E, na confusão anacrônica do nosso enredo,
decerto o temido axioma eram só desejos,
onde os toques e carícias eram de medo.
Deitados, nós ficamos em fogo e nos beijos.
Semblantes dispersos em brasas na fogueira,
e os ossos rangiam onde as carnes abundam.
É no rigor imberbe em que línguas afundam,
no enlouquecido furor destas fronteiras.
Mal distensionada, a noite perdeu os sentidos;
somente o suor denunciava o que tinha havido,
e pétalas de flores cicatrizavam o colchão.
Mas nossa carne postulava por loucuras,
nossos semblantes tinham a palidez branca da lua,
enquanto lavas mornas escoavam do vulcão.
Alexandre
Comentários
Olá Alexandre, como você escreve bem!
Parabéns!
Bjs
Uau ! Quanta inspiração tem os seu versos rebuscados e quentes! Parabéns poeta Alexandre!