O que eu sou, já fui,
em tempos distantes.
Se não fui, serei,
nos tempos que estão por vir.
Quando fecho os olhos,
um soar vibrante,
por todos os instantes,
eu sempre estive aqui.
Eu tento imaginar
como eu fui outrora:
um rei ou um plebeu,
um simples camafeu.
Um pedaço de pau
ou, simplesmente, terra;
terra que me enterra,
terra que sou eu.
Que sempre serei.
Se eu fosse escolher,
queria ser um lago,
um lago de águas negras,
como os olhos teus.
Iria refletir, feliz, a tua imagem,
eternizar o amor
nos infinitos devaneios meus.
Alexandre
Comentários
Uau... Surpreendente sempre.
Quanta beleza há nos seus versos, poeta Alexandre! Parabéns!