Posts de Diego Tomasco (331)

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Reencontro

E quando tinha medo naveguei nos teus lábios, sonhando em aliviar a dor com palavras e sem desenganos, 

E quando a máquina e o torturador lançavam seu machado afiado esse amor esperava, reciliente e tranquilo, 

E quando a mística lembrança do mar se misturava com a bruma abrumadora da saudade, te achava num bar, 

E quando quis fugir te encontrei sem remorsos e sem espaços vazios, e foi tudo apenas o vacilo de um instante, como um esplêndido desafio, 

E quando as noites de vigília consumíam minha vida te achei linda e destemida, libertando meu ser, aniquilado minha melancolia,

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Esperança de cristal

Eu sonhava o tempo todo e via nuvens de algodão, era genial ascender a luz da esperança na sua forma de cristal, 

Paredes na minha mente são palavras sem lógica, como tocar no abstrato, te envolver com gestos e silenciar o mal com um abraço, 

Eu sonhava um sonho quasse tangível, algo que tocava mais era invisível, 

Um Jardim,

Um verso,

Um outro universo ,

Um relógio marcando a eternidade,

Uma verdade vazia ,

Uma mentira cheia de vaidades...

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Lobo solitário

 

Tanto te escrevo para dizer tantas coisas que não dizem nada, o fogo tranquilo da lareira suspira memórias esquecidas,

Sou um lobo solitário,

E quando faltou o barro para te criar da terra sobrou amor, sou o estupor de um adeus desenfrenado,

Sou um lobo solitário,

Seria inútil compartir instantes desarmando meu peito, renunciei ao teu corpo, tuas carícias e ao nosso leito,

Sou um lobo solitário...

 

 

 

 

 

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Labirintos obscuros

 Labirintos obscuros e almas decadentes o ódio ferve na maldade indecente, eu julgo, tu julgas, todos julgamos, e não há mais nada , não existe a quarta pessoa,

A rede que pesca feroz tudo o que aparece , e o coração que procura explicação onde não existe e padece, 

Ainda se pode morrer feliz, tentando lembrar do dourado do teu corpo, procurando dentre teus ossos, a brisa que traziam teus beijos e teus olhos 

Labirintos obscuros e almas decadentes, saem das sombras insatisfeitas, precisam correr contra o tempo, 

Onde o tempo não existe...

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Construção

 Ele se apresentou tão bem mas estava ansioso e a dor continuava ali intocável, transparente e palpável,como dizia Chico Buarque, precisas despedirte dela, 

Pra seguir, pra viver, pra amar as coisas como se fosse o último dia, embora do seus olhos de amor lágrimas continuassem ali escorrendo,

Como se fosse o fim,

Ou um domingo qualquer...

Em homenagem a Chico Buarque.

 

 

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Vendedor de solidão

Saí pra vender solidão e não sabia que o preço estava tão baixo,

As noites são tristes e tem som,

O som da dor,

Ou do medo atroz de ser feliz,

A vida é cruel mais também tem ternura, 

Como uma canção que pergunta por ti...

 

 

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Arco-íris

Às vezes sou uma ostra e outras
um pássaro que voa,
Vejo e sinto meu coração que dispara,
Tenho centenas de olhos, alguns enxergam e outros se fecham com o vento,

Às vezes sou um orvalho onde a grama não cresce, e noutras sou uma lembrança de luz que não se esquece,

Sou curioso, um segredo calado, uma verdade improvisada, um arco-íris de chuva gelada,

As vezes meus segredos me consomem, como luz apática numa adivinhação e me pergunto se existe outro amanhecer, se existe outro sentimento,

Uma última palavra..

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MEMÓRIAS INVISÍVEIS

 "Vou te jogar num pano de guardar confetes"

Luminoso e pronunciando perguntas que não tem respostas, vida e morte com seus sonhos imortais, a verdade que amamos as veces também nos trai,

Esses planos elaborados  no fim das contas nos fazem duvidar que o mundo seja imprevisível, devorei poemas devorando minha alma, teu céu inundou- me de exilios cheios de vocábulos que não falavam,

Penso em voltar mas decidi que o tempo não existe, fui amargo em teu chamado supremo de solidão, e agora o talvez é um salto no espaço, como uma vela que se apaga inundada de memorias invisíveis,

Agora tenho versos preferidos que não tinha, são como agonias frias, úmidas e cheias de mofo constante, tudo ficou para trás, pertenço ao passado...

Diego tomasco.

 

 

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Salve-se quem poder

Se pudesse me olhar pelos teus olhos saberia como fui amargo quando deveria ter dito te amo, se pudesse postergar a tão desejada solidão saberia o quão sinistro e o frio que se sente após o salve- se quem poder, 

Quando as memórias gritam e porque já não querem ficar no passado, e os versos escritos na vigília são como salva vidas que flutuam na superfície de um mar úmido e gelado,

 Se pudesse contar meus desencontros antes da realidade bater na porta a soberba e o escândalo não seriam mais armas de auto torturas,

Quando nenhuma palavra, nenhum discurso faz sentido, somos a página virada de algum livro envelhecido.

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O inútil frear do tempo

 

Estamos vivos rumo à morte em uma pequena escala que chamamos vida , somos algo entre parêntesis, um suspiro,um pestanar de olhos,
A aventura da vida e o saber que um dia terminamos, que somos finitos mas que ainda vale a pena, como não querer esse olhar dos teu olhos, esse dizer eu te amo ,

Como não inventar inventarios para contar o que existe de bom, como esse peito materno, manancial de vida no amor de mãe, mas nada, nada espera aquele depois, como essa tentativa inútil de querer frear o tempo ,

Estamos cheios de curiosidade, de querer fugir dos protocolos, de parar de esconder nossas vergonhas , queremos esperar a esperança,

A aventura da vida significa romper as amarras, flutuar num mar de curiosidades , sofrer entre medos e verdades, significa o fogo e o orgasmo, movimento e marasmo,

Somos culpas evocando infancias com memorias invisíveis tímidas e portáteis, somos nostalgias que despertam velhos fantasmas,

Estamos cheios de brevíssimas felicidades,
mas também sabemos que tem pessoas bondosas que instalam novas fechaduras, porém a bondade sempre dá um jeito e acaba escapando pelo telhado...

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Meu smartphone

Sobreviver às minhas verdades e como viver o silêncio e nunca cansar de acordar todos os dias, sei que as pessoas querem falar o que sentem por mim e estão esperando que meu corpo esfrie,

Vivo em outra frequência com um smartphone que obedece meus comandos, já não sei exatamente o que fazer, já criei uma panza e me sobrou pouca esperança, 

O relógio não tem culpa, sou eu que utilizo minhas horas queimando o tempo como um viajante cansado que se refugia na calma inútil que mora escondida em público.

Volto a digitar, escuto aplausos e vejo vidas quasse perfeitas escondidas em sorrisos amarelos onde tudo parece terrivelmente tão sincronizado e feliz,

Tenho tantos amigos que não deixam lembranças nem abraços de verdade são apenas espelhos vazios e sem realidades, 

Sobrevivo sendo meu próprio assistente virtual, me defendo e me disculpo esperando algo que limpe meu estatus com a intensidade de um instante...

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O Penhasco

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Havia uma ponte e um penhasco e um mundo para atravessar, lutei contra o vento forte vindo do vale que termina no mar, 

O que seria de mim sem essa vontade inexplicável de viver e amar??

A imensidão acalenta a poesia e serve de consolo quebrando o silêncio e a própria dor, a imaginação conquista novas paragens e renova o amor ,

Havia um olhar solidário e uma rotina burocrata que mergulhava a alma num mundo coloquial,sem versos nem conversas de varanda entardecida, 

Mais é natural quando o tempo é a distância te afastam dos quarteirões e dos inventarios que preenchem a vida de uma rotina interminável, 

Havia uma ponte e um penhasco longe como um horizonte, com um rio cantando e levando destinos e nomes, 

Levando um relógio que calcula todas as mentiras,

Levando números que arrancam verdades,

Levando um suburbio de martirio e ausências.

 

 

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O homem da montanha

Minha voz viaja com o vento e fico sem palavras, sou um homem da montanha, a névoa afoga a solidão que atravessa a folhagem do outono sem sol,

Sou a espera que guarda a esperança para o final, como um punhado de lembranças com horas marcadas para terminar, 

Nunca vou embora pois a montanha está dentro de mim, sou um punhado de dedos e tardes violetas, sou um estranho cheio de diários escritos para não lembrar, 

Não há mar, nem risos amarelos, o mundo gira ao contrário, o mundo gira em devaneios, durmo acordado enquanto confuso entendo que sou um estranho que mora em mim mesmo.

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Deus humano

 Aterrizam esperas e profecías como aviões cheios de melancolias, o possível demanda o impossível esperando a esperança com luminosas contra senhas que se perdem na bruma espessa da noite,

O mármore sacrossanto e tão frio quanto o esqueleto original, toda vez que olho as feridas sobram sangue e almas, acompanho distâncias e circunstâncias que me levam pela tangente, 

Como posso esperar esse Deus humano??

Se todos os labirintos me levam a continuar vagando, sinto o vislumbrar fértil da eternidade com dúvidas e frustrações, sou uma partitura que se expande entre as multidões, 

A oferta de amor próprio contínua indiferente ao mundo e o silêncio e um náufrago com amnésia, somos todos contra todos e estamos a quilômetros da lucidez.

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Teu cabelo e o vento

Teus segredos são enigmas e faltam momentos pra completar, minhas dúvidas são feitas de tormento e fragmentos de noites com fragrância de rosas e sorrisos que resistem como milagres ao tempo,

Meus lábios ardem e teus beijos são doces como um sonho de primavera, tens uma flor de tércio pelo, eis o próprio rosal,

Teu cabelo e o vento recolhem os meus pensamentos e os tiram do lugar, a vida te espera chegar, como o lenço que enxuga minhas lágrimas quando meus olhos te vêm voltar...

 

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Lâmina invisível

Sou o autor das minhas próprias feridas, uma tormenta sem vento, um laço familiar que ainda desconheço, sou alguém que feriu a cura e reabriu a ferida, um lamento que respira sem tempo,

Abri a porta para tantos silêncios exorcizando demônios que já tinha superado, sou a desordem e o controle descontrolado, quebrando coisas que já tinha consertado, mais continuo fugindo dos meus temores infundados,

Sou o jogo perverso que transforma mentiras em verdades, sou a resignação de um final cheio de saudades, aturdido e mesquinho posso seguir o caminho dos sonhadores ou ser apenas um mercenário,

Me escondo nesse jogo sujo, tentando enontrar teu peito como último refúgio, 

Sou um invento,

Um assunto,

Sou a lâmina invisível que corta o que não saiu na foto,

Sou o amor com máscara e sem rosto ...

 

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Flores de madeira

Fostes embora logo após beijar os meus sonhos,

Tua alma escura refletia a luz e viajava ao sabor dos ventos,
Era um anjo dos bares respingando solidão por onde passava, tudo é uma bobagem,uma rua sem saída, numa velha estrada,
Mais também tudo reside no tempo, tempo de ter e de perder,de amar e de sofrer, 
 
Como campos prateadas com flores de madeira...
 
Me da teu veleiro pra poder atravessar o inverno e encontrar a primavera, a prudência pode ser um caminho moroso e tudo vêm de dentro,
E está tudo bem...
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Sucesso do verão passado

 Pareça um idiota,

More numa casa sem telhado,

Viva num mundo onde aquela pessoa não esteja mais ao seu lado

Vire cinzas e jogue se ao mar

Tome café sem açúcar,

Continue ouvindo o sucesso do verão passado,

Não espere a esperança ter de bater na sua porta,

Viva aqui , viva agora.

Tenha uma única ambição, ou não tenha nenhuma,

Deite se no sol e converse com a lua,

Deixe -se levar...

 

 

 

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A lavanderia

Deveriamos passar mais tempo na lavanderia, é um lugar agradável, com cheiro a detergente, amaciante e roupa limpa, 

As vezes me pergunto quantos momentos agradáveis perdí por não estar dentro de uma lavanderia, quantas vezes passei na frente e não a notei pois se confundia com outros tantos comércios da rua, 

Quantas coisas passam e não notamos, como as horas que vão levando nossas vidas , algumas cheias e outras vazias.

O tempo é uma centrífuga e vai nos secando, as portas se fecham retilíneas e as máquinas giram com pretensão de nós sacudir desse marasmo, 

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Tinta invisível

Em tempos onde ninguém te escuta e sobram egoístas e mesquinhos, sentir-se vivo e errar é humano, o perdão é divino mais cobra o preço de ser enterrado vivo,

Em tempos onde um beijo é um presente e sonhamos sem destino,  será que alguém poderia me ensinar a amar meus inimigos?

Bastaria dormir em teus braços, escutando histórias com jardins e com perigos, mais prefiro o silêncio com seu efeito fugaz de acalmar, deixei passar o amor e suas palavras escritas com tinta invisível, o tempo parou numa canção,

Em tempos de solidão como é doce pensar no melhor que existe em nós, estava esperando esse ócio que vive no futuro, e pode ser um presente imaginário, e no final passou a noite e veio a manhã trazendo tua imagem dormida enquanto espero por ti,

Bastariam outros dias e seu milagres, para ver partir o que nunca esperei...

 

 

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CPP