Posts de Márcia Aparecida Mancebo (1967)

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Ao som do tango

Ao som do tango

Ao som do tango dançamos toda noite!
Momento lindo me cobriu de emoção
Em teus abraços esqueci todo açoite
Dali começou uma veemente paixão!

Com passos no ritmo, corpos colados
Olhos nos olhos o amor nos ungiu
Corações carentes num mesmo afago
Senti em tuas mãos que minha alma dormiu!

Foi tanto bailar e tanta carícia
Ao nos despedir não dissemos adeus
E quando ouço aquela canção,ah, delícia!
Me vejo entre beijos no braços teus!

Márcia Aparecida Mancebo

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Peregrina

Peregrina

Olhando a beleza que a vida contém.
Enfrentei com fé cada curva da estrada,
Pois, sou peregrina, pretendo ir além,
Lá onde o infinito é do sol, a morada.

As curvas vencidas muito satisfaz.
Senti a minha alma encantada co' as flores
que beiram a guia mostrando que essa paz.
Serviu de alavanca, pois, foi com as dores
que aprendi a seguir sem olhar para atrás.

Deixando a paisagem antiga, segui.
Tamanha era a força em vencer o percalço,
Tamanha é a emoção ver que consegui
chegar tão distante com os pés descalços.
curando feridas que com pedras feri.

Esse ferimento não incomodou,
Sequer, impediu minha caminhada,
Pois, aqui onde estou o outono findou:
Há folhas, há ramas cobrindo a estrada,
No ar um perfume que se impregnou
Deixando serenas minhas madrugadas!

Márcia A Mancebo

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No encanto da vida

No encanto da vida

No encanto da vida deixo rastros meus
Com cores, com flores no chão espalhado
Sem muitos detalhes e sem um adeus
Apenas alegrias desta caminhada.

Dizer do percalço, é bobagem lembrar.
Direi com saudade de coisas que amei,
Somente das flores que vi abrolhar
Co'a lágrima caída jardins reguei.

É dádiva estar numa curva da estrada
E longe avistar um riacho sereno;
Águas cristalinas da minha jornada
Para abastecer este ser tão pequeno
Chegando ao final co' a alma purificada.

Meus rastros serão um dia transformados
Em lembranças com cores de alguém que um dia
Com os sentimentos todos misturados
Venceu cada pântano com maestria
Sem ter esquecido que a vida é poesia.

Márcia Aparecida Mancebo
09/03/2022

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Mãe natureza

Mãe natureza

A mãe natureza escolhendo seus frutos
Semeia no chão florindo bonito
Define solene todos atributos
E exala perfume por todo infinito.

A vida tem cores...caminhos floridos
Tem tanta beleza, difícil citar.
Pra ver o cenário todo colorido
apenas é preciso no prado pisar.

Pisar pra sentir toda grama forrada
pelas folhas secas trazidas com vento
E a terra vermelha todinha encharcada
co' a chuva caída pela madrugada.

Me encanta essa água que escorre do monte
Conforme o sol bate, uma cor é mostrada.
Caindo e lavando todo o horizonte.
Às vezes parecem espuma orvalhada.

Márcia A Mancebo

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Ah! Queria.

Ah! Queria

Ah! Queria ser aquela estrela bela
E todas as noites no céu aparecer
Pra quando pintada, fosse, em uma tela
A todos mostrasse o bel anoitecer!

Estrela a guiar no mar, os navegantes
Para não se perderem na escuridão;
A lembrá - los sempre, a todos os instantes,
Que Deus os dará, a, certa direção.

Na terra, inspirar o poeta à poesia
Com versos suaves dizendo que o amor
Além de encantar a alma com alegria
É fonte sublime a curar toda dor.

Ah! Se fosse aquela estrela radiante
A vida não seria pesada, creio.
O sonho sonhado seria contante
A espera tão breve sem causar anseio.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva, São Paulo

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Alma inquieta

Alma inquieta

Às vezes estou sozinha com minha alma
inquieta, por não saber se são mágoas,
Ou, preciso não pensar para estar calma
E enxugar dos olhos todas essas águas
que teimam em cair, molhando a face.

É que nessa idade não dá pra entender
Tanta coisa que vejo, não aprendi.
Não sei se sou antiga pra compreender:
Que tudo mudou e, mudar não consegui.

Vejo jovens bons com a mente sadia,
Mas com o pensar que a mim muito aborrece.
Eu temo as procelas que virão um dia.
Pensar nas consequências é que entristece!

Quem sabe aprenderão quando criar asas,
Sair pelo mundo e ter que se virar
Sem ter a seu lado alguém ou, sua casa
Repleta de amor e sempre a lhe fartar.

Márcia Aparecida Mancebo
30/03/2023

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Não sabia

Não sabia

Eu não sabia que seguir sozinha
teria que pagar um alto preço.
Triste sina que eu sei que não mereço.
Parti naquela nublada tardinha.

Antes que me tornasse coitadinha
Aproveitei ir embora no começo.
Pouco a pouco perdia todo apreço
Chorava todo dia quietinha.

Precipitei fui embora sem adeus
Deixei contigo todos sonhos meus,
Levei comigo uma dor tão atroz!

Hoje eu deliro ouvindo tua voz
Tenho intuição que na noite me chama
Não é fácil esquecer quem se ama.

Márcia A Mancebo
04/07/20

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Oh, noite!

Oh, noite!

Tristonha é a tardinha ao morrer no horizonte
Perdendo a luz pouco a pouco se vai…
Num breu surge a noite, vem detrás do monte
Mudando o cenário trazendo meus ais.

Oh, noite! Quem dera ficasse escondida;
Não surgisse agora que estou recordando
Do tempo de outrora nos braços da vida
Feliz eu vivia co' o amor me acenando!

Nesta escuridão sem estrela, sem lua.
Somente a tristeza me faz companhia!
Este desamparo me faz sentir nua
É tanto o silêncio que até me angustia.

O tempo não passa e dormir não consigo;
O sonho voou com as asas do vento
Deixando um vazio, uma falta de abrigo;
De braços, de afagos… só por um momento.

Oh, noite! Chegaste qual um furacão;
E tão enfadonha trouxeste cansaço
Deixando oprimido todo o coração!
Agora sozinha não sei o que faço
Para suportar esta vil solidão!

Márcia Aparecida Mancebo

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Se meu coração...

 

Se meu coração...

Se meu coração te encontrar pela vida
Com olhos tristonhos e rosto abatido
Verei que de fato, estás arrependido
E com um abraço darei- te guarida.

Creio que nos dias tens muito aprendido.
Caminhar sozinho é difícil à lida
(Qual a flor que morre, depois de colhida.)
Então comovida, atenderei o pedido.

Sei bem, me dirás, quanto tens padecido.
Por onde trilhou só encontrou desafeto.
Depois da partida a dor é o teu teto.

Olhando em teus olhos, te vejo sofrido.
Com lábios tremendo me diz que a saudade
Te trouxe aqui para dizer a verdade.

Márcia A Mancebo

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Som e fragrância

Som e fragrância

Vem de longe um som tão lindo, que encanta.
Se aproxima com suavidade infinda!
Atento - me, se reconheço quem canta.
Inútil! As vozes confundem… É linda!

Esse som confuso vem todas às tardes.
Deve ser alguém que ocaso traz saudade
Dá para sentir que essa dor muito arde!
E que é, a lembrança da felicidade.

Aqui curiosa tento decifrar;
As frases que chegam de lá dos confins
Mas o vento a leva deixando exalar:
Fragrância gostosa que tem no jardim.

Fragrância e som no ar a se misturar.
Assim é o viver acumulando idas;
Cada perda, um som, triste melodiar.
Que passam marcando com mel nossa vida!

Márcia A Mancebo

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Quem dera

Quem dera

Olhando pra noite não vejo o luar
Tudo está confuso, só vejo o céu
escuro.
Não há estrelas e não tem o brilhar.
Sequer de luz um fluxo.Está obscuro.

Admiro o firmamento reluzente,
A movimentação da lua a passear.
As estrelas lindas e tremeluzentes,
A lua vaidosa espelhada no mar...

Está tudo feio. Não sinto emoção.
O universo está triste co'o sofrimento;
Sem paz, com a guerra matando os irmãos.
O laço de união perdera todo alento.
Sinto os povos perderem a ilusão
mergulhados em profundo tormento.

Quem dera pudesse quebrar essa cena
Ver uma tela feliz, extasiante!
Com a face de Deus, como quem acena
Mostrando o amanhecer com o sol brilhante
E no ar o olor suave de açucena!

Márcia A Mancebo

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Olhares ternos

As almas se atraem num mesmo sentido
quando os olhares se cruzam no viver.
Vão-se por momentos o açoite retido
que por anos a fio nos fez desviver.

Aquele olhar terno emana alegria
A quem vive pelas ruas sem ter tino.
Olhar, assim, terno, tem toda magia
Às vezes até mudar nosso destino.

Nada custa olhar com carinho e ternura
Olhares ternos acolhem, dão guarida
Levam pelo ar toda dor e desventura
Adoçam instantes sofridos da lida.

Márcia A Mancebo
24/03/2022

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Meu caminho

Meu caminho

Para viver bem, escolho meu caminho.
Tudo de bom que ao semelhante fizer
O dobro virá com muito carinho,
Sem uma migalha exigida sequer.
Assim, que preparo com zelo meu ninho.

E em meio a pobreza todo ser redime.
Nesta terra estou pra semear bondade.
Estender a mão é um gesto tão sublime;
Traz para minha alma paz... serenidade.

Neste mar profundo de tanta carência
Quem estagnar e ao outro não servir
Terá certamente peso na consciência
Podendo até, ter, um tristonho porvir.

Fingir que não vê o próximo sofrendo,
É uma maldosa forma de viver.
Há que evoluir e seguir aprendendo
Para o perdão um dia, merecer.

Márcia A Mancebo
26/03/2022

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Aquela estrelinha brilhante

Aquela estrelinha brilhante

Aquela estrelinha brilhante no céu
Me segue por onde caminho e me guia
Há nela beleza e uma paz que leva - me ao léu
Que para minh' alma traz uma extasia.

Um êxtase, qual fogo, uma chama que arde
E embala os meus dias me leva a sentir
Que a vida é tão bela e, sem fazer alarde
Se mostra, com cores e quando a florir,
enfeita o universo colorindo a tarde.

Somente essa estrela consegue entender
Quão bom é estar de bem co'a vida e seguir
sob a luz dum guia que faz reviver
momentos da lida, sem precisar fingir
Que o tempo passou tão depressa e, não senti
que envelheço, sem precisar esconder.

Sem ter a vergonha de me emocionar,
Chorar, se preciso for e dizer : - te amo!
E se de alguém por acaso precisar,
Com um forte abraço proferir: - te chamo.
Mas, se não puder no momento ajudar
Seus motivos, hei de entender, perdoar.
Isso tudo aprendi co'o passar dos anos
Co' aquela estrela que está a me velar
ensinando - me a superar desenganos.

Márcia A Mancebo

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A mercê do tempo

A mercê do tempo

Sigo neste mundo tão cheio de vãos
procurando atalhos... Preciso seguir
sem medo que a noite trará solidão.
Desejo descanso... Careço dormir!

Não quero ver folhas caídas no chão,
Sequer recordar se um dia chorei
Se a lágrima quente rolou, mas em vão,
Se senti saudade do tempo que herdei.

Tenho que fazer um contrato co' a vida
Manter minha mente com a fantasia
Que toda manhã vai nascer colorida
Que o sol fulgurante fará alquimia,
Que as águas da chuva trarão alegria!

Somente assim poderei saborear,
Perfume das flores que enfeitam os dias,
O arrulho dos pombos ao se aninhar,
Também o motivo ao tecer a poesia.

Eu quero viver embalando meu sonho
Deixar a mercê do tempo meu destino
Encher de verdades os versos que componho.
Pois, nesse universo sou ser
peregrino.

Márcia A Mancebo

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Para um novo renascer

Para um novo renascer

Buscando a felicidade
Por ser tão difícil encontrar
E sem esconder a verdade
Sigo no mundo a vagar.

É um trilhar perigoso
Muitas pedras e espinhos
Vou em paz, sou cauteloso
Tenho Deus em meu caminho.

De longe vejo o clarear.
É um labirinto profundo
Onde esconde o dia raiar
Nesse sonho me inundo.

Condições de não desistir
Fazer um mundo florindo
No sol que há por vir
Por isso o viver, brindo!

Não deixo de bendizer
As manhãs, o anoitecer
Pelo dom de entender
Para um novo renascer.

Márcia  A Mancebo

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Quem dera

Quem dera

Olhando pra noite não vejo o luar
Tudo está confuso, só vejo o céu escuro.
Não há estrelas e não tem o brilhar.
Sequer de luz um fluxo. Está obscuro.

Admiro o firmamento reluzente,
A movimentação da lua a passear.
As estrelas lindas e tremeluzentes,
A lua vaidosa espelhada no mar...

Está tudo feio. Não sinto emoção.
O universo está triste co'o sofrimento;
Sem paz, com a guerra matando os irmãos.
O laço de união perdera todo alento.
Sinto os povos perderem a ilusão
mergulhados em profundo tormento.

Quem dera pudesse quebrar essa cena
Ver uma tela feliz, extasiante!
Com a face de Deus, como quem acena
Mostrando o amanhecer com o sol brilhante
E no ar o olor suave de açucena!

Márcia A Mancebo

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Cenário suave

Cenário suave

Olhando a revoada das andorinhas
Que em bando se vão rumando ao infinito
Lá longe por onde o viajante caminha
Existe um jardim com prado bonito.
E noite parece uma gota serena.

Lá que o viajante tranquilo descansa
Os pássaros cantam ecoando no ar
Na árvore ajeitando um balanço, balança.
Balança bem alto pra poder meditar.
Isso faz com que a vida se torne amena.

Quem dera poder esse lugar chegar
Onde estrelas tem um brilhar diferente,
E a lua é tão bela no céu a pratear
A grama verdinha, parece um presente.
Presumo que lá toda tarde é morena.

A árvore, o balanço, a cerca desarrumada,
Cenário suave que me faz refém...
Silêncio...vazio...me deixa encantada
Quem dera poder balançar, ir além
Trazer para mim uma estrela pequena
Para enfeitar todas minhas madrugadas.

Márcia A Mancebo
24/01/2022

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Sopro do outono

Sopro do outono

No chão uma folha segue sem destino
O vento a levando sem escolha e lugar
Diante da cena perdendo o tino
Voeja pra lá e pra cá, sem parar
parecendo um pássaro ainda menino.

Olhando pra folha seca a voar,
Estada não tem e, deixa - se levar
E quando ela cai sem saber levantar
se junta as demais formando um par
qual as andorinhas prontas a migrar.

Assim é a vida a repetir o cenário
Às vezes sem rumo, sem meta seguimos
Como se viver fosse extraordinário,
Sem nos perguntar se feliz nos sentimos.

O dia se vai e a tardinha adormece
no sopro do outono que chega com vento.
Aos poucos a noite co' a lua aparece...
Brilham as estrelas lá no firmamento!

Márcia A Mancebo

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Folhas secas

Folhas secas

Sentindo no rosto o sol arder forte,
segui meu destino chorando sozinha.
Sozinha velei minha dor sem suporte
E vi o sol se pôr. Descansei na tardinha!

Pra noite entreguei toda rota traçada
Em prece pedi para Deus proteção
Ao sopro do outono adormeci cansada.
Sequer, senti o gosto da vil solidão.

Vi o dia nascer com um vento gostoso
Entendi que a vida sucumbe somente
a quem é descrente num bem primoroso.
Segui o trilhar pensando diferente.

Joguei meus retalhos, apaguei lembranças,
E nas folhas secas encontrei acalanto
Senti renovada cheia de esperança;
que nova estação leve meus desencantos.

Márcia A Mancebo

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CPP