Sina.

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Sina
 
Vejo o teu vulto na dança da bruma,
É uma lembrança presa ao pensamento,
minha alma escuta o eco que se esfuma,
como um segredo errante pelo vento.
 
Quiçá o amor não morra, se consuma
na doce eternidade e sem lamento
E seja chama eterna que perfuma
pra que não caia, enfim, no esquecimento.
 
Se tudo é sombra, sonho e despedida,
não entendo o teu nome em meu destino,
feito luar cortando a noite erguida.
 
E assim prossigo, triste peregrina,
como quem ama o impossível divino
tendo o teu vulto como minha sina.
 
Márcia Aparecida Mancebo 
2026
 
 
Mote
Vejo o teu vulto na dança da bruma,
 
 
 
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