O CHAMADO
Quis desvendar, um dia, o teu segredo;
por isso naveguei os sete mares,
cruzei imensidões, voei aos ares,
e o deserto varei até sem medo!
Vi novos credos, raças milenares;
na fé eu vi verdade e arremedo,
e, na procura vã por um bruxedo,
vi povos de costumes seculares!
Andei entre florestas, sem receio,
na busca dessa luz que me atraía,
e vi, do mundo exposto, o lado feio!
A mente, enfim, desperta em nostalgia,
pois tudo o que busquei no meu enleio,
era ilusão da alma, e eu não sabia!
Nelson de Medeiros, 20/01/2026
Comentários
Mais um elegante Soneto...Como sempre uma belíssima finalização com uma surpresa de valores...
Nesta vossa andança por buscas de víveres e vida para viver por entre milhares de anos, por mares e florestas, muitas reflexões assertivas e de inflexoes brotaram de seu magnífico texto poético...
Um certo pragmatismo com cerca a vida depois da morte se faz presente na finalização da Poesia.
" A mente, enfim, desperta em nostalgia,
Pois tudo o que busquei no meu enleio,
Era ilusão da alma, e eu não sabia"
Cremos da reencarnação, enfim... Certo prezado Poeta Nelson Medeiros...por este trabalho poético de magias.
Salve Nersão, uma bela composição crocheteada ponto a ponto poeticamente, parabéns dotô e um forte abraço — ©JoaoCarreiraPoeta.