geografia.

Tudo que passou ainda principia.

 

A memória desobedece ao tempo.

 

O corpo aprende rugas e despedidas,

enquanto a alma contabiliza antigas vidas.

 

“Tudo tem o seu tempo determinado”,

ensina Eclesiastes ao homem apressado.

Mas ninguém conhece o minuto derradeiro.

 

Somos eternidade num corpo passageiro.

 

E o tempo passa … nós, lembranças.

 

Fim

A Domingos

12 de Dezembro de 2025

Saiba mais…
CPP