Posts de Márcia Aparecida Mancebo (2176)

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Quando o Sonho Desperta

Quando o Sonho Desperta

Se o desejo está distante de nós dois,
Por que esperar por vidas que virão?
Ah, não irei deixar para depois,
Pois sonhar faz bem ao meu coração.

Quantas vezes vaguei de olhos fechados,
Sem saber onde a vida chegaria;
Teus olhos têm meu sonho despertado,
Senti: nosso destino em parceria.

Não preciso de vidas e caminhos,
Para que o amor venha acontecer;
Basta que eu ouse construir um ninho,
Deixando o meu desejo aquecer.

A paixão compõe minha melodia,
Ninguém vai interromper a direção,
Vou transformar meu sonho em poesia
E a nossa vida em suave canção.

Márcia Aparecida Mancebo
08/26

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Morada

Morada

O devaneio leva-me distante;
Ao relembrar as flores da estação,
Um novo sentido abate-me no instante,
Inundando o pensar com emoção.

Aquela primavera em mim floriu,
Exalando seu olor, fez-me sorrir;
Quando, nos lábios, o sorriso abriu,
Não consegui reter o meu sentir.

Foi uma primavera tão serena,
Que trouxe-me lembrança: teu gesto bonito.
Lembro: debaixo do pé de açucena,
Tuas carícias levaram-me ao infinito.

Agora, o devaneio é o que restou,
O destino mudou nossa direção,
Mas a estação bela continuou
E fez morada no meu coração.

Márcia Aparecida Mancebo
08/26
Itapeva, São Paul

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Lua Radiante

Lua Radiante

No horizonte, o sol, ao dourar o chão,
Reveste o prado com luzes brilhantes;
Para a lua adentrar com belo clarão,
Lua cheia se mostra radiante!

Vaidosa, dona da luz do luar,
Traz aos amantes um terno carinho;
Propicia um clima especial no lugar,
Onde os passos seguem um só caminho.

Oh, lua! Com tamanha formosura,
Clareia o mar, o prado e a amplidão,
Enfeita o firmamento com doçura,
Tão bela, angelical, causa emoção!

O horizonte recebe a noite em paz,
Com as folhagens de longe acenando,
E todo o manto negro se desfaz
Com a bela lua, no céu reinando.

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva, São Paulo 

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Reinventar o Mundo

Reinventar o Mundo

Em gratidão ao universo lindo,
repleto de uma luz que em mim irradia,
quando o sol se põe, o chão colorindo
e assim morre a tarde ao fim do dia.

É o instante em que nasce a inspiração,
quando os versos se encontram no papel,
e todo o sentir do meu coração
se revela em cada traço fiel.

Esse céu belo, mostrando o entardecer,
que louva a Criação pela beleza,
e essa fé que alimenta o meu viver,
afirmando em meu peito a certeza.

Certeza de a vida ser uma tela,
com sabor de absinto que enebria,
e aos meus olhos, encanto, se revela:
— Viver é uma rica tapeçaria!

Márcia Aparecida Mancebo
15/08/2

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Tenho medo, mas...

Eu não inventei o medo,
Mas às vezes o sinto tão perto,
Como a blusa que estou vestida,
E não é a mesma da de ontem.

Também não fui eu quem criou algumas palavras
Para dizer que não consigo te esquecer
E que tenho medo de ser refém desse sentimento.

Sentimento que só eu sinto,
Pois a tua ausência fala bem clara,
Mas eu faço de conta que não entendo,
Que sou estrela num céu escuro.

O medo eu tenho tentado controlar,
Mas ainda sinto uma grande vontade
De pedir que você fique comigo;
Mas também tenho medo que não entenda
Aquilo que é a minha maior verdade.

Por isso me calo, não te peço,
Até que o medo vá embora
E eu crie coragem.

Márcia Aparecida Mancebo
2026

&

Quando o medo se cala

Talvez o medo não seja ausência de coragem,
mas apenas o coração
pedindo um pouco de tempo
antes de se entregar.

Eu também conheço esse silêncio
que guarda palavras na garganta,
esse querer que não se revela
por medo de ouvir um “não”.

Mas há sentimentos
que não sabem obedecer ao medo;
crescem no silêncio,
insistem na distância,
e continuam vivos
mesmo quando ninguém os chama.

Não sei se o amor deve ficar,
nem se devemos pedir que fique...
Talvez ele simplesmente permaneça
quando é verdadeiro,
mesmo sem promessas.

E se um dia a coragem chegar,
que venha sem pressa,
sem medo de ser tarde.

Porque há verdades
que não precisam ser gritadas:
basta que o coração as reconheça
quando finalmente
o medo se calar.

Ciducha

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Na Primeira Curva

Na Primeira Curva

Eu tinha o pressentimento de que seria assim, mas não imaginava  que aconteceria tão rápido.

Deixei o copo com sua bebida preferida no mesmo lugar, pensando que você poderia se arrepender e voltar atrás.

Mas não aconteceu como pensei.

Já estou me acostumando com essa rotina. Às vezes, faço coisas que não combinam comigo. Falo sozinha, como se você ainda estivesse aqui, ao meu lado.

Isso é apenas o começo de uma nova realidade, depois de eu ter me acostumado com a sua presença.

Eu pressentia. Ultimamente, você já não agia com cortesia. Era um estresse constante.

Tentando entendê-lo, calei-me. Não perguntei nada. Apenas esperei.

Vi a lua aparecer, o sol brilhar. O dia passou, e as horas foram seguindo seu curso.

Quando percebi, convidei você para um brinde.

Seu copo estava cheio. Você não tocou nele, sequer perguntou:
— Brindar o quê?

Conheço o seu jeito e pensei que você também me conhecesse.

Notei que alguma coisa havia mudado. Será que foi o desapego? Ou você estava apenas com receio de ir embora?

Pode ser que essa saudade que estou sentindo vá embora com os dias, assim que eu conseguir entender o que aconteceu.

Enquanto isso, vou seguindo a vida, mesmo sem conseguir acompanhá-la.

Ela está passando rápido demais, e eu já tropecei na primeira curva.


Márcia Aparecida Mancebo
2026/ Itapeva São Paulo 

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Tenho medo, mas...

Tenho medo, mas...

Eu não inventei o medo,
Mas às vezes o sinto tão perto,
Como a blusa que estou vestida,
E não é a mesma da de ontem.

Também não fui eu quem criou algumas palavras
Para dizer que não consigo te esquecer
E que tenho medo de ser refém desse sentimento.

Sentimento que só eu sinto,
Pois a tua ausência fala bem clara,
Mas eu faço de conta que não entendo,
Que sou estrela num céu escuro.

O medo eu tenho tentado controlar,
Mas ainda sinto uma grande vontade
De pedir que você fique comigo;
Mas também tenho medo que não entenda
Aquilo que é a minha maior verdade.

Por isso me calo, não te peço,
Até que o medo vá embora
E eu crie coragem.

Márcia Aparecida Mancebo
2026

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Passos da Vida

Passos da Vida

A cada momento vivido, uma espera,
que a vida desenrole sentimentos
que estão guardados. Hoje são quimera,
ocupando espaço no pensamento.

São lembranças de antigas estações,
onde o perfume exalava saudade.
Agora, ao lembrá-las, vêm emoções,
trazendo sorrisos à realidade.

É com esperança que sigo a vida;
não dá para ser diferente, não.
Tenho que estar sempre, sempre tão ávida
para sentir pulsar o coração.

Os momentos, as lembranças são passos
dados pela estrada por onde sigo.
E, como agradecimento, abraço,
pois, nesta jornada, seguem comigo.

Márcia Aparecida Mancebo
1

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A Trilha e o Ipê

A Trilha e o Ipê

Tenho fé, não me abati com a ruína;
Transformei-a em esperança e segui adiante.
Vi, ao longe, uma luz que me ilumina,
Enquanto os ipês afloram constantes.

Não vi o oásis ao cruzar o meu deserto;
E, com sede, o atravessei sem chorar.
Segui avante, sem destino incerto,
Esperando o vendaval amenizar.

Vento forte é comum encontrar na lida;
É assim que se lapida o pensamento.
O sofrer amadureceu-me na vida;
Com doçura, entendi meu sentimento.

Aprendi que há uma voz que me desperta;
É no frio que o ipê mostra as flores,
Tão belas qual casaco me acoberta,
Transformam o trilhar em várias cores.

Márcia Aparecida Mancebo 
30/07/26

 

 

Pus um mensagem ao poema após fazer uma reflexão sobre a vida.
Mesmo diante das ruínas, da aridez e das dificuldades da vida, a esperança pode renascer. Assim como o ipê floresce no tempo mais seco, o ser humano também pode encontrar força, amadurecer com doçura e transformar sua caminhada em um caminho repleto de novas cores.

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Enquanto...

Enquanto...

O inverno continua pelo ar,
não muda o pensamento esperançoso
de que setembro está a se aproximar,
trazendo um perfume delicioso.

Mas, enquanto o amanhecer está frio,
sigo sonhando com as estações.
Não há, em nenhuma delas, o sombrio,
apenas lembranças das emoções.

O instante traz eco ao meu ouvido,
vem de longe com o vento do sul,
vento frio que amortece o sentido,
mas o céu continua com o azul!

As orquídeas ainda estão com flores,
os ipês enfeitam as avenidas,
enquanto tento esquecer minhas dores,
o inverno colore minha vida.

Márcia Aparecida Mancebo
08/26

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Quando Estamos Distantes

Quando Estamos Distantes

Quantas vezes pensei em te deixar,
Mas no instante não sei o que fazer,
Tenho medo de um dia arrepender;
Fui eu que te escolhi para me amar.

Se te deixar agora vou chorar.
Pois sozinha não sei o que é viver,
A vida poderá me surpreender,
Quem sabe possa até te procurar.

Penso assim quando estamos bem distantes,
Não sei se é medo em te despertencer,
Ter que seguir sozinha a minha estrada.

Mas se chegas chamando-me de amada,
Ah! Num abraço esqueço este sofrer,
Em teus braços me enlaço, sou a amante!

Márcia Aparecida Manceb

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Flor da Esperança

Flor da Esperança

Na redondeza existe bela paisagem
que desperta em mim muita emoção.
Em êxtase, contemplo todas as imagens,
enquanto sinto pulsar o meu coração!

Surpreendo-me com delicada florzinha,
que está escondida entre alguns ramos.
A pulcra flor nasceu ali sozinha,
não foi plantada sequer por engano.

Mas essa flor persiste em florescer,
fazendo-me encantar com a beleza.
É uma fortuna ver a flor crescer,
uma dádiva para a natureza.

De prontidão, atento para a lida,
depois de tantas lutas e caminhadas,
reflexiono sobre a minha vida:
sou qual flor, com esperança avivada.

Márcia Aparecida Mancebo
12/08/26

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Crença


Crença

Que crê com fé na beleza da vida;
É a pessoa que tem sabedoria:
não desconhece que é comprometida
em emanar o amor, dia após dia.

Entende que a lida é cheia de espinhos,
e, quando vem a noite, há escuridão,
que nem todo atalho que há no caminho
é provido de seta e direção.

Está sempre pronta para abraçar
quem carece consolo para a alma,
pois sente cansaço de ter que lutar
para aquietar-se e sentir-se calma.

Então, a crença motiva o viver,
como se oferecesse um ombro amigo,
mostrando que a vida é um florescer;
com paz no coração, não há perigo.

Márcia Aparecida Mancebo
13/08/26

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Marcas do Vento ( Rondel)

Marcas do Vento

Contornando os meus traços com cuidado,
o vento desenhou uma miragem,
e o meu rosto apareceu todo marcado,
entre as flores e as belas folhagens.

Qual fotografia de uma ramagem,
retratando pelos dias meu traçado,
contornando os meus traços com cuidado,
o vento desenhou uma miragem.

O meu rosto não esconde o passado,
ele mostra o meu caminho com coragem
e desvenda que lutei como soldado,
sem temer em mostrar rosto selvagem,
contornando os meus traços com cuidado.

Márcia Aparecida Mancebo
13/08/26

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Nosso Amor não Terminou

Nosso amor não terminou,
Ele permanece em mim.
Sem ele, eu nada sou,
Sequer flor em seu jardim.

É um amor que permanece,
Que fica e não vai-se embora.
Dou graças à minha prece:
Sentir teu amor nesta hora!

Amor verdadeiro assim
Cria raiz, não se vai.
É qual a flor do jasmim,
Com vento forte não cai.

Ouça, amor, o que te digo:
Levarei pra eternidade,
Pois te quero só comigo,
Pra sentir felicidade!

Márcia Aparecida Mancebo
Itapeva, São Paulo

10/08/26

&

TAMBÉM NÃO TERMINOU

Nosso amor também não terminou,
ele continua aqui,
quieto, mas presente,
morando naquele lugar
onde o coração guarda
o que não consegue esquecer.

Não importa a distância,
nem o tempo que passa.
Há sentimentos que não partem,
apenas aprendem
a morar de outro jeito.

O teu poema me encontrou
e trouxe de volta
um perfume de jasmim,
uma lembrança bonita,
dessas que chegam devagar
e ficam.

Amor verdadeiro não precisa
de grandes explicações.
A gente simplesmente sente.
E quando é de verdade,
nem o tempo consegue apagar.

Por isso, amiga Márcia,
recebo tuas palavras
com todo o carinho
e te devolvo as minhas:

há amores que terminam,
mas há outros
que apenas mudam de lugar
e continuam vivendo
dentro da gente.

Ciducha Seefelde

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Simplesmente

Simplesmente

Não quero brilho nas minhas vitórias.
Brilho na vida é apenas vaidade.
Mera ilusão viver só de glórias;
É não aceitar a realidade.

Sei bem o que sou, trago na memória
Nesta lista está minha idoneidade,
que nos passos da minha trajetória
foram dados à dura realidade.

Pelo caminho encontrei a coragem
para enfrentar a vida que é selvagem
e percebi na estrela um brilho ardente.

Então entendi o que sou simplesmente;
Não sou um astro, não almejo brilho,
E sigo apenas simples no meu trilho.

Márcia Aparecida Mancebo
20/06/26

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Nosso Amor não Terminou

Nosso Amor não Terminou

Nosso amor não terminou,
Ele permanece em mim.
Sem ele, eu nada sou,
Sequer flor em seu jardim.

É um amor que permanece,
Que fica e não vai-se embora.
Dou graças à minha prece:
Sentir teu amor nesta hora!

Amor verdadeiro assim
Cria raiz, não se vai.
É qual a flor do jasmim,
Com vento forte não cai.

Ouça, amor, o que te digo:
Levarei pra eternidade,
Pois te quero só comigo,
Pra sentir felicidade!

Márcia Aparecida Mancebo
     Itapeva, São Paulo

10/08/26

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A Estrada da Esperança

A Estrada da Esperança

Tornando a minha jornada bendita,
é essa esperança que trago comigo;
reluzindo minha estrada infinita,
fazendo-me encontrar sempre um abrigo.

Meu caminho é repleto de canteiros,
com flores perfumadas pelo dia,
e pássaros belos, o tempo inteiro,
com trinados que encantam em melodia.

Assim sigo feliz por toda estrada,
com belezas que não têm explicação;
de flores e de sons é margeada,
levando-me a sentir muita emoção.

Aonde vou, levo no peito a esperança,
é minha aliada, faz-me aguerrida;
com ela volto a ser uma criança,
que crê com fé na beleza da vida.

Márcia Aparecida Mancebo
07/26

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Recanto

Recanto

No paço antigo, em silêncio, voltei
para rever o palácio em esplendor;
e à saudade, então, me entreguei,
às lembranças de um tão doce amor.

Na servidão, o tempo se calou,
na esperança de encontrar
o mesmo olhar que me despertou
para a vida bela de um formoso lar.

Lá fui rainha, a mulher amada,
que o jardim cuidava com primor;
mas, por desencanto, fui marcada
por uma ausência que me trouxe dor.

E assim, entre o ontem e o que sou agora,
a vida desenha o que traz encanto;
palavras se unem, levam-me embora
ao palácio antigo, meu recanto!

Márcia Aparecida Mancebo
08/08/26

 

 

Atividade do grupo Desafio Poético com as palavras grifadas.

 

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Feliz Dia dos Pais, Escritores e Poetas!

Aos Pais Poetas e Escritores

Ser pai é escrever, todos os dias,
a mais bonita poesia da vida.
É deixar no coração dos filhos
versos de amor, cuidado e esperança.


E quando o pai também é escritor e poeta,
transforma sentimentos em palavras,
faz do papel um jardim de memórias
e do amor uma inspiração eterna.

 

A todos os pais poetas e escritores
que escrevem com a alma e amam com o coração,
meu carinho, minha admiração e meus parabéns!

Feliz Dia dos Pais!

 

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CPP