O Vale de Gimmerton

Uma cascata sonora
No vale de Gimmerton
Reverbera na pele rochosa
Uma lamúria de som.

Viola um reino xiita
Que prima por volição
Da água que dali evola
Da ave que dali volita.

Opróbrio servil inocula
Inócuos óculos fugidios
Campestres galos no cio
Naquilo que não coagula .

Um verso vistoso e verídico
Percorre a planície e planilha
Cozendo a carranca do cínico
Nos cisos mortais da matilha.

O ocaso laranja o alpendre
O monte de Vênus que cobre
Desliza suave no ventre
Nos seios rosados que morre.

Um terço daquilo que faço
Recai sobre a planta mofina
Nos olhos daquela menina
Que me recusou um abraço.

Desfiz do giz e disfarço
Naquilo que a noite eu fazia
A espera do rei de Antioquia
Que um dia foi preso no mastro.

Não diga o que digo, meu caro
Que a festa não tem primazia
No raio do sol que eu me calo
Na réstia dessa... Poesia!


(Gilmar Ferreira 14/12/2018)

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Comentários

  • Gestores

    Teu poema é uma viagem espetacular! Meus aplausos!

  • Gestores Adm

    Delicioso de ler, ritmo agradável. Um poema encantador.

    Meu Destaque para tua composição.

    Parabéns!

  • Gestores

    402606217?profile=RESIZE_710x

  • Linguajar rebuscado num belo poema. Parabéns.

    Deixo meus abraços poéticos e votos de um ótimo domingo.

  • Excelente composição, caro poeta... Puxa... Sublime vocabulário. Aplausos!

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