O CÁRCERE DO DESEJO
No seio do que a mente pensa e cria,
o homem vive e molda o seu destino;
escravo do desejo clandestino,
nas sombras da luxúria se extravia!
A trama em que se enreda e se porfia
é rede que o mantém em desatino;
vivendo em mundo falso e cabotino,
não pensa que a cobrança chega um dia!
E nem a morte rompe este entrelaço,
pois que, além da vida, o obsceno
revive em novo tempo, noutro espaço!
Lá, onde o pensamento é que impera,
no eterno e perigoso extraterreno,
é refém da escolha que o espera!
Nelson de Medeiros
Comentários
Save, salve Nersão, rei dos sonetos, parabéns pelo DESTAQUE, pela perspicácia, sagacidade e criatividade. Um forte abraço — ©JoaoCarreiraPoeta.
Nobre poeta Nelson de Medeiros
Um poema reflexivo àqueles que vivem num mundo perdido.
Versos muito bem elaborados e criativos.
Parabéns pelo destaque. muito merecido.
Abraços
Exuberante sonet. Aplausos a ti e votos de Boas Festas, caro poeta.
Belíssimo soneto repleto de verdades.,.
Parabéns, Nelson!
DESTACADO
Um carinhoso abraço