[ Quando o amor é o caminho ]
De repente, sem avisos,
sem alertas, sem sinais,
abre-se um caminho
diante de meus pés.
Áspero caminho
que inicio sozinho
inseguro e desorientado.
Dou o primeiro passo.
Silêncio.
Segue-se então o segundo
e, no segundo seguinte,
o terceiro
o quarto
o quinto
o sexto
o sétimo.
Sigo só
e cada vez mais depressa.
Vento no rosto.
Olhos fechados.
Passos acelerados.
De repente, sem avisos,
sem alertas, sem sinais,
surgem outros pés
tão acelerados quanto os meus.
Paramos.
Nos encaramos.
Silêncios.
Me reconheço n'esses olhos.
De repente, sem avisos,
sem alertas, sem sinais,
não prossigo mais sozinho
quando percebemos que diante de nós
o amor é o caminho.
Solange Santana
19.05.2018
Comentários
Boa noite, poetisa.
Seja bem vinda, em primeiro lugar.
Bonito teu poema, na leitura a sensação é de está subindo uma escada.
Linda composição.
Parabéns!