Muralhas

Destruam esta muralha que impede meus sentidos.
Eu quero teu calor, teu amor, teus sorrisos.
Tento romper esta barreira e transcender o sofrimento;
chagas se abrem e se fecham, aniquilando meu pensamento.

Cativo neste abismo, lembro meu passado. Quanta ironia!
Eu, que sonhava em voar entre as estrelas, ser livre como o vento,
ser um astro viajando pelo infinito através dos tempos,
só me restando agora esta imensa agonia.

Eu te farejo como um cão vadio, arrastando meu corpo acorrentado;
em meus olhos, punhais incandescentes são cravados.
Em meio a este caos latente, apenas um lamento, um grito,
revolucionando minha existência no verter de um sangue denso.

Na fronteira da sanidade, eu assumo meu delito;
na loucura da minha alma, do meu ser, este amor imenso.
Na lágrima que teima em rolar até meu lábio ferido,
com o gosto amargo de um amor perdido.

Rosas vermelhas, como o sangue que jorra de meu corpo,
como teus lindos lábios que emolduram teu rosto;
vermelhas como este fogo que é meu inferno.
Mesmo perdido, meu amor por você será eterno.

Alexandre Montalvan

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Alexandre

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

This reply was deleted.
CPP