O amor não é apenas palavras, ele é também gestos e atitudes.
Amar é enxugar uma lágrima, é tirar o espinho, é pisar de mansinho para não acordar, é ficar acordado cuidando de quem dorme, é não sair de perto mesmo estando longe.
Amar é entender, que eu não existo sem você.
Existem pessoas que chemgam em nossas vidas mas não vem para fazer morada; com tão pouco tempo elas nos ensinam e nos dão uma visão de um mundo que jamais pensamos existir. Enxugam nossas lágrimas e nos abraçam cariosamente. Elas não são anjos, não tem asas, mas nos ensinam a voar com responssabilidade, e provocam em nós uma grande tempestade de coisas boas.
São como os passaros que pousam em nossas janelas, cantam um pouco e logo se vão. Assim acontece com as pessoas que não vieram para ficar, chegam … cumprem sua missão e vai embora. Elas precisam seguir viagem, porque sempre havera um ou outro passageiro precisando de sua ajuda para na proxima estação embarcar.
Claro que não sou pássaro, mas assim como ele, talvês eu também tenha essa missão, a de chegar e partir quando for a minha hora. Talvês eu nunca mais volte; talvez eu precise ir tão longe, e por isso perca as forças para voltar. Ou talvez eu tenha perdido a sabedoria de voar.
Porém, o que mais importa é que, por onde passei, ficara para sempre as marcas de minhas pegadas e a sementinha no coração de cada pessoa, que plantei.
As vezes, para matar um amor, não é necessário que o outro vá embora ou esteja distante. A morte do amor se dá quando ele é tirado do coração.
No ventre escuro do mar, veio o gemido,
de um povo em dor, tomado pela mão,
traficados do berço ao chão perdido,
vendidos sob o açoite da opressão.
Nas senzalas, o pranto amanhecia,
correntes, fome e noite sem abrigo,
mas na alma, uma chama resistia,
a fé guardava o sonho como amigo.
E o tempo, lento, enfim trouxe a alvorada,
a lei rasgou o véu da escravidão,
mas não curou a chaga ali deixada.
Hoje ecoa, em cada geração,
o grito livre da raça calada,
pedindo ainda justiça e reparação.
O tempo tece a trama fina e vasta... De um chão que viu o mar se abrir em flor. Onde a memória em doce e lenta casta. Guarda o lamento e o antigo esplendor.
O mal chegou rompendo o véu da mata. Trouxe o ferro, a cruz e um novo ardor. A voz da terra, outrora tão grata. Ouviu o som de um estranho tambor.
Mas a alma forte, presa em grilhões, sonhou com o dia em que a liberdade viria. E a chama acesa jamais se apagou.
Na lei final, a aurora se cumpriria. E o Brasil, em seu ser, se transformou, na história que em cada folha irradia.
Tenho o costume de jogar fora as coisas que não mas me servem. Os objetos que estragam e que não podem mas ser consertados... imediatamente eu os descarto.
Assim faço também com os momentos ruins da minha vida. Juntamente com eles...logo imagino uma grande fogueira e me vejo lançando nesse fogo todos os meus maus pensamentos e o que é negativo.
Lanço também nessa fogueira os pesadelos que tive. Nessa hora, olhando as tristezas, os rancores e as magos ardendo nesse fogo eterno...me alegro e começo a cantar.
Canto porque estou agora mas leve...livre de todos os sentimentos ruins e das coisas que não me fizeram bem.
Igor Rodrigues Santos.
As ᴄᴀɴᴄ̧ᴏ̃ᴇs ɪɴᴇsǫᴜᴇᴄɪ́ᴠᴇɪs ᴅᴏ ʀᴇɪ Rᴏʙᴇʀᴛᴏ Cᴀʀʟᴏs.
O ᴀɴᴏ ᴇʀᴀ 1972: Aɪɴᴅᴀ ᴀᴅᴏʟᴇsᴄᴇɴᴛᴇ, ᴍᴇ ᴀᴘᴀɪxᴏɴᴇɪ ᴘᴇʟᴀ ᴘʀɪᴍᴇɪʀᴀ ᴠᴇᴢ ᴇᴍ ᴍɪɴʜᴀ ᴠɪᴅᴀ. Nᴀ̃ᴏ ᴛɪ́ɴʜᴀᴍᴏs ɢʀᴀɴᴅᴇs ᴘᴏssᴇs, ᴠɪᴠɪ́ᴀᴍᴏs ᴄᴏᴍ ᴅɪғɪᴄᴜʟᴅᴀᴅᴇs, ᴘᴏʀ ᴇssᴇ ᴍᴏᴛɪᴠᴏ...ǫᴜᴀsᴇ ᴛᴜᴅᴏ ǫᴜᴇ ᴄᴏɴʜᴇᴄɪ́ᴀᴍᴏs ᴇᴍ ʀᴇʟᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴀ ᴍᴜ́sɪᴄᴀ ᴇ ᴀ ᴘʀᴏɢʀᴀᴍᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴅᴇ ᴛᴇʟᴇᴠɪsᴀ̃ᴏ...ᴠɪɴʜᴀ ᴅᴇ ᴄᴏɴᴠᴇʀsᴀs ǫᴜᴇ ᴛɪ́ɴʜᴀᴍᴏs ᴄᴏᴍ ɴᴏssᴏs ᴠɪᴢɪɴʜᴏs.
Qᴜᴇʀᴏ ғᴀᴢᴇʀ ᴜᴍᴀ ᴏʙsᴇʀᴠᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴀɴᴛᴇs ᴅᴇ ɴᴀʀʀᴀʀ ᴛᴏᴅᴀ ʜɪsᴛᴏ́ʀɪᴀ.
Tᴇʀ ᴜᴍᴀ TV ᴏᴜ ᴜᴍ ʀᴀ́ᴅɪᴏ ɴᴇssᴀ ᴇ́ᴘᴏᴄᴀ...ɴᴀ̃ᴏ ᴇʀᴀ ᴘᴏssɪ́ᴠᴇʟ ᴘᴀʀᴀ ᴘᴇssᴏᴀs ᴅᴇ ʙᴀɪxᴀ ʀᴇɴᴅᴀ. Pᴏʀ ᴇssᴇ ᴍᴏᴛɪᴠᴏ ᴀs ɪɴғᴏʀᴍᴀᴄ̧ᴏ̃ᴇs sᴏʙʀᴇ ᴏ ǫᴜᴇ ᴀᴄᴏɴᴛᴇᴄɪᴀ ɴᴏs ʙᴀsᴛɪᴅᴏʀᴇs ᴇʀᴀᴍ ᴘᴀssᴀᴅᴀs ᴅᴇ ʙᴏᴄᴀ ᴀ ʙᴏᴄᴀ, ᴇ ғᴏɪ ᴇᴍ ᴜᴍᴀ ᴅᴇssᴀs ᴄᴏɴᴠᴇʀsᴀs ǫᴜᴇ ᴄᴏɴʜᴇᴄɪ ᴀ ғɪʟʜᴀ ᴅᴇ ᴜᴍᴀ ᴠɪᴢɪɴʜᴀ ɴᴏssᴀ, Jᴜʟɪᴀ, ғᴏɪ ᴜᴍ ᴀᴍᴏʀ ᴅᴇ ᴄʀɪᴀɴᴄ̧ᴀ, ᴇ sᴇᴍ ɴᴀᴅᴀ ᴇᴜ ᴇɴᴛᴇɴᴅᴇʀ, ᴛᴀ̃ᴏ ʀᴀ́ᴘɪᴅᴏ ᴄᴏᴍᴏ ᴄᴏᴍᴇᴄ̧ᴏᴜ, ᴇʟᴇ ᴛᴀᴍʙᴇ́ᴍ sᴇ ᴀᴄᴀʙᴏᴜ. Mᴀs ғᴏɪ ᴜᴍᴀ ʀᴇʟᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ʀᴇᴀʟ ᴇ ᴅᴇ ᴜᴍ sᴇɴᴛɪᴍᴇɴᴛᴏ ᴠᴇʀᴅᴀᴅᴇɪʀᴏ...
Rᴇsᴏʟᴠɪ ᴇsᴄʀᴇᴠᴇʀ ᴇssᴇ ᴛᴇxᴛᴏ ᴘᴏʀǫᴜᴇ ᴇɴᴄᴏɴᴛʀᴇɪ ɴᴏs ᴍᴇᴜs ᴀʀǫᴜɪᴠᴏs ᴜᴍᴀ ᴄᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ᴍᴇ ғᴇᴢ ʟᴇᴍʙʀᴀʀ ᴅᴀǫᴜᴇʟᴇ ᴅᴏᴄᴇ ᴀᴍᴏʀ ɪɴғᴀɴᴛɪʟ. Aᴍᴏʀ ǫᴜᴇ ᴍᴜɪᴛᴀs ᴠᴇᴢᴇs ᴇʀᴀ ғᴇsᴛᴇᴊᴀᴅᴏ ᴘᴏʀ ᴜᴍ ᴀᴅᴏᴄɪᴄᴀᴅᴏ ʙᴏᴍʙᴏᴍ ᴅᴇ ᴄʜᴏᴄᴏʟᴀᴛᴇ ǫᴜᴇ ᴇᴜ ᴄᴏᴍᴘʀᴀᴠᴀ ᴄᴏᴍ ᴀs ᴍᴏᴇᴅᴀs ǫᴜᴇ ɢᴜᴀʀᴅᴀᴠᴀ, ᴇ ǫᴜᴇ ʀᴇᴄᴇʙɪᴀ ᴅᴇ ᴘᴇssᴏᴀs ǫᴜᴇ ᴍᴇ ᴘᴇᴅɪᴀᴍ ᴘᴀʀᴀ ғᴀᴢᴇʀ ᴀʟɢᴜᴍ ᴛɪᴘᴏ ᴅᴇ ᴛʀᴀʙᴀʟʜᴏ ᴘʀᴀ ᴇʟᴇs...ᴄᴏᴍᴏ ᴄᴏᴍᴘʀᴀʀ ᴜᴍ ᴘᴀ̃ᴏ, ᴏᴜ ʟᴀᴠᴀʀ sᴜᴀs ᴄᴀʟᴄ̧ᴀᴅᴀs.
Tᴜᴅᴏ ᴇsᴛᴀᴠᴀ ᴘᴇʀғᴇɪᴛᴏ ᴇɴᴛʀᴇ ᴇᴜ ᴇ ᴍɪɴʜᴀ ᴅᴏᴄᴇ ᴍᴇɴɪɴᴀ; ᴀᴛᴇ́ ǫᴜᴇ ᴜᴍ ᴅɪᴀ sᴇᴍ ᴇᴜ sᴀʙᴇʀ ᴏ ᴘᴏʀǫᴜᴇ, ᴍɪɴʜᴀ ᴀᴍᴀᴅᴀ ᴘᴀʀᴏᴜ ᴅᴇ ғᴀʟᴀʀ ᴄᴏᴍɪɢᴏ. Dᴇsᴅᴇ ᴇɴᴛᴀ̃ᴏ ᴠᴏʟᴛᴇɪ ᴀ ᴠɪᴠᴇʀ ᴄᴏᴍᴏ ᴀɴᴛᴇs; ᴛʀᴏᴄᴀɴᴅᴏ ᴘᴀssᴏs sᴇᴍ sᴀʙᴇʀ ᴘʀᴀ ᴏɴᴅᴇ ɪʀ...ᴄᴏᴍᴏ ᴅɪᴢ Rᴏʙᴇʀᴛᴏ, sᴏ́ ǫᴜᴇ ᴅᴇssᴀ ᴠᴇᴢ ᴍᴀɪs ᴛʀɪsᴛᴇ ᴘᴏʀ ᴄᴏɴᴛᴀ ᴅᴀǫᴜᴇʟᴀ ᴅᴇsᴘᴇᴅɪᴅᴀ sɪʟᴇɴᴄɪᴏsᴀ ᴇ sᴇᴍ ᴘᴀʟᴀᴠʀᴀs.
Eᴜ ʙᴜsᴄᴀᴠᴀ ᴜᴍᴀ ᴇxᴘʟɪᴄᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴘʀᴀ ᴛᴜᴅᴏ ᴛᴇʀ ᴛᴇʀᴍɪɴᴀᴅᴏ ᴀssɪᴍ.
Aᴛᴇ́ ǫᴜᴇ ᴜᴍ ᴅɪᴀ ᴘᴀssᴀɴᴅᴏ ᴇᴍ ғʀᴇɴᴛᴇ ᴅᴇ ᴜᴍᴀ ᴄᴀsᴀ, ᴏɴᴅᴇ ɴᴇʟᴀ ᴀᴄᴏɴᴛᴇᴄɪᴀ ᴜᴍᴀ ғᴇsᴛᴀ, ᴘᴜᴅᴇ ᴏᴜᴠɪʀ ᴜᴍᴀ ᴄᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ᴍᴇ ᴄʜᴀᴍᴏᴜ ᴀᴛᴇɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ. Pᴏʀ ᴇssᴇ ᴍᴏᴛɪᴠᴏ ᴛᴏᴍᴇɪ ᴄᴏʀᴀɢᴇᴍ ᴇ ᴘʀᴏᴄᴜʀᴇɪ sᴀʙᴇʀ ǫᴜᴀʟ ᴏ ɴᴏᴍᴇ ᴅᴀǫᴜᴇʟᴀ ᴍᴜsɪᴄᴀ, ᴇ ǫᴜᴇᴍ ᴀ ᴄᴀɴᴛᴀᴠᴀ.
Hᴀᴠɪᴀ ɴᴏ ᴘᴏʀᴛᴀ̃ᴏ ᴀʟɢᴜᴍᴀs ᴘᴇssᴏᴀs, ᴇ sᴇᴍ ᴊᴇɪᴛᴏ ᴍᴇ ᴀᴘʀᴏxɪᴍᴇɪ ᴅᴇʟᴀs ᴇ ғᴀʟᴀᴍᴏs ᴜᴍ ᴘᴏᴜᴄᴏ sᴏʙʀᴇ ᴏ ʀᴇɪ ᴇ ᴅᴇ sᴜᴀs ᴄᴀɴᴄ̧ᴏ̃ᴇs.
E ғᴏɪ ᴀssɪᴍ ǫᴜᴇ ᴄᴏɴʜᴇᴄɪ Rᴏʙᴇʀᴛᴏ Cᴀʀʟᴏs ᴇ ᴇssᴀ ᴄᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ᴍᴀʀᴄᴏᴜ ᴀ ᴍɪɴʜᴀ ᴠɪᴅᴀ. Aɴᴛᴇs ᴅᴇ ᴏᴜᴠɪ-ʟᴀ ᴇᴜ ᴍᴇ ғᴀᴢɪᴀ ᴍᴜɪᴛᴀs ᴘᴇʀɢᴜɴᴛᴀs.
—Pᴏʀǫᴜᴇ ᴛᴜᴅᴏ ᴀᴄᴀʙᴏᴜ ᴀssɪᴍ?
—Pᴏʀǫᴜᴇ ᴇʟᴀ ɴᴀ̃ᴏ sᴇ ᴅᴇsᴘᴇᴅɪᴜ ᴅᴇ ᴍɪᴍ?
—Sᴇʀᴀ ǫᴜᴇ sᴇᴜs ᴘᴀɪs ғᴏʀᴀᴍ ᴏ ᴘɪᴠᴏ̂ ᴅᴀ ɴᴏssᴀ sᴇᴘᴀʀᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ?
Pʀᴀ ᴍɪɴʜᴀ sᴜʀᴘʀᴇsᴀ, ɴᴇssᴇ ᴅɪᴀ ᴀ ʀᴇsᴘᴏsᴛᴀ ᴄʜᴇɢᴏᴜ ᴘᴀʀᴀ ᴍɪᴍ, ᴇ ᴇʟᴀ ᴠᴇɪᴏ ᴅᴇ Rᴏʙᴇʀᴛᴏ Cᴀʀʟᴏs, ǫᴜᴇ ᴀᴛʀᴀᴠᴇ́s ᴅᴇ sᴜᴀ ᴠᴏᴢ sᴜᴀᴠᴇ ᴇ ᴍᴀᴄɪᴀ, ᴄᴀɴᴛᴀᴠᴀ ɴᴀ ᴠɪᴛʀᴏʟᴀ ᴅᴀǫᴜᴇʟᴀ ғᴇsᴛᴀ.
Cᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ɴᴜɴᴄᴀ ᴍᴀɪs ᴇsǫᴜᴇᴄɪ ᴅᴏ sᴇᴜ ᴛɪ́ᴛᴜʟᴏ. (Vᴏᴄᴇ̂ ᴊᴀ́ ᴍᴇ ᴇsǫᴜᴇᴄᴇᴜ). E ʜᴏᴊᴇ ǫᴜᴇʀᴏ ʀᴇʟᴇᴍʙʀᴀʀ ᴄᴏᴍ ᴠᴏᴄᴇ̂s ᴇssᴀ ʟɪɴᴅᴀ ᴄᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ᴘᴀʀᴀ ᴍɪᴍ ᴠᴇɪᴏ ᴄᴏᴍᴏ ʀᴇsᴘᴏsᴛᴀs ᴘʀᴀ ᴛᴏᴅᴏs ᴀs ᴘᴇʀɢᴜɴᴛᴀs ǫᴜᴇ ᴇᴜ ғᴀᴢɪᴀ, ᴇ ǫᴜᴇ ᴠɪɴʜᴀᴍ ᴅᴇ ᴜᴍ ᴄᴏʀᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ ǫᴜᴇ ᴛᴀ̃ᴏ ᴄᴇᴅᴏ ᴀᴘʀᴇɴᴅᴇᴜ ǫᴜᴇ ᴏ ᴀᴍᴏʀ, ᴇʟᴇ ᴘᴏᴅᴇ ɴᴏs ғᴀᴢᴇʀ sᴏʀʀɪʀ ᴇ ᴄʜᴏʀᴀʀ.
Essᴀ ғᴏɪ ᴀ ᴍᴜ́sɪᴄᴀ ᴅᴇ Rᴏʙᴇʀᴛᴏ ǫᴜᴇ ᴍᴀʀᴄᴏᴜ ᴀ ᴍɪɴʜᴀ ᴛʀᴀᴊᴇᴛᴏ́ʀɪᴀ ᴅᴇ ᴠɪᴅᴀ. E ᴘʀᴀ ᴠᴏᴄᴇ̂ ǫᴜᴇ ᴇsᴛᴀ́ ʟᴇɴᴅᴏ ᴇssᴇ ᴛᴇxᴛᴏ. Qᴜᴀʟ ᴄᴀɴᴄ̧ᴀ̃ᴏ ᴅᴏ ʀᴇɪ ǫᴜᴇ ᴛᴇ ғᴀᴢ ʟᴇᴍʙʀᴀʀ ᴅᴇ ᴀʟɢᴜᴍ ᴍᴏᴍᴇɴᴛᴏ ᴇsᴘᴇᴄɪᴀʟ ᴇᴍ ǫᴜᴇ ᴠᴏᴄᴇ ᴠɪᴠᴇʟ?
𝕴𝖌𝖔𝖗 𝕽𝖔𝖉𝖗𝖎𝖌𝖚𝖊𝖘 𝕾𝖆𝖓𝖙𝖔𝖘.
Telhado de vidro.
Alguém gritou pega ladrão, e logo um grupo de pessoas cercan um rapaz, e munidas com pedaços de pau em suas mãos começam a agredi-lo. Apavorado o rapaz pede socorro, e diz que nada fez e que nem sabia o porque estava sendo acusado.
Nesse momento eu me encontrava num bar bem próximo de onde tudo estava acontecendo. Incomodado com aquela situação, resolvir intervir a favor do rapaz, chegando perto dos agressores perguntei a eles porque o estavam acusando e qual teria sido o seu crime.
Logo um deles em alta voz me disse que ele era um ladrão e que precisava ser castigado.
Depois de algum tempo descobri que o rapaz havia roubado um botijão de gás, e que estava nentindo ao afirmar que nada tinha feito para merecer aquele castigo; descobri também que ele tinha o costume de praticar pequenos furtos naquele bairro.
Eu estava por ali de passagem, não conhecia ninguém, por isso me afastando um pouco do tumulto peguei meu celular e liguei para polícia, em dez minutos os policiais chegaram; mas antes que pudessem se aproximar, percebi que três dos cinco rapazes agressores deram no pé; e os outros dois foram presos, um deles por ter espancado um vizinho idoso e o outro por agressão a uma mulher.
Ou seja, ambos estavam sendo procurados, e com certeza os outros três que correram também tinha uma dívida com a justiça, e os que ficaram não imaginavam que havia alguma queixa sobre eles, mas como a os policiais não são bobos nem nada…através de seus documentos pucharm a ficha deles e descobriram essas ocorrências.
Resumindo, todos tinham dividas com a justiça, e no entanto estavam ali fazendo papel de juízes, julgadores do rapaz que a pouco roubara um bojão de gás, e assim deram seus vereditos, e por muito pouco não cometeram um assassinato com as próprias mãos.
A conclusão que tirei desse ocorrido é que, o mundo está cheio de pessoas que se atiiraren pedras para o alto correm o risco de vê-las cair no próprio telhado.
Igor Rodrigues Santos.

O homem não deve encontrar satisfação
nos elogios que tecem a respeito de suas
obras, e sim nos benefícios que ela produz.
Igor Rodrigues Santos
Às vezes é preciso cortar o
cordão umbilical do
passado para viver o presente.
O mundo está cheio de ódio, de armas de guerras e de desunião.
Temos do mundo muitos motivos para nos rebelar, é pai matando filho e filho tirando a vida de uma mãe.
É vingança e traição, são julgamentos e condenações, e tudo acontece sem o acusado ter culpa da acusação.
O mundo virou do avesso, o certo agora é errado, o justo é trancafiado, e o criminoso é posto em liberdade.
O povo ficou mais pobre, não porque deixou de comprar o pão, sua pobreza agora é mostrada na falta de esperança e melhoria dessa nação.
Se tem jeito não sei e nem posso afirmar, mas pôr experiência devo um conselho lhe dar.
Se olhe no espelho antes do seu dedo alguém acusar, se seu semblante está mudando... talvez não seja pelo fato da velhice chegar.
De repente pode ser por conta das preocupações ou quem sabe essas marcas no rosto vem das mágoas que você trás no coração.
Igor Rodrigues Santos.
O homem que não suporta a verdade ignora a realidade e os fatos, sua boca não pode dar testemunhos nem mesmo sobre si próprio, seu ouvido só ouve o que lhe convêm.
Igor Rodrigues Santos.
Eu poderia escrever para você uma linda poesia, mas não vou. Hoje quero ser, na minha escrita, o mais simples possível, assim como você foi para mim. Não irei buscar palavras bonitas, direi apenas o que no momento me vem à cabeça e no meu coração.
Minha querida avó, quantas foram às vezes em que fui levado quase à força para a igreja. Você sabia que eu não gostava das missas, porém, por obediência, eu ficava ao seu lado à espera do padre para, em nome de Deus, ele nos abençoar. Mesmo não gostando daquelas reuniões que aconteciam nos estudos bíblicos e que eu era obrigado a fazer, ainda assim frequentei todas elas. Hoje vejo o quanto elas foram importantes para mim, através delas conheci Deus e seu filho Jesus Cristo.
Minha querida vó, muitas coisas guardei em silêncio, pois na época eu ainda não sabia pôr no papel as minhas dores, e somente você; mesmo sem nada eu dizer; entendia o que eu sentia. Ninguém nunca compreendeu o motivo de você ter me dado tanto amor, hoje sei o porquê. O problema é que eles não ouviam o meu coração como você sabia ouvir.
Eu não devia falar tanto sobre mim… mas não tem como não falar, pois em todos os momentos de minha vida você estava lá. Quando minha mãe foi embora, deixando para trás seus três filhos, você estava presente... Quando por muitas vezes nas noites chorei, sentindo a falta de meus irmãos por termos sidos separados... duas mãos nessa hora eu sentia em meu corpo, eram as suas, que carinhosamente me protegiam.
Minha querida avó, tem mais uma coisa que eu não podia deixar de narrar. Sei que nesse instante não me ouves… pois você se encontra em um sono profundo à espera de uma ressurreição, porém mesmo assim, irei dirigir-lhe a palavra.
A senhora se lembra do que me disse… quando uma vez, enquanto voltávamos para casa, e você segurando minha mão ao atravessar a rua, e me protegendo dos carros que passavam em alta velocidade? Talvez você não se lembre, mas eu nunca esqueci. Você me disse que eu deveria, em toda minha vida, ter temor à palavra de Deus. Antes eu pensava que temer a palavra de Deus era sinônimo de medo, mas não é, temor significa reverenciar; admirar; ter respeito e obedecer à sua vontade.
E para terminar esse texto, minha querida avó, tenho mais uma coisa para falar. Na minha história não cabe apontar culpados e nem pedidos de perdão, o que cabe é agradecer por agora eu poder compreender, que as pessoas amam como sabem amar e que não nos cabe a elas julgar.
Igor Rodrigues Santos.
Em homenagem à Preta Gil, eu compus essa canção.
A pessoa que toma decisões fundamentadas no ódio nunca terá condições de pensar com lógica e tão pouco ter controle emocional.
Geralmente pessoas assim só acreditam no que ouvem, desde que estejam certas de que aquilo que estão ouvindo esteja de acordo com suas ideologias, elas não são pessoas ruins, não é isso, provavelmente cresceram em um ambiente de desigualdade, e por isso não aprenderam a respeitar a opinião do outro, e em certos momentos não são capazes de enxergar o sofrimento de alguém.
Em último caso, penso que essa pessoa pode ter sofrido uma boa lavagem cerebral.
Igor Rodrigues Santos
Ele a amava tanto que, antes de partir, fez a ela um pedido: pediu para que sua amada, todas às vezes que dele sentisse saudades... que à noite ela recostasse sua cabeça no travesseiro, abrisse sua janela e sentisse o tocar dos ventos em sua pele, pois lá estaria ele.
Antes de partir, disse ele para ela, que seguraria as mãos do vento, e assim, sempre que a menor das pequenas e leves brisas adentrasse em seu quarto, nela estariam suas mãos a acariciar seu corpo.
E assim, todas às noites, ela fazia, após visitar em sonhos o túmulo do seu amado.
Igor Rodrigues Santos.
POESIA DA ALMA.
A noite se fazia calma, e a brisa úmida congelava nossos corpos. Lobos uivavam entre árvores que pareciam estarem ali como testemunhas de todos os atos e de tudo o que naquele momento acontecia.
No solo uma breve camada de folhagem seca preparada para acomodar nossos corpos.
Nossos desejos ardiam como lavras saídas de um vulcão em erupção. Tudo estava perfeito, nossos olhos se cruzavam e lentamente minhas mãos percorriam todo seu corpo em busca do suave tocar de sua pele entre meus dedos.
O cheiro do amor se fazia presente em nosso paladar, e entrelaçados, nossos corpos banhavam-se de prazer.
E assim então, aquela foi a noite mais linda que vivi e pude ter; fizemos amor, sem o amor acontecer.
Tudo aconteceu sem a gente perceber, foi consensual. Escrevemos uma história que jamais alguém poderá ler, é como o mais lindo dos textos escritos, que somente o encontro de almas sabem ditar e escrever.
Igor Rodrigues Santos