Há trilhas que se assentam no capim,
estradas que se somem sobre o chão.
Há quem sente o perfume do jasmim,
há quem sobe a vertente em solidão.
Não sigo a marca antiga do rebanho,
nem busco a flor que alguém deixou plantada.
Se o meu caminho te parece estranho,
Procuro o cheiro da minha jornada.
Às vezes paro à beira de uma sanga,
contemplo a flor que o sol não toca mais,
abafada no meio das pitangas.
Não é a flor que param para ver,
suas cores se ofertam nos quintais;
e só meu passo soube reconhecer.
MHermes.
Comentários
Mauricio
um versar diferente mas com um atrama poética excelente
um abraço
Muito obrigado!
Lindo soneto, Parabéns!
Abraços