Cântico da chuva

Regressarei ali

onde nos afogamos nos cânticos

longínquos de amor

ancorados na dor silente

que estóicos reportamos

numa noite breve renascida

na metamorfose de nós

em luminescências sensuais

chuviscando na agilidade do teu

ser altruísta e consensual

 

O resto…é recordação

quando as palavras rolam

ladeira abaixo

desgovernadas pelos

barbitúricos apelativos

que ingerimos mal adormece

a noite e nós

embebedados incorremos

tolos

transfigurados

neste fado que ressoa

emblemático em cada arrebatamento

de vida pendente

que morre olvidada sem expressão

na biblioteca dos meus lamentos

Frederico de Castro   - ao meu irmão Ricardo

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Frederico de Castro

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