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Respostas

  • Gestores

    Artur

    De repente, as folhas do livro viraram grama e a figura do menino criou corpo, tomou forma. Ele que, por muito tempo, era apenas uma imagem ilustrada, agora podia correr pelo prado e empinar a pipa tão sonhada.
    Enquanto olhava sua pipa voar pelo infinito, deixou seu pensamento viajar pelas tantas perguntas que lhe ardiam na cabeça.
    Será que ele se tornara real através do sonho lúdico de alguma criança entre as muitas que, por milhares de vezes, folhearam o livro do qual ele era uma mera figura?
    E, daquele amaranhado de letras e palavras, qual delas seria o seu nome? Sabia que era um personagem do livro e não um leitor, por isso, não sabia o nome que o autor havia lhe dado. Como não sabia por quanto tempo ainda duraria a sonhada realidade de se transformar em gente resolveu se dar um nome. Escolheu chamar-se Artur. Depois de escolher seu nome optou por não se fazer mais perguntas e viver o direito de ser criança, livre tão livre quanto sua pipa que planava no céu ao sabor do vento.

    Marsoalex – 09/01/2020

     

  • ARABEL

    (Microconto)

     

    O menino pegou em um pontinho no final da linha e amarrou em sua pipa serelepe com o vento.

    E dibicando e soltando as linhas, ia desenrolando das folhas do livro palavra por palavra cada letra embaralhada, enquanto a pipa dançava livre pelo ar naquele luminoso céu de anil.

    Quando já não tinha mais linhas escritas para desnovelar também voou segurando no fio daquela última letra. E acenando ao poeta disse em som quase sorriso:

    __  Sou seu poema solto, seu sonho mais impreciso...

     

    By Nina Costa, in 28/12/2019. Mimoso do Sul, Espírito Snto, Brasil.

  • Gestores

    *** *** *** ***

     

     

     

     

    Rapy e Alada... Voando pelos Céus de Lacrimópolis

     

    Lacrimópolis não se chamava assim, antes do que por lá aconteceu...

     

    Sim, ainda me custa relatar o que ocorreu, justamente quando em passagem pela Cidade, e que até hoje, os felizes moradores, ainda que sem alterar a fisionomia de felicidade, choram copiosamente!

     

    Tudo começou, quando em um dia do passado, quando a Cidade tinha outro nome, que não vem ao caso aqui o descrever, que Rapy, um menino de apenas 7 aninhos de idade, saia pelas ruas, com sua Pipa, que subia aos ares, deixando Rapy embevecido e alegre, como se não houvessem problemas em sua vida...

     

    Mas... Ah - sim - haviam problemas em sua vida de Criança sim... Do mesmo modo, que esses problemas tão graves, ocorrem - infelizmente - na vida de milhões de Criancinhas pelos Mundos afora!

     

    Em Lacrimópolis, por ser u'a Cidadezinha com pouco mais de 19 mil habitantes, praticamente todos sabiam de todos. Assim é que, todos sabiam que o Pai de Rapy, talvez por causa e efeito da bebida, agredia a sua Mãe quase que diariamente...

     

    E vendo isso, Rapy, saia com sua Pipa - à quem até dera o nome de Alada, pelos campos e espaços vazios da cidade, deixando-a voar pelas alturas dos céus sempre azuis que vislumbrava.

     

    Conta-se que outras Crianças que tiveram a oportunidade de conviver com Rapy, que este conversava com sua Pipa - a Alada, repetindo sempre para Ela, que gostaria de ser como ela, que pudesse voar... E assim, não ver e sentir as violências diárias em seu lar...

     

    E assim, com os mesmos problemas que o afligiam, Rapy seguia os dias, sendo que praticamente estava reprovado na Escola, fruto de tais ocorrências que afetavam sua vida de Criança. Ah... E certamente que Alada sabia disso!!

     

    Até que um dia... - Ah lembranças que trazem de volta as lágrimas na face deste simples Contista - Até que um dia - depois de violentos momentos em casa, onde seu agressivo Pai, novamente agrediu seriamente sua Mãe, que infelizmente temia denuncia-lo, temendo mais represálias, Rapy pegou no fundo do quintal onde guardava a Alada, e saiu correndo em direção ao Campo...

     

    E... Sim - muitos o viram correndo nesse dia, sem achar nada estranho, pois que sempre isso ocorria, foram os ultimos a ve-lo, pois que Rapy sumiu... Desapareceu - não sendo encontrado nem mesmo depois de semanas de busca pelos Moradores da Cidade, junto com as Autoridades a pedido da Mãe.

     

    Sabe-se que o Pai de Rapy - talvez arrependido - também desapareceu da Cidade, no entanto afirmam que se tornou um dos milhões de Moradores de Rua em Metrópolis - importante Megalópolis do Sul do País.

    .

    Mas... E quanto a Rapy... SIM... (retornam as lágrimas)... - Afirmam os Moradores, que em momentos especiais, que ainda não se definiram ou se sabe os "por quês", somente pelas Crianças e umas poucas pessoas que gradativamente aumenta com o decorrer do tempo, em modificação do Tempo, onde os Ventos, como que afagando à Todos, deixam à mostra nos Horizontes, a figura esbelta e sempre Feliz de Rapy, com sua Pipa Alada, nos céus da Cidade, que como por Magia, se transforma em um holograma de um Livro Verde...

     

    Livro Verde... Ah... Provavelmente por irradiar as Esperanças - emanadas de Rapy e de Alada, para que não tão somente o seu Pai, como toda a Comunidade seja de Lacrimópolis e ou de Todo o Mundo, aprendam que a pratica do Amor, per si cura a todas as violências de quaisquer naturezas...

     

    Assim, como que levado pelos Ventos que o rodeiam, aos poucos Rapy, Alada e esse Holograma verde de esperança vai se diluindo... Para se repetir - provavelmente enquanto perdurar as violências no Mundo...

     

    Ah... Aos que perguntam ao Contista, se já viu tal Apoteósis, informo que ainda não... Sim... reconheço e admito, que provavelmente, devido a que ainda tenha muito a aprender para resgatar a Criança Pura - que habita em mim... Que habita em cada um de Nós!!!

    .

    Não sei dizer se me acreditarão... - Só sei lhes dizer que "Foi Assim"!!!!!!!

     

    110918 - 09:54AMBR*** Intuída em "repentes" (e com lágrimas) diante da Imagem ora postada no Grupo Contos e Causos da CPP - Casa dos Poetas e da Poesia

    gaDs

    • Gestores Adm

      Concordo, praticar o amor e exercitar a paciência, praticar a bondade exercitando a caridade, praticar a paz exercitando a tolerância, evita  muitos tipos de violência.

      Excelente conto, Zeca.

      Aplausos!

  • Gestores Adm

    O pequeno Kauan

     

    Kauan vivia com seus avós maternos. Perdera seus pais quando estava com cinco aninhos. Era um garoto esperto, inteligente e sonhador, quando sorria duas covinhas se formavam em cada lado de suas bochechas e, cada vez que ouvia uma história, ele entrava em outro mundo, era o mundo fantástico da fantasia que, só Kauan conhecia.

    Aos sete anos, adorava ir à escola e contava tudo o que via e ouvia à sua avó. Ela o escutava com muita atenção e instigava a imaginação do menino acrescentando elementos ao que ele dizia.

    Todos os dias, ao cair da tarde, Kauan tomava banho e se preparava para o jantar. Naquela noite sua avó havia preparado uma sopa de feijão deliciosa e reconfortante que, ele adorava.

    Após se regalarem com o jantar, limparam a cozinha e foram sentar-se na sala. O avô, pegou seu gasto cachimbo e sentou-se na sua querida cadeira de balanço feita de cipó. A avó, pegou o surrado livro de histórias. Acomodou-se e, olhando uma das gravuras começou a construir uma narrativa. Ela não sabia ler.

    Kauan passou longos momentos ouvindo a voz suave da avó em sua narrativa até que adormeceu envolvido pela magia da história. Sonhou com sua mãe e sentiu-se protegido no calor de seus braços.

    __Mamãe, cadê o papai?

    __Está lá fora, terminando um “papagaio” que está fazendo para você, filho.

    __Posso ir ver, mamãe?

    __Sim, filho!

    O garoto saiu correndo. Seu pai acabava de dar os retoques finais na calda do “papagaio”.

    __Papai, papai! Que lindo! Eu te amo, papai!

    O pai entregou o brinquedo a Kauan que saiu correndo e, rapidamente, o brinquedo ganhou altura. Kauan exultava de felicidade, o céu era só dele, o sol batia em seu rosto e gotas de suor escorriam por suas pequenas têmporas. Aquele momento ficaria gravado em sua memória, até que outro mundo fantástico lhe fosse apresentado.

    Ainda segurando a linha do “papagaio” sentiu que braços amorosos lhe carregavam para o conforto de sua cama. Abriu os olhos e disse: Boa noite, vovó, eu te amo e, ergueu o braço no ar como se segurasse algo.

     

    Edith Lobato

    • Gestores

      Maravilhoso Conto Talentosa Menina e Meiga Poeta!!!

      Depois volto... Agora vou fazer os "afaZeres" de um DdC

      gaDs

       

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