Se o que vejo, o é porque vejo,
logo, se não vejo, não existe,
mesmo que este seja meu desejo,
porém eu não fico triste.
Porque o racionalismo impera
e eu só soube disto agora,
mas a consciência deve ser sincera:
ela não sabe se está dentro ou fora.
Tudo isto é muito confuso,
porque não consigo ver minha cara;
consequentemente, eu induzo:
esta doutrina não está clara.
Afinal, eu não vejo minha cara,
mas no espelho ela está lá;
claro que isto é atitude rara,
melhor eu procurar minha gata angorá.
Será que ela existe?
Alexandre Montalvan
Comentários
Muito bom, Alexandre.
Ave, poeta! Legal. Te nho um livro escrito que aborda mecanica quantica. 1ab