Nesta terra maltratada
Sob os sóis dos confins,
O derradeiro suspiro da flor
(que não morreu por amor)
Nesta terra castigada
Ser homem não é nada.
Contam-se apenas os músculos
E o severo cabo de uma enxada.
No amarelado riso seco
Quando na som
Nesta terra maltratada
Sob os sóis dos confins,
O derradeiro suspiro da flor
(que não morreu por amor)
Nesta terra castigada
Ser homem não é nada.
Contam-se apenas os músculos
E o severo cabo de uma enxada.
No amarelado riso seco
Quando na som
Sou um belo cavalinho
Vermelhado, um pouquinho.
Nas estradas da roça,
Ando, galopo e corro
Passeando com meu dono,
Tocando também o gado.
A noite chega no cerrado,
Contemplo as estrelas, em noites escuras,
Meu olhar vai para a maior
Seria a Cão
É não tenho mais rimas
Só palavras amargas
Só o fel
Sou um velho e amargo limoeiro
De meus frutos ácidos nenhuma doçura se faz
Nem com açúcar
Nem com mel
É... hoje é dia de calar
De olhares silenciosos
Contemplação que nada percebe
Dia de apenas existir sob o
A macieira negou-me seus frutos!
Não será agora tempo de maçãs é isto?
Podia jurar que as vi no mercado
Rotuladas separadas e etiquetadas
Demarcadas pesadas e arrumadas
Podia jurar que as vi no mercado sim!
Mas a macieira negou-me seu fruto
Logo a mim que a
Percorri tantos dias
esqueci-me de acertar
o tempo vagando
ontem, hoje ou amanhã
Elucidei a existência onde
vivo dia a dia errôneo
memorizando os silêncios
indecisos alimentando
cada detalhe do meu quotidiano
que escapa engolido na voracidade
des
Angústias envelhecem,
perdem sentido,
escafedem.
O amor renasce,
quebra janelas,
enlouquece.
Tornei-me plural,
abri sorrisos,
jovial.
Esperanças voltaram,
cores vivas,
carnaval.
Paolo Lim
Morre meu canto num campo de guerra.
Apagam-se esperanças em nossas bandeiras.
Enterram-se restos da última quimera.
Restam viúvas das ideologias derradeiras.
Proletários e burgueses perdem-se na história.
Soçobram lembranças, referências, memórias,
n
Pranto
Na boca da noite o sorriso
Ao sol do meio dia o aviso
Tempestade.
Madrugada escura de ventos uivantes
Lobos que caçam e predam semblantes
Fechadas as portas do céu.
Relâmpagos e raios de um amor partido.
Enxurrada de lágrimas é o me
...Com alma leve de borboleta,
Olhei o sol saindo sorri contente
Vestir-me de azul a cor do mar
Tomei café sai sem hora de voltar...
Hoje só desejei ser criança
Corri na areia catei conchinhas
Sentir o vento bater no rosto
Comprei sorvete esqueci
Maldito retirante nordestino
Veja bem, o que tu louco, fizeste
Seu lugar é no seco, árido, agreste
Este era seu fadário, destino.
.
Mas, algo idealizou em desatino
E com jura igual , outro não vieste
Inflamou a massa como bem quiseste
Despertou-
O inescrutável e teu lugar
Oh com que verdes e grandes assombros convives-te?
Tuas escolhas trouxeram de antes medos breves
Ainda mais breves se perderam teus sorrisos felizes
Neste estival engenho de palavras múltiplas
Céu azul de primavera anciã e esque
Esta fora do alcance agora...
La... além de qualquer ajuda...
Esta tão quieta... tão assustada...
Há lugares em que você não pode ir
Há noites que não conhecem fim
O sol não voltara...
As estrelas não estão no céu
Para onde foi o firmamento?
Lagrimas são sil