Posts de Luly Diniz (55)

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DOR DA PERDA

DOR DA PERDA.

A dor chega sem prévio aviso
Coloca na alma um espinho,
Retira o dom do sorriso
Nos faz esquecer o caminho,
Construído num sonho formoso.

A alma se parte em mil pedaços...
Destroi a paz de apreciar o mar,
Pois as ondas murmuram soluços,
Deixando na areia meu pesar.

Dias e noites se confundem...
A madrugada se faz interminável,
Lembranças fazem rir, chorar...
A suave brisa hoje é um açoite...

Nessa dor transfixante faço uma oração,
Dobro os joelho, ergo as mãos,
Como a pedir redenção ao coração.
Que Deus abençoe a mim e aos meus irmãos.

Luly Diniz.
17/10/22.

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MAIS UMA ESTRELINHA NO CÉU

No dia que você partiu,
Ergui os olhos para procurar
A nova estrela que no céu surgiu
Te vendo... Senti meu coração parar
Tudo dói! A alma sangra de saudade
Meu coração chora, o espírito geme.
Espero que Deus me dê tranquilidade,
Neste meu desesperado padecer.
Tuas fotos me fazem rir e chorar
Saber que partiu sem poder te abraçar
Dizer do meu amor, contigo relembrar
Os dias que te ensinei a falar.
Teus passos guiei, para não tropeçar.
Com carinho ensinei a segurar no lápis,
A escrever seu nome, a soletrar.
Caminhei ao teu lado, meu primogênito.
Hoje nos braços da Mãe Maria
Sorrir feliz... Não há mais dor,
Sei que seu semblante é de paz,
Seus olhos voltaram ao resplendor.
Não vai mais chorar, agora és um anjo,
Livre desse mundo perverso.
Rezo por te; por mim, por todos nós,
Que sentem falta do teu sorriso inocente.
Beijos saudosos meu filhinho,
Meu primeiro amor de mãe,
Espero o dia de te encontrar,
Para juntos brincarmos outra vez.

*(NÃO HÁ DOR MAIOR QUE PERDER UM FILHO, QUE DEUS ME DÊ PAZ)*

Luly Diniz.
12/10/22.

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MEU SONHO

SONHO MEU...

Não tenho seu toque,
A suavidade da tua língua,
Teu abraço para me enlaçar,
Teu sussurrar gostoso.
Não deitei no teu peito,
Nem escutei teu coração.
A saudade me faz chorar
A dor da tua ausência,
A falta dos teus beijos.
À noite quando me deito
Meu corpo sente frio,
O frio que tua falta me faz.
Você está nos meus sonhos,
A me assombrar...
Minha imaginação anda
Nas assas do desejo,
Onde busco teu amor.
Quero buscar teus olhos,
Ver neles escrito que me amas,
Que me queres só para ti.
Seria bom se me encontrasse
Para que se tornasse
Dono dos meus sonhos.

Nem precisas sonhar...
Minha boca está sequiosa...!
Depois de beijar a tua
e minha língua "mapear" teu corpo;
o perfume dos teus seios
guiam minhas mãos
que se fartam deles...!
Deita sobre meu peito,
sussurra gostoso em meu ouvido
o quanto teu corpo precisa do meu;
enquanto minha mão encontra
o teu ponto "G"
que acaba com o frio que ele
até então estava sentindo...!
Não, não sou "assombração "
sou realidade... Nos meus olhos
está escrito que te amo
e se duvidar; me arranha, me morde,
e verás que não sou sonho...
Sou um beija flor à procura do teu mel...!

Luly Diniz / Geraldo Coelho Zacarias

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ETERNAMENTES APAIXONADOS

 

Sinto teu respirar na nuca,
Teu corpo ao meu se ajustando...
O sutil toque quente da tua boca,
Tuas digitais minhas curvas mapeando
Apossando-se da minha geografia.

Há tanta doçura no teu olhar,
Que faz meu respirar descompassar,
Incendiando meu corpo de desejo,
Febril transpiro ao exigir teu beijo.

Desnudo a timidez por completo,
Ardente, com meu mistério descoberto
Nos tornamos cumplices entrelaçados,
Loucos de amor, eternamente apaixonados.

Luly Diniz.

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MARIA

 

Num límpido dia de sol a chuva cai.
Acaricia serenamente as flores; a grama.
Suavemente uniu-se a tímida lágrima
Que independente do querer escapa dos olhos.

Caminha carregando: Angústia, dor e medo.
Com passos vacilantes mira a grama madura
Que parece saltitar pelo banho inesperado.
Mesmo na aflição olha a paisagem com ternura.

Segurando coisa alguma abraça seu peito
Como quem tem medo de perder algo precioso.
O vestido branco e fino aperfeiçoa seu corpo esbelto.
Vez por outra engole um soluço alto.

Sentindo a vida iníqua deixa-se cair no chão de argila,
Ainda abraçando-se soluça sem excesso de amargura,
O sol sai forte, caída brilha na grama a rubra pétala
Afrescada pela chuva oportuna; de cura!

A brisa morna trás o sibilar do seu nome: _Maria!
Com o coração aos pulos e olhos de alegria
Volta-se para o caminho percorrido. Pensa sonhar...
Arrisca-se! Corre para seu bem querer encontrar.

Luly Diniz.

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QUIÇÁ...

 

Eu, que de sonhar tenho vivido,
Escutando sins e nãos por onde ando;
Permito-me sorrir a morder as orelhas,
Pela falta de verdade em certas juras.

O falar que mais parece um ruminar,
Na audácia de enganar, malicioso... vulgar!
_Onde estará o amor verdadeiro, atrás do medo,
Medo de amar, de ser chamado de bobo apaixonado?

Os tempos mudaram, não se fala mais a linguagem
Dos cinquentões e quarentões... são todos uns coroas,
Não sabem o que é ficar, (ficar de mão em mão), pasmem!
Tão simples dizer: ontem beijei umas seis ou sete bocas.

Não fica um vazio, uma solidão, um aperto no coração?
_"Compreender, que a pérola nasce do sofrimento da ostra".
Permitir que sigam em frente arcando com desacertos e aflição.
Assim, entre quedas e joelhos ralados trará quiçá uma revelação,
O crescimento do espírito, o florescer de uma verdadeira paixão.

Luly Diniz.

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TANTA ALEGRIA NO MEIO DA SOLIDÃO...

Tanta alegria no meio da solidão,
Tantos sonhos, tantas ilusões...
Tanto amor sem ter razões,
Tantas flores a desabrochar,
Na luz que me faz amar.

Tanta ida sem volta,
Tantas histórias mal lidas...
Tanto amor que vai e não volta,
Tantas perguntas sem respostas.

Tantas horas vazias,
Nas noites de solidão;
Tantas chuvas perdidas,
Sem o solo do sertão.

Tanto barulho sem música,
Tantas músicas sem melodia...
Tanta criança sem mágica.
Tanto palhaço na melancolia.

Tanta reza sem fé...
Tanta fé num olhar de perdão.
Tantos homens que se chamam Zé;
Que amam e teem paz no coração.

Luly Diniz.

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CORAÇÃO SEM INQUILINO

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A caixa no meu peito quase não retumba,
Está esfaimada de emoções fortes...
Talvez, com afasia de uma roda de samba,
Ou de poemas que falem de doces amores

Coração sem inquilino sucumbe entristecido,
Torna-se insensível por não ter a quem amar.
O tum, tum soa mortiço totalmente desprezado,
Como o oceano sem seus frutos do mar.

A beira de desistir escuta risos de crianças,
Depara-se com a inocência, a pureza do sorrir...
Risadas cristalinas a orquestrar esperanças...
Assim, argumenta com a paz, faz a rima florir.

Abrir-se ansiando um milagre, um renascer...
Cata um arco-íris após uma chuva de verão,
Desenha sonhos nas nuvens, para os ardis vencer...
Esquece as dores sem remédios, ama e dar perdão.

Luly Diniz.

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HOJE E SEMPRE...

 

Hoje quero estar ao seu lado,
Me debruçar na transitória poesia
Esculpir no teu coração apaixonado
Um desenho com nossas iniciais.

Fazer das tuas artérias meu tobogã,
Passear feliz por tua circulação
Fazer chover amor dentro do teu coração
Solicitar toda respiração que arqueja.

Acariciar, delirar em agonia no momento,
Que possuir cada centímetro da tua pele suada
Banhada de sal, de paixão, quente... No ponto!
Vou zanzar como serpente em teus recantos.

Assim, orvalhar como flor da manhã,
Para ofertar-te sem melindres meu mel,
O poema sem engasgo, meu talismã
Meu corpo afoito, para ti sempre inteligível.

Luly Diniz.
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Olá papai!

Mais um ano se foi... Neste dia específico
Tua ausência se faz mais sentida, mais presente.
Sinto falta de ver teus olhos verde mar olhando
Tudo ao redor dando graças a Deus por tanta beleza.
Recordar fere meu coração como um punhal,
A dor divide o meu peito em dois; de um lado
Há uma grande tristeza, do outro, a alegria e honra,
Por ter estado ao teu lado por longos anos como filha.
Ainda assimilo teus ensinamentos, tua fala cheia de dizeres
Sobre retidão de caráter, bondade; além do português
Perfeito aprendido no seminário.
Ah! Quanto orgulho deixou no meu coração.
_Aí no céu lembra-se das nossas risadas, das piadas
Contadas ao pé do ouvido, da nossa cumplicidade,
Das manhãs que aparava tuas negras sobrancelhas,
Que só a mim (tão pequena), confiava?
Ah! Pai, obrigada por me educar, por estar comigo,
Desde meu nascer complicado, pelo apoio quando
Nascida de seis meses optasse pela minha vida,
Junto com meu querido e inesquecível vovô.
Sei que se estivesse aqui neste plano estaria comigo
Me dando um abraço, me colocando no ombro
Quando quisesse chorar, sinto falta de tudo...
Ouso pedir que aí junto do Pai interceda por mim,
Pois ainda preciso de ti; todos os dias...
Não te esqueço nas orações, na alma, no coração;
Te amo pai.

Luly Diniz
14/08/2022.

 

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COISAS... AH! ESSAS COISAS!

Coisas verbais num doce sussurrar
Coisas da nossa perfeita sintonia
Coisas que faz meu coração acelerar
Coisas a fazer de ti minha mania

Coisas tão nossas, só nós sabemos...
Coisas de alma... do apego mágico,
Coisas que juntos acalentamos,
Coisas preciosas que te dedico

Coisinhas que sempre me diz,
A fazer-me sorrir sem sentido; feliz...
...Raiando o dia como amante, amigo,
O homem a quem meu corpo delego.

Essa coisa, com coisa sem limite
Permite fazer coisas sem pesar...
Coisas que me faz compreensiva,
Quando se trata de te amar.

Coisas de loucos... românticos...
Que se encantam em despedidas, sem cenas.
Amam-se sem palcos, nem aplausos...
Fazem amor na caricia das madrugadas,
Declarando coisas como poetas apaixonados.

Luly Diniz.

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CHORO...

  1.  

As vezes choro de falsa felicidade,
Outras de dor... outras pelas decepções
Choro por ter sido alvo de maldades,
Por todas as minhas perdidas ilusões...

O choro alivia, o choro dói, faz pegar no sono...
Chorei por ter perdido um anjo amigo
Pelo amor que se foi e não voltou...
Pelo beijo na face de um inimigo.

Chorei sentindo a alma desmanchar sem sentido...
Pela perda do vizinho que se fez tão querido.
Chorei contando meus ais as mudas paredes
Enquanto ouvia o navio no porto se despedindo;

Choro quando junto as mãos para orar pelos filhos,
Pela filha da minha filha, pelos meus parentes.
Choro por sentir as dores do mundo (tantas dores) ...
_Quero um dia chorar de felicidade e colecionar sorrisos.

Luly Diniz.

 

 

 

 

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ME DÁ PERDÃO POR SONHAR...

Tantos sonhos para contigo partilhar...
Saudades voam em nuvens de algodão
Pousam na colina onde a águia faz seu depenar
Despoja-se das velhas penas para renovação.
Sonhos que fantasio na fonte dos desejos
Jogando moedas, perdida em eterna nostalgia,
Onde meus sonhos desbotam, sem teus beijos...
Quimeras que boiam no mar morto, em agonia.
Recolho-me em posição fetal para chorar e orar,
Onde Deus possa ouvir meu lamento em oração,
Privada de orgulho elevo os olhos a pedir perdão;
Por estar sempre a sonhar... sonhar sem permissão...
_Me pergunto: vale a pena viver sonhando, amando,
Ou melhor deixar tudo por um tempo congelado,
Dizer adeus aos anseios que estou sempre a versar,
Viver sem promessas de receber remição por te amar?
_Deus reponde minha prece, faz meu coração bater
Esperançoso, envolve meu ser de luz e crença,
Seca as lágrimas que amarguram meu viver,
Faz-me outra vez sorrir como uma grácil guria,
Ou deixa-me sonhar com a sapiência de mulher.

Luly Diniz.

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SEGREDOS

 

Tenho comigo o acúmulo de segredos
Ouvidos pelas paredes a fronhas de seda,
Em um copo de vinho dos mais baratos,
que serve para afogar magoas sem ser azeda

Crédula que na minha solidão terei sossego,
Entre perdas e danos meu ego será erguido,
Esquecendo que minha sádica solidão é um castigo
Que imponho a mim por falta de um ombro amigo
Alguém que me faça um ser querido

Alguém que caminhe comigo em passos lentos,
Real ou virtual, contudo, que seja constante, fiel,
Dando-me asas para voar, refazer meus desafetos,
Fazendo-me compor ramalhetes de poesias sem fel

Sarar as cicatrizes e dores que tomou meu ser,
Ressurgir das cinzas com um sorriso sincero,
Beber vinho em taça de cristal sem descrê
Que posso viver todos os meus sonhos por inteiro.

Luly Diniz.

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ESCALADA DOS SONHOS

Subo com sofreguidão a escada
Dos meus sonhos para acender
A luz do luar esquecida do seu fardo
De iluminar a noite e resplandecer

Luzir, fotografar o mundo dando ilusões
Restaurar os escassos ou desbotados sonhos
Refrigerar a alma embebê-las de emoções
Criando novas esperanças, o fulgor dos olhos

Dentro desse sonhar despertar corações
Silenciados pela dor da desesperança
Resgatar o epicentro da alma criar sensações
Flutuar dentro de novos sonhos sem fiança

No sopro dessas sílabas tricoto um brinde a vida
Na chamejante e branca luz que o luar acena
Convidando todos a chutar o balde; brindar!
O viver nas asas da paz em qualquer esquina
Ou bifurcação que precise ser escolhida

Luly Diniz.

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MEU CAMINHAR

Pequenos passos, longos caminhos
Desabotoando as tristezas, criando sonhos
Adoçando o coração com esperança
Dentro da inocência de um sorriso de criança

Ignorar os que machucam por maldade,
Sem que a tristeza devaste minhas entranhas;
Margeando meu sonhar com bondade
Tecida na suavidade de doces palavras
Num incisivo desejo de felicidade

Longo caminhar, quando as nuvens abraçam
O sol retirando calor e luz, escupindo sombras
Enquanto sussurro versos para sofismar
Dores a desenhar um arco-íris sobre o mar

Andar descalça para sentir a maciez da grama
Esquecendo os pedregulhos que por vezes esfolam
Sorrir entre lágrimas, adormecer sem drama
Seguir o caminho a recolher dores que afloram
Vibrar! Cantar mesmo desafinado um lindo poema

Luly Diniz.

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Sonho trapaceiro

O ar me apraz com mãos de carinho
Num abraço aconchegante... ardente...
Assovia como riso fresco, acolhedor
Sussurra num solfejo as delícias do amor

Sou raiz em terra macia a florir à tua poesia
És poeira de neve luzindo sob o sol nascente
Narcotiza minha seiva de prazer, me extasia...
Na junção surreal há um beijo apaixonante

Sinto que somos a combinação perfeita
Duas discordantes formas que se completam
O caos que define, a soma exata, o arco e a seta,
Fogo e gelo que por fim se aconchegam

Ao ajustar nosso abraço desperto suada
Envolta nos alvos lenções, cingida ao travesseiro
O choro jorra como de uma menina apaixonada,
Tudo não passou de um lindo sonho trapaceiro

Luly Diniz.

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EMOÇÕES TURBULENTAS

 

Aqui sob a chuva meu pensar voa
As recordações a patinar em ilusões
Acordo o sentir como uma canoa
Dançando no viver de amores e decepções...

Sinto no coração sede de me encontrar
Buscar meu Eu num musical despido de dor
Desfrutar com leveza o frio e o calor
Abrir portas para colher a beleza do sonhar

As gotas que caem juntam-se as lagrimas...
A rosa vermelha sorri das minhas incertezas
Me faz entender que na sua beleza há espinhos
Que viver é saber colher as pedras dos caminhos
É alegrar-se com o cantar dos passarinhos

Bom ter tirado um tempo para pensar
Reconfortante ver os pingos no chão bailar
Encontrar na solidão o sabor da paixão
Saber que posso cair e levantar, sorrir e chorar
Entender que estar vivo é dançar conforme a canção

  • Luly Diniz
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ESTAÇÕES SEM BRIO

Chuva... inverno...
Derramo lágrimas chamejamtes
Primavera... O florir não fazem meu olhar alumiar
Verão... busco o amor, um abraço para me acalentar
Outono... caio como folhas, solto o pranto preso recordo minhas mágoas; rezo!
Debilmemte tento dormir.... vejo a realidade... Meu sofrimento...
Quero gritar, falar... soluço em secreto
__Hoje os vaga-lumes perderam sua luz, na
escuridão choro para rir minhas dores num suave lamentar

  • Luly Diniz.
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QUERO SER TEU VERSO

Quero ser teu verso
Tua poesia de amor
Entrar no teu universo
Ser teu pensamento
Obsceno, teu mal
Caminho, teu vício
Acende meu querer
Vence meus temores
Acorda minha libido
Seja dono dos meus
Fantasiosos pecados
Degusta meus beijos
Com a sede do deserto
Quero perder-me
Dentro dos seus sonhos
Compartilhar contigo
A paixão dos amantes
Inspirar tua respiração
Adentrar no teu ser
Envolver-me no teu poema
Ser o alimento da tua
Fome de amor

Luly Diniz.
25/06/2022.

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CPP