Noites Sombrias 1

Nas noites sombrias, um uivo longo
Ele nas noites procura a lua,
Brilhante e nua!
Ao triste uivo eu não respondo

Nas curvas entre luzes e sombras,
a dor insepulta,
sinistra e inconsequente,
nem mesmo a lua o escuta

No ar uma tenebrosa indolência.
Cai no chão a leve pluma,
Apenas uma,
A coruja pia, na mais completa inocência

Reza a lenda toda a sua ferocidade,
Dos dentes que amarelos rangem,
Mas não restringem,
As luzes brancas vindas da cidade

Dorme, criança

Que cedo ou tarde noite sombria se evade,
E a história chega ao fim
Então assim,
Finalmente, chega a hora da verdade.

Alexandre Montalvan

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Alexandre

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

  • Belíssimo trabalho poético prezado amigo e Poeta Alexandre Montalvan.

    A hora da verdade sempre chega...neste mistério...quando a escuridão e as sombras se vão então a magia se desfez e a verdade está em boa hora.

    Confesso que senti dificuldades de avaliação mas o importante é que gostei.

    É muito fácil dizer... Que lindo Alexandre....

    Abraços fraternos prezado Poeta.

    ADomingos 

  • Bom dia, Alexandre! Tapeçaria excepcional, parabéns! #JoaoCarreiraPoeta.

  •  

      Lindo poema! Parabéns poeta Alexandre!

This reply was deleted.
CPP