Posts de Edith Lobato (86)

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Bel Prazer

Bel prazer

Escuto dentro em mim, ainda, o teu arfar,
teu corpo inteiro afoito, em combustão banhado,
meu corpo em convulsão do teu suor molhado,
o amor se faz presente e quente a dominar.

Tateio em tua estrada a boca a salivar,
te entregas sem pudor, sem te fazer rogado,
ao bel prazer, dulçor de um beijo demorado,
te faço montaria no eclipse lunar.

Teus olhos na penumbra, espelham mil desejos,
mistério em luz e cor em flamejante arpejo,
entrego-me ao sabor do amor que tens guardado.

No pódio acetinado, no fim de todo ensejo,
encontro a liberdade em desatino irado,
e assim te faço meu, sou tua bem-amado.

Edith Lobato - 02/11/16

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Fim de tarde

Fim de tarde

Final do dia exposto à minha frente,
o campo, os morros a perder de vista,
o sol que já se esconde e cobre a pista
de sombra e tom vermelho, transparente.

Olhando da varanda, atentamente,
a perfeição dos traços do alquimista,
cravados neta tela realista,
suave, sinto as marcas do presente.

as reses no curral mugindo ao longe
o som dolente da velha porteira
rangendo sobre o vento desta tarde

meu ser, emocionado, não esconde
recordações da minha vida inteira
e deste amor que, ainda traz, saudade.

Edith Lobato - 12/09/16

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Retiro - poema feito na oficna de indriso sobre imagem

Retiro

No retiro da alma em fim de tarde,
sob índigo céu e farfalhante brisa,
absorvo a beleza de almas distantes.

em trilhas de sol e campos de magia,
entre luzes de farol e plácidas águas
vivencio emoção de antigos horizontes.

Sou a fada, o mito, o rito, o verso e a rima.

Sou a própria personagem dentro do poema.

Edith Lobato - 31/07/16

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À deriva

À deriva

Perdido e solto ao mar o barco vaga,
alheio a própria sorte e impoluto,
de um lado e doutro não vê nenhum vulto,
na solidão do mar saudade afaga.

Errante segue o curso, o medo traga,
pois longe ruge forte o vento astuto
e o mar que antes calmo, revoluto
engole o barco feito imensa draga.

Oh, Céus me socorrei da morte horrenda,
Livrai-me das crateras destas fendas,
Que cobrem o meu barco solto ao mar.

Poupai-me deste inferno, não me renda,
a vida exposta, assim, em oferendas,
me lembra de quem tanto amo amar.

Edith Lobato - 14/03/16

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Até que finde

Até que finde


Cada dia seja forte em nossa alma,
este laço de união entre nós dois.
Que não seja fogo fátuo, abducente,
e se apague nos meandros do depois.


Que se instale e nos dê felicidade,
para sermos unha e carne na existência,
desfrutando a vida em paz e sapiência,
sobre a pauta do amor e da amizade.


Seja o tempo a lapidar a nossa essência,
no processo de buscar maturidade,
para andarmos nos caminhos da verdade,
seja o amor a luz da vida, a excelência.


Edith Lobato - 25/03/16

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Rastros

Rastros


Repousa no criado os brincos que me deste,
E devagar eu sinto estremecer meu corpo.
O pensamento voa e, lembro até da veste,
Que te cobria a pele e teu amado rosto.

Depois daquela noite, oh noite, vil, agreste,
De luto me cobri com meu amor já morto.
Eu vivo a me domar das marcas que fizeste,
Mas fico a procurar-te em cada lua e porto.

Verdade que passou, passou demais o tempo,
Mas vivo, ainda, estás nos vãos do pensamento,
Que afronta o coração caiado de saudade.

Minh'alma anseia a paz, em face do destempo,
Procuro um fio de luz pra se tornar alento,
Na vida que se esvai no anverso da deidade.


Edith Lobato - 15/06/16

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Interrogações

Indagações

Enquanto a noite cai eu me pergunto,
por que te espero tanto em meu viver?
Talvez seja porque te quero junto,
na minha vida, em cada alvorecer.

No canto da saudade me besunto,
Equanto vejo a vida anoitecer.
Carrego teu semblante no conjunto,
das coisas que guardei do entardecer.

O riso de meu rosto esconde o pranto,
igual água de rio que a seca evade,
matando a esperança do sertão,

Assim, partem meus dias sem encanto,
no canto almiscarado da saudade,
que, ainda, corta inteiro o coração.

Edith Lobato -  3/06/16

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Teu perfume

Teu perfume

Teu perfume entranhou no meu olfato,
se espalhou por meu corpo feito rama
e também nos lençóis da minha cama
permanece, ali suave, feito um gato.

Toda noite ao me deitar, de imediato,
ao sentir esse cheiro que me chama,
na lembrança todo o fogo se inflama,
me seduz, me inebria sem recato.

Tatuado, assim estás na minha pele
afluentes de um só rio que me inunda
na vazante e nas cheias das marés.

Cheiro bom, almiscarado que expele,
a saudade do amor que é tão profunda
Tatuada nas pegadas dos meus pés.

Edith Lobato - 14/04/16

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Mistérios

Mistérios

Vestiu-se de luto o amor em saudades,
Imerso nas sombras de muitas lembranças,
Suspensas no tempo em babel de esperanças,
Abriu-se crateras no lar das verdades.

Mistérios rasgaram as noites e tardes,
Na double cortina de pura alianças;
Viveram ilusões feito tenras crianças,
E a Ursa quedou-se no mar das vaidades.

Na inglória da dor consumindo minh’alma,
Do fundo do fosso pautei meu regresso,
E, assim, renasci desses mares de dor.

Na luz da poesia busquei minha calma,
E em pleno galope no dorso do verso
Eu bem fiz nascer esta lira de amor.

Edith Lobato – 13/04/16

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Desejo

Desejo

Eu quis grafar no branco duma tela,
um grande amor que já não tem mais cura;
que é condenado a morte por censura,
e rasga o peito em dor que lhe flagela.

Eu quis amar e amar, aquela estrela,
com todo o brilho seu, sua candura,
qual flor erguida ao sol em formosura,
amar até meu fim, a flor mais bela.

Eu quis o sonho na fusão das almas,
mas esqueci que a vida tem percalço,
e quando bate, a dor no ímo espalma.

Assim que eu vou buscando a paz, com calma,
dormindo as noites no meu próprio abraço,
pois que viver e crê no amor, acalma.

Edith Lobato - 13/04/16

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Amo-te!

Amo-te!

Amo-te na profundidade dos mares,
na velocidade do vento eu te procuro.
Busco-te no canto que ecoa nos ares
na luz do dia e nas sombras do escuro.


Meu sobre nome é saudade, eu juro
e teu amor o cântico dos meus luares
Amo-te na profundidade dos mares,
na velocidade do vento eu te procuro.


Sou navegante da vida e meus cantares,
falam d'amor que em meu ser é tão puro.
Levo na alma o sorriso dos teus olhares
e nesse universo onde me aventuro,
amo-te na profundidade dos mares.

Edith Lobato - 29/03/16

(Imagem colhida na web)

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Percepção

Percepção



Despertei,
com o sabor do beijo não beijado
Com o calor do abraço,
Afagando meu intimo
Nutrindo meu espírito.

Sob os lençóis azuis, imóvel, fiquei
Sorvendo a mansidão
E a maciez da manhã
O cheiro de amor,
Ainda, presente no quarto.
Grudado em minha pele.

Mas, o frenesi da realidade
Usurpa meus sentidos
E, então, percebo-me sozinha
Sob meus lençóis azuis.



Edith Lobato – 20/10/14

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Do amor

Do amor


Ah, quem me dera cruzar estas águas!
Tornar-me aeronave planando no ar.
Quiçá ser, também, andorinha a voar,
E colher poesia nas horas mais fráguas.
Ah, se pudesse contar minhas mágoas,
Olhando teus olhos com amor tão puro;
Na paz dos teus braços sentindo o futuro,
Abrir-se pra nós, meu guerreiro, em ribalta.
No pulsar do amor feito um rio em cascata
Na sonata de fim de tarde eu te procuro.


Edith Lobato – 20/09/15

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No ápice da dor

No ápice da dor

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Vazia, me deixei ficar,
ali, no ápice da dor,
sem voz, sem nós
e o frio me abraçou
e veio forte, gelando
meu eu cansado.

Iludida, sonhos rasgados,
Chorei, em meio
ao silêncio agudo
sozinha, sem lágrima.
O pranto queimando
o imo ferido, banhando
o incêndio do teu amor.

No meio da dor,
sangro esta saudade
que não consigo apagar
porque mora em mim
todas as tuas lembranças.

Quando o tempo calcinar
este coração que chora
a tua ausência, toda a
vida terá morrido a olho nu.

Edith Lobato - 24/01/16

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Talvez

Imagem colhida na página de Frederico de Castro



Talvez,
este coração aprenda que ele
estará sozinho no final da jornada.
Todas as ilusões vão se quedar,
e todos os sorrisos se esgotarão,
e ficará, apenas, o lance da saudade
em meio às, esmaecidas, lembranças.

Talvez,
eu me sente, nos fins de tarde,
no silêncio da varanda para sentir,
a poesia que exala, delicadamente,
dos vasos floridos que hão de morrer,
junto à minha, infrutífera, inércia.

Talvez,
eu beba meu último gole de chá,
na caneca preferida, olhando o azul
do céu ser engolido pelos flocos de algodão,
e alinhave meu ultimo poema de amor,
na jocunda imaginação dos teus braços
e do beijo que nunca te dei.

Então,
eu partirei feliz, por ter sentido
o toque do gelo e do fogo,
o sabor do amargo e do doce,
a dor e a alegria correndo por dentro
de mim feito água de cachoeira,
me transformando em poesia.



Edith Lobato - 22/01/16

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Delírios

Delírios

Cada peça de roupa
eletriza meu corpo,
ante a visão de tuas mãos
a desnudá-lo, peça por peça.
Saboreio cada toque
e cada gesto,
tal raio de estrela
em eclipse lunar.

Na distância,
um mago a zelar meus delírios.

E esta emoção que me rende
é meu pesadelo que, torpe,
me seduz
e me faz submissa,
e ávida por saciar,
esta sede de amor.

Edith Lobato - 1/01/16

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Visão

Visão

O olhar
saliva a boca.
A boca engole,
torna a salivar.


Explode o desejo
de degustar
o beijo.


Explorar o corpo,
tocar, vibrar,
até o ensejo
do orgasmo.

Edith Lobato - 1/01/16

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Vento

Vento

Vento
que sopra
e toca a pele
que se eriça,
ante o desejo,
do toque de tuas mãos
que vão e vem,
ousadas nos vãos
da minha imaginação,
fazendo meu sangue
pulsar nas artérias.
Sem razão,
entrego-me ao delírio
do teu açoite
no abismo
da minha Via-Láctea
e, deixo-me germinar
por todas as luas de teus desejos.

Edith Lobato - 1/01/16

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