Só sei o que sei

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Só sei o que sei 

 

Creio ser simples e simplório 

Não gostaria ser intelectual 

Nem sei o que é ser isto

Simples como o beija flor beija a flor

Como o vento bate em meu rosto sem pedir licença 

Simples com um bom dia.

Rabiscar no lápis 

Um verso de pudor, envergonhado 

 

Frequentemente não sei bem o que penso 

Creio que enxergo a solidão 

Esta amiga do coração 

Está amiga a quem peço perdão 

Com quem converso atrás da porta 

Embaixo da mangueira e mangas riem da gente 

Não é deboche é carimbo e atenção 

Haja resiliência por aqui 

E por aí tudo bem.

Meu carinho afetivo

Verdadeiro de versos curtos 

Eu te amo assim do seu jeito

Você me ama assim como sou

De meus olhos lágrimas brotaram 

De emoção deste chão de certidão 

Vivido e de ranhuras mas de energia 

Que digo até meu desbotado coração 

Que ainda sabe daquela canção 

E que ainda tem decorado

Aquela poesia de amor 

Oh! Amor meu chegue logo

Não quero te perder para a saudade 

Que ao meu peito quer invadir 

 

Eu me nego a me dizer não 

Me afirmo no sim da canção e da prontidão 

No sim que me leva na passeata da Paz na multidão 

 

Ser simples no meio da passeata 

A reivindicar por uma tal esperança 

Uma coisa se chamada de revolta 

 

Diga sim a si próprio e corrabore com sua felicidade 

Aqui nesta nossa cidade.

 

Fim

A Domingos 

01/02/2026

 

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Comentários

  • Caro poeta Antonio Domingos, teu poema é um manifesto delicado da simplicidade consciente, que não se confunde com ingenuidade, mas se afirma como escolha ética e afetiva, onde a delicadeza dos sentimentos transforma o cotidiano em ato de amor, resistência e verdade. Parabéns!

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