VELHO ABRIGO 

 

 

 

 

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VELHO ABRIGO 

Revi, enfim, minha vetusta casa...
O jardim, que já fora o meu enleio,
está deserto e apenas vi no meio
um cacto plantado em cova rasa...

Então, no auge das lembranças, cheio
de melancolia, a tristeza vaza
de mi! Alma compungida, e extravasa
uma saudade imensa que não freio...

Lembrei-me, então, daqueles tempos idos,
das tardinhas serenas, langorosas
e, o barracão que nos serviu de abrigo!

Revi de assalto instantes já vividos,
e, no jardim me vi, em meio as rosas,
colhendo os beijos que plantei contigo!

08/2024

Nelson de Medeiros

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Nelson de Medeiros

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Comentários

  • Salve, salve, velho abrigo, ops amigo! Sempre reinando com tuas belas quadras e belíssimos tercetos! Sim, estou a falar de sonetos — nota deeezzz!!! — ©JoaoCarreiraPoeta.

  • Belíssimo soneto, Nelson!

    Parabéns.

    Impossível não destacar

    DESTACADO 

    Um forte abraço 

  • Nelson

    recordando o amor

    um abraço

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