Quantas Vezes

Quantas vezes eu precisei de ajuda
e somente encontrei um amargo não;
quantas vezes desabrochei e sumi,
como se eu fosse fumaça escapando das tuas mãos.

Sou apenas uma tênue luz apagada
e, como pó, fui levado pelos ventos,
ser concreto, feito apenas de nada,
morto até nos íntimos pensamentos.

A dor no peito é maior que o mundo;
aprendi que não adianta estender a mão,
pois o não me é dito sempre ao ouvido,
trazendo a tristeza ao meu coração.

Flutuei em uma brisa desconhecida;
estrelas dançavam ao meu redor,
o sol desmaiava no horizonte,
mas a lua parecia muito maior.

Senti a morte e a vida se abraçando,
porém, ao olhar para trás, tentei sorrir,
não vendo teus passos me seguindo;
e, sem ter quem me faça sofrer, eu morri.

Alexandre Montalvan

Enviar-me um e-mail quando as pessoas deixarem os seus comentários –

Alexandre

Para adicionar comentários, você deve ser membro de Casa dos Poetas e da Poesia.

Join Casa dos Poetas e da Poesia

Comentários

This reply was deleted.
CPP