Posts de Cristina Maria Afonso Ivens Duar (289)

No Lirismo Dos Meus versos Chorei

Esperei-te com a alma cálida, vestida só de poesia,

Para imprimir na tua pele o lirismo dos teus desejos,

Onde coubesse um poema de amor e extasia,

Na tua boca uma bandeja de ávidos beijos.

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Porque o lirismo dos meus versos é extremado,

As flores dos meus poemas têm licor,

De tão longe que os teus olhos têm andado,

Cristalizado ficou todo o nosso amor. 

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Namorei as rosas, plantei vasos apaixonados,

Escrevi o teu nome no coração onde doeu,

Um pronuncio de que estávamos condenados,

No final deixámos de ser nós...apenas eu.

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Sob promessa de viver em tristeza infinita,

Para toda a vida minha boca amordacei,

Engolindo o teu nome em frases tão bonitas,

No lirismo dos meus versos...chorei.

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Cristina Ivens Duarte-05/11/2017

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" Entre Um E Outro Pensamento "

Vagando entre um e outro pensamento,

Olhando o mar que se expandia...

Juntámos nossas células, sem discernimento,

E num bailado prateado, fizemos a travessia.

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Então, todo universo passou uma tangente,

Ao meu corpo, em descontrolada emoção,

Para reflectir a eternidade, frente a frente,

E ser julgada nas águas frias do perdão.

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Minha alma deu um soluçado e profundo grito,

Abafando o som das ondas implacáveis,

Cavando abismos, levando-me ao infinito,

Por covas fundas, eras insondáveis.

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De transparente túnica, opulente e bela,

Livre, em pleno esplendor e frescura,

No fundo estava a Vénus tão singela,

De luxuriantes formas e tão pura.

**.

Mas eu confusa com tais perplexidades,

Queria salvar-me ou talvez prender-me,

Rasgar-me em pedaços, voar como as aves,

Veio uma musa, quis absolver-me.

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Tirou-me os nós que eu tinha no peito,

Com a graça de uma pomba branca,

Despiu-me como ninguém tinha feito,

Cobriu-me toda com uma manta.

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E assim como vim ao mundo,

Levou-me para terra toda liberta,

Doei minhas confissões, ao mar tão fundo,

 Deixando as gaivotas de boca aberta.

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Cristina Ivens Duarte-08/12/2017

 

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" Uma Fantasia "

A tarde era qual um favo de mel,

Amarelo, flamejante, causava vertigens,

Só éramos nós, mais o som do pincel,

A pincelar, minhas fantasias virgens. 

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Comecei então, a fantasiar contigo,

Num campo de searas, a crepitar,

Surgiste por entre as vagens de trigo,

Como uma semente a desabrochar.

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Com a tua fragilidade e candura,

Quase impossível de imaginar...

Meu coração abriu-se em loucura,

Só para tu poderes entrar. 

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Dei-te uma flor, que colhi dos montes,

Para colorir, teus olhos belos, 

Fiquei perdido em horizontes,

Quase tocava nos castelos.

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Não parei de fantasiar...meu Deus!!

Era tudo tão encantado...

Que ao tocar-te, com os dedos meus,

Parecia não ter fantasiado.

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Eras tão real, em minha mente perdida...

Pelos montes a ver-te brotar,

Que te plantei em minha vida,

Para sempre te poder tocar.

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Cristina Ivens Duarte-20/11/2017

 

 

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" Um Conto "

Presa nas saias da minha Mãe, Com outros horizontes eu sonhava, Numa conversa de entretém, Disse-lhe que um dia me libertava. ** Tinha um fascínio pela Austrália, Tudo por causa dos cangurus, Saí de casa com umas sandálias,
Saiba mais…

" Se Te Perdesse "

Se te perdesse, creio que morreria,

O perto se tornaria infinito,

Não te ter por mais um dia,

Eu morria...louvado seja dito.

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E mesmo morta cambaleava,

Como um zombi chorando,

Só mesmo crucificada,

Parava te procurando.

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Porém Jesus, O bom Senhor,

Os meus pregos aliviava,

De encontro ao meu amor,

Enquanto o sangue derramava.

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E por breves instantes,

Eu via a tua pele luzidia,

Fundida em dores penetrantes,

Amava-te enquanto morria.

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Cristina Ivens Duarte-25/09/2017

 

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" Nunca Fiz Um Poema "

Não sou eu que estou a escrever,

 São as minhas mãos a plagiar,

 Com o som das ondas a bater,

E a sua boca a espumar.

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Minhas mãos, anjos dos meus tormentos,

Quando minha alma está omissiva,

Elas roubam dos meus pensamentos,

Minha poesia que está cativa.

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Presa entre nós na garganta,

Doendo por entre as costelas,

Minhas mãos são de uma santa,

Mas os poemas, são todos dela.

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Nunca na vida um poema fiz,

Revelo agora o meu segredo,

Fora a santa que sempre quis,

Usar o milagre do meu dedo.

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Cristina Ivens Duarte-24/09/2017

 

 

 

 

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" Pensando Bem "

Nesta vida cheia de portas, 

Por vezes batemos sistematicamente,

Mas agem como se estivessem mortas,

As pessoas que amamos, tão arduamente.

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Elas levam tanto tempo a responder,

Que a gente acaba por desistir,

O melhor mesmo é deixá-las morrer,

Do que continuar a bater, a persistir, a persistir.

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O vento leva as coisas ocas,

 De tão vazias que elas são,

Depressa esquecemos... das memórias loucas,

E ficamos à mercê das nossas mãos.

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Um dia porém estamos à janela,

A campainha toca, inesperadamente,

Já nem te lembras ...que pessoa é aquela,

E fechas-lhe a porta para sempre.

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Com o tempo a gente aprende,

A valorizar a nossa pessoa,

Cria em volta uma grande rede,

E prende quem nos magoa.

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Cristina Ivens Duarte-13/09/2017

Saiba mais…

À Psicóloga Marta Biscoli...

Porque falar me provoca ansiedade?

Dizem que desabafar nos faz bem!

Mas o falar de extrema necessidade,

É uma enfermidade na cabeça de alguém. 

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Falar simplesmente...falando,

Das coisas da vida, das nossas dores,

O ar começa faltando,

E o corpo se enchendo de tremores.

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Depois vem aquele aperto no peito,

Que sobe e nos tira o ar,

Inspiro  para não se tornar suspeito,

Que um ataque de ansiedade me está a dar.

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Devia sentir-me descomprimida,

Ao desabafar os meus lamentos,

Mas os amigos da minha vida,

Não entendem meus sentimentos.

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A ansiedade é um sintoma de stress,

Uma má experiência... traumática,

Que dificilmente se esquece,

E deixa a pessoa apática.

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Assim falo comigo simplesmente,

Os meus dias são uma grande luta,

Não falo com qualquer tipo de gente,

Para não ouvir que sou maluca.

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Cristina Ivens-11/09/2017

 

 

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" A Rosa "


Escrevia de emoção forte, chorando,
Ao meu amor quase paradisíaco,
Uma rosa cai, cambaleando,
Senti a alma dele dentro do meu físico.
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Vi o meu amor, pelos meus olhos passar,
Lagos dentro do meu ser nasceram,
Ao pressentir a sua tumba levantar,
Meus versos naquele dia estremeceram.
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Como um sopro em cinzas dispersas,
As mãos geladas, com algum tremor,
Queria fundir-me com ele às pressas,
Apagar a saudade, sobretudo a dor.
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Eu bem tento, mas não consigo vencer,
Ainda me lembro do gosto do seu beijo,
E as rosas que não param de chover,
Sempre que nos meus versos eu o vejo.
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Porém o meu amor por ele é tudo,
Na tumba...oh! Deus, como está sozinho!
Prá vida farei versos cheios de conteúdo,
E nas rosas ternos gestos de carinho.
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Cristina Ivens Duarte-22/08/2017
 

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Os Dias

Há dias, que os dias não são dias,

São uma coisa qualquer,

Como vidas vazias,

Que nem dias têm sequer.

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O amanhã não interessa,

Se o dia vai ser igual...

E se passar bem depressa,

Não se vê no dia o que está mal.

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 O mal não está no dia,

Mas no mal que o dia faz,

E se o dia para mim sorria,

Fazia o dia andar para trás.

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Atrás do dia eu correria,

De manhã ao anoitecer, 

E os dias seriam dias,

Passados a correr.

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Cristina Ivens Duarte-14/08/2017

 

 

 

 

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