Valei-me, Deus,
que vida é esta, tão fugaz?
Tua pulcritude me devassa,
mas nada me prende ou me satisfaz.
Sou morto-vivo neste lugar,
a fitar distante os teus olhos,
olhos que flutuam no ar
em becos obscuros.
Profundos, inumanos, auscultam e silenciam,
murmurantemente insanos,
verdes e acidulantes neste instante tenso,
nas frestas e nos anseios.
Nos teus seios, minha amada,
se calam de repente...
E, ao adentrar na madrugada,
eles me olham docemente.
Olhos que me mostram, querida,
por que há tanto vazio em minha vida?
Alexandre Montalvan
Comentários
Bonitos versos dentro de uma temática não harmonizada.
Lindos versos,Alexandre!
Me encantei!
Abraço
Belíssimo Poema em expressiva temática poética que é o eixo principal de seu maravilhoso texto.
E a pergunta que não quer calar. Quando terei o Amor que sonho?
Parabéns Prezado Poeta Alexandre Montalvan.
Esteja sempre feliz
Caro poeta Alexandre
Essas dúvidas e incertezas é que tornam o ser humano diferente dos demais seres.
Um poema reflexivo, poeta Alexandre
Parabéns
Abraços
Bridon
Um poeta proeminente, assim como seus poemas, um verdadeiro relicário recheado de belas tapeçarias muito bem tecidas! Parabéns! #JoaoCarreiraPoeta.
Bom dia, poeta Alexandre! Quando a mulher desejada se vai , o vazio da alma preeche todo o Universo da alma. 1 ab