A vida foi — e sempre será — um engodo,
mas também o mais lindo arquipélago.
Nela me lanço, nela vago,
e deixo que me leve, pouco a pouco.
Ela é, para mim, o meu soldo,
e até no sofrimento me satisfaço.
Quando me dói a carne,
faço da dor o meu jogo.
Quero mais — quero viver a vida,
mesmo flutuando sobre um tronco,
contanto que o mar me seja gentil.
Mas isso não me tira o sono:
viver, para mim, é um ofício
que me permeia como um todo.
Alexandre Montalvan
Comentários
Aplausos, caro poeta. Grande abraço
Nobre poeta Alexandre
Nobre poeta Alexandre
Uma construção maravilhosa de um belo poema.
Merecido DESTAQUE.
Parabéns
Abraços
Maravilhoso. Estou contigo.
Ave, poeta! excelente soneto. 1 ab