Posts de RODRIGO LUCIANO CABRAL (224)

OCUPADO

Tenho andado ocupado
a chuva cai e não me molha
a musica toca e não ouço
Tenho andado ocupado
o pássaro canta e não percebo
o caminha termina e eu sigo
sua lagrima vem e eu não vejo
Eu ando em carros velozes
eu faço refeições ligeiras
eu escrevo rabiscos ilegíveis
Ando ocupado
Deixo os livros sem ler
Esqueço as músicas que ia ouvir
fecho os olhos nas sombras a noite
durmo sem sonhos
Não tem chuva pra mim la fora
não tem vento nas minhas vidraças
não tem amor no meu peito
Ocupado
Vazio...
 
 
RODRIGO CABRAL
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DE BECOS E VIELAS

Na cidade fez-se o muro
encostou-se a ele em desuso
tão calado que ninguém viu
Fumou na sombra que a noite trazia
pensou o impensável só por que podia
Nenhum crime seu veria a luz do novo dia
Observou sem interesse a mulher passar
ondulante,oscilante,lascivamente ,apressada
Não disse gracejos ...
Não falou nada
Olhou pro céu cheio de seu próprio vazio
Não trazia nada daquele dia
Não deixaria nada para aquela noite
Pegou na garrafa com certa urgência
Aroma forte desprendeu-se dela
Haviam cães ladrando nos becos
Haviam gatos nas vielas
Haviam homens sofrendo nos barracos
Havia ele...
E ninguém viu.
 
 
RODRIGO CABRAL
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O VELHO PARTIU

O VELHO PARTIU

Eu não vi o velho senhor nascer, você viu?
Sei que caminhou por estes lugares agrestes em dias tristonhos
Sei que desbravou as matas cerradas em cortes ousados
Sei que não soube esperar...
Eu não vi o velho senhor nascer, você viu?
Sei que procurou novos lugares no mundo vasto
Sei que pescou do rio o que o rio que tinha pra dar
Não caçou ursos,não viu ursos...pois ursos não havia
Eu não vi o velho senhor nascer, você viu?
Sei que entendia antigos idiomas de tribos reclusas
Sei que ouvia os animais como ninguém mais ouve
E ele cantava...o velho senhor cantava como ninguém mais canta...
Ninguém!
Eu não vi o velho senhor nascer,você viu?
Sei que andava pensativo em dias outonais
Sei que apreciava a chuva no telhado barulhento
Sei que aprendeu a viver com pouco...
Não soube dizer pra ninguém os segredos
Não soube expelir de si as mentiras
Não soube nada!
Eu não vi o velho senhor nascer,você viu?
Sei que entendia os mistérios mais que as verdades
Sei que amou em silêncio e odiou com reservas
Sei que desistiu sem suspiros
Sei que resistiu sem justiça
Sei que se foi...
Eu não vi o velho senhor nascer,você viu?
Ninguém ainda vivo deve ter visto...
Sei que não esta na sombra da arvore esta tarde...
Sei que não caminha na orla da mata como antes...
Sei que não voltou...
Eu não vi o velho senhor partir...você viu?

 

 

RODRIGO CABRAL

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PARTIU

Fugiu dos relatos estranhos
Desta primavera sem rosas
Destes lugares sem canto
Destas virtudes duvidosas
 
Terminou solitário no alto
Montanhas sem alma
Motivos sem logica
Foi...só foi!
 
Navegou em mares escuros
Naufragou em verdades incômodas
Sobreviveu em certezas bobas
Chorou ...dois traços nos olhos
 
Esperou pelos que nunca viriam
Atuou em cenas obscuras
Interpretou papéis que não lhe cabiam
Cansou...partiu...perdeu
 
Rogou a deuses que não ouviam
Rezou orações em que não podia crer
Fez seus próprios sacrifícios
Mudou...sentiu...mudou
 
Não é mais o mesmo sob o mesmo sol
Não caminha mais igual nos mesmos caminhos
Não vê mais as mesmas coisas com olhos de antes
Partiu...ninguém viu...
 
Partiu.
 
 
 
RODRIGO CABRAL
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Tarde vadia

Eu vim te dizer pra parar
Por que chove na praia...
Chove agora em lugares improváveis que você não vê...
Que você não sente
Eu vim te dizer pra voltar...
Por que naquele lugar o sol nunca mais voltou
Por que não é amor o que a jarra oferece
Por que esperar nem sempre vale a pena 
Eu vim te pedir pra partir...
Por que é o vento sempre o vento quem sopra as perguntas
Por que o tempo trás de outrora medos desnudos
Por que ficar pode ser perder e partir pode ser sobreviver
Eu vim te pedir pra lembrar...
Por que a memória é fugidia quando o favor foi grande
Por que a nudez é vazia quando o coração não esta lá 
Por que o ódio vem e nunca quer voltar sozinho 
Eu vim te dizer pra esquecer...
Por que as coisas são o que são sob este mesmo céu a tanto a tempo
E você não pode mudar tudo,as vezes não pode mudar nada...
Eu vim te jurar que consigo...
Por que ainda florescem ´plantas no meu jardim que eu não sei o nome
Por que ainda busco as sombras em tardes vadias
Por que julgo ser mítica toda a fome me impele
Eu vim te dizer pra parar...

 
 
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VEM VILÃO

 
Estou trazendo presentes
Ideias no álcool para os poetas que bebem
Por que se escondem assim?
Achando que terão visões nos fundos dos copos
Às vezes o mundo parece tão surdo quanto os tijolos das casas
E eu rezo quieto por nada
Estamos todos loucos
Enfiados em fantasmagóricos aventais brancos
Olhos mortiços
Como os dele naquela cadeira antiga
A porta de seu quarto no hospital
A que reflexões mortas ou antigas lembranças se entregava?
Talvez só estivesse com medo
Como todos os outros sentados nas fileiras desalinhadas das salas de aula
Sonhando senas eróticas e amorosas com a professora loira
Escrevendo poesia perdida durante as aulas
Só ela não liga o bastante
Melhor cheirar solvente e mentir para parecer rebelde
Falar de demônios e vozes sentir-se Aleister
Delirar
Eu também deliro e viajo preso as maquinas
Vida de operário
Um salário qualquer e dividas
Estou sofrendo
Mas trago presentes
Por que de alguma forma tocamos violão no quartinho dos fundos
De alguma forma isto nos parece arte
A se pudéssemos correr pelas avenidas com nossos carrões caríssimos
E recitar poemas pagos nos tele jornais do meio dia
Mas isso e só aqui
Sonhos de Porto Alegre só estão aqui comigo
Não posso alcansalos ainda
Talvez nunca possa
As coisas começam e vem carregadas no minuano
Pelo menos e o que esperamos
Aborrecidos manhãs a fora
Em direção ao ônibus ao trabalho a rotina
Sentindo nos presos
Há como e grande o desejo de ficar
Como urge a necessidade de mudanças
Mas não mudamos, não por fora.
Não para os outros pelo menos
Apenas para-nos mesmos, apenas por dentro.
Num labirinto no castelo da alma
Tentando desistir e falhando
Tentando uivar em papel xerocado
Tudo e tão irremediável
Para que tantas ideias?
Tantas criações?
Nossas mentes se perdendo, achando que seria bom se tocássemos em bares.
Ou em festas a cinquenta centavos no boné
Um couvert artístico
Achando que da pra viver de poesia
Um rosto qualquer na capa de um livro
Recitando para os outros, para os leigos.
Como ilhas cercadas, nos sufocando num mar idiotamente azul.
E mudo
Por que e só o que somos
Entregues aos longos banquetes da sanidade furtiva
Não temos medo da sombra
Somos o abismo
Comprando refrigerantes baratos em lanchonetes vazias
Escutando os ciganos vendo o tempo passar
Como pedra nas águas de um riu
Ouvindo musicas barulhentas de CDs emprestados
Uma vida de empréstimos compulsórios
Uma multidão de amigos viciados, carecendo de ritmo e magia.
Espalhando-se em fugas do atlântico, e do humor do jovem selvagem de hoje.
Jovem que nos somos, e escondemos no armário do quarto.
Por traz da pilha antiga de roupas
Só o que e bonito esta ai para mostrar
Só o que e bonito
Noites de outrora e jovens e belas promessas
Mostre a eles o que eles querem ver
Pode ser divertido fingir o tempo todo e enganar enquanto se espera a própria vez
O momento de ser enganado
Como se não pudéssemos fugir da noite
Ficando sempre a espera
Às vezes e fácil deixar para La
Ficar em casa olhando fotos velhas, reconhecendo rostos toda uma vida desfilando diante dos olhos.
Revendo antigos fantasmas
Espectros antigos, mas atuantes.
A garota gorda do colegial, com suas lentes grossas e coloridos desenhos.
Um horror nos punhos fechados de um inimigo maior
Medo, terra, chuva e vento como um presente indesejado.
Vem vilão que já não o tememos
Temos canetas e blocos e xícaras de café fumegante
Tem os o vinho e a poesia
Somos outros agora
Sim somos outros
Ainda que imolados em ódios disformes e lembranças
Pra podermos luzir nos caminhos da vida, na batalha sem trégua do dia a dia.
Você ainda acha que pode fugir?
Eu conheci alguém que tentou amigo
E ate hoje não conseguimos encontrar todos os seus pedaços
Pobre Queli onde andara perdendo pedaços seus agora?
Em quais bares estará esquecendo sua própria vida?
A que caralhos estará tentando agradar por mais uma dose?
Suas fugas nunca foram longas minha amiga, jamais foste a qualquer lugar.
Não e que estivesse errada, não e que não devesse ter tentado.
E só o seu caminho garota
Só o método e que te condena
Queli bebendo cerveja pra ficar alta e distante entre os vagabundos do bairro
Queli fungando carreiras perto das mesas de sinuca
O pó sobe rápido, eu a vejo pobre Queli você já esta longe, mas logo volta, logo cai pesada como chumbo.
E tudo ainda esta La
Tudo ainda esperando por ela
Silenciosa sentindo medo
Um gosto de morte na boca a má sorte grudada nela
Ela nunca mais será a mesma meu amigo
Nunca mais
Esta perdida
Agarre se a seus panfletos musicais e CDs
Você não pode fugir
Vem vilão por que não podemos fugir
Por que estamos cansados e tristes
Às vezes impacientes
Eu me pergunto
Quanto tempo mais?
E um ciclo que se fecha
Um grito que termina como devia terminar
Debatendo-nos no escuro
Debatendo-nos no escuro
Ate o fim
Futuro adentro
Debatendo-nos no escuro
No ESCURO!
 
 
 
RODRIGO CABRAL
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DAMA EM ESCARLATE

Vestido vermelho
Olhar abusado
Corpo sinuoso
Opulento decote
Será vinho em sua taça?
Para quem ela joga languidos olhares?
Quem já provou do mel de seus lábios?
Não ouso imaginar
Gestos largos e firmes
Mãos bem cuidadas
Unhas longas em esmalte escarlate
Madeixas de um negrume absoluto
Você tem medo dela...
Eu tenho medo dela...
Os homens tem medo dela...
Qual gata preguiçosa e ronronante ela se estica
Ela observa...
Seu sorriso é uma arma
Seu olhar um convite
Seu ardor uma armadilha
Ela chama e repele
Ela atrai e despreza
É senhora de sua sina
Dama da noite.

 

RODRIGO CABRAL

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UM CORAÇÃO NO RIO

As aguas deste rio são escuras
Da ponte posso ver sua extensão
Crespada é sua superfície de piche
Torturado esta meu coração
As aguas deste rio têm detritos
Restos falhos de imundície humana
Flutuam em caudalosa confusão arvores mortas
Como cadáveres que o rio transporta
As aguas deste rio tem destino
Descem encostas e atravessam vales rumo a um fim
Existe objetivo para esta jornada
A estória deste rio tem um fim
Meu coração quer descer com estas aguas
Quer navegar desesperançado rumo ao fim do rio
Meu coração que tem tantos detritos em seu amago
Quer ser mais um detrito neste rio impessoal
As aguas deste rio encontram o mar em derradeira comunhão
Beijam o mar...
O mar é poderoso e as recebe indiferente
As aguas deste mar são salgadas
Salgado é o gosto que minhas lagrimas tem
Meu coração quer seguir por este rio ate o mar
Quer ficar a deriva no oceano sem fim
Na gigantesca lagrima atlântica
Meu coração sabe que estará em casa outra vez

 

RODRIGO CABRAL

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VELHA DOENÇA

Velha doença de onde vens?
Colada a meus ossos fragmentários
Inundando minha boca com teu fedor de morte
Um odor impregnado nas roupas
Uma presença que segue meu olhar
Um ponto escuro no fundo abissal dos meus olhos
Um furtivo sentimento de tragédia
Você pode ver que não me alegro mais com o nascer do novo dia?
Percebeu meu mutismo diante da grande cidade?
Da grande e suja cidade...
Habitações sem alma...
Vidas sem por quês...
Você precede a razão nao é?
Velha doença que se deita comigo
Meu leito de enfermo que ninguém pode mudar
Uma forma ali comigo na cama
Derradeiro descanso que já me leva longe
Ah velha doença me deixa entende-la
Me fala teu nome?
Me explica teus motivos?
Preciso que tenhas motivos
Tens que ter algum sentido
Eu sigo andrajoso com você
Eu serpenteio com você
Ate mesmo rastejo...
Sim eu rastejo!
Velha doença sinto que não vais partir
Não podes partir
Não queres partir
Tens aqui solo fértil
Tens aqui sangue fresco
Alimento para a prole horrenda que geras
Para teus monstros
Sim... posso ver que ficas
Posso entender que ficas
Estas comigo
Estas nesta casa
Neste bairro
Neste país
Neste mundo
Vive o homem sobre a Terra
Vive você com a humanidade
Teimosa, terrível...
Eterna.

 

RODRIGO CABRAL

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VEIO COM AS CHUVAS

Me deixa cair...
Eu vim com as chuvas
Me deixa cair...
Escombros e sombras
Retornando calado...
Tantas vozes outros tempos
Tantas vozes...tanto tempo
Me deixa cair...
Na ultima morada montanhosa
A rocha me suportará
A relva vai me ver escorrer
Sem sonhos,sem crises
Me deixa cair...
Os túmulos tão mudos de agora não vão reclamar
Ninguém vai...
E você?
Me deixa cair...
Sem distinguir quintais de campos,prédios de florestas
Sem reconhecer batalhas...
Me deixa cair...
Pesadamente estou perto...
Sombra que sempre esteve em teus olhos...
Memória que volta incontida
Saudade que vem...
Me deixa cair...
Me deixa chover...
Se entrega esta noite menina
Chore...chore...
 
 
RODRIGO CABRAL
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A TEMPESTADE SABIA

Sentiu a tempestade...
Ouviu o vento uivar
Derrubou as garrafas
Atraiu a atenção da garçonete no bar
Desdenhou...
Calado!
Viu o relâmpago riscar o céu
Negrume com um Deus...um Deus da morte...
Distante o trovão respondeu!
Ergueu copo,bebeu mais
Era vinho...
Nenhum brinde
Só beber
Viu a chuva começar sem surpresa
Lavando as velhas janelas cobertas do pó da rua
Pessoas apressadas fugindo da chuva...
Apenas mais uma fuga em suas vidas
Muita gente indo a lugar nenhum
Pediu outra garrafa com um gesto pueril
Foi atendido com presteza
Não agradeceu
Não sorriu...
Bebeu,bebia,beberia...eis tudo
A tempestade o alcançou em meio a tarde
A tempestade o pegou ainda a mesa
A tempestade o cercou naquele bar...
A tempestade sabia
Ou ele sabia?
Não pensou a respeito
Ergueu o copo...bebeu.
La fora nada mais como antes
Bebia...sabia...aceitava
La fora sua vida revolvia ,estrondava e escorria
Fitava a rua pela janela
Observado pelo olhar complacente da garçonete
Ignorado pelo resto do bar...
Fazia hora...matava tempo...
A tempestade aguardava por ele.
 
 
RODRIGO CABRAL
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ANO DE DIFERENTÕES

A curiosa síndrome do "olhem pra mim sou diferentão(na) foi tônica deste ano todo, muita gente fazendo a maior questão de alimentar a polarização de tudo e é claro de se eximir totalmente da responsabilidade sobre isso, por que são sempre os "outros" que alimentam o ódio...um ano vazio de gente vazia de discursos moralistas fracos e cretinos divididos em dois lados ridículos e totalmente estúpidos.Um ano de muitos livros na estante e nenhuma inteligência na cabeça,de muita violência gratuita e muita culpa atribuída , um ano de pregar o "não " a intolerância enquanto se é totalmente intolerante , um maldito longo e fdp ano de bestas de carga metidas a gente politizada. E que se foda se o ano acabou, nada muda, o novo ano vai seguir com eles iguaizinhos.
 
FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊS AI QUE ACHAM QUE FAZ DIFERENÇA.
 
 
RODRIGO CABRAL
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A LIBERDADE DE SER HUMANO!

Outro dia estava indo trabalhar e me deparei com um sujeito urinando em seu próprio quintal! Isso mesmo URINANDO no quintal. Fiquei pensando:Isso sim é LIBERDADE,o quintal é dele ele faz como quiser,se quer urinar lá...que seja. Mas me fez ficar pensando na estranheza disso,na estranheza dessa criatura chamada HUMANO.
Somos essencialmente bizarros por natureza,criaturas deslocadas no ambiente em que existimos,nossas idéias de moral e do que é necessário ou mesmo sadio divergem muito.
A estranheza a excentricidade fazem parte do nosso cotidiano até onde você menos suspeita quer ver?
Walt Whitman conhece? Destacado poeta americano(não conhece? vá ja ler criatura) era apaixonado (de verdade) por Abraham Lincoln e gostava de se refestelar na banheira jogando muita água por todo o lado e cantando o Hino nacional americano.
Henry David Thoreau (igualmente se não conhece vá conhecer) a despeito de sua genialidade Thoreau raramente tomava banho nunca penteava os cabelos e se vestia com trapos...tá bom pra vocês essa?
Pois tem mais...
Charles Dickens esse você conhece vai! Pois o bom Dickens possuía uma curiosa obsessão pelo necrotério de Paris onde passava horas analisando os cadáveres de andarilhos e outros infelizes ...e veja bem estamos falando de DICKENS o cara dos belos e tocantes textos que todo mundo adora...
E J.R.R. TOLKIEN...Esse você conhece aposto que se não viu ao menos ouviu falar do SENHOR DOS ANÉIS (o filme provavelmente não o livro seu preguiçoso) pois bem ele era conhecido por dirigir muito mau frequentemente trafegava na contramão e com o tempo sua mulher passou a se recusar a sair de carro com ele...
F.SCOTT FITZGERALD um dos mais famosos escritores pois este distinto senhor tinha hábitos peculiares como andar de 4 latindo como cão em festas , inclusive certa vez em uma delas ele recolheu todos os relógios e jóias dos convidados(com ar de muita seriedade) os levou todos a cozinha e os ferveu em molho de tomate...que tal esta meninos e meninas?
Por fim J.D.SALINGER autor do famoso (e controverso) romance O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO (ficou conhecido principalmente por ser livro de cabeceira de muitos psicopatas) o nosso querido Salinger era realmente genial mas também MUITO único por assim dizer, era bem recluso e segundo sua própria filha bebia a própria urina por crer nos "benefícios" medicinais dessa pratica...
E lista prossegue caros amigos longa e cada vez mais bizarra, e estamos falando de algumas das mentes mais notáveis que esse mundinho já viu, etão o que resta pra nos pobres mortais? O que é um simples sujeito urinando no seu quintal numa manhã qualquer?
Somos isso ai mesmo...esquisitos controversos...até quando melhores somos estranhos...SOMOS MESMO MUITO HUMANOS.
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A SOMBRA NA SUA CABEÇA

Nas esquinas onde morrem os sonhos
Em pretéritos perfeitos e esquecidos
Eu vi você...
Saudosa de alguma dose antiga que "bateu" faz tempo
Louca na névoa sem lugar pra ir
Sem querer ir...
Existe acaso em tua loucura quando a noite vem?
Um declínio crepuscular e utópico a caminho...
E pode chover você sabe?
Sempre pode chover...
Entende a medida da força que lhe atrai?
A velha vontade rastejando na sombra da sua cabeça...
Um vicio antigo nunca vai embora...
Ele espera...não espera?
E dizem que "espera sempre alcança"...
E vai fugir agora garota?
O que você pensa?
Que existem carros velozes o bastante pra isso?
Que ha um refugio pra tuas dores?
Tola ilusão que o copo não vai apagar...
Abstração fugaz que a cerveja não faz perdurar...
Ouve agora o que vem com vento
A tempestade sabe onde você mora
E ela veio pra ficar...
Da pra entender?
Existem lugares melhores no mundo...
Mas a casa bonita não é um lar se não for sua...
A tempestade quer chover sobre você na cidade ignorante do sempre em frente...
Você pode correr,pode chorar,pode sofrer,pode parar...
ou...
PODE CHOVER DE VOLTA...

 

 

RODRIGO CABRAL

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A beirada do mundo

Eu sofro do olhar calcinado de quem viu demais das sombras
Tantos cinzas manchando as paisagens do meu mundo
E eu precisando de algo
Alguma coisa minha que jaz perdida já há muito tempo
Nem sei bem o que
Eu deixo os olhos passearem no céu coalhado de estrelas
Deixar a Terra e vagar pelos astros
Há doce sonho
Desejo improvável que me mantém longe
Já não resta mais em mim nem mesmo uma pequena fagulha
A chama e agora mera lembrança
Só resta uma brasa extinta e dormida
Apagada de medo
Sou o sussurro sombrio e fraco
Anseio a mudança que não vem
E o alivio do peso que esmaga-me o peito cansado
E Deus como estou cansado
Tão farto destas batalhas sem glorias
Encharcadas de vitimas
Cansado de sonhar o sonho que se afasta deixando-me apenas a poeira da distancia
Quando é que a dor finalmente para?
Se é que para
Preciso de algo que abrevie o sofrimento
Alguma coisa qualquer pra apressar minha miséria no mundo
E que importa se e corda, bala ou faca o que põe fim a tortura?
Não careço do refinamento do método
Só da paz das trevas aconchegantes
Que não provocam lagrimas
Estou a um passo da beirada do mundo
E se pular... serei eterno.

 

 

RODRIGO CABRAL

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DIÁRIO DE AREIA

Já escrevi palavras na areia
Sabia que o mar viria busca-las
Já desejei delicias mundanas
Jamais foram minhas
Não conheci terras exóticas
Nenhum jardim inglês pra mim
Nada de índia misteriosa
Sem Nemo sem Nautilus
Mas cantei canções no escuro
La onde ninguém podia me ouvir
Onde a lagrima é só lagrima e sempre cai sozinha
Eu já encobri obscuros segredos
Medos exóticos
Medos inconfessáveis
Medos infantis
Só medos...
Sempre os medos
Eu já bradei em batalhas ferozes
Derrubei homens
Os vi derrotados
Os vi moribundos
Não chorei por eles
Em verdade... nunca chorei
Eu já deixei meu ódio pra traz
Eu o dei as flores
Enterrei fundo num canteiro de rosas
Mais tarde o vi voltar pra mim
Eu já fui zumbi sem alma e sem amor
Já fui bêbado, um ébrio errante gritando meu amor impossível pra lua.
Eu já sonhei com anjos
Já sonhei com pergaminhos
E livros que ninguém escreveu
Eu já perdoei ofensas imperdoáveis
E reagi com fúria diante de deslizes insignificantes
Já matei...
Já fui morto...
Caçei.
Fugi...
Eu já trouxe sabedoria de lugares místicos
Já espalhei tolices de metrópoles insípidas
Já fiz política
Já fiz amor
Já fiz... de tudo
Eu já quis que ela soubesse  do meu destino
Já escondi dela minha presença
Amor e dor... juntos em meu peito
Eu já afoguei velhos sentimentos em vinho barato
E narrei em poemas tão loucos que não pareciam meus
Já chovi sobre cidades que nunca me entenderam
Eu já parti
Já estive longe
Voltei e ninguém sabe
Escrevo palavras na areia
Olho o mar
Aguardo.

 

RODRIGO CABRAL

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DIÁRIO DE AREIA

Já escrevi palavras na areia
Sabia que o mar viria busca-las
Já desejei delicias mundanas
Jamais foram minhas
Não conheci terras exóticas
Nenhum jardim inglês pra mim
Nada de índia misteriosa
Sem Nemo sem Nautilus
Mas cantei canções no escuro
La onde ninguém podia me ouvir
Onde a lagrima é só lagrima e sempre cai sozinha
Eu já encobri obscuros segredos
Medos exóticos 
Medos inconfessáveis
Medos infantis
Só medos...
Sempre os medos
Eu já bradei em batalhas ferozes
Derrubei homens
Os vi derrotados
Os vi moribundos
Não chorei por eles
Em verdade... nunca chorei
Eu já deixei meu ódio pra traz
Eu o dei as flores 
Enterrei fundo num canteiro de rosas
Mais tarde o vi voltar pra mim
Eu já fui zumbi sem alma e sem amor
Já fui bêbado, um ébrio errante gritando meu amor impossível pra lua. 
Eu já sonhei com anjos
Já sonhei com pergaminhos
E livros que ninguém escreveu
Eu já perdoei ofensas imperdoáveis
E reagi com fúria diante de deslizes insignificantes
Já matei...
Já fui morto...
Caçei.
Fugi...
Eu já trouxe sabedoria de lugares místicos
Já espalhei tolices de metrópoles insípidas
Já fiz política
Já fiz amor
Já fiz... de tudo
Eu já quis que ela soubesse do meu destino
Já escondi dela minha presença
Amor e dor... juntos em meu peito
Eu já afoguei velhos sentimentos em vinho barato
E narrei em poemas tão loucos que não pareciam meus
Já chovi sobre cidades que nunca me entenderam
Eu já parti
Já estive longe
Voltei e ninguém sabe
Escrevo palavras na areia
Olho o mar
Aguardo.

 

RODRIGO CABRAL

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O LOBO AGUARDA.

 
 
De passado e sombras...
Antigos dias sem escolhas
Taças lascadas de vinho velho
Encorpado e saboroso na noite longa...
É celta a canção do vento esta noite?
Nevoas por toda a parte
Espada na rocha talvez?
Velho mago ancião na montanha?
Quem sabe?
Um novo e andrajoso messias nas calçadas sujas
Palavras só palavras...
Um grito no bosque e nada mais esta quieto...
Sangue na relva...
Predadores em algum lugar por la...
No próximo arbusto ,no tronco mais oco...
Predadores...
Cruzada esquecida
Cruzes sem rumo...
E vai doer mais desta vez...
Vai doer sempre mais...
Um velho fantasma no teu quintal
Memória que assombra...
Medo que volta
O lobo sabe e esta la fora esta noite
O lobo uiva e aguarda
O passado e as sombras
O lobo...
Aguarda.
 
 
 
RODRIGO CABRAL
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GESTOS PEQUENOS

Eu entendo que com o tempo a gente vai perdendo coisas vai se perdendo. Faz parte do assombroso processo chamado vida,pessoas vem e vão...elas nascem em sua vida de muitas maneiras e tem vidas curtas ou longas conforme quer o acaso...Você percebe que as perde...ou as vezes nem percebe, e talvez esteja ai a raiz de todo o mal que tem nos assolado. A indiferença! Quando foi que começamos a deixar de ligar? É tão estranho por vezes se dar conta disto.
Um belo dia você acorda e já esta mais velho,deixou um bocado de sonhos pra trás e um bocado de pessoas. Comigo se deu assim...O doloroso é que quando penso nisso não sinto a falta que penso que deveria sentir...creio que eu padeço deste mal desta indiferença grande e eloquente ,estou tentando aprender de novo a me importar,tentando aprender de novo a me conectar mais com as pessoas(não estou tentando retomar as que perdi não entenda isso,o que se foi se foi)procuro exemplos nos pequenos gestos. Outro dia vi minha esposa separando em uma sacolinha material que pode ser reciclado,separando do nosso lixo comum. Quando questionei por que ela me respondeu com simplicidade: Tem uma senhorinha que passa aqui na rua sempre antes do caminhão de lixo,ela vasculha o lixo atras de recicláveis, vou deixar na sacolinha pra que ela não tenha mais que que ficar procurando no lixo. Eu não disse nada...creio ter sorrido meio sem jeito. É provável que ela não tenha percebido. Mas fiquei tocado...um gesto pequeno simples mas ao mesmo tempo tão GRANDE, o se importar.É assim que espero um dia poder ser de novo.
 
 
 
 
RODRIGO CABRAL
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NADA DE NOVO SOB O SOL

É interessante perceber como o pobre ser humano é previsível...O circo eleitoral acabou,"vitoriosos" comemoram e contam as vantagens que não tem,apegados as ilusões que logo serão desfeitas."Derrotados" choramingam suas acusações e mazelas e previsões funestas...Gente falando idiotices do tipo "Acho engraçado as pessoas acharem que depois das eleições todo mundo vai ser amigo de novo" Filhos se vocês brigaram por causa de politica nunca foram amigos e as pessoas tão pouco se fodendo pra você.Gente zangada até com quem se "absteve" sim por que nesses novos dias de "só é democracia se vc pensar como eu penso e fizer o que eu faço" ninguém mais tem o direito de ser diferente. Ou seja o Brasil NÃO MUDOU...nem vai mudar...não mudaria caso a vitória fosse do HADDAD e NÃO vai mudar com BOLSONARO as pessoas seguem mesquinhas tacanhas e cegas...a politica tem este incrível poder...o de produzir imbecis em quantidades gigantescas...O tempo vai passar...já está passando...tudo segue igual...E VÃO SE FODER se não entendem isto.

 

 

RODRIGO CABRAL

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CPP