Posts de Cristina Maria Afonso Ivens Duar (289)

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Completamente Nua

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"Completamente nua"

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Nem uma gota de esperança
ficou da colheita de Maio, 
apenas lágrimas de orvalho, 
e um caule pertencente ao passado.
A luz incentiva a fotossíntese, 
e a metamorfose esconde-se
sob o olhar da planície que, 
envergonhada borbulha olhares
cheios de mistério e vazio.
Desmistifico todo o sentimento
de solidão, em que haja o gosto
de se estar só, por alguns momentos, 
apenas com as nossas memórias.
Dar a mão ao vento e acenar
ao tempo, para que pare e escute
o som do silencio.
Aqui até a calmaria tem voz, 
que grita com gestos mudos, 
em direcção a nós.
Voam sombras e olhares, 
ciscos que interrompem o pestanejar, 
da admiração do infinito.

Cristina Maria afonso Ivens Duarte

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Mil Pedaços

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"Mil pedaços" 

Na medida do possível, 
consoante a força dos meus braços,
mesmo que sejam invisíveis,
quebrar-te-ia em mil pedaços.

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Espalhados pela ternura,
que o teu corpo evidêncía,
são cacos da minha loucura,
que minha boca por ora lambia.

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Envoltos pela tua cintura,
sentirás o toque da minha mão,
com mil metros de altura,
voarás como um pavão.

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E os céus com seus cristais,
farão de ti um belo astro,
nos teus olhos serão sinais,
de um amor puro e casto.

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Na ausência desse amor,
sentirei ardor nas veias,
nesse vestido cheio de glamour, os meus olhos encandeias. 

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte

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Digitações

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"Digitações"

As poucas palavras que eu digito,
são meros desabafos e suspiros,
que se soltam entre os dedos e os firo,
sentimentos e afins que admiro.

Poucos sabem o que significa escrevinhar,
mesmo contendo pouco conteúdo,
esta forma que eu tenho de salivar,
é melhor do que simplesmente ficar mudo.

Digitações em folhas de papel,
esborratam e deixam tinta nas mãos,
parecem manchas feitas com pincel,
numa imensa estrada de senãos. 

Quando os dedos gritam por descanso,
e ainda a noite é uma criança,
o tempo passa e me torna manso,
pego na caneta e começa a dança.

Tropeço e caio imensas vezes,
em linhas tortas e quadriculadas,
pois a escrita tem os seus reveses,
os sentimentos chocam com as palavras.

Este amor pela minha caneta,
já vem de Vénus e Plutão,
fico a babar por tinta preta,
limpo a boca ao mata borrão.

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte 27/04/2020

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Ensinamentos

 

"Ensinamentos"

Vou-te ensinar a meditar,
apagar teus sofrimentos,
pores a alma no lugar,
com alguns ensinamentos.

Encosta o teu ego ao meu,
liberta o teu lado negativo,
num vazio negro como breu,
vais encontrar um motivo.

Na escuridão existe brilho,
que nos inspira e dá razão,
como um campo cheio de trigo,
depois de colhido, dá-nos o pão.

Há vai e vens nesta vida,
que nos tira e torna a dar,
mesmo que não sejas merecida,
para alguém há-de sobrar.

Que seja para quem pecaste,
uma forma de pedir perdão,
é sinal que já amaste,
noutra tua encarnação.

Fica o teu corpo liberto,
purificado das maldições,
lavado com os manifestos,
infringidos pelas tuas acções.

Dá-te como rendida e em paz,
vais encontrar a salvação!
a meditação levita e faz,
sossegar o teu coração.

Cristina Maria Afonso Ivens Duarte 3/04/2020

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Amor de verão

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"Amor de verão"

Este amor com cheiro a maresia,
ainda nos vai fazer sofrer,
o inverno espreita a qualquer dia,
escuta bem o que o mar está a dizer.

O amor de verão é passageiro,
o calor trás o desejo ao de cima,
como se fosse um mensageiro,
a ler a nossa própria sina.

Tu vais partir para o Outono,
eu vou esperar pelo inverno,
agora tudo é belo e morno,
mas nada dura ou é eterno.

Tu és do sul, eu sou do norte,
vai ficar o amor em cada ponta,
vamos partir com a pouca sorte,
e a nossa alma vai ficar tonta.

Vamos deixar vazar a maré,
e levar o nosso destino com ela,
ficar o amor tal como ele é,
nesta estação de verão tão bela.

Cristina Ivens Duarte 1/04/2020

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Murmúrios Liláses

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"Murmúrios Liláses" 

Ofereço aos meus olhos murmúrios liláses,
de colheitas de amor e pensamentos desfolhados,
confinados só para mim, são leves como aves,
que o cheiro a jasmim, deixa os pássaros pasmados.

Legítimos segredos, sem malícia ou dor,
contornam o meu corpo, docemente baunilhado,
que os ventos marítimos, carregados de amor,
aguardam por mim neste jardim encantado.

Confinada ao tempo, com tempo sem fim,
me perco perdidamente, em murmúrios liláses,
abastecida de encanto, que se decifram para mim,
como grandes amantes, em beijos fugazes.

Com metáforas e hipérboles, acho tudo tão lindo, 
uma mistura de prazer, com o encanto do momento,
sem querer, a minha face vai sorrindo, 
e apaixono-me loucamente pelo tempo.

Cristina Ivens Duarte 18/03/2020

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Marsoalex

Apesar da distância, foi criado um elo de amizade através da poesia. Como uma presença em nossas vidas, nos abriu as portas da magia das letras e da imaginação. Os meus profundos sentimentos e saudades infinitas.. Que perda tão dolorosa!!! Envio-lhe flores para o paraíso. 😭😭😭💜💜💜🙏🙏🙏🙏🙏

 

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Felicidade Por Um Dia

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Felicidade por um dia

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Embora às vezes eu não tenha a

certeza,


de que a felicidade um dia

acontece,


há lugares onde não mora a tristeza,


só o sol, que me espreita e aquece.

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É um vale aonde costumo ir respirar,


e cheirar aquele pozinho que faz rir,


que me esqueço por um dia de

voltar,


e agradeço à felicidade por sorrir.

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Afinal a felicidade sempre existe,


em lugares aonde o cheiro faz

magia,


sobre um rosto, um sorriso não

resiste,


a um sonho e cheirinho a poesia.

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Para lá caminho e me esqueço de

voltar,


não há horas, nem minutos a seguir,


tem relógios que param de andar,


e a vontade de nunca mais de lá

sair.

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Cristina Ivens Duarte 4/03/2020

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O Meu Retrato

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O Meu Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Tão triste, tão vago, tão magro,
Nem estes olhos tão longes,
Nem o sorriso tão amargo.
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Não consigo bradar o meu peito,
Que por frieza, engano e distancia,
Morre, mirra, imperfeito,
Como a fome de uma criança. 
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Eu não dei por esta mudança,
Tão cegas estão as minhas rugas,
No espelho, ficam as lembranças,
No tempo, as palavras mudas.
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Compreendi que os amigos que fiz,
Não me fizeram nada, além de inquietude,
Não me cantaram como ser feliz,
Nem nos seus corações eu coube.
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Antes que as mágoas me façam sangrar,
Nestes versos eu choro em palavras,
Em pranto fica todo o meu pomar,
Desertas ficam as minhas lavras.
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Cristina Ivens Duarte-03/03/2020

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As páginas não podem chorar!

As páginas não podem chorar. 

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Consegui vir à tona,
Depois do barco naufragar,
Na fortaleza de uma Dona,
Não é permitido chorar.
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Nem sequer a água é molhada,
Nem a dor, uma lágrima,
Não é tristeza estampada,
Não é papel de uma página.
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As páginas não podem chorar,
À noite, sem marinheiro,
Ficam à espera para sonhar.
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E quando o farol se acende,
Vem a rede do veleiro,
Que me prende, para me salvar.
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Cristina Ivens Duarte 2/03/2020

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Os meus passos

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Meus passos

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Já vou começando a caminhar,


Sem te sentir na minha lentidão,


Na minha pele do avesso,


Na agonia de cada pêlo,


No preto e branco do meu jardim,


Nas folhas caídas no chão,


Tão esquecidas de mim,


Que me esqueço quem és!


És o dia, és a noite cintilante,


És o mar, és as marés,


És o vento, és o moinho meu

amante.

Que por de trás do sol exposto,


No infinito do teu caminho,


Fazes moer o meu desgosto,


Tornando-te pó por instantes.


Não foi só por afeição,


Do teu rosto castiço,


Houve toques com a tua mão,


Que pareciam feitiço.


Nao choro mais não!!


Quero ouvir nos meus passos,


O aceno dos meus braços,


Até mais ver, chorar mais não!!

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Cristina Ivens Duarte 29/02/2020

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Sinto a tua presença

  • 3810254274?profile=RESIZE_710xPenso que já consigo acreditar, 

Na tua partida sem o aviso de Deus,

Na chuva forte, do chão a deslizar, 

Ele Quis assim o teu fim, o teu adeus.

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Será um adeus que não é para sempre, 

Porque na terra tens sempre o teu lugar, 

A nossa alma tem uma longa corrente, 

Que dá para ires ao céu e voltar. 

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No quente da lareira a arder, 

Há uma labareda que conversa comigo, 

Tem os teus lindos olhos de morrer, 

 Que fico perdida e sem sentido. 

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Contigo e nos teus grandes braços, 

Os meus medos, se tornaram menores, 

Mas os beijos ocuparam todos os espaços, 

Que tornaram as saudades cada vez maiores. 

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Cristina Maria Afonso Ivens Duarte 9/01/2020

Em memória do meu marido que faleceu de súbito. 

 

 

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Todos os dias olho para a tristeza.

Eu vejo a tristeza todos os dias, 

Ao espelho, durante o luar, 

Sinto nas minhas, as suas mãos frias, 

Eu vejo a tristeza, para mim a olhar. 

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Fita-me com olhos, iguais aos meus, 

Fico a pensar, que eu, sou ela, 

Vi a tristeza ao espelho... meu Deus! 

Nunca pensei, que eu fosse aquela. 

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Aquela tristeza que nasceu com ela,

Que só sorria, enquanto dormia, 

E não sabia o quão era bela. 

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 Insana foi a tristeza que me via,

E nada fazia para me dar alegria, 

No rosto que também era dela. 

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Cristina Ivens Duarte 3/07/2019 

 

 

  

 

 

 

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O MAR E A ROSA

Preciso de ir, não me peçam para ficar,

Eu quero dormir nos cultos da oração,

Em água de rosas e espuma do mar,

Preciso de ir... ao fundo do meu coração. 

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Preciso do escuro, do luto, da morte, 

Da escuridão de dentro de um ventre, 

De um grito, de uma punhalada forte, 

,Nas pétalas sagradas... rosas da corrente. 

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Preciso ir oh!! Deus Todo Poderoso! 

Não me negais este meu último desejo... 

De toda uma vida me desposo,

Com as finas pétalas rosas de um beijo. 

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Cristina Ivens Duarte - 21/12/2018

Saiba mais…

Escrever Qualquer Coisa.

Escrevo porque me apeteceu escrever,

E a mim mesma eu sempre peço,

Sempre que escrevo o que me apetecer, 

Nas minhas janelas nasce um verso.  

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Um verso lambido de humildade, 

Cheio de frio e a tremer, 

Que rasga quase toda a metade, 

Do verso que eu queria escrever. 

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Sou muito diferente na escritura,

Nunca sei o que estou a escrever,

Cega com as minhas armaduras, 

Nem escrevo, nem sei acontecer. 

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Não estou a escrever coisa alguma, 

Só sinto o deslizar da caneta, 

E não fica escrito coisa nenhuma,

Para não reconhecerem a minha letra. 

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Cristina Ivens Duarte-1/08/2018

 

 

Saiba mais…

O Incerto

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Aonde pára o teu corpo que eu não o sinto,

Para onde foi o sabor do teu beijo,

Na sombra do teu esboço pressinto,

Que não há ardor, nem desejo.  

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É quase insano depois de tantos anos,

Deixar de sentir quando estás perto,

Entardece e por fim choramos,

Pois nosso amor era dito como certo.

 

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Nem sequer lhe chamo de amor,

A um nome tão incompleto,

Sintético, deslavado, sem cor.

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Oh...que linda recordação!

De quando me davas a mão,

E o incerto eras tu meu amor.

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Cristina Ivens Duarte-19-07-2018

 

Saiba mais…

Quando A Palavra Chorou

Um dia perguntei ás minhas palavrinhas,

Que tinham escancarado na face, uma escorrência tão doce,

Se aquela seiva toda eram fragâncias minhas,

Ao ler senti, como se um poema de amor fosse.

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Transbordavam tanto sentimento bom, que até chorei,

 Sob o amontoado de palavras que escorriam,

Que um dia escrevi, nem sequer eu sei,

Só sei o que as lágrimas me diziam.

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Logo hoje, fui escrever num dia tão singular,

Que nem sequer o barulho da vida me travou,

E eu, ponho a própria palavra a chorar.

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 O choro é de uma criança pequenina,

Com uma dor tal e qual a minha,

 Por causa da palavra que um dia chorou.

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Cristina Ivens Duarte-8-06-2018

Saiba mais…

Saudades

Amei-te sem saber que amava tanto,

Nunca tinha sofrido de amor,

Na inocência desse todo encanto,

Deixa-me em pranto toda esta dor.

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Dei-te de mim o meu quase tudo,

Sem sequer supor que era amor,

Amei-te num silêncio mudo,

Que ainda fere e dói o interior.

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Oh...como sofri com a tua partida,

Um sofrimento para toda vida,

Que lentamente morro por ti.

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Para sempre ficam as saudades,

Não passam com os anos, nem as idades,

Tu és o amor maior que eu já vivi.

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Cristina Ivens Duarte 18/05/2018

Saiba mais…
CPP