Era ela, bem pequena esta ferida
Que foi crescendo, rápido ela encorpo
Tal, metástase burlou meu anticorpo
Sim, e deixou-me em êxtase querida.
.
Foi uma dádiva, por mim adquirida
Trouxe alento conforto ao meu subcorpo
E dando-me paz, prazer ao meu
Era ela, bem pequena esta ferida
Que foi crescendo, rápido ela encorpo
Tal, metástase burlou meu anticorpo
Sim, e deixou-me em êxtase querida.
.
Foi uma dádiva, por mim adquirida
Trouxe alento conforto ao meu subcorpo
E dando-me paz, prazer ao meu
Eis que chega a noite
Da janela vejo o mar
A insônia é feio açoite
Chega para maltratar
O mar lá fora revolto
Minha alma também está
Tenho minhas mãos soltas
Sem você pra me amparar
Ah! Terrível solidão
Única companhia na insônia
Assim sozinha a gente sonha

Ficar, ficar... nada mais
silêncio esmagador... penso...
navegar é preciso, jamais!
Afogar ideias é contrassenso.
Ceifo urtigas que ardem o peito...
Poeta sou e comungo a fé,
de que a malícia é um jeito
de pôr o capricho em pé.
Que a chama seja leve
nas lonju
PRESENÇA IMAGINÁRIA
Na poltrona em que você sentou
Eu sentei como se quisesse abraçá-lo
Acabei de fumar o cigarro
Que deixou aceso no cinzeiro
Como se sentisse o toque dos seus lábios
A bebida que deixou no copo, eu bebi
Tentando saborear o seu beijo

Não se mova este tema
a tentar dar cor ou vida
à criação de novo poema:
versos sem trama definida.
Vagar, pois definitivamente
ao léu, sob um azul luzidio
é viver, viver simplesmente
inepto, irresoluto e arredio.
Não temer jamais o não ousar
sem recear do s
Cimentei com prantos
cada lágrima que caiu
enquanto o mar salgou cada palavra
que desnudo em oração
Foram lágrimas que deixei
no cadastro do tempo perpetuado
neste poema qual súplica ou conspiração
Chora a alma vazia, carente de ti
espelhando o gesto entu

Poetas são preciosos
aos beliscões da alma
aos prantos copiosos:
decanta, acolita, acalma.
Nova luz invade a janela
entrincheira os corações
provoca cantarem à capela
os contidos de emoções.
Poetas são essenciais
especialistas arrojados
dão toques presenciai
Aba translúcida...
Acolhe-te a aba translúcida,
conforta tua mirada de paraíso,
perdida na imagem da terra úmida,
onde repousam rosas e sonhos antigos!
Calados para sempre aqueles lábios,
suas palavras, alegrias e ternuras,
restando apenas ausência
à Noemi, Ciro e Lucas...meus filhos
Engavetei a colecção dos teus sorrisos
Entre a empoeirada biblioteca dos meus sonhos
E todas as gargalhadas trajadas de esperança
Varrendo pra longe as tristezas irrequietas
Viajando nas turbulências das nossas lembr