IDA E VOLTA
Entre o voo dos pardais e o silêncio das tardes, nasce uma reflexão sobre a partida, a saudade e os caminhos da vida — alguns com retorno, outros marcados pela ausência.
Um soneto transformado em bolero brasileiro, com melodia sentimental e atmosfera de nostalgia.
Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira.
Efeitos musicais com suporte da IA.
IDA E VOLTA
Finda o dia na Pracinha da Matriz
fico olhando, na tarde que me enlaça,
Os pardais voltando na tardinha...
Elas saem silenciosas na alvorada
E retornam em revoada
pro arvoredo da pracinha...
E sentindo a tristeza que me enlaça,
Eu penso quem seus rumos traça
No percurso que tem ida e volta...
E a dor que à minha alma invade
Muito mais do que saudade,
É quase uma revolta...
Ah! triste sina a que me resta!
Minha avezinha partiu em festa
Foi pro mundo e se soltou
E fico à tardinha pensando,
Sozinho de Deus indagando,
Porque nunca mais voltou...
Nelson de Medeiros Teixeira
Comentários
Nelson
veja como a vida é
a minha primeira namorada a gente se encontrava numa pracinha
com arvores e os pardais
depois de 3 meses ela terminou comigo
veio o inverno e as arvores ficaram secas e nenhum pardal apareceu
passei varias tarde e noites sozinho na praça e nem ela e nem os pardais apareceram
um versar lindo de se ler
um abraço
Bonito demais, Nelson!
Belíssima música no solo de um belo Saxofone... É os pardais retornando a pracinha...um encanto...
Ida e Volta é um encanto de Poesia... São os pássaros pardais e Deus no comando.
Parabéns prezado Poeta Nelson Medeiros por mais esta belíssima composição e publicação.
Nossos abraços fraternos de Fernanda e Antonio Domingos