E tu chegaste... Calma, perfumada,
como se fosses de uma flor, surgida...
Solto o cabelo… Fronte coroada
de pétalas azuis… Boca ferida…
Não sei de que horizonte, de que estrada...
De que bosque, de que trilha florida,
tu vieste... Pálida... Iluminada...
Silenciosa... Sonâmbula... Perdida...
Depois partiste, com a madrugada…
Uma sombra suave, entrecortada,
levaste sobre o chão, quase luzida,
ficando em minha alcova desolada,
a fragrância ligeira, delicada,
de uma pessoa há muito já esquecida...
(Paulo Maurício G Silva)
Comentários
Belíssimo poema.
Puro lirismo.
Aplausos!