Posts de João Batista De Campos (131)

Dar-lhe-ia o paraíso

 

Dar-lhe-ia o paraíso


Dar-lhe-ia o paraíso se a mim me fosse possível!
Não me leve  a mal se o meu sentimento extrapola o pólo do sol poente; polo com acento
não há mais quem  agüente, tampouco, esse  trema, que como  eu ainda  trema  um  pouco,
pois, nesse  crepuscular  o  meu velho  coração crescente, pergunta mouco: Onde se encon-
tra  meu bem? Vivemos tanto  tempo o  mesmo  tempo  de antanho, portanto, o meu amor
estranho aumenta vindo desse tempo  ausente. A luz do firmamento é  tão  ínfima perto
desta santa  lembrança, pois, o seu coração resplandecente, esquenta a minha pobre
memória carente. Somente as velhas lembranças  acalentam-me, enlouquecem-me,
e aquecem-me, e a dúvida permanece: Onde está você? Somente agora sei avali-
zar a sua presença em formato de ausência, mas  nada  mais dá pra fazer a não
ser, saber: onde está você? Hoje o meu melhor companheiro é o seu velho tra-
vesseiro com o seu cheiro conservado pelo meu pensamento esgarçado. Em-
bora, seja meio triste-engraçado, quando  acordo e olho ao lado vejo o aman-
tíssimo Pedro, o seu velho gato rosnando, posto deva estar agradando-o com
aquele antigo amor profano, causador do meu ignorante ciúme ao sentir o seu
extrassensível  perfume...  Cadê você,  afinal;  onde  foi que chafurdou?
Deixe-me  dormir, acordando para novos  encontros com você, somente
assim poderei sentir o seu calor musical, colorindo com o mais odorífico
amor o sonho desse moribundo e velho trovador mortal! Estou pensando
seriamente em não mais acordar...

  
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Abajur amarelo

Abajur Amarelo

 

Abajur Amarelo, aliás, bem singelo, o qual a mim me marcou com um estranho sentimento de olhar vago no firmamento de amor marrento. Restando-me a dor deste lamento produzido pelo nosso desentendimento. Há fato na vida, passado por direito torto adquirido pelo qual não faz nenhum sentido e que traz o lanho de profunda dor. Associação de um coração partido na visão gostosa de perfumosa flor. Porém, estranha e poderosa de visceral entranha cacofônica, enfronhada na minha mente com o gosto de aguardente e de azinhavre quente. Uma porta que se abre e jamais se fecha à mecha de amor cravada por esta flexa invisível de inexplicável carência saudável. Sim, porque ai de mim sem essa indelével lembrança amável. Criação mental de uma paixão platônica e frustrante de ilusão afável e faraônica. Beligerante, que vem do além na luta sentimental de um tempo já bem distante. Agora, meu amigo Abajur Amarelo; ela se foi, mas você insiste em resistir nesta luta renhida de ilusão, a dar vida a minha vida parida, no profundo do meu modesto coração canhestro pela sua eterna visão. Com o tempo vai-me virando pelo avesso. Meu velho amigo que vem dormir comigo desde o começo nas noites quentes e nas noites frias e me acompanha até aos confins do dia. Você é tudo que eu mereço meu companheiro inseparável, que não tem preço. Resquício de um enorme precipício instável no qual me precipita às penas do meu velho travesseiro na conservação do antigo e jovem cheiro brejeiro qual a mim me restou nesta infindável briga de amor trigueiro. À macela onde este amor se encerra, então partiremos a outras eternas terras. Oh... Que gafe que a mim me desgaste ao dizer macela e depois penas, na realidade pena é a ausência dela qual me apena, pois, apenas ela é maior do que as penas ou a macela.


Andarilhos da eternidade...

 

  
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Loucuras dum poeta


Loucuras dum poeta

Hoje escrevo de qualquer jeito!

Com todo o meu respeito, hoje me pego de jeito ao desabafar o meu peito. Pouco me importa o destino, escrevo a qualquer feito. Feito a jovem-menino ou velha criança a despeito de careca de cabelos grisalhos. Ou à poeta bem falho. Ouço o som de cor paranóica. Se esta mensagem está torta... Se me escondo debaixo da cama esperando a abertura da porta. Ou se escuto o ronco de um porco puro de amor pela porca que reclama. Pois, então que chafurdem na lama. Está me achando desconexo, anexo do lado errado, ou apenso e sem senso, aqui debaixo da cama... Pois, saiba meu bom amigo, não se implique tanto comigo, sentimentos podem ser traduzidos em vários idiomas e estado de sentidos. Porém, se não quer enxergar, obrigado. Assim mesmo fico agradecido por ser premiado a escrever loucuras as quais, eu sinto ao dizer com ternura: Sem o dissabor de absinto. E o faço com o sexto sentido. Porém, se você é normal e leu até aqui esse mal... Cuidado, você poderá ser meu rival e quererá disputar loucuras comigo...

Muito obrigado e tchau... tchau, meu amigo...

 

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Pingo de amor

pingo

de

amor

 

poeta, músico por excelência

ao vibrato vocal de sua poesia

na ondulação expressiva  mental

de sua paixão  ideal. a sua poesia

completa sua  real fantasia dia a  dia.

como  o pintor ao tocar com seu pincel

à  arte  formidável  de antanho menestrel.

paz, fé, dignidade, amor o povo diz  em coro

à  Midas, ao vê-lo transformar estanho em ouro.

ao  tocar  à flor, o  poeta exala  o perfume do amor,

fala, vibra, dando  vida reta à natureza  morta do pintor.

seu pincel tange na plangência sonora e cromática da dor

pungente a qual toca o coração de toda a gente, porém, vem

consequentemente a alegria triunfar e sobrepujar ao tomar lugar

da  dor, sempre  ao se ouvir  a  voz do poeta trovador benemerente

neste sínodo, bruxo como a pancada do cinzel do escultor presente,

amaciante  como amorável  juiz ao padecer  do paciente inocente.

neste

badalo

você está

presente,

badalando

sino aqui

vigente.

poeta você está presente em toda a gente

a rodopiar neste pião ao perder a rima

constantemente.

na etérea simetria matemática, maestro, maestrina, santa mão

de quem segura o cinzel. com  maestria e  performance de mestre,

semelhante à batuta do cientista da palavra de quem lavra com a fala

no  justo tribunal, empunhando  sua espada  sem  ignorar a tertúlia

do  exímio ou do rábula em sua fábula, ou ao punhal do irmão

o qual tornou-se irracional. apenas um imortal em ação

com  seu  bisturi  à mão a livrar o contraventor

da tão velha contravenção, avençando

sempre à memória de referência

sem igual em deferência

à  obra  imortal

do  amor

maior

D

e

u

s

.

 

para

perder

a  rima

em sua

cisma.

 

poeta,

pingo

de mel

 

 

 

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Por engano

 
 
Por engano
 
A verdade mental de uma mente insana-normal.
Continue a leitura deste breve brevê duma mente voadora para então entender a loucura desta criatura, que está a escrever sua breve-mental aventura a qual não se dá pra prever.
Não vou deixar para o próximo mês, tampouco, para próxima semana que já se aproxima, não, não, vou expor agora muito pouco do que penso de uma vida apensa em meu frágil sentido. 
Para o próximo ano?
Nem pensar!
Pois, não sei se amanhã vou chegar...
Então vou começar a falar, quiçá, bostejar o meu relatar mental.
Perdoe-me, não me leve a mal, procure entender este pobre mortal.
É por engano que me vejo perdido em meu velho plano, aqui neste plano. Tenho como pano de fundo o vislumbrar do fim do mundo, às vezes do fim do ano. Jovem ainda, sonhando como menino com o primeiro amor, cheirando à mais perfumosa flor, porém, o tempo se vai e minha lembrança se esvai em meu sonho bisonho o qual a cooperar com a minha insanidade mental obtida pela idade fatal, quiçá, caducidade, mas ainda estou vivo, com o direito de sonhar torto ou direito, pelo meu bem feito ou desfeito absolto, porém, não reclamo da sorte, pois, “sonhar é viver” como diz o antigo ditado com sentido ambíguo ou trocado.
O meu jeito de sonhar jamais vai alguém prejudicar, e depois de ver tanta fatalidade moral neste quintal; não vejo ninguém a me criticar. Ponto final!
Olhando ao espelho de frente ou indiferentemente de lado, fico alheio, não me enxergo à cego mais belo ou mais feio, minha esperança é o meu esteio, depois disso tudo ao vestir o sobretudo não serei mais do que poeira, simplesmente asneira com toda essas besteiras. 
Mudando um pouco de rumo diante de sua velha e amarfanhada foto, denoto que aquela beldade também se desfez na mais infiel insensatez, talvez crueldade, restando apenas o resquício danado o qual se tem por ofício quadrado, porém, não me sinto culpado, seria idiotice, já que confesso nada saber disso tudo, contudo em minha mente criadora de ilusão tudo fica bom, na invenção de paraíso nem que nisso me ache cretino apoiado num inventado destino culpado de tudo. Essa é a grande ilusão.
É a vida, meu amor, pois, secou a nossa flor, e a flor já se foi desse nosso ressequido jardim, até o belo e jovem jasmim murchou, assim deixando o exemplo do bem desta vida finda, mesmo que linda ludibria a nossa vaidade. Vida ilusória, recheada de mentiras, Bug do Milênio, Fim do Mundo, Guerra Fria, Guerra Santa, Santa Inquisição, político ladrão, que inverno quente tem a gente como agente deste inferno, que vida insossa, mas não quando se sonha com um amor vívido vivido, mesmo que perdido, assim vale a vida nesse lastimoso vale amoroso.
Sem querer blasfemar, me assunto neste assunto e pergunto: Será que o Criador também passa por desagradável processo? Ou tem criado esse planeta perneta somente aos seus queridos filhos manietados manetas, pra ficar bem esquisito e pleonástico nesse elástico planeta e sem sentido do verbo aqui verbalizado na escrita? 
Esse elo religioso com Deus o qual nada tem a ver com isso, porém, está escrito que Deus mandou o seu único filho chamado: Jesus a passar pelo Cristo da cruz. E se esse cara santo fosse o seu filho o que faria com ele?
Perdão pela minha total ignorância da qual nada sei, portanto, tomo a liberdade de contestar outra vez contra o que nada sei realmente, qual mentira se impregna em minha mente. Tal desconfiança me afiança de que nada sei nem mesmo da minha própria ignorância, quiçá, lucidez.
Sinto-me objeto de um enorme e pequeno laboratório; diante de tantas estrelas desabitadas ante esse universo o qual penso ver.
Neste exato momento vejo mais uma estrela cadente.
De repente me vejo sorridente sem meus mordentes.
Apesar da confusão aparente, tento ser transparente.
Apesar do meu reclame, apenas ame, mesmo sem saber o porquê, vale a pena dizer! Tenha certeza dessa realeza, pois, se amar será feliz até nessa vida de estranha pobreza!
 
jbcampos

 
 
 
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Ego do alter ego

 

 

Ego do alter ego
 
Hoje, nesta madrugada fria, treze de julho de dois mil e dezoito, acordei meio afoito, minha visão ardia, sono não havia; encasquetado, girando para os dois lados com uma fórmula matemática na cabeça, daquelas que não servem para muita coisa a não ser para a matemática pura que o ego apura, fazendo resplandecer tal cultura e que a ela enriqueça. 
Uma imagem em meu ego fazia-se aparecer, era um tal Pitágoras que se dizia filósofo e matemático e a mim me exprimia:
- Sabia João, que ao olhar com exatidão, atualmente vejo sem termo de comparação que; apenas dois números tomam conta desta digital situação. São os binários em fantástica correria os quais no meu tempo não urgia, meu irmão, esse atletismo de histeria. 
Ai lhe perguntei: 
- Mestre; realmente seriam dois mais dois iguais a quatro?
A mim me parecia velho conhecido de tempos idos.
Surpreendia-me, quando dizia o sábio em seu sábio relato com certa supremacia, velhaca ironia:
- Analisando os fatos, os números não são exatos, pois, nada sendo igual a nada, torna-se essa relação apenas relativa. Dízimas periódicas simples ou compostas com os logarítmos já dão essa simples resposta, ciência exata não existe não, a não ser no sistema sistêmico de escolar organização. 
Enquanto, proseava com o matemático, cheio de cismas, eis que se aproximam dois cavalheiros, e ao lhes voltear meu olhar, na mão de um deles avistei um voltímetro, e na do outro um violino roto.
Meio atônito com aquela visão, e por não ter muito a ver com essa relação, levantei-me para saber se sabia escrever.
Oh… Meus Deus! 
Ah… Já me esquecia do que Pitágoras dizia sobre o número de ouro; e do pi por não ser exato também, porém, mudando o assunto vamos além.
Quanta cacofonia redundante e pleonástica em mim adjetivei. Analisei, analisei tudo aquilo que lia, e me orgulhei de ser mais um brasileiro-lusófono, pois, meus companheiros de poesias naquele momento me deram enorme lição de alegria pela sabedoria de seus pensamentos, pois, em suas poesias, textos e poemas, somavam-se só maravilhas maravilhosas, somente para alimentar o meu ego-vício novamente redundei com redundância desastrosa, somente para rimar o que dizia sem o menor sacrifício, pois é, sem demagogia, não sou sequer um pequeno apóstolo em suas epístolas poéticas, sem rimas ou com métricas.
Naveguei, naveguei, até porque já ouvi  dizer que navegar é preciso, porém, o que realmente é preciso: É se olhar e ver com bom e humilde juízo, foi assim que ajuizei, e entendi de que nada sei de preciso, porém, gostaria de ser preciso ao escrever.
Apenas o meu ego alisei.
Cada poeta-escritor caracterizando o seu bom odor, perfume dos deuses, do divino amor, traduzido em alegria e humor. 
Nomes não citarei para injustiça não cometer.
Parabéns aos meus poetas-professores com muitas flores, simbolizando o amor pela alegria em poemas e poesias, diademas de suas lindas postagens revertidas em mensagens, linimentos, alimentos de nossas almas, armas preferidas e proferidas como espadas nas mãos de exímios espadachins do amor. Como diria em frase informal: Etcetera e tal à maravilhosa poesia digital.
Com muita licença poética:
Saudações ao poeta digital, ou a qualquer poeta que digite ou declame seu reclame desigual.
Ah… Aqueles dois cavalheiros que seguravam os instrumentos nas mãos; eram nada mais nada menos do que Paganini e Tesla, dois xarás que vieram a tomar chá com os mestres daquela visão, porém, a lhes esperar Patativa estava também, com seu cordel na mão esquerda para que a direita não visse sua tradução.
Então me apercebi daquilo que via, tais grandiosas eram  minhas companhias, quando meu querido neto bate à porta para me beijar como o faz todos os dias. Quando ele me beijou esqueci as demais companhias, e até agora é só alegria.
 
jbcampos
 
 
 
 
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Preciso de quase nada

Preciso de quase nada

 

Nesta espinhosa e feliz jornada;  preciso de quase nada.

Levantar cedo, se preciso, porém,  evito as madrugadas.

Creio que,  neste sentido se aplica a  desejada felicidade.

Simples assim,  ser feliz foi única boa escolha  que eu fiz,

vou  mais longe;  pra um velhote ao qual  dispensa idade

adotei  logo  a  simplicidade  da velha sensatez, eis  o xis

da  antiga  questão, comerei  feliz no simples prato  raso

carne  de pato,  ou saboroso  arroz e feijão e que  arraso

se lá tiver  vinho, moqueca de camarão. E por que não

meu  bom vizinho, não  pense que vivo a comer sozi-

nho,  não, a ninguém  espezinho tendo esta mortal

condição.  Quando  não,  meus  netos,  filhos,

irmãos, e sobrinhos. Na realidade tenho

a  liberdade  quando estou  sozi-

nho.  Bem, meu  irmão,

tenho  por fiel

compa-

nhe-

ira

a  

so

li

dão

a do-

na do

meu en-

canecido

coração!  As

minhas   vestes?

Que tolice, há  muito

já lhe disse: Uso uma peça

por  vez, no meu  carro, apenas

um  assento, e  no meu pé direito,  eis

o mesmo sapato outra vez. Eis o belo teste de

lucidez. na pureza singela à vida vívido-vivida em

rosa-amarelo.  Brindemos com essa taça à nossa raça.

 

Ah...   Aqui se encerra toda a sábia filosofia,

na  geografia desta  bela existência na qual

vivemos  sem transparência  da simplici-

dade  da divina  sabedoria, sendo que

a veraz  felicidade  se encontra  no

coração de qualquer idade de a-z.

Ei-la:   Grande  sabedoria  que

os sábios jamais saboreiam,

vivendo  alheios em  seus

devaneios, onde seus ol-

hos não veem em busca

das glórias que se aca-

bam aqui, sapiências

quais ficam pra  histó

ria  já  há muito conhe

cida, porém,  por poucos

apreendidas. Seja rico, seja  pobre, seja humano,

seja tudo, seja  nada, quando for quase tudo

isso, ao  menos terá  vivido a vida,  terá

aprendido   a   antiga  maneira   fabu-

losa de bem-viver. Comece  agora,

sendo humilde pra  essas práti-

cas exercer. O seu erro pode

estar ao se comparar com

seu vizinho, pois, ainda

não aprendeu a andar

sozinho  nesta clara solidão, cuja  negritude

está  na  cabeça  pobre  e podre  do racista

qual  não se  põe  na  lista  de  pobre-no-

bres  mortais  a fazer distinção  de co-

res  de seu  espectro  de solidão  in-

sólita.  Ao ir, quiçá,  volte jamais.

 

Sucesso nesse mais alto empreendimento de sua vida!

 

Seja feliz!

 

 
 
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Apenas uma lágrima

Apenas uma lágrima

é

Na

que

le dia

qual nin-

guém   sabe,

tampouco, alguém

sabia,  você me aparecia.

Uma lágrima, apenas uma lágri-

ma sobre o seu  delicado rosto escor-

ria, e a  mim você fluía. Foi a mais alegre

melancolia,  não sabia se chorava ou se  ria.

Estranho   fora a minha  paixão até o final da-

quele  dia. Você se   evaporou, deixando clarifi-

cada lembrança,  pois, o sol da esperança a

mim você prendia  pela platônica aliança

daquele orvalho à navalha qual o meu

coração feria. Hoje comprometido,

você retorna linda e faceira

a mexer no meu frágil

sentido,  pensei

em asneira.

Mas

 

Tenho novo amor desabrochado

nas lágrimas de orvalho de uma

paixão  fagueira. Querida, esque-

çamos  esse atalho,  deixemos de

besteira, pois, há  amor tão delicado

à  bela  flor desguarnecida  a sobreviver

apenas com uma  gota de orvalho. Vamos

tecendo a  vida nessa  colcha de retalhos.

Deixemos para outra oportunidade, se

é que crê na eternidade.

 

Não há quem aguente se a gota

é maior do que o recipiente.

 

Eis a vida pregando suas peças.

jbcampos

 

 
 
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A bola da vez

 

A bola da vez

meu Deus, o Senhor não é brasileiro, cadê o  seu jeitinho?

com todo o respeito e carinho, apesar  de doer no meu pe-

ito, na  realidade não estou  pensando direito. tem  sujeito

que  morre  por  causa  de  uma mera  ilusão  recheada  de

ignorância nessa velha ânsia anciã de  ser campeão. boba-

gem eles ficam com a derrota da glória  de falsa vitória, en-

quanto, você  morre do coração, além do  dinheiro de mon-

tão,  se  você é patriota, com mil perdões, ou  idiota a pagar

pseudo derrota? e eles felizes em suas  mansões que valem

bilhões, afinal o que esses caras produzem? agora servindo

de  chacota  o nosso pavilhão se apresenta diante dessa en-

crenca.  você já se apercebeu o quanto está  pagando para o

cabral, cabra safado, e ao  josé dirceu, e lá na cidade maravil-

hosa,  que  coisa  hodienda  e  odiosa,  crianças sem remédios

morrendo de  fome, enquanto,  em  suas residências  maravilho-

sas cumprem  pena, que pena que  não seja  no inverno do  infer-

no, agora se o  inferno é aqui, nós  povo, de longe  perdemos a es-

ses anjos de luz. é, aqueles  despejados dos céus  pelo  todo  Pode-

roso. não  é o escritor que diz, está lá no livro santo, Jesus  à  destra

do  Pai,  aí  houve  uma  desavença  qualquer  lá  no céus, e o escritor

sem entender que nos céus hajam  desavenças quais avençam man-

dar  alguns  diabos  aqui  para  nos  tentar.  será  que  esses caras

não  estão sentados lá no Senado, ou  na  Câmara dos deputa-

dos? ganhando um dinheirão safado  e o país desgraçado!

multidão  pedinte  de  esmola, ainda  se  fala  em  eleição.

país  democrático,  onde se obriga a votar, ora  bolas, cadê

aquela bola que iria  rolar para  o bem da nação?  vou  parar por

aqui, porque, pode  sobrar para mim, tenho de ser um patriota  covar-

de  com  medo até de morrer não sou nem saci.  Dá para  você  entender?

volto a escrever: Demo = demônio - Cracia = governo? quem tiver entendi-

mento  entenda  ou  mais tarde  se  arrependa, por não ter  consultado a ne-

urociência para destrinchar essa  sua  cabeça  que  os  prestidigitadores es-

garçam  através   de  suas  velhas  farsas.  você  enxerga  mais  não  vê  seu

coelho  enfiado  em  sua  meia  de  futebol,  se  deliciando  em  seu arrebol.

rindo  da  nossa  cara,  nêgo,  cadê   o  seu  velho  emprego? tá  no bolso

de  alguém,  cuidado  que  esse  bicho  vem  chegando  de  lado é mui-

to  engraçado  esse  trem,  tome  todo  o  cuidado.  sim!  é  o  trem

vindo  de  lado  com  o  mal  complicado,  até  logo,  obrigado.

 Satanás está solto por aí!

 

jbcampos

 

 
 
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O pintor de paredes

 
O pintor de paredes
 
 

Um dia, há várias décadas o amanuense

pensava em ser pintor. Não,  não é de parede não;

até porque de parede já o era e naquela espera de pintar

tela, também  meditava naquilo  que acreditava. Em sua falta

de modéstia meditava em Rafael, Da Vinci, Van Gogh, enfim como

deve ser  um poeta sonhador. Numa confortável tarde, num profun-

do relaxamento, após já haver pintado mil telas, ouviu  uma meiga

voz:  Escreva meu filho, essa é  a sua missão, o pintor retrucou,

mas;  meu Senhor, “ um quadro fala por mil palavras”, ouviu-

se a tréplica, levanta-te daí vagaroso ser, pois, acabo de

me compadecer de ignóbil ser sem querer me abor-

recer, quando um quadro fala por mil palavras

não se lavra para qualquer ser, esse ser há

de ser quase iluminado, como esse aí ao teu

lado. Ao  meu lado?  Pensou que fosse o seu cunhado

o qual passava todo empertigado, o cara era meio enjoado.

Ah… Qual  era o assunto mesmo? Ah… Sim sobre o cara que

queria   pintar e  bordar o sete.  Porém, o pintor era  teimoso e

manhoso,   passando a   mão num cinzel    foi quebrar pedras

para  disfarçar   a insensatez   da sua morbidez  como se bu-

rilasse  os céus,  porém, naquela  virtual besteira,   sobre uma

esteira  ao esculpir  tanta poeira não a resistiu. Mas aquela ben-

dita poeira o fez desistir  ao invés, êpa, ou em vez de  resistir?

Ah… Só por essa vez, ou por esta vez, agora sou escritor, faça-

me o favor, que se lasque o português, ele que fique lá na sua

padaria  todos os dias  com seu freguês, somente desta vez.

com o circunflexo e tudo, seu português barrigudo. A medi-

tação foi a sua salvação, foi de lá que veio a

amorável  imposição.  A musa o tomou pela

mão e o  fez escrever  ao lado duma tela  para sair

daquela  megera rejeição  e partir para uma nova

era  qual não era a sua menor  intenção, ou era?

Lembrou-se  do seu quadro chamado: Pantera

Negra, enquanto  em sua testa formava uma nesga,

quando  o pintor  acordou, acordou que  uma no-

va  era chegou,  então pintor-poeta  pensou, a-

gora  vou escrever poesias, tentando sair da

pintura, qual  tortura o fez escritor estético

com   teclado cheio de pinceladas enxoval-

hando o monitor de uma dessas máquinas

modernas  com tinta azul claro, como di-

ria Pablo Neruda a um Carteiro qualquer

em seu poema raro na intenção de que

dali saísse um salvador Dali

esperando Gala e Pablo Picasso

dentro de tempestuosa Guernica  violenta.

Ah… o pintor já estava esquecendo de Victor

Brecheret empurrando uma manada numa praça

da  São Paulo da  Garoa um “Monumento às  Ban-

deiras”.  Daí pra frente  passou a escrever até que

perdeu  o senso  tornando-se  dependente do vício.

Até o  velho negro  felino do poeta ficou boquiaberto,

já, meio digitalizado com  qualquer editor apropriado.

Aí, meio contrariado  o poeta resmungou: Que se dane

a orelha de Van Gogh e foi escrever todos os dias suas

poesias!

Pode?


O vício da arte é um problema muito sério!


MUNDO MÁGICO DAS ARTES.

 

 
 
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Anhangabaú

 

Anhangabaú

  Nas névoas obnubiladas onde dormisse

o passaredo inebriado pela leve neblina

e, a quem acordasse  mais cedo, posto

que não houvesse nenhum segredo, e

fosse a agitada  cidade tão rápida como

torpedo. E por lá  Já existissem os “ramos”  

de  Azevedo  na mais plena  mocidade. Antigo  

cerne  a discernir  seus impregnados  segredos. Lá

sobejavam frondosos arvoredos. A lua derramava o seu

pranto de luz do Largo da Luz, passando pelo São Bento da

Cruz ao  sapientíssimo São Francisco  de Jesus. Não metere-

mos  aqui a religião. Embora,  se atocovelasse empolada multi-

dão.  Castro  e Barbosa  com seus pergaminhos nas mãos e muita

prosa se fazia da vertiginosa poesia  de antanhos dias transforma-

rem-se  em belíssimas  canções. São Paulo da Garoa, nave de boa

proa.  Nela continuavam seus  capitães a soletrarem seus versos

e  os de  Camões.  Abolicionismo  de  Nabuco a rezar o seu terço.

Século  dezenove,  onde  descartava grande nome:  Fagundes,

para  não misturar o Azevedo, que aqui se confunde, qual po-

eta Varela  respeitava  sem  medo.  Logo  seguiria do: Bexi-

ga, Rubinato e seus Demônios natos da garoa. Fato que

faria alusão  à paixão  da miscigenação do ítalo-lusófo-

no-alemão.  E de tantos  outros irmãos, somente pres-

tar a  atenção, gente,  índole boa, também de coração.

Quem diria que, tal megalópole pudesse à galope pro-

duzir  tamanha  poesia  apinhada  de  tantas estrofes.


jbcampos

 

 

MUNDO MÁGICO DA POESIA

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Um violino por acaso

Um violino por acaso

Viver é degustar a simplicidade da vida.

É errar ao ver um violoncelo e confundi-

lo  com  chinelo, à  ladino  ver um violino.

É se perder  na estrada do próprio destino.

É  ouvir o farfalhar  do ar puro na natureza,

ou na fuligem asfáltica da riqueza. Atender

ao zunir  da ventania  com  alegria, olhar ao

próximo bem próximo  do amor como uma

apaixonada donzela  fita à flor, sem jamais

deixar faltar em si a cortesia.  É respirar o

som melancólico da proeza. É requerer

da vida a generosidade. Esse é o dire-

ito já adquirido. Se por acaso, e até

por necessidade, e se for o caso;

mudar de sentido. É se embebe-

dar com a água límpida da nas-

cente;  encontrar  com pessoa

simplesmente  decente. A  bem

da verdade; ela pode  ser diferen-

te, pode crer ou acreditar se quiser

 fique à vontade... Mas  às vezes ela é mais

decente  do que a gente. É ser puro quase  semel-

hante à pureza adstringente. É ser amigo do feio enfe-

itado de beleza transparente. É sorrir desbragadamente

a mostrar os descorados dentes, sem ficar preocupado

em derrubar a dentadura  sobre a ferradura de alguma

cavalgadura que  esteja presente ao  lado. E a vida

sendo toda  essa enorme festa,  usar o olho que se

tem no centro da testa. Se faltar algum canino fazer-

se  de menino. Amolar os molares e deles abrir suas

frestas... E  jamais, confundir  melancia com pepino.

Para viver a arte da vida é  necessário entender o que

é despojamento ao deixar de  ser o centro. Ser centrado

no alvo do verdadeiro documento. É fazer do crepúsculo o

mais belo alvorecer. É indubitavelmente a simplicidade de

se fazer crescer! É ser gente  grande com a grande força

dum jumento. É  amar a natureza, seja  ela a de fora ou

a de dentro. Desprezar a dor do enfadonho tormento. É

enxergar  os mínimos  detalhes a fazerem a  diferença.

avençar ao avanço  na fidelidade da própria crença.

É  ter mente albina que supere a  do mais inteligen-

te  paquiderme.  É deixar a escrotice  de ser humano

semelhante  ao verme... Encarar a vida com desvencil-

hamento ao desprender-se da ignorância que causa a ân-

sia  somente  de olhar o futuro inferno. É ser um fino vaso

embasado  no  discernimento,  e  envasado  de  bom  argu-

mento. Ser um levíssimo violino a  violar  qualquer destino.

Ser  apenas  um entre  vários,  sem necessitar ser um fino

Stradivarius.  É  dar  azo  ao  extravaso do extravasamento

contrário  quando se sente a alegria  no nada divino. Viver

eternamente  em qualquer eternidade, tornando-se sibilino

ao sonoro som do divino sino. E continuando o Pensador

a cismar: Encolhido num canto qualquer, consigo a

prosear: Sentir a vida com a devida simplicidade,

ser auto mestre da real realidade. É estar no mais

fino lar, ou no estábulo a trabalhar, tanto fez como

tanto faz. É perceber a  alegria amorável no imo do

coração,  independente  de crença e do tipo de oração.

É estender a mão ao querido irmão. É se aconselhar a dar

conselho sem jamais cobrar. É doar-se a tudo e a todos pela

osmose da extensão. É deixar que o mundo rode, pois, Ele foi

Deus na  manjedoura, como  no reino de Herodes. É provar do

dulcíssimo  nirvana; É sair fora dessa caravana...  “É ser Ami-

go do rei, fazer uso de toda a força humana. Mesmo que na-

da tenha a escolher. É levar um cutucão na ilharga, passar

alguns dias em Pasárgada. “Navegar é preciso além de

Trapobana”. Não é   nada  do nada, é simplesmente

viver!  Sem a ninguém condenar,  porém, com a

consciência  de  não  se   condenar   também.

Que  aqui  não  fique  o  entendido  pelo  não

entender,  pois,  viver  é  a melhor maneira de

crescer ao alvorecer do amor do  benquerer...

A felicidade é plenamente intrínseca!

O pensador não para de pensar…

 

jbcampos

 

MUNDO MÁGICO DA POESIA

 

 
 
Saiba mais…

artista da prosa

artista da prosa

poeta, você é filósofo-pensador,

que musicaliza as palavras, como

o escultor que lavra a madeira com

a goiva e seu  macete, marchetando

a  obra, e  vai dando  vida ao mogno

bruto,  enfim, burilando  a pedra, ou

cinzelando  a  tela  com  seu  pincel.

poeta,   você  é  músico  por  exce-

lência,  como  o  pintor que  toca

com seus matizes, dando  vi-

da à natureza  morta. seu

pincel  tange na plan-

gência  sonora e

cromática  e

na etérea

simetria

matemática,

com maestria

de mestre  arqui-

tetando   o  habitat,

semelhante  ao bisturi

do  cientista, vislumbran-

do a  beleza  da vida, qual a

batuta do maestro.  Parabéns,

você é o  profeta a proferir pala-

vras eivadas  de "amor", com cer-

teza   a  maior  de  todas  as   artes!

porém,  com  a  palavra poética Deus

do além  disse  também:  faça-se  isso,

faça-se  aquilo, fazendo  o homem tam-

bém  fez o esquilo bem  tranquilo; antes

fez o belo horizonte e montes aos quilos.

 

jbcampos


mundo mágico da poesia

Saiba mais…

A minha fantasia

A minha fantasia

 

Num belo dia no qual lia minha fantasia

ao sentir o  arfar  do  meu  pobre coração,

percebi  o  afagar  amoroso de suas mãos.

Era  o amor do  ardoroso e curável dom.

Para  não me  ver atrelado à filosofia

foi  me dito  à luz da  dignidade:

Filho, você  ainda é novo

à  visão - eternidade.

Deixe  de ilusão,

vá à claridade.

Empunhe

a sua

luz referta

de  humildade.

Imponha sua mão

e cure  o  seu  irmão.

Saí  à  busca desta  feliz

verdade  qual  foi  a  minha

felicidade,  pois, lá  ele  vinha

trazendo  seu  candeeiro luzidio

à barganha  de  minhas  entranhas.

Na realidade foi à busca feliz que fiz.

 

A permuta foi

justa, a troca foi

feita, a luz  foi per-

feita.  Curei  e  fui

curado, sonhos  

realizados.

 

A paz é a verdadeira saúde.

 

jbcampos

 

Saiba mais…

Por que você é poeta?

Por que você é poeta?

 

À

Pé,

Ou a

Carro.

A mente

é a  poetisa.

Profetisa da fé.

Escrava do carrasco

com cortesia, jamais o é.

Na tecla afiada de sua pena,

com a cor e o odor de açucena,

é amor de Jesus à Maria Madalena.

O  seu  amor traz o psico valor à cena

da  vida.  Elevando  a  alma  abatida.

Por  isto você  está aqui inserida.

Poesia é!  É amor-compaixão!

Representa a Deus, na dor,

no  torpor  do seu irmão.

Não é juiz que; apenas

apena com esta pena.

Na cena de um crime

passional – emudece,

padece  e  permanece

imparcial,  mas  acena:

Jamais   pratique  o mal!

Por isto…  Você é poeta!

Rei, ou rainha sem igual.

Jogral ou profetiza-atleta.

Abominando o ódio

caminha rumo

ao pódio

do alto

astral.

Paz!

Fé!

É

 

Poeta viril, você tem sexo de anjo, você é “Amor” sutil!

 

MUNDO MÁGICO DA POESIA

 

Saiba mais…

Que olhar mais atrevido

 

Que olhar mais atrevido

 

Ao vislumbrar seu atrevido olhar,

confesso:  Fiquei bastante inibido,

porém, fui  abduzido  pelo sonhar

de  um  violento  amor  descabido.

O seu olhar  invadiu o  meu  mar,

ao marejar  de  minhas  lágrimas

cintilantes, num  rápido chispar

de uma  emoção  tão  brilhante.

Agora  você  é  atriz, e eu por

um triz,  mero  coadjuvante.

 

A paixão é mistério profundo

a  corroer  o  peito do amante

galanteador galante-imundo,

ou  de  uma simplória mente,

de um apaixonado vacilante.

 

Como explicar sentimento tão nobre,

bronzeado de ouro sobre a alma  presa

em laço  lastro de humilhante  desdouro,

o qual  às  vezes, covardemente  alto valor

cobre, num suplício  de um  coração pobre

em pleno desespero desequilibrado, cheiro

de amor odiado e já voado pra outro lado.

amargurado ao pensar ter conquistado,

porém, atraiçoado pelo bem-amado.

 

O amor sempre é nobre quando bem interpretado,

mesmo que o choro sobre, sobre um coração culpado.

Até quando o erro erra o amor encerra por todo o lado

a dor doada pelo doador o qual será sempre coroado.

 

Olhar atrevido

jbcampos

mundo mágico da poesia

Saiba mais…

Vida bela

Vida bela

Quão bela é a vida
Vida, sentida pelos sentidos,
realmente faz sentido  diferente.
Não  temos  mais que o merecido.
Ainda assim o sol nasce para gente.
O sol nasce para todos os viventes,
porém, nascem árvores frondosas
também, nos Oásis mais quentes.
Veja como a natureza é bondosa,
Apenas  num modesto  canteiro
pode-se ver o seu mundo inteiro.
O Universo numa gota de orvalho,
ou pela mente, uma nova semente.
Para a felicidade não existe atalho,
o motivo aparente é viver contente.
O universo dá-lhe por encanto
o sentimento farto de espanto,
ao nobre e bem afinado canto
à canoro dentro de um viveiro,
livre do laço do passarinheiro.
À velhaco mundo passageiro.
Fazendo-se distraído,
e, revestido de recatado
sentido. Verdadeiro e santo,
e o seu pranto fica enterrado
num canto ao lado, fertilizado
de enorme amor sem fim
no afofado canteiro pronto,
vai plantar você só para mim.
É apenas força de expressão,
você já vive no meu coração.
Deixo afogadas as mágoas
em lágrimas desaguadas,
e moldadas  em amores
ao colorir de belas flores.
Inebriado em seus odores
a Deus elevo meus louvores
por  vislumbrar-me  no paraíso
de lírios e; odoríferos pendores,
refertos dos mais finos sabores.
Você pode ser feliz,
e o poema mesmo diz:
Faça da  sua vida, querida
matriz, esquecendo as feridas
matizadas em suas plumas lilás,
sem sofrer por querer enxergar
além do seu próprio nariz.
Não precisa ver mais.
Você, nunca verá o fim!
A terra fofa também cheira
aproximando o meu próximo,
desta morada derradeira a mim.
Igual ao bruto diamante
a ser tratado como brilhante.
Não importo, posto que tosco,
ou refinado, faço o que posso,
nas ilusões de um plano fosco.
Quero ser feliz sem egoísmo,
na felicidade  do próximo.
Restar-me-á  o heroísmo
sem  depender   do destino
se o meu próximo for próspero
tal qual a inocência  de um menino.
Pode-se   viver eternamente,  porém,
sem jamais ver todas as belezas da vida…
Quão bela é a vida!

jbcampos

 

MUNDO MÁGICO DAS LETRAS

 

 
Saiba mais…

A colina encantada

 

Colina encantada

 

 O poeta de tanto escrever seus sonhos,

sonhou com um  elevado monte a perder

de vista no horizonte, comparando-o com

sua vida naquela visão querida, consigo

resmungou: Estarei num paraíso tropi-

cal do mundo astral? Será que existe

mesmo o céu, onde tudo é o mais puro

vergel, e somente pra rimar uma rima mais

doce do que o doce mel? Não perdendo o divino

dom de rimar qualquer coisa que porventura achasse

na estrada de sua imaginação não dispensava o empoeirado

mote da criação. Não via anjos com suas asas brancas, tampouco,

arcanjos  com suas ancas francas, e se perguntou: Afinal que diferença

há na canja desses arcanos; anjos e arcanjos? Não havia ninguém rezando

ladainhas naquele além, destituído de  sinos  e  campainhas…  Sequer ouvia

a alegria de qualquer criança… Encafifado olhava para os lados e nada de

anjos alados.  Meio  embasbacado,  conjecturou  consigo  mesmo:

Que  mundo  é este que  estou  vivendo?   Não  dá  nem pra

encher o saco de tanto rezar, é  o  norte da pura sorte,

isto aqui está longe de ser azar… Há pouco estava

escrevendo e agora estou do outro lado sonhando

acordado.  Terei sofrido algum desastre atrevido e

estarei desmaiado.  Estarei deitado ao lado de quem

mais amo, quiçá, no paraíso perambulando… Apesar de

tudo  sua alegria superava  o canto de qualquer sereia, quando

foi  sacudido  por Afrodite, sua  antiga esposa que alardeia.  – Só podia

ser você pra me tirar o sono mais uma vez… – Você resmungava por demasia

mencionando o nome de sua tia e eu escutava o que Você dizia por repugnante

insensatez… Ai o poeta percebeu que o buraco era mais embaixo, e descartou

aquele seu sonho como se  fosse o paraíso de Deus… Porém, pensou seri-

amente em voltar outra vez e, jamais acordar para este falso sonho de

viver a vida-estupidez…

 

jbcampos

 

 

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CPP