Regressarei ali
onde nos afogamos nos cânticos
longínquos de amor
ancorados na dor silente
que estóicos reportamos
numa noite breve renascida
na metamorfose de nós
em luminescências sensuais
chuviscando na agilidade do teu
ser altruísta e consensual
O resto…é recordação
quando as palavras rolam
ladeira abaixo
desgovernadas pelos
barbitúricos apelativos
que ingerimos mal adormece
a noite e nós
embebedados incorremos
tolos
transfigurados
neste fado que ressoa
emblemático em cada arrebatamento
de vida pendente
que morre olvidada sem expressão
na biblioteca dos meus lamentos
Frederico de Castro - ao meu irmão Ricardo
Comentários
Lindíssima obra, Frederico.
Que bela formatação Marso
Muito obrigado
FC
Obrigado Cristina.
Bem haja tb pela inspiração dos seus textos
FC