Tão bela que a beleza se distrai
E se derrama pelas ruas
Por onde a menina vai
Levando consigo a leveza
Onde só os traços da beleza
A todos os olhos atrai
Por ruas de acanhados homens
E flores desamparadas
Que se corroem e se consomem
Por
A IRA E O AMOR
Desconheço o ódio
Mas um dia conheci a ira
Ela abriu fendas amargas
Quando num momento de dor, eu chorava
Me feriu e me fez padecer
Ela me cravou na carne, com suas unhas
Onde a calma, em mim pairava
Me fez beber
E sentir o gosto ama
Aqui estou eu, fumando um cigarro
Com Chico Buarque
Ao lado de Tom, Vinicius...Garçom!
Me traz um conhaque
Toquinho e Miúcha baixinho murmuram
Chega de saudade
E Tom Jobim me diz , isso não é sonho
É realidade
E Caetano chega, puxa uma cadeira
E me apresenta
Ensaiei tua existência num
Inexplicável verso
Reflectido em cada cor do silêncio
Aconchegado
Suspirando pelos beijos
Que antevejo a todo o momento
Empolgado
E em cada momento
Fito todo o tempo
Onde te celebro inteira
Festiva e gentil
Cintilando pródiga
Na esc
Se você tem algo pra me dizer
Que diga
Palavras não devem permanecer
Na ponta da língua
Ainda que elas venham carregadas
De ódio e rancor
Guardá-las em seu peito certamente
Só lhe trará dor
Por isso é necessário libertá-las
Goste eu, ou não...
Agora, vai de mi

Menino ainda, moleque inquieto
Dos folguedos gostava da infância
“Doente é menino, parado, quieto,
Frangote do bom tem muita ânsia!”
Essas e outras escutava o dia todo
De minha mamãe por demais querida
Que peneirava e me passava o rodo
Se eu fizesse alguma

A admirar as silhuetas da serrania
(Deus as desenhou com linhas tortas!)
Que parecem distanciar-se da rodovia
Quanto mais me aproximo das encostas...
Assim tu te apresentas com sentimentos
E enlevo irregulares e sem linhas certas
A atordoar toda a sorte d
Só eu e você, juntas pela eternidade...
Só eu e você, juntas pela eternidade...
Unidas no silêncio quebrado pelo cantar de um galo, ao longe...
Ouvindo o som da chuva fina que molha a terra sedenta...
Eu e você, juntas pela eternidade...
Olhando
Desperto na doce nostalgia
Em sonhos viajo em busca da poesia
Em êxtase sou livre sou leve
Sou a beleza da alma
Numa invasão de emoções
Deixa-me intocável
Na leveza da razão.
Na minha inspiração
Brota o sorriso meio sem sentido
Sofrido contido
Fico