Posts de João Batista De Campos (131)

Pingo de amor

pingo

de

amor

poeta, músico por excelência

ao vibrato vocal de sua poesia

na ondulação expressiva  mental

de sua paixão  ideal. a sua poesia

completa sua  real fantasia dia a  dia.

como  o pintor ao tocar com seu pincel

à  arte  formidável  de antanho menestrel.

paz, fé, dignidade, amor o povo diz  em coro

à  Midas, ao vê-lo transformar estanho em ouro.

ao  tocar  à flor, o  poeta exala  o perfume do amor,

fala, vibra, dando  vida reta à natureza  morta do pintor.

seu pincel tange na plangência sonora e cromática da dor

pungente a qual toca o coração de toda a gente, porém, vem

consequentemente a alegria triunfar e sobrepujar ao tomar lugar

da  dor, sempre  ao se ouvir a  voz do poeta trovador benemerente

neste sínodo, bruxo como a pancada do cinzel do escultor presente,

amaciante  como amorável  juiz ao padecer  do paciente inocente.

neste

badalo

você está

presente,

badalando

sino aqui

vigente.

poeta você está presente em toda a gente

a rodopiar neste pião ao perder a rima

constantemente.

na etérea simetria matemática, maestro, maestrina, santa mão

de quem segura o cinzel. com  maestria e performance de mestre,

semelhante à batuta do cientista da palavra de quem lavra com a fala

no  justo tribunal, empunhando  sua espada sem ignorar a tertúlia

do  exímio ou do rábula em sua fábula, ou ao punhal do irmão

o qual tornou-se irracional. apenas um imortal em ação

com  seu bisturi  à mão a livrar o contraventor

da tão velha contravenção, avençando

sempre à memória de referência

sem igual em deferência

à  obra  imortal

do  amor

maior

D

e

u

s

.

para

perder

a  rima

em sua

cisma.

poeta,

pingo

de mel

jbcampos

 

Saiba mais…

Aos pés da cruz

 

Aos pés da cruz

Santa Sé.

Maculada

a nobre fé.

Aos pés da Cruz juraste-me amar

em nome do mais Santo dos santos.

e destruíste o nosso amorável lar.

E o pranto?

E por que

o  tanto?

Eis meu

espanto:

Num dia

a arrelia

destruiu

a minha

fantasia.

É a hora

do sublime

incondicional

a perdoar o mal.

Muito embora, agora

vás embora a outro lugar.

 

Sejas feliz, meu amor

Ao divagares por aonde fores.

 

É assim que se deve amar!


jbcampos

 

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Nosso legado

Nosso legado

Aqui, sentado do outro lado

de um mundo imundo, pensando

na frase poética do artesão das  palavras,

que disse: “Enquanto a juventude é uva, a vida,

passa”. Então, surgiram-me outras frases:

Buquê de rosas vermelhas qual

a existência logo centelha,

dando quase o mesmo sentido

à vida que se entrelaça amarelo, num

matiz de rosa singelo. São oximoros para

arejar o nosso pesar mental, que, com o tempo

vai somatizando o calejamento na lide da estrada

vívida e vivida, preconizando nossas missões.

Ou você está deduzindo que, apareceu

aqui apenas para brilhar como as

estrelas no firmamento, pois, sinto muito,

lamento, elas também fenecem na eternidade

obscura do seu brilhantismo. Não querendo ser ateu;

estão as estrelas e os homens perdidos nas coloridas

noites de Deus. - Ah. Não têm noites coloridas.

- Depende do foguetório que os deuses

fizerem na Terra. Assunto que

jamais se encerra.

Fato corriqueiro

que se dá na virada de ano,

pegando mais um gancho

no assunto, momento

de se fazer plano.

Aqui mora

o sucesso,

conquanto,

coloque-se a ação

ao funcionamento do ato,

na realização de seu sonho, tornando-o

verdadeiro fato. E, se a ação de funcionar

ato soa cacofônico, e pleonástico,

nada importa à pessoa que

se faz biônica, ou lunática.

E fato, é fato, ponto. Ação

amigo, não seja simples

fraco. Olhe à frente e

enfrente o seu ego,

vislumbre as iguarias

sobre finíssimos pratos.

O impacto faz pacto com a

realidade virtual, com pensamentos

avulsos emaranhando mentes incautas.

No afã de que a evolução aconteça, atingindo

tingidas cabeças, trazendo melhoramentos aos

seus próximos eventos. Há poetas e pensadores

que, deixando de ser escritores abominam o gerúndio,

ora, essa é eficaz ferramenta do pronunciamento da

língua, quem não gostar que o cuspa fora, mas

por não me chegar a hora, continuo

engolindo-o, e, até achando-o lindo.

Mudei um pouco de  rumo, para ver

se a você me aprumo, expondo meu

conhecimento de convencimento da

prosa. E para não ser muito

cansativo, fui buscar flores

no Lácio, inserindo prosa

à língua, tornando-me

estrelo   do ego

profundo, tendo

na inconsciência

que  haverei  de matá-lo,  extirpando-o do

meu ser pequeno, somente assim poderei

chegar a  um melhor  renascer, referto  de

vastíssimo  halo. Caro  amigo, não

posso acusá-lo, pois, ao fazê-lo serei

no elã do bem-querer. Nos temporais

da empoeirada existência da vida, o ser

torna-se eterno em sua forca de seda, sobre

pisantes modernos, emaranhado em amarelado

terno, com seu anel de bravata. Embora, sua sede

não seque, vai correndo atrás do vento ensacando

fumaça ecológica, sem ver a bizarra lógica. Até que

chegue o inverno. E o colorido vai se firmando

no  seu firmamento  interno. Ou, vai-se

esmaecendo conforme se queira ver. Na

arte da existência, na arte de  bem-viver

não existe tanta clemência, apenas

ambivalência na ciência de se crescer

com tempero de padecer. É bom que aqui

se diga, apesar de tantas fadigas, somente no

colorido do amor, a vida e morte se faz vencer. No

alvorecer da existência já podemos ver a vida esvaída,

muito próxima de esmaecer. Simples flor, que murcha

na esperança de nova vida, à espera de mais uma

criança nascer. A nossa portentosa existência

pode ser mui singela, simples e decadente,

dependendo de como é vista. A vida é bela

ao belo, àquele ou àquela que pense bonito, que

a enxergue em cores, levando-a na alegria e calma,

deixando de lado os berros, embora, sendo do estilo,

na mente prevalecem muitos grilos e infinitos gritos,

que quebram fortíssimos elos, vendo-a em preto e

esquálido amarelo. Assim sejam nossos atos,

equilibrados sobre o trilho do amor, para

alcançarmos o bem maior, a paz.

Isto é sucesso! O resto

é balela mordaz!

O Homem que Deixou de Sofrer (Portuguese Edition)

jbcampos

 

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Rojão o cão de estimação

Rojão, o cão de estimação

O fiel cão:

Rojão não

tinha medo

do  trovejar.

Ao passares por aquela encruzilhada poirenta,

ou lamacenta, notarás uma caprichada cruz benta,

que o tempo já a entortou, pela natural tormenta

a qual tanto a

atormentou.

Feita  em

madeira

de lei.

Igual

ao

coração

de quem

a fez com

delicadeza

de  tamanha

e indescritível

tristeza, e à lei

se autocondenou.

Foi de morte sangrenta, que o cão de Juarez, teve

por sorte cinzenta a sua própria estupidez. Ao atirar

numa caça; no Rojão acertou. Foi acidentalmente,

desculpa da morte

daquele que sente,

do  amigo inocente

do qual a  vida  tirou.

Quanta dor que existe

num coração triste, que

ama   ardentemente

um grande amigo.

Há  quem chame

um  homem  mau

de cão, e isso é um

insulto, uma enorme

ingratidão.  Ainda bem

que o bicho não entende

a nossa língua, e com

sua santa língua vem

lamber essa pútrida íngua,

que muitas vezes um osso a ele negou.

Descanse em paz, amigo Rojão.

jbcampos

 

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Amor de Eros

Amor de Eros

 

E

E R O S

R

O

S

!

E

Era

o Eros,

o fetiche,

o prazeroso

e o mais sincero.

Quiçá, o mais gostoso.

O mais antigo na Nova Era.

Em si só,  eternamente  existe.

Ei-lo nesta romana  e familiar capela.

A louvar e a excomungar o inescrupuloso mal.

Eis os anjos gregos misteriosos,

Imaculados, e  ou, indecorosos.

O perdão  nele é sacramentado.

Hercúleo e  apolíneo - delineado.

Amor  intensificado,  e revelado.

Saudável  candelabro  realizado

no  maior  tesouro  entesourado

no mais  puro ouro;  purificado.

 

Ame com a boa verdade;

E estará livre da maldade.

O Fenômeno Holístico (Portuguese Edition)

jbcampos

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O anjo da minha esquina

 

 O anjo da minha esquina

 

 Era muito jovem ainda, quando conheci a menina

de cabelos cor de mel. Um encanto de candura

que  mexeu  com a minha frágil estrutura;

e não foi à toa na sua meiga finura.

Debalde  fui  ao  céu  buscar

uma colher do santo mel.

Era  o  céu  de  Afrodite

por desejar conquistar Judite

em minha desventura. Fui enganado,

trouxe  fel.  Fora  em  vão  o meu esforço

torto de enganosa paixão. Sonho de menino

o qual nesta terra de peregrinos donde surgiu

mais  um  sonhador levado ao léu. O primeiro

amor  que um  dia em fantasia desapareceu

ao rasgar do fino véu. Cai nos braços de

Morfeu implorando  a  realização

daquele sonho pioneiro que era

só  meu.  Judite desapareceu

Passaram-se muitos  janeiros

e aquele sonho me perturbou

o  tempo inteiro. Um belo dia

quando àquela esquina surgia

uma senhora  esguia,  madura,

bela e muito vaidosa, na mesma

esquina daquela  velha casa airosa,

para a qual se mudara. Algum sentimento

inocente não deixara transparente aquela lúdica

visão  na  minha  mente-coração. Com  o  passar dos

dias, eu também já envelhecido, conheci  o seu encanecido

marido, gente fina, que de mim houvera

numa linda  primavera,  inocentemente

roubado aquele jasmim do meu jardim,

minha  menina de antigamente.Todo o dia

vislumbro Judite,  mesmo  que  não  acredite,

por certo foi arte da velha Afrodite conluiada com

Morfeu a desviarem o prumo do tão sonhado rumo

de mais um velho sonho que na quina da esquina

se perdeu... Restou à minha dor apenas

um pingo de amor…

 

- E será que Judite se lembra de mim?

- Certamente, sim!

 - Você se lembra do seu sonho?

 “Sonhar é viver”.

jbcampos

 

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Piscar d'olhos

Piscar d’olhos

 

Há muito tempo por aqui apareci olhando

montanhas, sanhaços, pintassilgos, beija-flores

beijando bem-te-vis, despencando de penhascos

gorjeando louvores. A pradaria murmurando

o vergel-lilás de suas flores. Era o lugar

que sonhava para os meus amores.

Então  nada mais  me faltava.

E foi ali que escolhi. O meu

alvorecer  era em cores,

a chuva me iluminava,

o sol me inspirava

ao destilar de

deliciosos

licores.

No  conforto  informal, no

desejo de mais um mortal.

No crepuscular das tardes

de magia, embriagado ao tom

do  doirado som a acariciar meus

ouvidos, qual  a todos os lados naqueles

dias a mim consagrados. Tudo e a todos tingia.

Nesse mel de melaço, no mais puro regaço que no

profundo minh’alma regava, e me fundia em alegria.

Foram  belos os  meus dias  os quais minha mente

arejava. À rede me embalavam as  noites calmas,

meus pensamentos voavam  em nuvens alvas.

O meu espírito se projetava além de coisas

humanas. Nas longas tardes de frescor-

rupestre dos fins de semana,

”muito além de Trapobana”,

aliás, estava pra lá de “Pasárgada,

onde  eu era  amigo do  rei” e assim,

muitas vezes,  pensei: “Jamais  escolherei

qualquer mulher, pois, muito além dessa eu já

tinha, mesmo sendo amigo do rei”, com certeza

de tanta beleza, e convicto de que não a merecia,

por isso foi que não errei! Foi aí que compreendi:

sou um privilegiado e o meu lar construí dependurado

no topo de um monte encantado, porém, alicerçado com

cascalho dali. Belos e  floridos jardins, com melífluo  odor

de jasmim. Em cima do vale, com minha visão deslumbrada.

Minha  família;  presença marcada.  Parece ter sido ontem.

O tempo passou ligeiro e neste comboio fui passageiro.

Meus filhos se casaram, meus netos se foram...

A minha companheira de tantos janeiros a

partir foi à derradeira, mas partiu pra va ler,

enfim, o  meu coração se partiu por  inteiro.

Restou-me a oração, pássaros e a canção

do meu velho travesseiro enfronhado de

emoção.  Confessor e confessionário

esplêndido cenário passo o tempo

a escrever com alegria e prazer,

como se fora mais um otário

teimando  em reviver.  Não sou hipócrita

em meus apócrifos. E não quero me enganar.

Aprendi a ver a vida em sua plenitude, encaneci

com saúde e não posso reclamar. Partida é partida.

A existência é efêmera e, nem posso chorar.

Chegamos-voltando à frente de câmeras

registrando os relatos, de fato; relatando

os fatos. Alcovitamos em nossas câmaras,

regurgitamos desagravos ao nosso Criador

Pai. Melhor nos fora juntar os favos da gloriosa

e eterna Paz, do que os trapos que o mal sempre

nos  traz.  Caro irmão-leitor  pense como for, mas,

por favor, não tenha pudor dessa falsa dor com pavor.

Nem  seja acre,  do seu coração tire o lacre, e no amor

seja craque sem o menor palor. É a realidade da vida, flor

em botão qual murcha dando-nos o seu tom chamando-nos

à atenção. Qual à bucha, com água e sabão, no banho é  algo

estranho, verdadeiro estrebucho no antigo corpo de  um bruxo.

Às vezes velho-tacanho aos olhos de estranho. Pode ser, mas não

é se ele sabe o que a vida é! Pois, fez-se amigo de tudo e

até da boa solidão, na realidade é sortudo, meu caro-querido

irmão, ele enxerga até pelo pé sendo provecto ancião. Solidão

pode ser  desespero ou tempero  de se encontrar com o “Eu”

por inteiro. “As aparências enganam”. A solidão pode ser uma

ótima companheira. Essa amiga vem para burilar a nossa alma

dando-nos a condição de vencermos a nós mesmos,  já que o

nosso maior inimigo está no interior do nosso coração o qual

deve ser cinzelado com o amor da mansidão no universo dessa

eterna imensidão. Na realidade o meu coração mora nos universos

dos universos juntamente com o seu.

 

Esta historieta faz parte da vida deste modesto amanuense...

Muita paz e amor à sua pseudossolidão.

O homem que psicografava

O Homem que Psicografava (Portuguese Edition)

jbcampos

Saiba mais…

alheio ao lado da musa

 

alheio ao lado da musa

 

começo  a escrever

neste exato momento,

às doze horas deste dia

seis de junho de dois mil

e dezoito, porém, alguém

à procura de alguma alegria

aproxima-se, trazendo biscoitos,

bom  café  com leite qual anestesia

velho  frio desta  manhã, gélida  tersã.

quisera ter agora bela e divina mente sã.

é intrusa gripe meu companheiro, atchim!

está  servido,  meu amado leitor querido?

não é o espirro, é o café  com biscoitos.

bem que podia ser um chá de alecrim,

apesar desta  alegria gastronômica.

encontro-me em palpos de aranha,

a escrever anônimo pelo conselho

parecendo-me  situação bisonha.

debaixo de relho, pois, minha cabeça

tropeça no avesso desse acontecimento

ao se ver num espelho a lhe espelhar

o movimento lento, deve ser

pela idade-bedelho.

devagar a divagar

vai-se ao longe

diz  a musa

a qual do

poeta

usa.

e a gripe, minha deusa?

vamos desengripar

primeiramente

a sua mente,

o  resto

vamos

deixar

para o

ar quente.

claro, se ele

não estiver

ausente.

escrevendo apenas uma

estrofe  por semana,

conquanto,  seu

conteúdo seja

autêntico

é andar

à galope.

preste

atenção

a musa

não diz:

trote, de pura  ilusão.

estará  lentamente

cumprindo a sua

missão, assim

fala  a musa,

ao  pensar

pelo meu

pensar,

porém,

de coração!

 

e a musa acrescenta: quer ser poeta

então escreva, escreva,

quem sabe se…

 

porém, da gripe não falou mais nada

pareceu-me completamente desinteressada,

porém, uma coisa eu sei ela nunca fica estressada.


jbcampos


Saiba mais…

Quando o sino dobra

quando o sino

dobra o destino

 

você

pode

ser e se

ver  aos moldes  angelicais

divinos  ao badalar  de vários sinos,  

quiçá, sentir o revoar de anjos advindos

voando  sobre os  cais de canais divinos

de lugares lindos, vendo-se bom menino.

quem  sabe se:   bela donzela.  porém,

jamais seja, mais um cretino. foi  você

que fez o seu próprio destino. plantou

amora  e não vai  colher pepino agora.

preste atenção para não se ver valdevinos.

não gosta de se imaginar  na peleja, tampouco,

sequer que assim seja. porém, esta vida também se

presta  ao além de mais uma festa pela fresta da mais

gloriosa e  universal seresta. uns  despistam a vida com

igrejas, outros a  regam com cervejas, há  os que disputam-

na com força maluca e bruta. há os fracos desistentes  da luta.

existem  os barbitúricos com sabores de frutas, embora, sejam

sulfúricos  como cicuta. não vai dar  uma de Sócrates, à biruta.

também  há trutas   a pescarem suas trutas. dizem que há gente

inteligente  também as malucas. não vá agora, por isso  também,

fundir sua cuca. seja  como for: “Viver não é flor  que se cheire”.

porém, o  forte resiste  a vida até à morte e com pouco de sorte

se  esforce no equilíbrio do dom do amor o qual  também advém

do  além. muito além do Sul ou do Norte. porém, a  vida ainda é

matizada à cor esmaecida, no laboratório do amor  o qual lhe dá

vida  colorida. você é o grande mistério, realmente um caso sério

deste nosso hemisfério. mas sua luta e desespero será verdadeiro

tempero da evolução, sem exagero. faça da luta seu entretenimento.

e se você não gostou dessa frase, sinto muito, ao lhe falar de  lamento.

pode  acreditar, não  estou a esperar  agradecimento, pois, tenho missão

a completar meu irmão, qualquer escrevente escreve o que lhe vem à mente.

é a prazerosa missão a qual deve se cumprir graciosamente, sorridente-contente.

é uma questão de expressão, na realidade é a Musa que usa a privacidade da mente

do missioneiro-escrevente.

porém,  espero

que lhe passe

essa fase de

lastimável

tormento,

lamento.


jbcampos


Saiba mais…

Alinhavo

 

alinhavo de amor

 

nesta vida pela qual alinhavo

cismas, tertúlias e agravos,

à  espera  como escravo,

dando-me à heroico-bravo.

amor-apaixonado, escravidão,

apaixonado-amor, flor em botão.

nessa ilusão,  como amar então?

a mansuetude me invade

em  desesperada  atitude.

o sentimento me expande

ainda que me mexendo,

e nada entendendo,

tampouco, ande.

o  pensamento  me ilude.

gotejar melífluo e amiúde.

na  trama dessa  entretela

linda  imagem vem  à tela.

o  desespero  me interpela:

sobre  este amor tão grande.

outra vez a paixão me invade.

posso  amar sem ser amado,

é o verso do verdadeiro  lado.

versejado,  verso apaixonado.

inverso dum amor atraiçoado.

amor,  sentimento  intrincado.

por mim,  Ele foi: crucificado,

por Ele, também fui perdoado.

Ele - Amor estão misturados.

aqui  começa  o alinhavo

pra ficar  bem costurado.

por ele nasci deste lado.

às  vezes  atormentado

procuro-O  no escuro,

quiçá, por ele seja achado

enferrujado atrás dum muro

escondido de algum apuro.

achado pelo meu pecado,

ai  estarei  bem apurado,

pelas obras assegurado.

vou  amando sem saber

sobre o amor sabedoria,

sem nada dele entender.

saber, como eu gostaria.

 

como sou ignorante...

 

quem pode explicar o amor?

 

Jbcampos

 



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CPP