AUSÊNCIAS ETERNAS

A fantasia que me movia pela noite

Em busca das migalhas do teu afeto

Foi evaporando a cada inseto em volta

De uma lâmpada incandescente e nula

 

Minguado fui me incorporando às flores

De um paupérrimo lençol árido e surrado

Tive sede e a umidade dos teus lábios

Não se encontrava mais ao meu dispor

 

Gélido como a extensão polar da solidão

Tentei expandir-me para além do círculo

Mas percebi que era mais que um século

A distância pela qual eu teria que rastejar

 

Não era somente te enviar uma mensagem

Desculpar-me ou implorar para a tua memória

Colher os frutos daquilo que semeie em tua pele

Em cada saliência pelas minhas mãos férteis

 

Passou a ser algo mais do que me reconstituir

E encontrar o desejo que me assombra no vazio

Ainda assim há os minúsculos cacos que se foram

Para serem ausências eternas do ápice sem retorno

 (CLÁUDIO ANTONIO MENDES)

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • 948920684?profile=RESIZE_710xEu amei!

    Beijosssssssss

    https://storage.ning.com/topology/rest/1.0/file/get/948920684?profile=RESIZE_710x
  • Gestores Adm

    Poema repleto de lirismo.

    Belíssimo!

    Destacado!

    • Agradecido aqui pelo destaque e pelo comentário.

  • This reply was deleted.
  • Poeta Claudio poesia encantadora

    maravilhosa adorei meus aplausos abraço...

    • Agradecido aqui pelo comentário.

This reply was deleted.
CPP