A lesma lerda

 
A lesma lerda
 
Ao doente de mente demente
 
O mundo esteve sempre de mente doente;
entre amigos, inimigos, entre  parentes, en-
tre parênteses "demente"!  A redundância
faz parte da arte, para que  a mensagem
fique mais levemente destarte, pois, nes-
te mundo ao se dar conta da boçalidade
total inserida na ferida duma breve vida,
onde nada se conclui verazmente, ao se
ver o homem sacal levantar o seu estandarte
do  mal. Queira ou  não, não faz a menor diferença,
meu irmão  de avença, há milênios a vida apesar de
quebrar a nossa perna continua sendo a lesma lerda.
 
Autoflagelação
 
Por que  esse martírio de  lutar
consigo  mesmo? Magoando o
próprio  coração, meu  irmão.
Isso  é desnecessário,  con-
quanto, não  se pratique o
mal voluntário. Deixe  isso
para os otários de plantão.
 
Compulsividade
 
A compulsão muitas vezes torna-se psicopatia,
veja e ouça os noticiários, quantas  mulheres
são assassinadas diuturnamente, é  a men-
te doentia transformando o ser humano em
verdadeiro monstro da ironia! Afinal, que ta-
manha burrice é essa de matar alguém que
deveria ser amada, e depois perder a paz men-
tal, além de ficar numa prisão trancafiado? Pior ainda
é  não ter o senso de que fez alguém  sofrer ou deixar de
criar seus filhos, será que existe inferno além deste mundo
agreste? Afinal, que paz mental? Mentes  doentias assim
tem  a consciência  plenamente cauterizada,  portanto,
não  sentindo a  menor dor, quiçá,  sinta prazer em
praticar o mal e  o faz dando risada.  O homem
não pode  viver sem a  mulher, ela é o esteio
de  sua existência, como  esposa, como
filha, como mãe, então  que mente
doentia é essa a destruir o seu
bem  maior? Além de bur-
ra é indescritivelmente
doentia apesar de
ser a sua pró-
pria cria.
meu
ir-
m
ã
o
.
Eis a lança a ferir o seu coração
que balança nessa contradição..
 
Sem a menor alusão a  você amigo-irmão, leitor  querido,
apenas  estamos tratando de compulsão. A  exemplo de
ir às compras e não ter controle  sobre o vício de com-
prar desbragadamente aquilo que desejo sente, mago-
ar  a esposa ou o filho, ou a qualquer amigo que se a-
presente como parente, não ter controle sobre atitudes
perigosas como  xingar alguém no trânsito  e morrer de
morte prosa. Não sevicie mais,  pare já com esse vício.
Você  é valente, corajoso, então pare já se for capaz, um
desafio jocoso, o qual o deixará feliz por demais, meu rapaz.
Creia e reveja então a maneira de você pensar, é a compulsão
conspurcando o seu coração, seja vitorioso sendo bondoso assaz.
 
Há de se cultivar a calma e a paciência no nos-
so dia a dia no esforço de se ter ciência!
 
Você é aquilo que pensa
 
A vida tem mostrado ser a dona do seu destino sagrado
através do seu pensamento, o que é um paradoxo atrasa-
do, se  o sofrimento  se lhe apresenta, pense sobre o seu
pensamento, até porque você só toma alguma  atitude mo-
vido  pelo seu pensar, que no fundo é o próprio desejo  pró-
prio, ou  impróprio de criar o seu latifúndio de sorte ou azar.
 
Por quê?
 
Eis o irmão ladrão dentro duma família
ilibada e  de bom coração... Por que disso,
então? Uma mente doentia numa família sadia.
 
Os doutores da lei
 
Há dois milênios eles já foram registrado no livro sagrado
a Bíblia pelas palavras de Jesus, o Cristo:  Eles sentam
na  cadeira de Moisés… Bem vamos colar aqui o regis-
tro  eclesial logo de vez como um mais dois são três.
Mateus 23
1  Então falou Jesus à multidão, e aos seus  discípulos,
2  Dizendo: Na cadeira de  Moisés estão assentados
os escribas  e fariseus. 3  Todas as coisas, pois,  que
vos disserem que observeis, observai-as  e fazei-as;
mas não procedais em conformidade  com as suas
obras, porque dizem e não  fazem; Eis a mentira
dos  políticos que vão se assentar na cadeira de
Moisés, bem  como os maus líderes religiosos.
4  Pois, atam fardos pesados  e difíceis de
suportar, e os põem aos ombros dos homens;
eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;
Quer maior morbidez ignóbil do que essas EXCELÊNCIAS, elas
são a   própria doença, doutores sapientíssimos que nos  governam?
Porém, veja  o que essas EXCELÊNCIAS aprontam: Os homens mais
aculturados e mais bem pagos; os criadores das leis, os estadistas, os
presidentes, os governadores são os criadores das  mais sangrentas
guerras? Ah... São criadores de situações malignamente  inteligen-
tes, estão ocultos nos púlpitos de seus cultos públicos. O que  esses
calhordas aprontaram com o nosso país, que vergonha, homens “sábios”
a  praticarem  o mal, grande mal, cometendo genocídio. Como pode alguém
que ganha o maior salário da nação, ou de nossos bolsos, degradar-se a pon-
to de roubar remédios de doentes terminais, cestas de merenda escolar?  Ro-
ubaram tanto de quem já foi a sexta economia mundial e que agora se en-
contra em estado falimentar.
 
“O poder emana do povo…”
Que poder? Que povo?
 
Assim repete a lesma lerda.
 
 
 
 
 
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