E quando tinha medo naveguei nos teus lábios, sonhando em aliviar a dor com palavras e sem desenganos,
E quando a máquina e o torturador lançavam seu machado afiado esse amor esperava, reciliente e tranquilo,
E quando a mística lembrança do mar se misturava com a bruma abrumadora da saudade, te achava num bar,
E quando quis fugir te encontrei sem remorsos e sem espaços vazios, e foi tudo apenas o vacilo de um instante, como um esplêndido desafio,
E quando as noites de vigília consumíam minha vida te achei linda e destemida, libertando meu ser, aniquilado minha melancolia,